<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219</id><updated>2012-01-27T11:07:27.411-08:00</updated><title type='text'>Sarna Virtual</title><subtitle type='html'>Já foi um zine, circulou entre punks, junkies, skinheads e anarcos em geral... depois passou a ser um movimento e hoje é apenas uma sarna virtual desse cidadão que vos dirige a palavra como um punhal. Aproveitem!
Doses generosas de jornalismo gonzo, pseudo-literatura, contracultura e apologia a sexo drogas e rock n roll!</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Diegonzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08101398213141553904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S3_tVckzbcI/AAAAAAAAAK8/QTy1Pn1RBYM/S220/Imagem113.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>96</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219.post-6178152584802293637</id><published>2012-01-19T02:45:00.000-08:00</published><updated>2012-01-19T02:46:54.318-08:00</updated><title type='text'>Melhor saúde do mundo - um desabafo</title><content type='html'>IBGE divulgou que os brasileiros gastaram mais com saúde do que o governo federal. Entre 2007 e 2009 as famílias brasileiras gastaram mais de R$ 157 bilhões, enquanto o governo gastou R$ 123 bilhões. Enquanto não tivermos uma lei que obrigue nossos ilibados homens públicos a utilizarem serviços públicos de saúde (SUS) vai ser isso mesmo. O melhor serviço público de saúde do mundo, né? Se gasta um caminhão de dinheiro com saúde privada só pelo prazer de manter o capital dos planos privados. Somos benevolentes e queremos rodar a roda do capitalismo. É só! E que os defensores de A ou B não esperneiem: Lulla - e qualquer outro dirigente público - deveria se tratar pelo SUS, assim como fazem milhões de brasileiros...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5453805224059570219-6178152584802293637?l=sarnavirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/feeds/6178152584802293637/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2012/01/melhor-saude-do-mundo-um-desabafo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/6178152584802293637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/6178152584802293637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2012/01/melhor-saude-do-mundo-um-desabafo.html' title='Melhor saúde do mundo - um desabafo'/><author><name>Diegonzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08101398213141553904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S3_tVckzbcI/AAAAAAAAAK8/QTy1Pn1RBYM/S220/Imagem113.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219.post-5680267069768070754</id><published>2012-01-10T06:21:00.000-08:00</published><updated>2012-01-10T06:36:16.547-08:00</updated><title type='text'>Mulheres ricas e a Provocação</title><content type='html'>Ontem fiz um esforço extraordinário para assistir o novo reality show da Bandeirantes. Algumas pessoas no meu meio estavam pipocando o assunto e, por curiosidade meramente jornalística, resolvi assistir. A minha péssima impressão obtida através dos comerciais foi piorada. Sem ritmo algum, um grupo de mulheres muito ricas ostentam luxo, fazem piadas que somente a classe mais abastada - e burra - da sociedade pode achar alguma graça. Não? Não, não Diego, o povo adora isso. &lt;br /&gt;Mas o que me espanta não é necessariamente um programa tão ruim estar na grade de programação de uma televisão já dominada por lixo embutido da indústria cultural. Quando fiquei sabendo, através das vinhetas e de comentários nada pertinentes, que a Bandeirantes apostaria num reality do gênero achei que não fosse dar certo. O que a maioria da população brasileira, recém promovida da classe D para a C, vai achar de um programa que coloca algumas debilitadas mentais sem nada a acrescentar – nem ao menos humor – a conviverem no seu mundo fechado de riqueza e superficialidade? Seria uma provocação que acabaria com os níveis de audiência. Mais um programa efêmero. Mas o fato é que a audiência vem aumentando desde a estreia. Então estamos diante de um caso claro do “consumo do consumo”, um conceito da minha ex-professora e pesquisadora Susana Kilp. O modelo de vida ideal, evocado não pelo &lt;em&gt;american way of life&lt;/em&gt;, mas pelo &lt;em&gt;capitalist way of life&lt;/em&gt;, é aquele. Eis o fim da humanidade, o esvariamento humano, e o começo da civilização do imaginário pós-moderno. A classe C sabe que aquele mundo vai ficar no imaginário, é para poucos. Mas pouco importa, está consumindo, está fazendo parte do mundo dos ricos nem que seja por alguns minutos. &lt;br /&gt;O falecido carnavalesco Joãozinho Trinta dizia que o pobre gosta de luxo, quem gosta de pobreza é intelectual. Tirando a segunda oração, corretíssima. Pobre adora luxo, enquanto para o intelectual o poder está em outra coisa. O poder não é pegar uma arma, pisar no maior número de empregadas domésticas possível, fazer parte do Estado ou ter dinheiro para comprar justiça a granel nos supermercados dos tribunais. O poder, para o intelectual, vai além. É existencial, é transcendental a esse lixo todo. Não, não são homens de uma ideia! Mas a classe C não é intelectual e está longe disso. Para eles basta um bom emprego público, uma casa de alvenaria, uma TV de 32 polegadas, uma geladeira frost-free e um carro na garagem. Se chegarem lá, no topo da pirâmide social, precisam ter dinheiro suficiente para preencher o tempo e nunca terem tempo ocioso para se perguntar: “ok, e agora?”. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Sinceramente, se uma dessas milionárias forem sequestradas ou assaltadas iria me sentir melhor. Iria sentir que não sou o único ofendido por essa Provocação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-KDwUPMk9lqM/TwxLgxjSWJI/AAAAAAAAAU4/w9GWleSbQUE/s1600/mulheres-ricas1.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-KDwUPMk9lqM/TwxLgxjSWJI/AAAAAAAAAU4/w9GWleSbQUE/s320/mulheres-ricas1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5696010655146072210" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Cena do programa Mulheres ricas&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5453805224059570219-5680267069768070754?l=sarnavirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/feeds/5680267069768070754/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2012/01/mulheres-ricas-e-provocacao.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/5680267069768070754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/5680267069768070754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2012/01/mulheres-ricas-e-provocacao.html' title='Mulheres ricas e a Provocação'/><author><name>Diegonzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08101398213141553904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S3_tVckzbcI/AAAAAAAAAK8/QTy1Pn1RBYM/S220/Imagem113.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-KDwUPMk9lqM/TwxLgxjSWJI/AAAAAAAAAU4/w9GWleSbQUE/s72-c/mulheres-ricas1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219.post-605144888707898255</id><published>2011-11-08T16:06:00.000-08:00</published><updated>2011-11-18T02:43:58.790-08:00</updated><title type='text'>Quando se viveu</title><content type='html'>Na associação brasileira das associações brasileiras de coisa nenhuma trabalhava Jack. É assim que ele gostava de designar o local onde definhava há quatro anos, o qual não vale dar propaganda gratuita neste texto. Os sonhos nutridos pela sua faculdade de jornalismo o deixaram assim, sarcástico, um pouco amargo e, raramente, honestamente alegre. Na maioria das vezes era cínico. Na verdade, relacionar essa personalidade, por vezes até rabugenta com as desilusões acerca do jornalismo, seria uma pretensão muito grande, especialmente por parte do jornalismo. A vida se encarregou, com todas as suas nuances cruéis, de fazê-lo assim. Mas nem tudo era tristeza, no fundo gostava de viver, embora soubesse que as coisas poderiam ser muito melhores com um pouco mais de boa vontade, sua e de todo mundo. &lt;br /&gt;Não gostava muito de se relacionar, a não ser sexualmente. Assessor de imprensa de um bando de empresários corruptos associados. Parecia piada, escrever releases sobre as benesses do associativismo e do trabalho cooperado. Gostava do caos, e somente ele, na sua vida pessoal ou profissional - as quais tinha o cuidado de separar rigorosamente para não engolido, ou melhor, digerido, já que engolido já havia sido – pelo sistema. Não o sistema político. Não gostava de falar disso, se sentia um manipulador ou “panfletário”, como era acusado de ser nos tempos de militância. “Posso ser religioso ou político, nutrir ideologias que já nem acredito, apenas para testar o meu poder retórico”, dizia nas conversas de buteco com seus poucos amigos. Quando bêbado ou chapado de qualquer coisa ficava ainda mais sarcástico, mas o cinismo, milagrosa e repentinamente, desaparecia, fazendo-o bater o recorde e inimizades por hora. “Não preciso ser cínico fora do meu horário de trabalho”, justificava com orgulho. Por seus problemas relacionados à humanidade em geral, acabava se fechando, tornando-se uma espécie de autista por opção. Lia muito, assistia muitos filmes malditos tanto pela galera “pop” como pela galera “descolada e cult” - agora os hipsters, como virou moda chamar - do cinema. Gostava dos rótulos concedidos pelos seus amigos de ocasião. Era o rabugento, o do contra, o chato, o teimoso... alguns poucos chamavam isso de personalidade. A verdade é que pouco importava, desde que houvesse uísque e fumo suficientes para afogar as mágoas de suas epopeias solitárias madrugadas a fio. &lt;br /&gt;Jack, cujo nome era Jackson – do qual evidentemente não gostava, como quase tudo que não era uma decisão pessoal e unilateral sua, também se sentia bem com o poder concedido pelo jornalismo. Embora sem reconhecimento, se divertia com os puxa-sacos de plantão e as garotas que queriam lhe dar, jurando que tinha algum dinheiro e prestígio. O fato de ser um rapaz bem apessoado não era de todo ruim quando a busca era por sexo, mas incomodava profundamente quando, raramente, se interessava por alguém. Acabava que não acreditava que alguém pudesse gostar dele sem aquela carcaça que a sociedade, por capricho e pela necessidade de criar um padrão de beleza, achava agradável. Lembrava sempre o melhor conto de todos os tempos – talvez por ser a sua desvirginização no mundo literário mais sangrento, que era “A mulher mais linda da cidade”, do Charles Bukowski.&lt;br /&gt;Na cidade interiorana onde morava desde que se formou e brigou com os pais, era conhecido como um profissional competente, o que lhe provocava sentimentos contraditórios. Ao mesmo tempo precisava daquilo para ter o que sua natureza selvagem mais desejava e por outro lado se sentia, cada vez mais, afastado dela. Tentou terapia. Não deu. A única coisa que o fazia menos angustiado eram as drogas legalizadas ou não pela poderosa indústria farmacêutica. Por isso, todos os dias orava para o São Rivotril, ansiolíticos derivados e anfetaminas. &lt;br /&gt;Em um belo domingo de outono, algo o despertou de repente. Algo lhe apertava o peito. Como não era a primeira vez, já conhecia os procedimentos. Tomou duas generosas doses de uísque e saiu. Eram 11 horas da manhã. Na praça não havia muitas pessoas. Nem crianças. Simpatizava com os pequenos, o que deixava muitas dúvidas quanto à sua verdadeira repulsa pela humanidade. “Crianças são como anjos puros, não contaminados pela mediocridade da massa”, é o que dizia, enquanto jogava panfleto ao vento. Ficava, portanto, genuinamente indignado, quando via alguma criança sofrendo. A vontade era de matar, embora não fosse capaz de matar uma mosca. “Mas qual a diferença entre uma mosca e um ser humano? Não sejamos tão corporativistas!”. Sentou no gramado e acendeu o primeiro cigarro do dia. Era sempre o melhor. No outro lado da praça, uma garota que aparentava seus 18 anos lhe chamou atenção. Era linda, de uma beleza diferente dos padrões impostos. Alguns poucos minutos depois, chegou um garoto malhado pelo padrão do esforço físico e não mental, que mais parecia um rinoceronte, e sentou do lado dela. Perdeu a atração. “Ora, ora, se esse tipo lhe apetece, não me serve”, pensou num misto de falso orgulho e a real covardia que lhe acompanhava desde tenros tempos quando sofria o que a sociedade atual chama de “bullying”. Acendeu o segundo cigarro e levantou meio desajeitado. A ressaca fazia efeito. A pressão baixou e escureceu. Como se sabe, a atividade cerebral, mesmo no desmaio leve, permanece. No momento foi para outro mundo paralelo. Numa praia deserta, a garota apareceu. Ele, como um editor da sua própria vida, tentou apagar rapidamente.... piegas demais! Não conseguiu. Ela chegou perto de Jack e sorriu um riso que iluminou o sol. “O que você quer?” A garota permaneceu com a mesma expressão, como se dissesse que “se você não sabe, como saberei?” Ele entendeu e até esboçou um sorriso tímido. O mar se agitou de repente e ele acordou. Não sabe quanto durou isso tudo, parecia eterno, mas a racionalidade dos acordados logo voltou a sua mente. Olhou em volta. A garota ainda estava lá com o rinoceronte. Levantou, dessa vez com mais cuidado, e seguiu o caminho. Quatro passos depois percebeu sua camiseta queimada do cigarro que, provavelmente, padeceu ali durante o desmaio até apagar. “Eu poderia ter incendiado”, sorriu quando imaginou a patética cena. Idiotas podem morrer de toda forma, qualquer tropeço no cotidiano e já era. A fragilidade da vida era espantosa, embora adotasse uma postura totalmente blasé quanto a isso. O uísque e fumo em excesso e os eventuais baseados de haxixe que o digam.&lt;br /&gt;Comeu um resto de massa que havia na geladeira, abriu a última cerveja e deitou um pouco. Estava quase revigorado, quase vivo. Domingo sempre era um dia complicado. Sofria por antecipação com o início de mais uma semana de entediante trabalho. Para dormir, ansiolíticos e álcool. “Jackson, um dia você não vai mais acordar”, disse o médico em uma oportunidade. Tudo bem, nem era de todo mal. Talvez quem mais sofresse fosse o bar perto de sua casa, onde ia diariamente tomar generosas doses de uísque vagabundo e conversar com os outros bêbados desiludidos. No sofá surrado do tempo, dormiu. Um cochilo leve, mas o suficiente para trazer a garota de volta. Dessa vez, um contato mais próximo. Estava semi-nua, somente com uma cinta-liga vermelha e segurando uma garrafa de uísque. Finalmente, um sonho bom, nada piegas, mas que, provavelmente, acabará em um polução no pobre sofá. E foi isso. Não houve sexo, apenas olhares, mas foi como se houvesse. Acordou ainda excitado o bastante, mas preocupado com a sujeira que havia feito. Foi até a cozinha, olhou o pano, o balde e pegou o cigarro. Fumar um cigarro e tomar mais um uísque antes da labuta, nada mal. Foi o que fez. Depois, enquanto limpava o sofá – “porra, eu pareço um elefante gozando. Nunca vi elefantes gozando, mas deve ser assim, enfim” -, pensou na garota. Precisava dela, não somente para sexo, mas por uma questão de sobrevivência. O simples fato de pensar nela o alegrava de uma maneira inexplicável até para o narrador dessa estória. &lt;br /&gt;Ligou para uma “amiga”, dessas nascidas para serem saciadas e saciar desejos instantâneos. “Jack, só preciso me desvencilhar do Rui – era o seu marido – e já vou aí”. Provavelmente inventaria algum passeio com as amigas, como de praxe. Ah, o amor. Não entendia como se podia casar e viver desse jeito. Não era, necessariamente, um conservador, mas não entendia uma relação que era para ser honesta vivendo de mentiras convenientes. Alguns chamavam isso de moralismo. Ela dizia que Rui desconfiava, mas não tomava nenhuma atitude, nunca nem ao menos a perguntou sobre isso. É bem possível que fazia o mesmo, justificando com jogos de futebol semanais com os amigos. Eis a conveniência que deixa o mundo ainda mais sujo na ótica de Jack. Pouco menos de uma hora depois, tocou o interfone. Era Joana. Estava gostosa, com uma mini-saia verde e a barriga, nem malhada demais nem gorda – ideal, à mostra. Serviu uísque para os dois. Ela gostava de misturar com água, já sabia. As mulheres, geralmente, para justificar o sexo, precisavam beber. Se o álcool não fosse o suficiente para afogar a culpa, se fingiam de bêbadas e ficava tudo certo. Ficaram conversando sobre amenidades por um tempo. Joana era publicitária e tinha ideias horríveis, que geralmente rendiam algumas discussões, por vezes ásperas. Mas, quando esses assuntos polêmicos se avistavam, Jack partia para cima e iniciava os trabalhos. Não dava para conversar, era a parte mais dolorosa do relacionamento dos dois. “Ah, esse Rui, além de corno, deve ser muito idiota para conseguir estar casado com essa debilitada mental por tanto tempo”. Rui e Joana formavam o típico casalzinho alternativo perfeito. Ele brincava de cineasta e produzia uns curtas terríveis. Lembro de um filme dele, que Joana me fez olhar. Falava sobre uma mulher de idade que fazia programas para sustentar a faculdade do filho. Um dia o filho foi no prostíbulo onde ela trabalhava e a pegou trepando com um colega. Matou o colega e a mãe. Assim, um clichê, meio atarantinado, metido a besta e com pitadas cults e engajadas que soavam um tanto quanto desesperadas e fora de contexto. “Sempre odiei Tarantino, mas sempre conseguem piorar. Aliás, acho engraçado, como existem alguns artistas talentosos com fãs tão imbecis”. Sabia que se existe alguma coisa no mundo que não tem limites é a imbecilidade. Seja ela de que cor ideológica for. Joana era insaciável, gostava de trepar de tudo quanto é jeito e gostava de chupar quando estivesse quase gozando, para tomar o esperma ainda quente. “Ok, agora você pega o táxi, eu pago a corrida. Vai para a casa? Então são os mesmos 15 reais, né?”. Já sabia o valor, era a puta mais barata da praça e nem era de todo mau, só não podia conversar, mas isso nem era lá o maior hobby de Jack. Ele pagou e ela se foi. Sempre torcia para a noite passar depressa. Se tem que iniciar tudo de novo, que inicie logo. A agonia, que a primeira vista pode ser exagerada, era justificada pelo medo do tédio e pelo fato de que, mesmo inconscientemente, Jack estava se acostumando a ele. Tomou sua boleta e adormeceu. Dessa vez, o álcool e o remédio o fizeram dormir sem sonhos. Achava tão triste não sonhar, mas só haviam dois caminhos a escolher sempre: ficar acordado ou dormir e, em ambos, não poderia sonhar. &lt;br /&gt;Na manhã seguinte fez tudo como sempre. Escovando os dentes quase vomitou. Passou a mão no cabelo, o que não seria uma forma muito usual de pentear, mas ele não era nada usual. Vestiu a roupa meio surrada, pois não precisaria se preocupar com a sua imagem hoje, já que não havia nenhum evento externo, onde a orientação era se vestir como um milionário, mesmo recebendo como um mendigo. Escreveu dois releases meia-boca e a manhã passou arrastada a base de cafeína e muitos decibéis nos seus fones de ouvido. O repertório de Bob Dylan, Johnny Cash, Willie Nelson e, eventualmente, um punk e hardcore para evitar fechar os olhos e descarregar completamente a bateria. O tédio funcionava como uma criptonita para um super-homem. Sabia-se subjulgado, mas precisava daquilo. A tarde também passou voando. Foi informado que no outro dia teria de ir num evento importante, que reuniria importantes lideranças empresariais e dos sindicatos patronais. Teria de ir com seu terno, que custou quase metade do seu salário de um mês. Já sabia o que escrever, antes de ir. Para tornar tudo um pouco mais divertido, pensou, certa vez, em fazer uma página na internet, anonimamente, onde escreveria suas reais impressões sobre os eventos. Aqueles sorrisos amarelos, aquelas conveniências, os tapinhas nas costas, um jogo de cartas bem marcadas, secularmente marcadas e imaculadas pela cultura do egocentrismo. Mas não daria certo, já que seria muita coincidência o anônimo escrever, sempre, o contraponto das suas pautas designadas. Morreu a ideia, como morreu muita coisa, e muita coisa ainda viria a morrer. A morte era a única verdade, não a física, mas a espiritual. Sentia como se o mundo estivesse expulsando sua alma do corpo, matando por inanição o espírito inquieto e rebelde que ainda se fazia presente ali. Às vezes se sentia como um leão enjaulado em uma gaiola, e se sentia revigorado pela percepção. Também não seria muito legal largar tudo e viver como hippie, sonhando sonhos que jamais terão tempo para serem realizados. A única guerra Justa que o homem conheceu! O alimento da alma eram os finais de semana, regados a sexo, drogas e rock´n roll, aquele clichê que salva e, ao mesmo tempo, o deixava perto da morte. O limite, justamente esse, era seu amigo. O grande problema do limite é que, por ser tênue, era uma linha imaginária que podia ser ultrapassada facilmente e aí já era. Seu corpo seria comido pelos mesmos vermes que comeriam os covardes, os defensores do status quo e toda a corja de moralistas bestializados que habitavam o planeta. Tudo, igualmente, apodrece embaixo da terra. “Sou um bicho feito de ódio pela falta de amor”, dizia. Durante o trabalho, sua alma ia esvaziando. Tinha medo que um dia ela esvaziasse totalmente e não houvesse mais como a recuperar nos tempos de liberdade. Na sua última coma alcoólica, quando estava bebendo sozinho em casa e acabou tomando uma garrafa e meia de uísque sem se alimentar, quando desperto, o médico sentenciou: “Jackson, ou você para com esses excessos ou vai morrer. Não existem mais opções. É a terceira vez que você aparece aqui semi-morto”. Apesar de saber que, a ideia corrente na maioria dos casos, é que agir como um morto é ser saudável para aqueles homens de branco, se chocou. Ah, odiava que lhe chamassem de Jackson e, geralmente, quem o chamava assim também não simpatizava com ele. Pura coincidência. Depois desse tempo, que foi feio, com alucinações, pânico de tudo e esquizofrenias, ele resolveu parar de beber, ao menos nos dias de semana. Durou pouco tempo e já estava entregue. No fundo, por mais que quisesse viver, a sua natureza era a autodestruição. O mundo já não o suportava, e isso era recíproco. Tinha surtos da chamada lucidez e se tranquilizava -  mas somente até o próximo pensamento. O pensar era como um câncer que ia destruindo Jack. E se uma lobotomia o salvasse? Nada disso. Era um jovem competente e fazia tudo, rigorosamente, como o sistema de vida lhe pedia. No fundo, um conservador, um moralista rebelde que seguia a sua cartilha. &lt;br /&gt;Recém segunda-feira. Pelo menos as noites costumavam serem mais tranquilas nas segundas. Tomou o seu uísque controladamente, já não passava das quatro doses generosas diariamente, e resolveu por sonhar. “Essa noite, eu vou sonhar, nem que arrisque não ter sono. É um risco e os corajosos gostam de desafios”. Esse foi o maior desafio de Jack desde que era punk e explodiu um molotov na sede de um partido neofascista. O relógio era implacável, 2, 3, 4 da manhã e eis que ele tem um breve cochilo. Era o mesmo mar revoltoso da primeira vez que havia visto a garota da praça, mas dessa vez ela não estava lá. Foi em direção às águas como que para tentar o suicídio mais uma vez, sabia ser um sonho afinal... mas, sabia também, que na projeção não poderia morrer, sob o risco de não voltar mais, como ouvira nas histórias (ou estórias) dos velhos. Com água na altura do peito, o mar, repentinamente, se acalmou. Era como se a natureza apenas o quisesse despertar uma coragem, uma segurança há muito adormecida. Ficou um tempo ali, nadou e até sorriu para o Nada. &lt;br /&gt;Acordou, surpreendentemente, feliz. Escovou os dentes sem a ânsia habitual, passou a mão no cabelo e passou a se vestir. Ternos são complicados. A gravata ficava sempre ali, com o nó que dera na primeira vez que usou. Não sabia fazê-lo novamente. Partiu para o trabalho. Cumprimentou seus colegas, deu tapinhas nas costas dos empresários, distribuiu alguns sorrisos em resposta e sentou num lugar estratégico para fazer boas fotos que maquiassem e deixassem bonitos aqueles homens que não passavam de porcos vistos pelos seus olhos, com raríssimas exceções. Apenas um dos palestrantes do dia lhe nutria alguma simpatia. Era um velho, um dos fundadores da associação em que trabalhava, um idealista que ainda acreditava que estava fazendo um bem. Na frente de João Carlos, o velho, todos eram só elogios e sorrisos, mas em outros círculos ele não passava de “um velho gagá que estava atrapalhando o pragmatismo dos negócios”. Era o último palestrante do dia, que seria longo visto todo o lixo que teria de ouvir antes. Menos mal que já conhecia os discursos de cór, motivo pelo qual ainda estava empregado, já que no mercado trabalhavam pela metade do valor que ele recebia. Prostituir o cérebro é uma arte para poucos, mas mesmo assim muitos tentavam. O mercado estava saturado de putas baratas, mas sem nenhuma habilidade. Quando deviam rebolar para o gozo do cliente, pecavam. Já estava quase pegando no sono quando, do outro lado da sala, ele avistou uma garota loira, que lembrava aquela da praça. Não tinha certeza. Estava “bem” arrumada, com um desses ternos femininos que fuzilam qualquer traço de feminilidade. Eis o feminismo moderno com todo o blá blá blá da independência financeira. As mulheres querem parecer homens para conquistar o respeito do gênero... Como artifício para chegar mais perto dela, Jack pegou a câmera e foi se posicionar mais a frente. Atravessou a sala e parou do lado. Tirou uma ou duas fotos aleatórias, mal focadas, nervosas demais... Era ela. Jack, apesar de saber-se atraente para alguns tipos de mulheres – geralmente as menos interessantes -, ficava tímido nessas situações. Lembra sempre de quando era mais um pré-adolescente espinhento que nenhuma garota queria dançar ou, ao menos, chegar perto. Sua personalidade se desenvolveu com a rejeição, o que não foi de todo o mal, já que criou uma proteção natural contra pessoas inconvenientes, além de o ter levado ao mundo da contracultura. No início foi complicado, queria fazer parte do mundo dos descolados, dos populares, mas depois viu que não tinha jeito e se afastou. Foi doloroso. Perdeu a virgindade com um aspirador de pó e só foi beijar a primeira garota por volta dos 15 anos, quando seus colegas, ao menos nos papos de colégio, já tinham comido até as professoras mais gostosas. Logo percebeu que não fazia parte disso tudo, desse mundo meio morto e iludido, e se aproximou das ideias mais rebeldes. Conseguiu tudo nesse meio, drogas, garotas e rock ´n roll, de forma que não precisava de nada mais para encarar a vida de frente, sob a sua ótica própria. Passou a ver o mundo mais “pop” com asco e sem muita habilidade ou paciência. Sofreu muito por isso até que começou a aprender a jogar. Jogar não é uma atitude louvável, mas era a forma de não se tornar um serial killer. Virou uma espécie de bicampeão, ganhando a vida nos dois mundos. Os conflitos, evidentemente, eram inevitáveis. Aí entravam os remédios, as terapias, os excessos com álcool e drogas e as suas experiências mais malucas também. Tinha, finalmente, vivido mil anos em 10, o que deixou sequelas severas no seu corpo, especialmente no fígado. Coragem, Jack. O mar ficou nervoso novamente, mas quando entrar, vai se acalmar e acolher seu corpo com suavidade. Mas a realidade implacável é que até a sua abordagem tem que ser tosca. “Interessante a palestra, né?”. “Eu não estava prestando atenção, o que ele disse sobre a evolução do mercado de fitas isolantes?. “Ah, errr... não peguei também”. Ela riu, aquele mesmo riso de canto de boca, que iluminou o sol e agora iluminava aquela sala cheia de porcos e seus criadores. Ela dizia algo que ele não conseguiu ouvir, tudo parou, somente a boca da garota se movimentava. Se atravessando num assunto que nem sabia qual era, ele perguntou o que ela fazia ali. “Eu sou relações públicas do Arnaldo Gomes Júnior, que fará a próxima apresentação”. “Sobre o que ele vai falar?”, perguntou tentando fingir interesse. Diga-se de passagem, era péssimo nessa arte. “Ele vai dar o case da empresa, sobre como conseguiu inovar nos produtos e aplicar o conceito de sustentabilidade”. “Ah, interessante. O mundo precisa disso, né? Aliar a atividade empresarial com as questões ambientais”. Nem ele acreditou em tamanho cinismo. O meio ambiente nunca esteve na pauta da indústria, a não ser agora, quando a precariedade começa a preocupar o futuro dos negócios para seus filhos, netos e demais descendentes. A cultura alimentada pelo capitalismo nunca será compatível com a preservação do planeta, isso era um fato. Tanto que todos os empresários que falavam em sustentabilidade, falam em diminuir os impactos ambientais dos seus negócios, mas nunca acabar com eles. O ser humano era um câncer maligno tratado com remédios fortes que dava uma sobrevida ao planeta. Mas, no fim, era uma questão de tempo para tudo explodir. A única ideia que parecia plausível era começar tudo do zero, saindo desse círculo vicioso de hedonismo torto e morte. Ela ficou em silêncio por um minuto que pareceu eterno, até que Jack disparou gaguejando: “Vamos tomar um café enquanto não começa a palestra do Arnaldo?”. Ela aceitou e eles saíram do auditório para o hall. Ela foi na frente. Não tinha reparado como era gostosa. Uma bunda não muito grande, mas perfeita na forma. Usava aquelas calças com tecido leve. A calcinha, marcada, fazia um V perfeito até o centro daquelas duas perfeitas nádegas. Ficou com um tesão maluco, mas precisou se controlar para que ela não notasse aquele desconcerto. Não podia estragar tudo o que estava dando certo. Ela chegou na térmica e o serviu café. Tomava sem açúcar, assim como ele. Papo de elevador não merece ter uma linha aqui. Ambos encarnando personagens, de forma a conhecer o terreno, com alguma poucas jogadas mais arrojadas. No final do papo, quando já se dirigiam para o auditório, ela comentou que “finalmente teria um show de rock legal na cidade”. Jack não sabia do que se tratava, então perguntou. “É a banda dos Micos raivosos, de São Paulo. Eles tocam aqui no final de semana”. “Não conheço muito o som, mas já ouvi falar bem”, mentiu. “Então, você não tá afim de ir? Os ingressos devem se esgotar entre hoje ou amanhã, já que o lugar é pequeno. O preço também é bom para uma banda de fora do Estado, 20 reais”. “Onde eu compro?”. Ela se ofereceu para fazê-lo, desde que se encontrassem amanhã, na praça. Na praça? É, aquela mesma praça, a única da cidade, onde crianças disputavam espaço com os maconheiros. “O seu namorado vai?”, disparou para ver o que acontecia. Ela disse, vermelha. “De onde tu tirou que tenho namorado? Sou muito mais chata do que pareço dentro desse terno”, brincou e sorriu novamente aquele mesmo riso. Combinaram de se encontrar depois do expediente no dia seguinte e foram para o auditório. Quando se separaram, Jack percebeu que não tinha nem perguntado o nome da garota. Mera trivialidade, na verdade, mas que era importante nas relações sociais. Ela nem ao menos havia pego o dinheiro com ele para pagar o ingresso. Pareceu muito interessada, por isso, pensou ele. As coisas estavam andando num rumo positivo. Não conseguiu prestar atenção em mais nada. Nem tirou fotos. A palestra acabou, era a última. E ele só tinha escrito no seu bloco: “palestra: Arnaldo Jr. Diretor da Isolantes Arnaldo. Isolantes sustentáveis”. Putaquepariu! Como faria uma matéria com isso? Tratou de não pensar, pensar no calor do terno e na sua vontade de tirar logo aquela corda em forma de gravata do pescoço. Pegou o carro e partiu. Não a viu mais nesse dia. &lt;br /&gt;Chegou em casa e acendeu um cigarro enquanto servia uísque. “Hoje vou chutar o balde, fumar um baseado e tomar muito mais uísque”, disse para si mesmo. Estava estressado, nervoso... pensava na garota. Fechou o seu baseado e tentou viajar no cosmos visto da sua janela. Mas ela voltava, invadia seu espaço sem a menor cerimônia com aquele sorriso. Começou a mexer no pau por baixo das calças e logo já estava se masturbando furiosamente com aquela lembrança linda da bunda da garota. Até punheta com essa paixão é melhor do que o sexo sem tesão que já fizera algumas vezes e que era uma violência sem precedentes. Gozou logo e foi limpar. Continuou no uísque até adormecer. Acordou as 4 da manhã com larica e foi procurar algo na geladeira para comer. Tinha uma fatia de pão, margarina e uma fatia de queijo. Se não fosse aquilo teria que fazer alguma coisa e, a essa hora, preferiria a fome. Comeu e foi deitar novamente. Mal fechou os olhos e já era hora de abrir novamente. &lt;br /&gt;Quarta-feira. Seguiu o mesmo ritual de forma surpreendentemente animada. Chegando no trabalho, ligou o computador e lembrou que não tinha nada anotado para a matéria. “Jackson, preciso desse material no site o quanto antes“, disse o chefe dele, um velho jornalista que, provavelmente, e diferentemente de Jack, jamais deve ter tido algum idealismo a não ser o seu umbigo nem quando entrou na faculdade de jornalismo. Achou que ia ganhar dinheiro e se embrenhou com aplicação abnegada ao trabalho. Logo, puxando o saco das pessoas certas, subiu de posição e era seu chefe hoje. Não chegava a ser autoritário, mas era “caxias” demais. Tentou escrever alguma coisa, mas, além de não ter nada para escrever, seu pensamento era disperso. Pensava no final do expediente, no que diria à ela. Fez um texto horroroso, buscou informações sobre a empresa na internet e pronto. Nunca, profissionalmente, lhe exigiram mais do que ele próprio. Um cão bem domesticado, dava para se dizer. Seu chefe olhou por cima e mandou publicar. “Está ótimo”! Tinha alguns problemas com autoridade, esse negócio de mandar e ser mandado não era com ele, embora até hoje só tivesse sido mandado. Se imaginava como chefe e já via que não daria certo. Certa vez o Roberto Freire, o psicanalista anarquista, criador da somaterapia, e não o boçal político, disse que o mundo só poderá ser anarquista quando todas as pessoas forem anarquistas. Fazia sua parte e sem esforço. Era intrínseco. Não dava valor às coisas materiais, com exceção do uísque, da maconha e do fumo. Esquecia coisas que para ele eram irrelevantes, mas que para a maioria das pessoas era essencial. Não fazia parte e, como já disse o narrador, não fazia a mínima questão de fazer. Regados a uísque, os dias iam passando sem muito sentido. A única meta era o salário no final do mês para abastecer o corpo, já que a alma era cada dia mais escanteada pelos torpedos de sutilezas do trabalho, dos falsos amigos e todo o tédio decorrente dessas relações humanas. Mas, era inegável, que sua alma era inflada algumas vezes com a lembrança da garota que nem tinha algum registro oficial na mente dele, a não ser o sorriso e a possibilidade do novo encontro. Pouco importa, nenhum nome, nenhuma carta, nenhuma foto, mas no final das contas, se mantém algo vivo. A vida, nada mais é, do que memória e consciência.&lt;br /&gt;O relógio mal bateu às 18 horas e já estava na rua. Fazia um pouco de frio, que ficava mais intenso com a garoa que começava a cair. O dia feio contrastava com a felicidade de Jack. Mas era uma felicidade nervosa. Tinha vontade de parar em cada buteco que passava, até que chegou na praça. A garota não estava lá ainda. Algumas crianças de rua brincavam animadamente nos balanços, se empurravam na areia. Ficava pensando em como as crianças ricas, apertadas nos apartamentos, sob as grades da proteção, deviam invejar esses “vira-latas” que, livres, faziam o que bem entediam. O mundo era perigoso, se sabia, mas viver nunca foi uma arte fácil. Certo que o mais covarde era se esconder. Avistou a garota. Vinha linda, apesar de estar com muita roupa, exagerada... “Oi....”, ficou vermelho por não saber o nome dela, que ela completou: “Mônica”. “Ok, oi Mônica, conseguiu comprar os ingressos?”. “Também não sei seu nome”, disse sorrindo de um jeito tímido fazendo que não havia escutado a pergunta. “Jack, meu nome é Jackson, mas....”. Ela não o deixou completar e o entregou o ingresso. Sentia uma frieza no ar, um controle exagerado, como se fossem acionar uma bomba atômica a qualquer momento. Lhe entregou o dinheiro e começaram com o velho papo de elevador, até que tiveram a excelente ideia e ir tomar uma cerveja. Mônica comentou que não gostava do seu trabalho logo depois da segunda cerveja. Se media o nível de ódio através da resistência. Ela quase não resistiu ao álcool, sinal de que realmente odiava o seu trabalho. Não era fraca, pelo contrário, como viria a perceber. “Também não gosto do que faço. Quando comecei achava que poderia mudar alguma coisa, mas percebi logo que as coisas não são assim. Se trabalha pela ideia dos outros, se vende a ideia dos outros, nunca a sua, a não ser quando se tem uma muito bem aceita pelo status quo do patrão, o que não é meu caso. É uma prostituição intelectual”. Parou repentinamente de falar com medo de assustar a garota. Mas ela continuou o assunto. “Pois é, eu também não gosto disso, mas preciso trabalhar para pagar a minha faculdade”. Ela estava no segundo semestre da faculdade de Relações Públicas. “É públicas, não púbicas”, brincava, ironizando a condição de algumas coleguinhas e concedendo, de brinde para o universo, aquele sorriso. Ela tinha 20 anos e morava com os pais. Não era tão rebelde quanto ele com essa idade, mas tinha muitos indícios de não adaptação, o que agradou Jack logo de cara. Na quinta cerveja, resolveram pela saideira. Ela tinha horário para estar em casa. Já estava um pouco alterada. Se fosse qualquer outra garota, era o momento de atacar, mas não era qualquer garota. Foi praticamente santificada aquela noite, por razões além de qualquer explicação racional. Nada é muito explicável, quando se trata de sentimentos, então... e ele tinha isso muito claro. Pelos seus preconceitos, sua cartilha que lhe foi moldando com o tempo, as garotas pelas quais se apaixonava verdadeiramente não poderiam dar na mesma noite. Mais uma dose de moralismo com uísque. Ficaram conversando mais um pouco, trocaram telefones e se despediram. “Até sábado, Jack”, disse. Não foi nem um beijo no rosto. Aquele clima de guerra nuclear, que estava sendo afogado nas cervejas, se fez novamente. Ele não forçou. “Até, Mônica”. Deixou ela se virar primeiro. Muita roupa!  Foi para a casa, mas, antes de chegar, parou no buteco vizinho para tomar mais uma cerveja e conversar com os bêbados. Estava leve, sociável até. “Eai, Jack, que cara boba é essa? Vai tomar uísque?”. O dono do bar era um sujeito bacana, desses que bebiam o estoque e apanhavam da mulher. Ela era uma velha gorda, que tinha uma verruga enorme na ponta do nariz. Parecia daquelas bruxas do Walt Disney e todos os seus clichês. O comportamento também era semelhante, como, às vezes, João confidenciava. Apanhava e, como um homem de verdade, não fazia nada além de tentar segurar as mãos descontroladas da mulher. Os hematomas não o impediam de estar quase sempre sorrindo e, sistematicamente, bêbado. Era, como os juízes penitentes mais moralistas julgavam, um perdedor. Mas nem fazia questão de ser diferente. Jack admirava isso, pois era um também. A vida, da forma que ia, dava a vitória para os mais fracos, os mais boçais e idiotas que conseguiam prosperar de alguma forma com seus carros, suas ideologias e seus empregos conquistados com muito suor e leite das tetas.  Ele mesmo atendia no bar que mantinha há mais de três décadas. Coisa de cidade do interior. Os mais velhos se conheciam e Jack foi adotado, como um filhote bebum perdido, como de fato era. “Vou tomar uma cerveja, doutor. Me dá a mais gelada que você tiver aí”. Foi atendido. Conversou um pouco. No bar também estava o Pedrão, um bêbado que foi expulso de casa por motivos que nunca ficaram muito claros. Para sacaneá-lo, dizíamos que era porque o azulzinho já não fazia mais efeito, mas provavelmente era pelo abuso do álcool. As pessoas nunca entendiam os desistentes, nunca entendiam que o álcool em excesso era um pedido de ajuda para não continuar com aquele suicídio desesperado. Ele estava, como se diz, empedrado. Olhar fixo no nada, que batia na parede. Mas era nítido que se podia ver muito além daquela parede suja e cheia de fotos dos encontros anuais dos amigos de copo. Ficou um pouco lá e foi embora. Logo adormeceu, nem precisou dos remédios. O amor é uma droga poderosa, sim. &lt;br /&gt;Os dias passaram de forma normal, com muito tédio, café e uísque. O rock n´ roll, como sempre disse o nosso anti-herói, era uma das suas amantes que acompanhariam pelo resto da vida. Era uma segurança que, misturada com o álcool, o transformava num super-homem de dar inveja a Nietzsche. Embora tivesse a consciência de que a menina deveria ser legal e tudo mais, tinha a certeza de que, se tudo desse errado, a sua predestinação alcoólica e roqueira o salvaria. O único deus que aprendeu a amar depois de toda a subjulgação do mundo. &lt;br /&gt;Xeque-mate&lt;br /&gt;Chegou o tão esperado sábado. Na sexta-feira, como precaução para estar vivo no dia seguinte, não bebeu um gole de uísque e foi dormir com suas boletas. “Mamãe ficaria orgulhosa”, pensava. Queria dormir o dia todo e só acordar na hora de sair, pois quanto antes levantasse da cama, mais cedo tomaria o primeiro uísque. É evidente, não sabia lidar muito bem com essas situações, mas sabia que não poderia ficar muito bêbado antes do show, marcado para as longíquas 23 horas. Tarefa árdua, ainda mais quando se regride a uma idade de 10 anos quando o assunto é autocontrole. &lt;br /&gt;A casa antiga onde ocorreria o show era cheia de história. Grandes contestações tinham nascido ali naquele caos sonoro e de ideias libertárias. Nas paredes bandas como Cólera, Olho Seco, Ratos de Porão, gente com sangue nas veias como o Raulzito  - que tocou num dia em que estava tão bêbado que vomitou num desses fãs de tudo e de nada. O atendente do bar, que estava naquele dia de 1983, disse que o cara estava pedindo parar um cover do Jerry Adriani. Mas o preço já não comportava muito dessa atitude rock n´ roll e hoje tinha quase um segurança para cada pessoa. Os malucos tinham medo ultimamente, ao mesmo tempo em que se proliferavam os ratos bem alimentados da cultura embalada pela indústria de cultura, de culpa, do medo e do limite. O fato foi o suficiente para que, em pouco mais de cinco minutos de atraso de Mônica, Jack estivesse se sentindo um neurônio fora do grande bacanal de bestialização atual. Já era o terceiro uísque, muito bem pago ao bar, e nada era possível de o fazer mais confortável na bancada. &lt;br /&gt;Uma cabeça loira lá fora, dava para espiar pelo vão da porta, poderia ser ela. Nada, era uma loira gostosa, mas que tinha um buraco na cabeça, onde havia uma sonda imaginária, produto da cabeça de Jack. Não, não era o uísque, que nem tinha lhe proporcionado aquela alegria sem medo de ressacas de toda espécie, era o maldito cérebro crítico, herança de algum Gandhi,Marx, Bakunin, Zapata ou Che que esteve perdido na grande floresta tupiniquim nos idos de 1500. Mas que tinha belas ancas, tinha, inclusive aquele “porta dedo”, um traço anatômico presente de um deus generoso que se precise acreditar. Passou zunindo e foi sentar em uma mesa com um desses debilóides pequenos burgueses anencéfalos que vivem às custas dos sofredores pais, mas que exalavam arrogância pelos poros. Todos os músculos eram fortes, com exceção do cérebro, o tipo mais amado pelas nossas garotas perdidas. &lt;br /&gt;Já estava no quinto uísque quando apareceu a Mônica. Ela entrou com uma cara estranha quando começou a tocar uma versão maluca da nona sinfonia de Beethoven, um rock pesado e que dava a impressão sair das caixas na agradável forma de um murro bem dado no cérebro. “Jack, está há muito tempo aqui?” “Há mais de uma hora com certeza, mas eu entendo as mulheres”, mentiu, como sempre. “Desculpa, aconteceram uns problemas”. Ela contou que havia brigado com seu cunhado, que tinha tentado pegar ela a força quando sua irmã saiu para ir ao mercado aproveitar as promoções de fraldas. “Esperou eu sair do banho e ir para o meu quarto. Estava lá embaixo da cama, como num filme de terror. Saiu e trancou a porta atrás de mim. Já estava sem toalha e lembro de ele ter me mostrado uma faca na cintura antes de sussurrar que desde quando eu era muito pequena era tarado por mim e que agora ia descontar todos os anos de controle que ‘fritavam’ a sua mente e coração todos os dias. Tentei fugir e ele me acertou. Desmaiei e acordei com a minha irmã no quarto tentando me acordar. Ela perguntava o que tinha acontecido e eu, envergonhada, travei. Ela me ajudou, me entregou uma água com açúcar achando que era porre. Vomitei o que não tinha para vomitar e comecei a chorar. Nesse meio tempo vi o meu cunhado Carlos na porta, fazendo sinal de que se contasse mataria nós duas naquele momento. Disse que não era nada e vim para cá. Não sei o que faço” &lt;br /&gt;A história era aterradora. Jack perguntou se ela tinha algum sinal de estupro e ela começou a chorar com mais força. Virou as costas e saiu correndo. Foi atrás e esbarrou num armário humano, que tentou brigar. “Ahh, fodam-se seus problemas forjados, zumbi!”. O cara tentou lhe acertar um soco, mas só encontrou o ar. Escutou algumas risadas. Nesse tempo perdido com o mundo, Jack a perdeu de vista. Quando chegou na rua, olhou para os dois lados e nada. Saiu caminhando pela quadra e, logo na primeira esquina, a avistou na calçada. “Fale o que aconteceu, quero matar esse cara. Fale o que ele fez e onde eu o acho”. Mônica não conseguia falar, eram só soluços e lágrimas.&lt;br /&gt;Quando levantou a cabeça, Jack viu um rapaz vindo na direção deles. O homem, que tinha um sorriso sarcástico no rosto talhado por uma cicatriz que vinha de baixo do olho esquerdo até o queixo, perguntou: “O que você está fazendo com a minha garota?”. Mônica olhou para cima e identificou o seu cunhado. “Seu verme, suma daqui, seu covarde!”. Jack levantou rapidamente e tentou soquear Carlos, mas os reflexos não estavam nada bons e ele foi facilmente dominado. “O que você quer boneca? O mesmo destino dessa putinha?”. Mônica foi de encontro a Carlos, que lhe deu um soco que a jogou desacordada novamente na calçada. Não passava ninguém na rua escura para ajudar, e foi fácil para o homem sóbrio terminar o seu serviço. Enquanto Jack tentava se desvencilhar, ele pegou a faca e cortou um dos dedos da mão direita dele. Não havia nada para fazer, Jack só queria acordar do sonho do mar vermelho agitado, sem Mônica. Desmaiou e quando acordou estava amarrado numa árvore e com uma mordaça enorme na boca. Deveria ser próximo do bar, pois ouvia música e via algumas luzes. Carlos estava comendo Mônica, agora já acordada e com uma fita na boca. Ela chorava e se debatia, enquanto o homem trabalhava forte. Tirou o pau da buceta e passou a fodê-la no cu, sem nenhum perdão, enquanto o sangue jorrava vivo de tão morto. Quando terminou de foder, enquanto olhava para Jack com aquele mesmo sorriso insano, pegou a faca e a enfiou lentamente no cu de Mônica que desmaiou de dor imediatamente e afogou todos os sonhos possíveis quando teve o pescoço torcido num gesto rápido, quase automático de maldade. A humanidade perdia mais uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-XyGJdqTBw_c/TrnEn-hRmRI/AAAAAAAAASs/6T0VRtx6SwE/s1600/imagem.JPG"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-XyGJdqTBw_c/TrnEn-hRmRI/AAAAAAAAASs/6T0VRtx6SwE/s320/imagem.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5672781396726356242" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5453805224059570219-605144888707898255?l=sarnavirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/feeds/605144888707898255/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2011/11/quando-se-viveu.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/605144888707898255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/605144888707898255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2011/11/quando-se-viveu.html' title='Quando se viveu'/><author><name>Diegonzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08101398213141553904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S3_tVckzbcI/AAAAAAAAAK8/QTy1Pn1RBYM/S220/Imagem113.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-XyGJdqTBw_c/TrnEn-hRmRI/AAAAAAAAASs/6T0VRtx6SwE/s72-c/imagem.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219.post-811477282049085027</id><published>2011-11-01T08:27:00.000-07:00</published><updated>2011-11-01T08:36:51.550-07:00</updated><title type='text'>Hunter Thompson, seu filhodaputa, obrigado por isso:</title><content type='html'>&lt;em&gt;Trecho de Rum: diário de um jornalista bêbado – &lt;br /&gt;Hunter Thompson&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yeamon, colega de Hunter Thompson, aqui sob o alter ergo de Kemp, fez uma matéria sobre emigração dos cidadãos porto-riquenhos para os EUA. O mestre gonzo ficou responsável por resumir a matéria vazia e extremamente prolixa de 26 páginas em mil palavras... &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Percebi que o motivo real que levava essas pessoas a deixar a ilha era basicamente o mesmo que me fizera deixar St. Louis, largar a faculdade e mandar para o inferno tudo o que esperavam que eu desejasse – na verdade, todas as coisas que tinha o dever de desejar. Tentei imaginar como seria se alguém tivesse me entrevistado no aeroporto Lambert no dia em que fui para Nova York com duas malas, trezentos dólares e um envelope cheio de recortes de minhas matérias em um jornal do exército.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Diga-me, senhor Kemp, por que o senhor está deixando St. Louis, onde sua família vive há muitas gerações? Onde o senhor poderia, se quisesse, ter um nicho escavado para o senhor e seus filhos, de modo a viver em paz e segurança até o fim de seus dias bem-nutridos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Bem, olha só, eu...hã...bem, eu sinto uma coisa estranha. Eu...hã... eu fico aqui sentado, olhando para esse lugar, e sinto que preciso ir embora, sabe? Preciso fugir' &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Senhor Kemp, o senhor parece um homem razoável. O que exatamente faz o senhor querer fugir de St. Louis? Não estou querendo me intrometer, entenda, sou apenas um repórter e inclusive sou de Tallahassee, mas me mandaram aqui para...'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Não tem problema. Eu queria conseguir...hã...sabe, eu queria conseguir explicar pra você...hã...talvez eu deva dizer que parece que um saco cheio de borracha vai desabar sobre minha cabeça... algo puramente simbólico, sabe... a ignorância venal dos pais surtindo efeito nos filhos... isso faz algum sentido pra você?' &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Bem, há, há, meio que entendo o que o senhor quer dizer, senhor Kemp. Lá em Tallahassee seria um saco cheio de algodão, mas imagino que era mais ou menos do mesmo tamanho e...' &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Sim, é o maldito saco. Então estou caindo fora e acho que vou...hã...' &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Senhor Kemp, gostaria de poder dizer o quanto compreendo sua situação, mas o senhor precisa entender que, se eu aparecer com uma matéria sobre um saco cheio de borracha, vão me dizer que ela não serve para nada e provavelmente acabarão me demitindo. Veja bem, não estou querendo pressionar, mas será que o senhor poderia dar algum dado mais concreto? Algo do tipo, bem, talvez aqui não existam oportunidades suficientes para jovens de iniciativa, sabe? Será que St. Louis está cumprindo com suas responsabilidades para com a juventude? Será que nossa sociedade não é suficientemente flexível para com os jovens cheios de ideias? Pode se abrir comigo, senhor Kemp. Qual é o problema?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Olha, cara, gostaria mesmo de poder ajudar. Deus é testemunha de que não quero que você volte para a redação sem uma boa matéria e acabe demitido. Sei como essas coisas funcionam... também sou jornalista, sabe...mas...bem...tenho Medo...será que isso adianta para você? St. Louis Deixa os Jovens com Medo – nada mal para uma manchete, hein?' &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Ora, Kemp, você sabe que não tenho como usar esse papo de Sacos Cheios de Borracha e Medo.' &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Mas que diabo, cara. Estou dizendo que é medo do saco! Diga a eles que esse sujeito chamado Kemp está caindo fora de St. Louis porque suspeita que o saco está cheio de alguma coisa horrenda e não quer acabar indo parar lá dentro. Ele percebe isso de longe. Esse sujeito, esse Kemp, não é um jovem exemplar. Foi criado com dois banheiros e futebol americano, mas em algum ponto da história alguma coisa deu errado. Agora tudo o que ele quer é Fugir, Cai Fora. Não está nem aí para St. Louis nem para seus amigos, sua família ou qualquer outra coisa... tudo o que ele quer é encontrar algum lugar onde consiga respirar... assim fica bom pra você?'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Bem, Kemp, hã... você parece meio histérico, Não sei se consigo incluir você na matéria' &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Bem, então vá se foder. Sai da minha frente. Estão anunciando meu voo. Está ouvindo essa voz? Está ouvindo?'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Você é um demente, Kemp! Vai acabar se dando muito mal! Conheci gente do seu tipo lá em Tallahassee, e todos eles acabaram...'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Sim, todos eles acabaram parecidos com porto-riquenhos. Fugiram sem conseguir explicar o porquê, mas queriam mesmo cair fora e não se importavam se os jornais conseguiriam entender isso. De algum modo, imaginaram que dando o fora de onde quer que estivessem conseguiriam encontrar um lugar melhor. Ouviram aquele boato, aquele boato pútrido e demoníaco que deixa as pessoas incoerentes e cheias de vontade de fugir. Nem todo mundo corta cana-de-açúcar por um dólar ao dia ou arrasta um monte de cocos até a cidade, para vender por dois centavos cada um. O mundo faminto, quente e vagabundo de seus pais, de seus avós, de todos seus irmãos e irmãs não é o único que existe, porque se um homem tiver coragem ou até mesmo desespero suficiente para percorrer alguns milhares de quilômetros, existe uma boa chance de que consiga ter dinheiro no bolso, uma barriga cheia de carne e uma vida decente' &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-jV3jTaxVbD4/TrAR_GwpacI/AAAAAAAAASg/6NjJxPXiHvY/s1600/gonzohsttttt.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 181px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-jV3jTaxVbD4/TrAR_GwpacI/AAAAAAAAASg/6NjJxPXiHvY/s320/gonzohsttttt.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5670051706703538626" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5453805224059570219-811477282049085027?l=sarnavirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/feeds/811477282049085027/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2011/11/hunter-thompson-seu-filhodaputa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/811477282049085027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/811477282049085027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2011/11/hunter-thompson-seu-filhodaputa.html' title='Hunter Thompson, seu filhodaputa, obrigado por isso:'/><author><name>Diegonzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08101398213141553904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S3_tVckzbcI/AAAAAAAAAK8/QTy1Pn1RBYM/S220/Imagem113.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-jV3jTaxVbD4/TrAR_GwpacI/AAAAAAAAASg/6NjJxPXiHvY/s72-c/gonzohsttttt.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219.post-544580702544463887</id><published>2011-10-10T07:50:00.000-07:00</published><updated>2011-10-10T08:17:51.663-07:00</updated><title type='text'>“Todo punk é um inocente” - cobertura dos "dias punks" do Morrostock 2011</title><content type='html'>A frase do Gerbase foi utilizada por mim para tentar acalmar o receio que ela tinha de ir num show de punk e hardcore. Apreensão que ficou mais evidente depois de uma seção furiosa de Olho Seco, que arrotava niilismo pelas caixas de som, e das histórias mais violentas que contei sobre a minha adolescência rebelde e todas aquelas tretas. &lt;br /&gt;Estava muito animado para cobrir os dias do rock pesado do Morrostock 2011, em Sapiranga/RS. Afinal, além da bagatela de poder assistir algumas das minhas referências sonoras “degrátis” (sic), teria a oportunidade de conhecer pessoalmente figuras como o Índio, Callegari e Hélio, lendas do punk nacional que, depois de fundar Condutores de Cadáver, com o desmembramento formaram “só” Hino Mortal, Inocentes e Cólera. Era uma sexta-feira, do sétimo dia de outubro. Minha energia já havia sido quase toda consumida por uma semana de trabalho intenso, que sempre exige muito do meu talento com as artes c(ê)ínicas. Precisava ir de qualquer forma, então lá vai a anfetamina goela abaixo para aguentar o tranco. Neste primeiro dia de festival, que iniciava às 21hs e se estenderia até mais de 6hs da manhã do outro dia, teríamos, entre outras pancadarias e alguns “circos”, bandas como Condutores de Cadáver e Wall Ride. &lt;br /&gt;Antes de começar a pancadaria, longa conversa com o Callegari e o Índio, sobre o movimento punk da época do surgimento da Condutores – 1979, a atualidade da cena e, claro, a contestação política que ficou bem clara logo na “apresentação” do Hélio para mim: “está tudo legal, fora esse filho da puta do secretário de segurança que encheu de PM e está atrasando tudo”. E realmente, fui parado e perdi alguns bons minutos lá naquela patética demonstração de força do Estado antes de chegar ao Bar do Morro. Como sou um garoto bom – leia-se que paga o IPVA e tem habilitação para dirigir – fui liberado. Mas essa não foi a sorte de muitos que ficaram por lá. “A gente lutou tanto contra a repressão do regime militar para quê? Para a repressão continuar”, emendou Hélio. É, eu estava em casa, estava entre punks. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1 – Qual a formação atual do Condutores?&lt;br /&gt;Callegari &lt;/strong&gt; - Estamos com a formação original, com exceção do baterista, o Babão. Callegari na guitarra, o Hélio no baixo e Índio no vocal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2 – Quais são as influências da banda?&lt;br /&gt;Callegari &lt;/strong&gt; - Primeiro Speedtwins, uma banda holandesa. Aí tem uma porrada de outras coisas, como Pink Fainers, NY Dools e Stooges. Do punk nacional a gente cita Restos de Nada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3 – Como era o movimento punk na época e como tu vê ele hoje, se é que ainda existe movimento punk?&lt;br /&gt;Callegari&lt;/strong&gt; - Naquela época, do nosso surgimento – final dos anos 70, era uma cena muito perigosa, com muito ganguismo. Claro que tinha alguma ideologia porque a gente enfrentava a ditadura militar, mas acho que começou mais pela música mesmo. Na época também foram surgindo os carecas do subúrbio, que tumultuaram a cena, estavam mais pela confusão mesmo. Mas se você pegar e perguntar para alguns deles naquela época o que eles conheciam de punk eles não iam dizer mais de três nomes: Clash, Sex Pistols e Ramones. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4 – Nem todo skinhead é fascista. Vocês não escutam Oi?&lt;br /&gt;Índio &lt;/strong&gt;- Sim, a minha relação com Oi é quando eu conheço alguém: oi eu sou o Índio (entrado na roda de papo)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Callegari&lt;/strong&gt; - Sim, existem boas bandas, escutamos Cockney Rejets, Sham 69, Anti Social, 4-Skins...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5 – Como tu vê o movimento punk atual?&lt;br /&gt;Callegari&lt;/strong&gt; - É bem complexo, existe uma grande diversidade. A gente não pode pegar e considerar o punk daquela época, porque aquilo realmente não existe mais. Eu me afastei um pouco do movimento na década de 80, porque já não estava mais concordando com os rumos dele. Quando voltamos a tocar, nos anos 2000, vi uma cena completamente diferente, com bandas como Flicts, Hollytree, Blind Pigs e Calibre 12. Eles têm a sua importância porque conseguiram manter a cena. Até bandas como Greenday, Offspring e CPM22 no Brasil, tiveram a importância por isso, mas é um movimento mais musical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6 – E a contestação política? (perguntei torcendo o nariz)&lt;br /&gt;Callegari&lt;/strong&gt; - Cara, eu entendo o que tu quer dizer, mas estamos falando musicalmente. Contestação não tem mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;7 -  Mas tu te consideras um anarquista?&lt;br /&gt;Callegari&lt;/strong&gt; – Não, quando a gente vai ficando com mais experiência percebe que isso é muito complexo de se adotar. Hoje o anarquismo é impossível, porque as pessoas não estão preparadas, não estão evoluídas para isso. O próprio comunismo, todo lugar que tentaram implantar foi um desastre, criaram um Estado fascista com uma economia desastrosa. O certo é que o capitalismo também não pode ser. A gente vive numa violência terrível, mas eu não acredito que isso tenha sido causado pela pobreza, porque ela sempre existiu. Acredito que as desestruturações que as crises do capitalismo causaram nas famílias foram muito piores. Lógico que sempre houve criminalidade, mas hoje o que me preocupa é que virou cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-LjBAy8zK4Wo/TpMIPmP_ydI/AAAAAAAAARo/3o-jcHKysTg/s1600/SAM_0779.JPG"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-LjBAy8zK4Wo/TpMIPmP_ydI/AAAAAAAAARo/3o-jcHKysTg/s320/SAM_0779.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5661878220593547730" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Callegari y yo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Morando no Rio Grande do Sul, mais especificamente em Canoas, há mais de dois anos, Índio transmitia uma serenidade raivosa no olhar e chegou para conversar comigo. Pegando o rastro do papo com o Callegari...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;8 – E tu, te consideras anarquista?&lt;br /&gt;Índio&lt;/strong&gt; – Claro. Muito dessa consciência, veio da minha história. Quase fui gaúcho. Sou filho de índios bugres que moravam em Santa Maria/RS e foram expulsos violentamente em 1943. Os homens foram mortos e as mulheres tiveram que fugir. Minha mãe veio para São Paulo e até hoje tento convencer ela à voltar para o Rio Grande do Sul, mas o trauma foi muito grande. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;9 – Por que sua tribo foi expulsa da área?&lt;br /&gt;Índio &lt;/strong&gt;– Propriedade privada. Mas tudo isso aqui era nosso. Hoje vivemos num mundo cheio de problemas, com guerras por dinheiro e poder, mutações genéticas causadas por contaminações químicas e nuclear... mas eles diziam que o índio é que era estúpido. Se matam por ouro e petróleo, por valores errados. Mas tu vê como isso é poderoso, a gente se curva e enquanto a gente curvar a coluna para pegar uma moeda no chão, eles vão comandar as pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;10 – O que tu estás esperando desse show? &lt;br /&gt;Índio &lt;/strong&gt;- É o nosso primeiro show, espero que de muitos. Este lugar é muito legal, no meio da natureza para trocar ideias e experiências. Fico imaginando se tivesse isso em 1964, nada daquilo teria acontecido. Também agradeço à Confederação Operária Brasileira (COB) por ter voltado a ativa e estar ajudando a organizar bandas punks e anarquistas para que voltem a tocar. No show eu espero poder passar mensagens para que sejam usadas aqui e no futuro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;11 – Morando um tempo aqui no RS, como tu tens percebido o movimento punk local?&lt;br /&gt;Índio &lt;/strong&gt;– É forte, tanto que foi em Canoas que surgiu a ideia de voltar com uma banda mais antiga ainda que Condutores, que é a Abutres Digitais, de 1974. É um punk old school e é bem provável que volte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;12 – Lembro de algumas histórias engraçadas do Hino Mortal, como aquela em que tu arrancaste páginas da Bíblia durante o show...&lt;br /&gt;Índio &lt;/strong&gt;- Ah, a gente levava cada surra (risos)! Éramos uma banda de protesto, com letras curtas e diretas, o bicho pegava mesmo... A ideia era fazer críticas de uma forma sarcástica. Quando aconteceu o caso da Bíblia, lembro que tocávamos numa faculdade de Direito em São Paulo. O nosso guitarrista apareceu com o livro. Então eu o abri, comecei a folhear algumas páginas e li "Corinthians e São Paulo" e disse que não torcia para nenhum deles, aí arranquei uma folha. Os punks fecharam um baseado com ela e começaram a fumar durante o show. O mais engraçado é que a polícia estava lá e começou a procurar o baseado, mas não conseguia achar porque os punks passavam com rapidez e o escondiam. Lembro que estávamos tocando “Pare a polícia” enquanto os policiais corriam atrás dos punks ao redor do palco. Teve uma outra vez que tomamos uma geral da polícia e um punk louco, que costumava tirar o forro dos bolsos e andava sem calção, foi o primeiro a ser revistado e o PM pegou no pau dele... (risos). Quando estávamos no camburão a caminho da delegacia, ele pediu para dar uma parada para cagar. Os policiais não acreditaram e ele cagou dentro da viatura mesmo e passou merda por tudo. Os PMs ficaram indignados e falaram que ele ia ter que limpar. Então ele pegou um pedaço de merda e foi cumprimentar o policial: “Ok, tudo bem”, disse estendendo a mão (mais risos). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-OL1FuE8-IOg/TpMJYrh_XzI/AAAAAAAAARw/99GTkw23zWM/s1600/SAM_0788.JPG"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-OL1FuE8-IOg/TpMJYrh_XzI/AAAAAAAAARw/99GTkw23zWM/s320/SAM_0788.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5661879476141645618" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Índio, "serenidade raivosa" e com razão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-MqmEHAymjNs/TpMJs3yXT5I/AAAAAAAAAR4/nhw1DtSus9Y/s1600/P1010001.JPG"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-MqmEHAymjNs/TpMJs3yXT5I/AAAAAAAAAR4/nhw1DtSus9Y/s320/P1010001.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5661879823028932498" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O "velho punk" arrotando algumas verdades...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-6EI8OHdooZI/TpMKaFWt0HI/AAAAAAAAASA/X6gUUonGByw/s1600/P1000998.JPG"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-6EI8OHdooZI/TpMKaFWt0HI/AAAAAAAAASA/X6gUUonGByw/s320/P1000998.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5661880599765176434" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Condutores em ação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes dos Condutores botarem os punks para pogar já ao amanhecer, outras bandas passaram pelo palco, com destaque para Campbell Trio e Wall Ride. O show do Condutores, que era marcado para 4:50, só aconteceu pouco antes das 6, isso porque a banda argentina de hardcore Different topou tocar depois. Canela, baixo e vocal da Wall Ride, foi a voz dos descontentes com os atrasos provocados pela passagem de algumas vaidosas bandas de metal que estavam mais preocupadas com seus longos cabelos escorridos do que com o som e a galera sedenta por rock. “Galera, vamos tocar a última música porque o circo passou por aqui e demorou um pouco para se armar”. Com influências de Cólera, Ratos de Porão, Grinders, Black Fag entre outras bandas de punk e hardcore, a banda fez um show enérgico e rápido. Canela, que tem a companhia de Jara e Luiz, guitarra/vocal e bateria respectivamente, diz que a banda pretende gravar um CD o mais breve possível, o que deve ser facilitado pelo fato de ele ser proprietário do selo Overal, que já lançou 11 bandas do Brasil e Argentina – entre elas, Different. “Vamos tentar gravar em 2012”. “Mas o mundo vai acabar em 2012!”. “Vai acabar no resto do mundo, mas aqui  porque o Brasil não tem estrutura. O Brasil só tem estrutura para receber o Rock in Rio sem rock”, brincou Canela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-NWmNoKrmjCQ/TpMKvvB55oI/AAAAAAAAASI/C31dwAtDSbo/s1600/P1000992.JPG"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-NWmNoKrmjCQ/TpMKvvB55oI/AAAAAAAAASI/C31dwAtDSbo/s320/P1000992.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5661880971729430146" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Wall Ride&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Segundo dia - 8/10&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O cansaço já consumia o velho, mas ainda tinha mais. O segundo dia do festival, que iniciava às 18hs, teria bandas como Ação Direta e Olho Seco. Antes desses dois shows, merecem registro a apresentação da banda Out Of Reason e Conduta Destrutiva. A última tocou um punk de primeira, com direito a todo protesto e energia possível. Durante esse show, o Índio passou por mim e fiz a última pergunta/afirmação: “Viu como o movimento punk de verdade ainda existe?”. Índio assentiu com a cabeça e um sorriso de satisfação. A resistência estava ali. &lt;br /&gt;A queda de luz atrapalhou um pouco os trabalhos e eu acabei não conseguindo ter uma conversa com o Fabião, do Olho Seco, e o Gepeto, da Ação Direta. Ok, eu admito que poderia fazer um esforço mas a minha energia já não ia comportar - jornalistas não são confiáveis, beibe! O show da Ação Direta foi forte e rápido devido aos atrasos, dessa vez provocados pela queda de energia – que voltou em meia fase e só pode iluminar o palco algum tempo depois. Os shows rolaram no escuro, iluminando as mentes sedentas que ainda perambulavam, cansadas e vivas, por lá. &lt;br /&gt;“Amasse bem seu cérebro, abra bem, abra bem seus olhos”. E o recado furioso do Fabião foi ouvido sob a maior roda punk dos dois dias e a promessa de tocar no RS mais vezes. “É uma vergonha a gente não tocar aqui a trinta anos”, arrotou a voz forte do vocalista, emendando logo após “Que vergonha”.  Uma homenagem bonita ao amigo Redson, falecido há duas semanas, também foi feita, sem guitarras distorcidas, mas com uma salva de palmas que mandou energias vitais para esse eterno grito de sanidade. “Forte e grande é você. Forte e grande são vocês!”. &lt;br /&gt;A mente cansada de hoje, enquanto escrevo esse texto, agradece a organização do festival por essa oportunidade. Ah, não vou dizer que posso morrer agora, porque ela – que agora concorda que todo o punk é inocente – vai ficar brava comigo. Então ok, hasta la vista, amigos(as) e longa vida do verdadeiro punk!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-HwlMTaAFiZU/TpMLUz7NvbI/AAAAAAAAASQ/Mtn0_VmYeX0/s1600/P1010033.JPG"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-HwlMTaAFiZU/TpMLUz7NvbI/AAAAAAAAASQ/Mtn0_VmYeX0/s320/P1010033.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5661881608698707378" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Gepeto, da Ação Direta, promove um pogo violento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-B_B2oZf3jQo/TpML92dLOtI/AAAAAAAAASY/PCl1xin8KS8/s1600/P1010039.JPG"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-B_B2oZf3jQo/TpML92dLOtI/AAAAAAAAASY/PCl1xin8KS8/s320/P1010039.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5661882313752656594" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"Isto é Olho Seco, seco, seco, seco!!!!"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5453805224059570219-544580702544463887?l=sarnavirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/feeds/544580702544463887/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2011/10/todo-punk-e-um-inocente-cobertura-dos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/544580702544463887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/544580702544463887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2011/10/todo-punk-e-um-inocente-cobertura-dos.html' title='“Todo punk é um inocente” - cobertura dos &quot;dias punks&quot; do Morrostock 2011'/><author><name>Diegonzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08101398213141553904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S3_tVckzbcI/AAAAAAAAAK8/QTy1Pn1RBYM/S220/Imagem113.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-LjBAy8zK4Wo/TpMIPmP_ydI/AAAAAAAAARo/3o-jcHKysTg/s72-c/SAM_0779.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219.post-6517909089402595740</id><published>2011-10-06T10:33:00.001-07:00</published><updated>2011-10-07T06:12:03.954-07:00</updated><title type='text'>Cobertura do Morrostock - dias punks!</title><content type='html'>Hola pueblo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualizada rápida aqui com a programação dos dois primeiros dias do Morrostock 2011, dias com muito punk rock e outros rocks mais pesados e sem frescura. Vou fazer cobertura para o blog Sarna, o Musicômio e o zine Lovers Rock, em sua última edição. Um pouco de jornalismo gonzo em breve com lendas do punk, como a galera do Olho Seco e Ação Direta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7/10 - sexta-feira – bardomorro&lt;br /&gt;21:00 – Atrito (Campo Bom)&lt;br /&gt;21:45 – Draco (Poa)&lt;br /&gt;22:40 – Redoma (POA)&lt;br /&gt;23:25 – Phornax (POA) &lt;br /&gt;00:15 – Tierramystica (POA)&lt;br /&gt;01:20 – Soulspell – Ópera Metal (SP) &lt;br /&gt;02:25 – Campbell Trio (POA)&lt;br /&gt;03:10 – Wall Ride (POA)&lt;br /&gt;03:55 – Diferent (ARG)&lt;br /&gt;04:50 – Condutores de Cadáver (SP)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8/10 - sábado – bardomorro&lt;br /&gt;17:00 – 4 Acordes (Sapiranga)&lt;br /&gt;17:45 – Inseto Social (SM)&lt;br /&gt;18:30 – Stella Can (POA)&lt;br /&gt;19:15 – Barulho Esurdecedor (POA)&lt;br /&gt;20:00 – Chute no Rim (Alvorada)&lt;br /&gt;21:45 – Audioterapia (Osório)&lt;br /&gt;22:30 – The Efficients (Canoas)&lt;br /&gt;23:15 – Out of Reason (Canoas)&lt;br /&gt;00:00 – Conduta Destrutiva (POA)&lt;br /&gt;00:45 – Pupilas Dilatadas (POA)&lt;br /&gt;01:30 – Ação Direta (SP)&lt;br /&gt;02:35 – Olho Seco (SP)&lt;br /&gt;03:45 – Burn The Mankind (POA)&lt;br /&gt;04:35 – PANIC (POA)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Detalhes da programação dos outros dias no: www.morrostock.blogspot.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/--hyQR4zqE3A/To3qo1JCHkI/AAAAAAAAARY/MFlu5mHSPe8/s1600/OlhoSeco01.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://1.bp.blogspot.com/--hyQR4zqE3A/To3qo1JCHkI/AAAAAAAAARY/MFlu5mHSPe8/s320/OlhoSeco01.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5660438293855215170" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Uz4anKS1ZFE/To3qkgXffcI/AAAAAAAAARQ/UE3QjxbCaso/s1600/a%25C3%25A7%25C3%25A3o%2Bdireta1.JPG"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 199px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-Uz4anKS1ZFE/To3qkgXffcI/AAAAAAAAARQ/UE3QjxbCaso/s320/a%25C3%25A7%25C3%25A3o%2Bdireta1.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5660438219559239106" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-JJ_4HIFn1UA/To76kcJtrYI/AAAAAAAAARg/1nXKjb-UmeI/s1600/CONDUTORES.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 255px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-JJ_4HIFn1UA/To76kcJtrYI/AAAAAAAAARg/1nXKjb-UmeI/s320/CONDUTORES.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5660737285590461826" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saludos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diegonzo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5453805224059570219-6517909089402595740?l=sarnavirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/feeds/6517909089402595740/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2011/10/cobertura-do-morrostock-dias-punks.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/6517909089402595740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/6517909089402595740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2011/10/cobertura-do-morrostock-dias-punks.html' title='Cobertura do Morrostock - dias punks!'/><author><name>Diegonzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08101398213141553904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S3_tVckzbcI/AAAAAAAAAK8/QTy1Pn1RBYM/S220/Imagem113.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/--hyQR4zqE3A/To3qo1JCHkI/AAAAAAAAARY/MFlu5mHSPe8/s72-c/OlhoSeco01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219.post-7906313850634770785</id><published>2011-09-28T06:11:00.000-07:00</published><updated>2011-09-28T13:31:10.083-07:00</updated><title type='text'>Menos uma voz</title><content type='html'>Fiquei com medo quando sentei aqui em frente à parafernalha tecnológica onde escrevo minhas matérias e, às vezes, quase raramente, meus honestos sentimentos. Fiquei com medo porque, abrindo uma das mídias sociais li "Cólera" e "Redson" nos principais assuntos abordados. Em situações normais, seria algum time de futebol, um cantor(a) que se apresentou no “Pop in Rio”, uma celebridade com desarranjo mental ou qualquer outro tema desses que contribuem sistematicamente para a alienação humana. Foi com muito receio cliquei no assunto Cólera. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-QPyaWdBiSOM/ToMdSrhWbqI/AAAAAAAAARI/QtcetFJj6bQ/s1600/coleraentre2.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 140px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-QPyaWdBiSOM/ToMdSrhWbqI/AAAAAAAAARI/QtcetFJj6bQ/s200/coleraentre2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5657397763664932514" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A forte voz de Redson se calou, definitivamente, nesta quarta-feira (28) triste da primavera de setembro de 2011. A causa da morte é parada cardíaca, sem motivações detalhadas ( enquanto isso a causa dos nascimentos de corpos sem alma todos os dias é sempre conhecida ). O meu coração, igualmente, parou por um momento com a triste notícia. Lembrei do Redson vociferando contra um sistema moribundo, contra as desigualdades, contra a violência e em favor dos animais num dos melhores shows que tive oportunidade de assistir nos meus quase 30 anos de vida. &lt;br /&gt;O cenário era o Garagem Hermética, em Porto Alegre/RS e eu, com meus então 19 anos, estava extasiado vendo a Voz se fazer, sem microfone, para um público de centenas de pessoas. Era uma espécie de cristo real, um anti-herói - heroicamente resistindo fora dos padrões - com um coração batendo fora do peito em compasso com a mente. Era energia pura, em estado bruto, com amor pelo ódio e pela raiva de não se poder amar plenamente vivendo neste mundo sem alma. &lt;br /&gt;Redson se foi como um tiro certo – não de armas de fogo, mas de vida. Redson foi poguear ao lado de deus. Se foi um punk genuíno, mas ficaram as lembranças e os legados para quem conseguiu ouvir aquela Voz em seus apelos, suas súplicas, por liberdade e paz.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pela Paz - Cólera&lt;br /&gt;Tem violência em Bruxelas,&lt;br /&gt;Tem violência em Moscou,&lt;br /&gt;Tem violência em nova Iorque&lt;br /&gt;E também no Brasil.&lt;br /&gt;Têm vinganças religiosas,&lt;br /&gt;Têm vinganças de raças,&lt;br /&gt;Têm vinganças de governos&lt;br /&gt;Tenho medo da guerra.&lt;br /&gt;Mas quem se importa?&lt;br /&gt;Mas quem se importa?&lt;br /&gt;- Eu me importo, eu me importo&lt;br /&gt;PELA PAZ, PELA PAZ&lt;br /&gt;PELA PAZ EM TODO MUNDO!&lt;br /&gt;Mais o ódio se espalha.&lt;br /&gt;Mais aumenta a fome.&lt;br /&gt;Mais as vidas são tiradas&lt;br /&gt;De dentro dos homens.&lt;br /&gt;São mais armas para o mundo.&lt;br /&gt;São mais filmes violentos.&lt;br /&gt;São crianças aprendendo&lt;br /&gt;Matar ou morrer&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5453805224059570219-7906313850634770785?l=sarnavirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/feeds/7906313850634770785/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2011/09/menos-um-voz.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/7906313850634770785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/7906313850634770785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2011/09/menos-um-voz.html' title='Menos uma voz'/><author><name>Diegonzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08101398213141553904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S3_tVckzbcI/AAAAAAAAAK8/QTy1Pn1RBYM/S220/Imagem113.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-QPyaWdBiSOM/ToMdSrhWbqI/AAAAAAAAARI/QtcetFJj6bQ/s72-c/coleraentre2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219.post-8206510881973802928</id><published>2011-09-21T15:19:00.001-07:00</published><updated>2011-09-22T10:01:44.684-07:00</updated><title type='text'>Morrendo</title><content type='html'>Este poema, que até certo ponto abusa de uma pureza quase infantil, é minha homenagem ao 7 de setembro e toda a porcalhada ufanista que nos querem fazer engolir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vivo num país onde os verdadeiros heróis morrem de fome, onde não se pode falar de justiça que não seja Justa, país de triunfos tortos e fracassos homéricos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivo num país onde os heróis eleitos, bem vestidos e sempre com o mesmo sorriso no rosto, chafurdam na massa - ainda disforme - e usam a bestialidade para se proliferar – ah, essa inseminação natural que ultrapassa tantos séculos, décadas... eis o  húmus social que chamam de cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vivo num país onde os hospitais estão cheios, cheios de alguma coisa que, provavelmente, é o alimento desse monstro verde, azul e amarelo. O estômago, que, aliás, é 90% do monstro, digere muito bem e deixa nacos de merda uniformes. Esculturas sociais! Status quo assina embaixo! Aguarde o próximo leilão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vivo num país onde vale o riso e não a lágrima.&lt;br /&gt;Eu vivo numa selva de debilitados mentais brincando de executivos, distribuindo ordens que nascem das entranhas, lá naquele tumor íntimo que mata qualquer vestígio de alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu morro num país, sou um pária nacional... sim, como tantos que não se esconderam atrás das placas de publicidade ou propaganda de alguma coisa.&lt;br /&gt;Eu morro num país, preferindo morrer como alimento para vermes, do que viver como alimento para a corja humana...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-v0VLmC3VH5U/Tnpk54cWyZI/AAAAAAAAARA/9MLSA5Gh8Po/s1600/FotoBANDEIRAmulherDormindo.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-v0VLmC3VH5U/Tnpk54cWyZI/AAAAAAAAARA/9MLSA5Gh8Po/s320/FotoBANDEIRAmulherDormindo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5654943227683719570" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-8RzYArOxATo/Tnpky5DmfsI/AAAAAAAAAQ4/YsS6oZAHrv8/s1600/6352355_sete_de_setembro_338_419.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 258px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-8RzYArOxATo/Tnpky5DmfsI/AAAAAAAAAQ4/YsS6oZAHrv8/s320/6352355_sete_de_setembro_338_419.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5654943107589242562" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5453805224059570219-8206510881973802928?l=sarnavirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/feeds/8206510881973802928/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2011/09/morrendo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/8206510881973802928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/8206510881973802928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2011/09/morrendo.html' title='Morrendo'/><author><name>Diegonzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08101398213141553904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S3_tVckzbcI/AAAAAAAAAK8/QTy1Pn1RBYM/S220/Imagem113.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-v0VLmC3VH5U/Tnpk54cWyZI/AAAAAAAAARA/9MLSA5Gh8Po/s72-c/FotoBANDEIRAmulherDormindo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219.post-3338190668225468255</id><published>2011-07-25T05:43:00.000-07:00</published><updated>2011-07-25T06:03:02.640-07:00</updated><title type='text'>Esta não é uma homenagem clichê - Amy Winehouse</title><content type='html'>Sento aqui em frente ao computador. Café e minha nova amiga apresentada oficialmente pela minha salvadora capitalista: a indústria farmacêutica. É dia de trabalho e faz sol lá fora. Enquanto preso, um sopro de vida aos meus ouvidos: soa a, já agora, saudosa, Amy Winehouse. &lt;br /&gt;Não posso deixar de escrever sobre isso, sobre a falta, mas também sobre o curso natural de um espírito autodestrutivo. Mas a minha abordagem não será moralista nunca, pois vocês sabem, meus amigos, vocês sabem e é por isso que me leem aqui, uns com mais ou menos assiduidade... Sempre tive um conceito claro sobre esse tipo de personagem, protagonista da própria vida, que vive aqueles 1000 anos em 10, sem se ajustar ao sistema, sem aceitar a submissão do estupro diário... &lt;br /&gt;Amigos, eu a entendo... entendo também que somos diferentes numa peça, naquela que resiste. Me submeto à violência diária de um mundo que não escolhi e, tenho a absoluta certeza, poderia ser muito melhor e me deixar mais saudável na alma, mais tranquilo no físico, mas igualmente transcendental diante da existência. &lt;br /&gt;Eu te admiro Amy, assim como Jim Morrinson, Janis Joplin, Jimi Hendrix, Kurt Cobain e o moleque "anônimo" que morre rapidamente cheirando cola ou fumando crack numa esquina suja de qualquer grande metrópole... abandonados! &lt;br /&gt;Todos William Blake enrustidos, sabendo ou não, querendo ou não... seres de apenas reação! &lt;br /&gt;Amy, que tinha no nome o sangue de cristo, nunca se arrependeu... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Com a licença poética de me desprender um pouco da pretensa "poesia de coração e guardanapo". Fausto Wolff, jornalista beberrão gaúcho morto em 2008 por seus excessos de vida e protesto, disse certa vez que não conheceu um sujeito decente que não tivesse os chamados "problemas" com álcool... creio que isso possa valer para tudo. Os espíritos mais inquietos e livres sempre serão os mais pensantes, se tiverem espaço para pensar... &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adeus, Amy! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/--SsgdAuTTq4/Ti1pbNTXmWI/AAAAAAAAAQw/V3VyfJom_5k/s1600/amy-winehouse.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 217px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/--SsgdAuTTq4/Ti1pbNTXmWI/AAAAAAAAAQw/V3VyfJom_5k/s320/amy-winehouse.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5633274625058642274" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5453805224059570219-3338190668225468255?l=sarnavirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/feeds/3338190668225468255/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2011/07/esta-nao-e-uma-homenagem-cliche-amy.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/3338190668225468255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/3338190668225468255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2011/07/esta-nao-e-uma-homenagem-cliche-amy.html' title='Esta não é uma homenagem clichê - Amy Winehouse'/><author><name>Diegonzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08101398213141553904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S3_tVckzbcI/AAAAAAAAAK8/QTy1Pn1RBYM/S220/Imagem113.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/--SsgdAuTTq4/Ti1pbNTXmWI/AAAAAAAAAQw/V3VyfJom_5k/s72-c/amy-winehouse.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219.post-8242435288526895610</id><published>2011-07-01T05:38:00.000-07:00</published><updated>2011-07-01T05:39:42.528-07:00</updated><title type='text'>"São" Paulo</title><content type='html'>São Paulo que de santidade só o nome... São Paulo que sempre me é inspirador... São Paulo, tua tristeza me gruda na carne se misturando com esse suor resultante do bafo da poluição... São Paulo, uma ode ao fracasso humano, agora, batendo na minha cara... São Paulo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-6U_RAei1oJA/Tg2__X30oDI/AAAAAAAAAQo/k1Q9jZN9MWk/s1600/crack-cracolandia-hg-20091216.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-6U_RAei1oJA/Tg2__X30oDI/AAAAAAAAAQo/k1Q9jZN9MWk/s320/crack-cracolandia-hg-20091216.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5624362605116432434" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5453805224059570219-8242435288526895610?l=sarnavirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/feeds/8242435288526895610/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2011/07/sao-paulo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/8242435288526895610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/8242435288526895610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2011/07/sao-paulo.html' title='&quot;São&quot; Paulo'/><author><name>Diegonzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08101398213141553904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S3_tVckzbcI/AAAAAAAAAK8/QTy1Pn1RBYM/S220/Imagem113.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-6U_RAei1oJA/Tg2__X30oDI/AAAAAAAAAQo/k1Q9jZN9MWk/s72-c/crack-cracolandia-hg-20091216.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219.post-4035905994180246703</id><published>2011-05-06T09:48:00.000-07:00</published><updated>2011-05-06T10:01:43.202-07:00</updated><title type='text'>SOBRE O TERROR</title><content type='html'>Ele dizia: “Valho muito mais vivo do que morto”. Aquelas autoridades fardadas e armadas até os dentes já haviam escutado isso muitas vezes ao longo da história. Talvez não aquelas pessoas de carne que estavam ali com semblantes tensos, mas a alma do que – e quem – elas representavam. O apelo não serviu em nada. Não quiseram saber, a ordem, a programação – dos mesmos moldes das feitas em máquinas – era matar. Eis o clamado sangue necessário para lavar a honra de um País poderoso, humilhado e que temia, por incrível ironia, àquele homem franzino e que padecia de males renais crônicos. Sentado na cama desarrumada, rodeado da sua família e alguns discípulos, ele disse, com um ar obstinado de quem não tem medo do destino, uma mentira. &lt;br /&gt;Valeria mais vivo do que morto somente se não ferisse, não sei se de morte - mas gravemente, a ilibada moral da Polícia do mundo. &lt;br /&gt;Vivo, ele poderia dizer que foi treinado pelas forças de inteligência dos Estados Unidos para matar soviéticos no Afeganistão ou matar os iraquianos liderados por Sadam Hussein. Poderia contar que os próprios – agora - algozes treinaram seu ódio para a causa nobre representada pela eliminação dos adversários políticos. Ele poderia dizer também que há anos esteve ali, naquela mansão paquistanesa, enquanto homens fa(r)dados de morte matavam quase um milhão de pessoas acreditando na busca por aquele ser frágil e de semblante tranquilo. Ele poderia afirmar, ainda, que a guerra contra o chamado “eixo do mal” sempre foi por petróleo, dinheiro e poder político para um País em decadência. Não foi a simples e honesta vingança daquelas três mil mortes registradas no fatídico 11 de setembro de 2001 que moveram os helicópteros, os tanques, os jatos e os soldados. &lt;br /&gt;O homem de barba farta que pesava pendendo sua face ossuda para baixo, adornado por um turbante branco imponente de tecido árabe de alta estirpe, poderia denunciar as torturas de Guantánamo deliberadas pelos “pais” da democracia e da liberdade. As humilhantes – e quais não são? - torturas que indicaram onde ele estava. “Mas vejam só quantos campos de petróleo conseguiram sob o argumento da minha busca? Quanto poder político no mundo? Quando medo disseminado? E a reeleição garantida?”. Não houve clemência. Aqueles homens do povo, sem discernimento ou razão e contaminados pelo ódio de uma nação, não entendiam dessas coisas. &lt;br /&gt;Os tiros saíram a “queima roupa” e explodiram os miolos do terror por sobre uma das suas mulheres e seus filhos. Ele, um homem obstinado por sua crença insana, dotado de ódio e de inteligência superior, jamais valeria mais vivo do que morto... &lt;br /&gt;Agora é festa... LET´S GO USA! USA! USA! USA! USA!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-I6Sj5oTGuGU/TcQoPmcAlGI/AAAAAAAAAQc/BFOoaMaSTgI/s1600/foto%2Bobama.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-I6Sj5oTGuGU/TcQoPmcAlGI/AAAAAAAAAQc/BFOoaMaSTgI/s320/foto%2Bobama.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5603648084836914274" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;PS: esse texto não possui pretensões políticas de defender o terrorista Osama Bin Laden. Esse texto só denuncia que o terrorismo de Estado aplicado pelos Estados Unidos ao longo dos quase 10 anos em que esteve a procura do líder da Al Qaeda foi muito mais sanguinário do que o terrorismo exercido pela organização radical, matando mais de 997 mil pessoas no Iraque, Líbia, Afeganistão e outros países islâmicos. &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5453805224059570219-4035905994180246703?l=sarnavirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/feeds/4035905994180246703/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2011/05/sobre-o-terror.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/4035905994180246703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/4035905994180246703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2011/05/sobre-o-terror.html' title='SOBRE O TERROR'/><author><name>Diegonzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08101398213141553904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S3_tVckzbcI/AAAAAAAAAK8/QTy1Pn1RBYM/S220/Imagem113.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-I6Sj5oTGuGU/TcQoPmcAlGI/AAAAAAAAAQc/BFOoaMaSTgI/s72-c/foto%2Bobama.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219.post-5810698810760402306</id><published>2011-04-28T06:28:00.000-07:00</published><updated>2011-04-28T06:31:27.457-07:00</updated><title type='text'>Meu povo de cultura,</title><content type='html'>&lt;em&gt;Divulgando&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Meu povo de cultura, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Taí uma baita pedida pra esse sabadão: trata-se do lançamento da nossa primeira edição de 2011 do zine Lover's Rock, o de número #39.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra quem não lembra, o Lover's é um projeto coletivo de uma galera antenada aqui do Vale, cheia de talentos, que neste ano completará já 5 anos de estrada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma publicação alternativa e independente, que reúne colaboradores das mais diversas matizes e vertentes, mas com uma coisa em comum (ou incomum) que não é o Free: o bom, velho e imortal rock'n roll!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cada edição, muita cultura underground, de ilustrações a poesias, passando por fotos, reportagens, entrevistas, contos e crônicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o principal: cada edição sempre é lançada com um evento de qualidade, reunindo bandas independentes da cena gaúcha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta feita, a bagaça acontece no sábado agora, na Casa da Traça de Porto Alegre (Independência, 450 - pertinho do Garagem, do Cabaré do Beco, do Bambu's e de mil outros lugares clássicos), com exposição de fotos temática (vida noturna, boemia, performances de bandas) e dois shows, tudo gratuito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o melhor de tudo é que o esquema é no estilo happy hour, com início às 18h e encerramento lá pelas 23h, pra não atrapalhar os planos baladeiros de ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer mais? Sim, claro, você merece! Então chega lá e tu vai levar 'na faixa' também um exemplar do zine, lógico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por enquanto, vai lendo as edições anteriores em: www.zineloversrock.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que: Festa de lançamento do Lover's Rock #39&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde: No brechó Casa da Traça (Independência, 450, Porto Alegre)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando: Sábado, 30 de abril, a partir das 18h&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que: Em primeiro lugar, porque as bandas são boas, a exposição é ótima, o ambiente é bacana, a galera é legal e o Lover's é ducaralho!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, claro, e também porque a entrada é 0800. Mas lógico que isso é mero detalhe e se tivesse que pagar tu não te mixaria, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como: Vá do jeito que quiser, como se sentir melhor, tanto faz se pelad@ ou de espaçonave. Mas vá com a mente preparada para curtir as bandas Electric Mind e Stella Lan e alma pronta pra se deliciar com as fotos de Giovani Paim. Agora, como você vai voltar, daí já são outros quinhentos (chopps...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos pexamos por lá, aquele abraço"&lt;br /&gt;Marcelo Jaguara - trafegante de informação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-BsVVLDgOz9E/TblsG9yD6oI/AAAAAAAAAQM/O0TaXKiF2ZE/s1600/Lovers-Rock-39.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 134px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-BsVVLDgOz9E/TblsG9yD6oI/AAAAAAAAAQM/O0TaXKiF2ZE/s200/Lovers-Rock-39.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5600626478531472002" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5453805224059570219-5810698810760402306?l=sarnavirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/feeds/5810698810760402306/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2011/04/meu-povo-de-cultura.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/5810698810760402306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/5810698810760402306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2011/04/meu-povo-de-cultura.html' title='Meu povo de cultura,'/><author><name>Diegonzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08101398213141553904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S3_tVckzbcI/AAAAAAAAAK8/QTy1Pn1RBYM/S220/Imagem113.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-BsVVLDgOz9E/TblsG9yD6oI/AAAAAAAAAQM/O0TaXKiF2ZE/s72-c/Lovers-Rock-39.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219.post-4071010242270046017</id><published>2011-04-07T17:10:00.000-07:00</published><updated>2011-04-07T17:11:57.331-07:00</updated><title type='text'>Morto</title><content type='html'>Ele acordou com A vontade...&lt;br /&gt;uma vontade de cumprir a sua missão&lt;br /&gt;deturpada por falsos profetas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era singela, assim como ele, &lt;br /&gt;matar um mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Errou no alvo&lt;br /&gt;matou um mundo novo&lt;br /&gt;o único que ainda podia, puramente, sorrir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele disse que "via impureza" nos pequenos&lt;br /&gt;esses anjos que são a única salvação&lt;br /&gt;desse jogo de morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ps:&lt;br /&gt;estou tão triste que palavras não poderiam explicar&lt;br /&gt;vivo num mundo de assassinos mortos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5453805224059570219-4071010242270046017?l=sarnavirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/feeds/4071010242270046017/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2011/04/morto.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/4071010242270046017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/4071010242270046017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2011/04/morto.html' title='Morto'/><author><name>Diegonzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08101398213141553904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S3_tVckzbcI/AAAAAAAAAK8/QTy1Pn1RBYM/S220/Imagem113.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219.post-1217456826320927030</id><published>2011-03-04T06:44:00.000-08:00</published><updated>2011-03-04T06:45:30.794-08:00</updated><title type='text'>Sobre amor</title><content type='html'>O amor! A verdade, a essência da coisa toda é que só o amor ou o pássaro azul de Bukowski ou a grande sacada de Kerouac ou o tiro de Magnun do Thompson, pode fazer com que vivemos. A ciência, a religião, o trabalho muitodigno, a ideologia, nada basta para um espírito apaixonadamente libertário, a não ser Ele. Nada é páreo para o amor quando o assunto é o tema filosófico da morte do existencialismo de Camus ou até o tortuoso amor de Nietzche. &lt;br /&gt;Ah, esse câncer que (des)constrói células e que faz pulsar todas as milhares de placas do sangue na batida frenética da Vida. De todas as drogas a mais poderosa, a única que irá acompanhar nossos cambaleantes e errôneos passos até a sepultura. De toda forma, o amor, tão deturpado pelos clichês e pelas insensibilidades do cotidiano débil dos zumbis, só ele pode manter a chama acesa jogando ainda mais lenha nessa fogueira...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5453805224059570219-1217456826320927030?l=sarnavirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/feeds/1217456826320927030/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2011/03/sobre-amor.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/1217456826320927030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/1217456826320927030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2011/03/sobre-amor.html' title='Sobre amor'/><author><name>Diegonzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08101398213141553904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S3_tVckzbcI/AAAAAAAAAK8/QTy1Pn1RBYM/S220/Imagem113.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219.post-4878911755395388744</id><published>2011-02-17T15:05:00.000-08:00</published><updated>2011-02-17T15:11:03.193-08:00</updated><title type='text'>Ode à verdadeira poesia</title><content type='html'>Engarrafamento.&lt;br /&gt;Não sei como uma palavra que lembra garrafa pode ser tão entediante. &lt;br /&gt;Mas vamos nos ater aos fatos, como diria o mais cartesiano dos quadrados... &lt;br /&gt;Vinha assim, meio estressado, meio consumido demais por coisas fúteis, &lt;br /&gt;um cidadão-consumidor contemporâneo, enfim um modelo... &lt;br /&gt;Assim vinha, entre a fumaça dos carros e a vontade de esvaziar a mente e dar descarga com uísque... &lt;br /&gt;Numa das tantas paradas, observo a poesia que é defecar. &lt;br /&gt;Um cão de porte, musculoso, desses nascidos para matar, animais brutos que me fascinam, diferentemente dos seus treinadores. &lt;br /&gt;O imponente bichano dava uma bela cagada, produzindo um naco que reluzia no sol a pino, em plenas 18 horas do dia.&lt;br /&gt;Sempre que cago, ou vejo um animal mais irracional que eu cagando, lembro do velho Bukowski. &lt;br /&gt;Costumo dizer, que poeta que é poeta consegue fazer poesia das pequenas coisas do cotidiano, em outras palavras, consegue extrair poesia de um belo cocô de cerveja ou de areia. &lt;br /&gt;Simpatizo muito com essa pequena fatia dos escritores, já que a escatologia virou pecado no mundo literário politicamente correto e a fórmula do sucesso comercial não compreende mais a natureza humana, que foi deturpada, estuprada sem dó pela benga avantajada do moralismo. &lt;br /&gt;É simples ser aceito com literatura, basta escrever para retardados, adequando a linguagem, misturando auto-ajuda com uma boa dose de resignação com tudo o que o status quo oferece. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Merda em cima de merda, &lt;br /&gt;um banquete de burrice, como bem descreve Tom Zé.&lt;br /&gt;“Iê iê iê veja que beleza, em vários sabores,&lt;br /&gt;veja que beleza, a burrice está na mesa”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas vamos continuar com os que simpatizo, esses anti-heróis das sarjetas sujas, dos puteiros com prostitutas borradas de batom e tédio, dos butecos fétidos de morte... &lt;br /&gt;eu gosto desses que conseguem fazer poesia enquanto vomitam. &lt;br /&gt;Que fazem planos mirabolantes, que refazem os planos, que amam, se jogam, vivem apaixonados por tudo, intensos que nunca serão salvos ou perdoados... &lt;br /&gt;Que fazem figuras nas nuvens e que querem fugir para um mundo novo, do qual serão seus únicos e próprios deuses, os reis da dor e da paixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-mt0CVXSS-ZY/TV2q7r-VMqI/AAAAAAAAAQE/ehA4S9wJ1X0/s1600/1171663507_bukowski_portret_grijs2.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 141px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-mt0CVXSS-ZY/TV2q7r-VMqI/AAAAAAAAAQE/ehA4S9wJ1X0/s200/1171663507_bukowski_portret_grijs2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5574799856147706530" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5453805224059570219-4878911755395388744?l=sarnavirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/feeds/4878911755395388744/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2011/02/ode-verdadeira-poesia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/4878911755395388744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/4878911755395388744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2011/02/ode-verdadeira-poesia.html' title='Ode à verdadeira poesia'/><author><name>Diegonzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08101398213141553904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S3_tVckzbcI/AAAAAAAAAK8/QTy1Pn1RBYM/S220/Imagem113.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-mt0CVXSS-ZY/TV2q7r-VMqI/AAAAAAAAAQE/ehA4S9wJ1X0/s72-c/1171663507_bukowski_portret_grijs2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219.post-8624822795128310025</id><published>2011-01-20T13:38:00.000-08:00</published><updated>2011-01-20T13:47:30.690-08:00</updated><title type='text'>Sobre São Paulo</title><content type='html'>Parte I&lt;br /&gt;Eu nunca consigo ser otimista quando vejo uma metrópole como essa lá de cima. sensação de impotência, corações sangrando, a própria morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parte II&lt;br /&gt;Algo se mexia por baixo do cobertor sujo, na rua mais suja.&lt;br /&gt;Não havia nenhuma dignidade ali, nem próximo... apenas uma loja de armas.&lt;br /&gt;E por todos os cantos se vendiam decorações para sepulturas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5453805224059570219-8624822795128310025?l=sarnavirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/feeds/8624822795128310025/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2011/01/sobre-sao-paulo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/8624822795128310025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/8624822795128310025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2011/01/sobre-sao-paulo.html' title='Sobre São Paulo'/><author><name>Diegonzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08101398213141553904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S3_tVckzbcI/AAAAAAAAAK8/QTy1Pn1RBYM/S220/Imagem113.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219.post-6521053683075865629</id><published>2010-12-28T07:37:00.001-08:00</published><updated>2010-12-28T07:38:45.983-08:00</updated><title type='text'>Sobre gerações</title><content type='html'>Podem me acusar de mal-humorado, de reclamão, eu até gosto... faz bem para o ego não fazer parte dessa piscina de merda, podem ter muito certo isso. O fato é que essa época do ano me incomoda profundamente. Todos os filhosdaputa precisam ser altruístas e todos os altruístas honestos precisam ser filhosdaputa, cinicamente filhosdaputa para não se afogar de vez no lamaçal moralista impregnado de preconceito e com os grilhões das conveniências. Eis a única forma de sobreviver... &lt;br /&gt; Mas não  foi esse o assunto que me despertou a escrever essas linhas. São as gerações, a involução da espécie humana. Esses dias estava caminhando apressado na rua, com essa pressa de não sei o quê – como um animal que precisa voltar para a toca, o refúgio, antes de ser avistado pelos predadores criados pelo monstro Sist -, e passou por mim um moleque de, no máximo, sete anos. Até aí tudo bem. O problema é que ele se vestia como um palhaço e até o óculos era colorido. Nada contra os palhaços. Lembro que tive contato com essa moda emoterceiromundista – não sei por quê, mas essas coisas se tornam mais dramáticas em países subdesenvolvidos - por acaso. Estava zapeando a TV entre goles de uísque e fumaça, quando na MTV apareceu um ser bizarro, não no sentido honesto, mas como um desses produtos que a gloriosa indústria cultural tenta nos embutir guela abaixo de vez em quando. Ele cantava sobre amores adolescentes malfadados com uma voz, bom, uma voz mais feminina do que a Ana Maria Braga. Eu não entendi como se consegue aquele timbre tendo culhões. Como um estudioso social – e por isso covarde mesmo, por ter muito medo de cair na vala dos clichês bestializados da sociedade – deixei terminar a música. Agora eu conhecia o emo. E aquele moleque, que além de ter um celular roxo tocando alguma coisa ininteligível que parecia um bando de cocotas no cio, estava caracterizado como um ser desses... ah, eu não sou democrático! Mas antes de me acusar de déspota, desrespeitoso, ogro, não-civilizado, anti-revolucionário, fascista, egoísta, ou qualquer outro rótulo bem mal definido, pense se a indústria cultural dá alguma chance para esses moleques – ou mesmo os adultos mais “antenados” - respirarem antes de escolher algum caminho nas suas vidas... São meros produtos que consomem produtos... Amebas! Ninguém, individualmente, pode ser culpado. As corporações são culpadas, a mão invisível do mercado é culpada, a religião e todos os outros dogmas são culpados... a bestialização coletiva vem dos tempos primórdios... fomos embrutecendo e emburrecendo com o tempo, virando sanguessugas da pior espécie... quem for sanguessuga e estiver longe de qualquer poder, se transforma na espécie mutante de sugamerda, que é o tipo de gente que ouve o que está tocando na rádio, lê os livros que figuram no ranking dos mais lidos, diz que os doutores letrados são “inteligentes” por isso, e assistem o que a televisão oferece... “desligue a televisão e vá ler um livro”. Não, foda-se o bordão! Se é para ler merda, desligue-se! &lt;br /&gt; Não vamos tão longe para provar a decadência da sociedade brasileira em termos culturais. Como dizia o saudoso Fausto Wolf (o último grande jornalista e escritor gaúcho), os militares largaram o osso só depois de notar que a merda estava feita e que nesta terra não brotaria mais ideias de liberdade, a não ser em grupos isolados que acabariam sendo absorvidos pelo grande mercado capitalista. Mataram mais do que os milhares de jovens perseguidos e torturados durante a ditadura militar, mataram as capacidades mentais das pessoas e das gerações vindouras. Essa é a relação do emo com a ditadura militar, que se transformou em uma ditadura cultural eterna, apesar de setores ditos progressistas gritarem o seu otimismo quanto a eleição de um ex-metalúrgico e agora uma mulher para a presidência. Eles são marionetes, foram perseguidos, torturados, mas estão adaptados, caso contrário não estariam onde estão e ainda com todas as odes dos banqueiros nacionais e internacionais. A geração do meu pai lutou contra essa ditadura, morreu por um ideal.  Os que não se adaptaram morreram ou se isolaram em sítios afastados da civilização para morrer de decepção e ainda sonhar com aquele romantismo... outros, ainda, esperam a morte, loucos e esquecidos nos manicômios mais imundos... Depois dessa geração, que lutou contra um inimigo muito mais poderoso e de peito aberto e com a coragem que deveria caracterizar todos de forma eterna, não somente na juventude, veio a geração das Diretas Já. Essa ainda lutou, embora de forma manipulada pela Vênus Platinada - amiga dos militares e que, como uma puta desprezível, mudou de lado quando viu que a coisa não teria mais volta – e nem precisava ter. Pouco depois, vieram os caras pintadas, campanha também da nossa gloriosa cicerone nacional, que passou a ser oposição ao então presidente Fernando Collor de Mello – depois de elegê-lo através de manipulações de debates televisivos- , que era corrupto sim, mas foi um café pequeno perto do que a turma do PT aprontou lá pelas bandas de Brasília. Derrubaram o “caçador de marajás”, o playboy que ousou desafiar o poder global. Sim, havia ainda um pingo de idealismo, manipulado, mas honesto. Eu era criança nesta época, acompanhava a movimentação sem entender muito bem o que acontecia, só sabendo que o Collor era um “cara mau” e que todo mundo que tivesse com a cara, ridicularmente,  pintada com as cores da bandeira nacional, era do bem. Cresci e passei a entender melhor como funcionavam as coisas... o mundo não pode ser tratado de forma maniqueísta como é. Começaram os questionamentos, e quem vos escreve passou a se distanciar cada vez mais desse mundo morto e ficar com medo de entrar na piscina de merda alimentada pelo monstro Sist. Amigos de batalha foram tombando dentro da lama. Tentaram nadar, no início, mas depois se renderam ao quente conforto das fezes. Eu não, continuei batendo cabeça por aí, em todos os muros. A piscina cada vez maior, tomando os espaços do livre pensamento. A minha geração teve, talvez , o último suspiro de rebeldia, o qual participei: o movimento punk. As lembranças dos atos rebeldes permanecem muito vivas em alguém que, definitivamente, não nasceu para fornicar com o sistema e, sim, vai morrer tentando... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FELIZ NATAL&lt;br /&gt;E UM ANO NOVO MUITO COLORIDO PARA TODOS ENVOLVIDOS!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/TRoEcWK7JcI/AAAAAAAAAP4/y694p6Ig04M/s1600/corrupto.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 205px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/TRoEcWK7JcI/AAAAAAAAAP4/y694p6Ig04M/s320/corrupto.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5555757975349175746" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5453805224059570219-6521053683075865629?l=sarnavirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/feeds/6521053683075865629/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2010/12/sobre-geracoes.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/6521053683075865629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/6521053683075865629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2010/12/sobre-geracoes.html' title='Sobre gerações'/><author><name>Diegonzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08101398213141553904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S3_tVckzbcI/AAAAAAAAAK8/QTy1Pn1RBYM/S220/Imagem113.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/TRoEcWK7JcI/AAAAAAAAAP4/y694p6Ig04M/s72-c/corrupto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219.post-2863122007739666938</id><published>2010-12-15T06:45:00.000-08:00</published><updated>2010-12-15T10:58:04.924-08:00</updated><title type='text'>Carta para o Inter e todos os colorados</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/TQjVRYs5ngI/AAAAAAAAAPs/jMiSM2PnY_I/s1600/2437856239_507168e65e.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/TQjVRYs5ngI/AAAAAAAAAPs/jMiSM2PnY_I/s320/2437856239_507168e65e.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5550921035399405058" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tristeza sem fim por um amor eterno&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como muito bem sublinha o mestre Vinícius de Moraes: “tristeza não tem fim, felicidade sim”. É com um aperto no peito e dor imensa que escrevo essas linhas. Além de escrever, como quem me conhece sabe, ser a minha terapia mais eficaz, sinto-me no compromisso – não moral, mas ético – de comentar o que ocorreu ontem, dia 14 de dezembro de 2010, um dia triste, um dia para não ser esquecido – pois quem esquece as feridas nunca poderá cicatrizá-las. &lt;br /&gt;O meu Sport Club Internacional, tantas vezes motivo de choros de alegria, ficou no caminho pelo sonho do bi-campeonato Mundial da Fifa. Escrevi sobre a primeira conquista, em 2006, falando diretamente aos "doutores" do futebol, os que acham que futebol é uma equação científica simples. Naquele ano ganhamos do todo poderoso Barcelona, uma seleção do futebol mundial, clube com muito dinheiro, mas pouca paixão e sangue. Os "doutores" arrotavam que seríamos massacrados, perder por um gol de diferença seria lucro para os estreantes em mundiais colorados. Esses mesmos especialistas na superficialidade da razão, são os mesmos que não entendem como se pode guardar tanto amor pelo que, presumem, ser um simples clube de futebol. &lt;br /&gt;Ontem aconteceu o contrário de 2006. O Inter tombou pelo caminho, contra o tecnicamente fraco, mas extremamente apaixonado, Mazembe, da República Democrática do Congo. As minhas lágrimas de felicidade de outrora, que me transformaram numa criança feliz e cheia de ilusões, se transformaram em uma enorme frustração que me aperta o peito até agora. &lt;br /&gt;Este não é um post sobre futebol, é um post sobre o amor. Mais: ele não é para ser lido, é para ser sentido e compreendido. Não cobrem análises táticas porque, se meu coração sangra hoje, é por não poder ser racional. Meu coração sofre, mas com a certeza de que, em breve esse sofrimento se transformará em alegria e se romperá em lágrimas de felicidade, mais uma vez... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do seu eternamente apaixonado, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diego Rosinha&lt;br /&gt;15/12/2010&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5453805224059570219-2863122007739666938?l=sarnavirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/feeds/2863122007739666938/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2010/12/carta-para-o-inter-e-todos-os-colorados.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/2863122007739666938'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/2863122007739666938'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2010/12/carta-para-o-inter-e-todos-os-colorados.html' title='Carta para o Inter e todos os colorados'/><author><name>Diegonzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08101398213141553904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S3_tVckzbcI/AAAAAAAAAK8/QTy1Pn1RBYM/S220/Imagem113.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/TQjVRYs5ngI/AAAAAAAAAPs/jMiSM2PnY_I/s72-c/2437856239_507168e65e.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219.post-8053156394025821723</id><published>2010-12-06T14:52:00.000-08:00</published><updated>2010-12-06T15:02:27.457-08:00</updated><title type='text'>Insônia</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/TP1rQQF0WbI/AAAAAAAAAPk/h6bbmPVCg70/s1600/crazy-never-die.gif"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/TP1rQQF0WbI/AAAAAAAAAPk/h6bbmPVCg70/s320/crazy-never-die.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5547708242931767730" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, sim, eu ando relapso. Ando relegando o blog, mas não é por desinteresse nem nada do tipo, é o mundo mesmo, maldito que está me consumindo, comendo meu cérebro aos poucos... mas eu ainda estou vivo e espero que vocês também, porque essa merda vai ter fim um dia.&lt;br /&gt;Chega de discursinhos revoltados... vou postar um poema meu que gosto muito - talvez um dos pouquíssimos que posso dizer isso. Lembro dele todas as noites quando a insônia me ataca e eu penso os porquês que essa filhadaputa não me deixa em paz... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;Dorme com esse barulho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cidade dorme enquanto espanco as teclas dessa parafernalha tecnológica,&lt;br /&gt;Foram tantos os dias maldormidos&lt;br /&gt;Com a necessidade de se livrar dos fantasmas&lt;br /&gt;Malditos infames que transformam minhas madrugadas&lt;br /&gt;Em longas e cansativas batalhas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se fala na solidão das grandes metrópoles,&lt;br /&gt;os estudiosos e intelectuais contemporâneos não estão blefando,&lt;br /&gt;talvez, numa rara oportunidade.&lt;br /&gt;Quantos milhões estão dormindo ao pé do meu ouvido,&lt;br /&gt;sonhando com seus umbigos transcendentais e essa merda toda?&lt;br /&gt;Quantos estão somente envolvidos no seu cotidiano sem sentido por toda a eternidade&lt;br /&gt;e não têm tempo de ouvir seu próprio coração cansado de apanhar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, esse bando de moscas tontas&lt;br /&gt;correndo e correndo atrás do doce sem saber que,&lt;br /&gt;quando finalmente alcançarem a guloseima açucarada&lt;br /&gt;se matarão de tanto comer, somente isso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moscas semi-mortas é o que somos,&lt;br /&gt;sempre em busca de um mimo qualquer que nos tire do ostracismo,&lt;br /&gt;nos resgate dessa selva de moribundos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e depois o maluco sou eu, o semmoral, semética,&lt;br /&gt;o cara aquele que não respeita as regras, a não ser as suas,&lt;br /&gt;e que acredita no grande deus&lt;br /&gt;em meio às pernas gordas e delgadas de mocinhas&lt;br /&gt;tão inocentes quanto a virgem,&lt;br /&gt;a VIRGEM Maria que teve de parir todas as mágoas e culpas do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Droga, e esse acidente sangrento que me faz acreditar na vida?&lt;br /&gt;Traz-me de volta toda a lembrança de um mundo que ainda não vivi?&lt;br /&gt;Sim, os que conhecem os limites são os que ultrapassaram,&lt;br /&gt;eles não podem voltar, sir Thompson.&lt;br /&gt;E qual o limite da bala de sua Magnun 44?&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5453805224059570219-8053156394025821723?l=sarnavirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/feeds/8053156394025821723/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2010/12/insonia.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/8053156394025821723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/8053156394025821723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2010/12/insonia.html' title='Insônia'/><author><name>Diegonzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08101398213141553904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S3_tVckzbcI/AAAAAAAAAK8/QTy1Pn1RBYM/S220/Imagem113.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/TP1rQQF0WbI/AAAAAAAAAPk/h6bbmPVCg70/s72-c/crazy-never-die.gif' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219.post-3643604591154666442</id><published>2010-11-19T16:08:00.000-08:00</published><updated>2010-11-19T16:11:20.513-08:00</updated><title type='text'>Pássaro Azul</title><content type='html'>Por Charles Bukowski&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um pássaro azul no meu coração que quer sair mas eu sou demasiado duro para ele,e digo, fica aí dentro, não vou deixar ninguém ver-te.&lt;br /&gt;Há um pássaro azul no meu coração que quer sair mas eu despejo whisky para cima dele e inalo fumo de cigarros e as putas e os empregados de bar e os funcionários da mercearia nunca saberão que ele se encontra lá dentro.&lt;br /&gt;Há um pássaro azul no meu coração que quer sair mas eu sou demasiado duro para ele, e digo, fica escondido, queres arruinar-me? queres foder o meu trabalho? queres arruinaraR minhas vendas de livros na Europa?&lt;br /&gt;Há um pássaro azul no meu coração que quer sair mas eu sou demasiado esperto, só o deixo sair à noite por vezes quando todos estão a dormir. digo-lhe, eu sei que estás aí, por isso não estejas triste. depois, coloco-o de volta, mas ele canta um pouco lá dentro, não o deixei morrer de todo e dormimos juntos assim com o nosso pacto secreto e é bom o suficiente para fazer um homem chorar, mas eu não choro, e tu?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5453805224059570219-3643604591154666442?l=sarnavirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/feeds/3643604591154666442/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2010/11/passaro-azul.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/3643604591154666442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/3643604591154666442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2010/11/passaro-azul.html' title='Pássaro Azul'/><author><name>Diegonzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08101398213141553904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S3_tVckzbcI/AAAAAAAAAK8/QTy1Pn1RBYM/S220/Imagem113.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219.post-300183303625789625</id><published>2010-11-09T14:31:00.000-08:00</published><updated>2010-11-09T15:48:49.283-08:00</updated><title type='text'>FRAGMENTOS DE ETERNIDADE</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Intro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Me acusam de pessimista, exageradamente pessimista. Pesado até, sob certos aspectos. &lt;br /&gt;Tudo isso é muito correto para quem não pode compreender que todo o romântico, no seu DNA, carrega essa sina de rimar amor com dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Perdendo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Estás perdendo, seu idiota!&lt;br /&gt;O que há de poético na morte?&lt;br /&gt;No sofrimento da autodestruição?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não acredites nesse suicídio existencialista,&lt;br /&gt;nessa empatia doentia...&lt;br /&gt;Quando morreres serás alimento dos vermes,&lt;br /&gt;famintos pela morte, neste banquete de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez a carne leve mais tempo para desaparecer,&lt;br /&gt;apodrecer sobre as larvas, dificultando - como sempre - a empreitada da natureza...&lt;br /&gt;estará curtida ao álcool e intoxicada de toda a vida.&lt;br /&gt;É só esse, afinal de contas, o diferencial da sua essência...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, "mais uma vítima não reconhecida"&lt;br /&gt;que, em sua lápide terá escrito "eu tentei"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__________________________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Estranho&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;"Estranho esse mundo, meu, onde significados se confundem numa batalha mortal.&lt;br /&gt;Que estranho, que o niilismo me signifique esperança e o existencialismo a própria morte..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sobre jornalismo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;"Sou um cínico, mas um cínico profissional, que só profissional mente"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sobre o tédio&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;"Desde criança sempre quis ter um amigo imaginário. Me fascinavam as histórias e estórias criadas por todos que tinham esses seres transcendentais para brincar, brigar e viver. Mas não. Se eu tive ou tenho, sempre foi mais inimigo do que amigo. Ele não fala comigo, ele apenas me estrangula de vez em quando para faze-me notar que eu serei sempre um errante, um peixe se afogando num mar de merda, completamente deslocado do seu habitat. Ao longo dos anos, o meu inimigo sempre foi mudando, mas sempre teve como personagem principalmente assuntos muito mais reais do que eu gostaria. Gente estúpida demais, efusiva demais, idiota demais, burra demais... não aquela burrice que provém da ignorância, mas a burrice de quem desiste de aprender e prefere ver, comodamente, tudo muito bem, negando seus demônios o tempo todo, fugindo de si mesmo e querendo o que está, somente, ao alcance da mão. Eu odeio o tédio e bebo. Eu odeio gente e bebo. Eu odeio odiar tanto e bebo. Eu odeio não ter um amor e bebo. Não é inteligível isso, gostaria que meu organismo fosse tão abstrato como os meus pensamentos...Tento fugir do tédio o tempo todo, mas ele não dá trégua... ele é a mão do meu pior inimigo nada imaginário... está sempre aqui do lado. Quando eu acho que vou me livrar dele, esquece algo aqui e tem que vir buscar... "&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5453805224059570219-300183303625789625?l=sarnavirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/feeds/300183303625789625/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2010/11/fragmentos-de-eternidade.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/300183303625789625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/300183303625789625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2010/11/fragmentos-de-eternidade.html' title='FRAGMENTOS DE ETERNIDADE'/><author><name>Diegonzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08101398213141553904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S3_tVckzbcI/AAAAAAAAAK8/QTy1Pn1RBYM/S220/Imagem113.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219.post-4505188169806879972</id><published>2010-10-29T04:02:00.000-07:00</published><updated>2010-10-29T04:35:28.982-07:00</updated><title type='text'>Ode à imaturidade</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/TMqxcLSU5KI/AAAAAAAAAPc/mLcAn5SKEGM/s1600/existencialismo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 319px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/TMqxcLSU5KI/AAAAAAAAAPc/mLcAn5SKEGM/s320/existencialismo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5533430189802185890" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ah, que bendita crueldade comigo&lt;br /&gt;a imaturidade&lt;br /&gt;Essa imaturidade madura, mas não tanto&lt;br /&gt;daquelas que apodrecem sempre no chão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero mais é não conhecer a vida&lt;br /&gt;Não explicar nada e achar graça desse teatro&lt;br /&gt;Eu não quero saber de estabilidade,&lt;br /&gt;Sinto-me à vontade somente nas tempestades&lt;br /&gt;e não gosto dos dias abafados do verão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, essa imaturidade que faz beber até cair&lt;br /&gt;comer os dedos, insanamente...autodestruição?&lt;br /&gt;Sem preocupar a ressaca do outro dia&lt;br /&gt;Espírito livre que se debate, até a exaustão, na cela&lt;br /&gt;E acorda machucado, mas em paz por ter existido &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, imaturidade que permite&lt;br /&gt;experimentar a vida na sua plena forma&lt;br /&gt;e dançar a música da natureza&lt;br /&gt;e chutar todos as moralismos, altruístas ou não&lt;br /&gt;porque se admira os doentes venéreos que vão ao paraíso foder deus &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maldade é deparar essa imaturidade romântica,&lt;br /&gt;muito mais infantil do que racional,&lt;br /&gt;com esse mundo pragmaticamente insano&lt;br /&gt;de escravidão, conformismo e alegria suicída&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, bendita maldade que me faz respirar!&lt;br /&gt;Esse ar que move os imaturos é aquele que leva&lt;br /&gt;até os destinos mais certos do acaso...&lt;br /&gt;e é o vento que sopra no seu ouvido&lt;br /&gt;canções que nunca serão iguais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa imaturidade que deixa um adulto &lt;br /&gt;bobo, feito criança com sangue nos olhos&lt;br /&gt;e que treme de emoção com os suspiros da existência&lt;br /&gt;se contentando puramente com os olhares de soslaio de almas vivas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, imaturidade que deixa o homem menos sociável&lt;br /&gt;mais bicho, menos doméstico, mais humano...&lt;br /&gt;O sofrimento é a necessidade da alma que sangra&lt;br /&gt;Deixemos as facilidades para os convenientemente maduros&lt;br /&gt;que até pensam vencer esse jogo &lt;br /&gt;e não sabem do que a eternidade lhes pode proporcionar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que a imaturidade vos acompanhe, para sempre amigos...&lt;br /&gt;Anjos doidos, drogados, malquistos, hiperativos&lt;br /&gt;e, acima de tudo, livres demais para serem compreendidos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amém!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5453805224059570219-4505188169806879972?l=sarnavirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/feeds/4505188169806879972/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2010/10/ode-imaturidade.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/4505188169806879972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/4505188169806879972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2010/10/ode-imaturidade.html' title='Ode à imaturidade'/><author><name>Diegonzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08101398213141553904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S3_tVckzbcI/AAAAAAAAAK8/QTy1Pn1RBYM/S220/Imagem113.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/TMqxcLSU5KI/AAAAAAAAAPc/mLcAn5SKEGM/s72-c/existencialismo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219.post-5696056917529007523</id><published>2010-10-14T16:18:00.000-07:00</published><updated>2010-10-14T16:23:25.898-07:00</updated><title type='text'>Montevideo experience II</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/TLeQokHesJI/AAAAAAAAAPM/ngO7Obw2yrE/s1600/P1000123.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/TLeQokHesJI/AAAAAAAAAPM/ngO7Obw2yrE/s320/P1000123.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5528046094184788114" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui estou novamente, escrevendo sob fortes efeitos dos conselhos, dos murros no estômago e fígado, de Jack Kerouac e toda a sua decadência/demência alcoólica. Este filhodaputa franco-canadense escreve para mim, que concordo que todas as ressacas são castigos de morte e devem ser sofridas com todas as suas intensidades. O remédio não é a cura, a cura está lá fora, esperando para ser descoberta, mas ela é muito mais profunda do qualquer produto oferecido pela nossa gloriosa indústria farmacêutica. Chegará um dia em que irão descobrir as curas para as dores do mundo, para o tédio da rotina e para os lamentos perdidos no vazio de uma existência sem essência alguma. Bolinhas na parede, pessoas vestidas com os mantos da hipocrisia e da conveniência – ah, trabalhos forçados, nunca se gerou tantos postos de trabalho no Brasil! Viva! - fantasias de cidades decadentes com robôs moribundos sentados nos sofás assistindo a própria morte num aparelho eletrônico muito moderno, criado pelos asiáticos para ajudar a perpetuação do capitalismo, que poderia ser o socialismo também, se a sorte da Guerra Fria estivesse do lado dos soviéticos vermelhos. &lt;br /&gt;Acabo de voltar de mais uma experiência extrema, intensa, bêbada, chapada de cansaços de vida provocados por andanças buscando encontrar algo. O fato é que essa viagem me leva a querer escrever também sobre a viagem que fiz ano passado para o mesmo lugar: Montevideo, no belo a injustiçado pela história Uruguai. Ah, América do Sul que não me deixa desistir tão fácil, com esses eternamente charmosos oprimidos e seus heróis em templos de cobre. Este ano a coisa toda começou de forma solitária. Sim, me dou bem com os meus fantasmas, mas a possibilidade de ir para um hostel e conhecer pessoas diferentes, de lugares diferentes e com o mesmo ímpeto "on the road", me fez querer ir. Uma fuga perfeita sob acusação do crime de existir honestamente. Estava ee volta a las calles, como um monstro neobeat que tentaram domesticar nesse mundo muito mais insano do que se pode imaginar em todas as viagens de cara ou sob alucinações drogadas. Estava estressado: eleições, relacionamento humano conturbado e esperanças debilóides em geral, fazem um mal tremendo ao coração e, sobretudo, ao organismo cansado e ferido de Vida. &lt;br /&gt;As coisas realmente não começaram lá muito bem. Lutando contra uma ressaca infernal de quinta-feira, cheguei cedo lá para pegar o ônibus velho que nos deixaria, depois de quase 20 horas, na capital uruguaia. Demorou a uma hora de atraso prevista. O espírito coletivo deveria ser um pouco mais alimentado, ainda mais no meio desse pessoal mochileiro e que deveria ser mais solidário por isso. A estrada é amiga, mas pode não ser em muitas situações. Dentro da lata sobre rodas, sento num lugar bom sem ninguém do meu lado, dando uma trégua para o meu joelho. Eis que escuto: "Gente, eu estou namorando um cara de Caxias. É longe, mas estou esperançosa e feliz. Minha mãe o ficou vigiando quando nos encontramos, assim, escondida. Estão todos torcendo por mim". Caraleo! Se tem algo irritante neste mundo é gente carente de qualquer coisa, mendigos de amor, de paixão, de atenção. É o preço de quem vive num mundo mais virtual do que real, com bytes correndo em vez de sangue. Vivemos rodeados e solitários, carentes de qualquer coisa, de qualquer afago, confundindo paixão com carência, criando expectativas e projeções, quase sempre, inatingíveis. Não que eu não seja um romântico clichê que acredita nisso, mas não na forma contemporânea, assistindo o espetáculo trágico, essa maldita ópera de zumbis cantando alegrias superficiais. Porque as expectativas criadas nunca poderão ser cumpridas, se transformando em prisões, como nos sets de Hollywood. Quer dizer, eu não amo você, mas posso amar se você me amar. Algo maluco, insano, injusto com que sente e com quem poderia sentir. A intensidade é o que move o mundo, não as amarras ou os sentimentos convenientemente racionalizados na treva de um cérebro que não usa 2% de sua capacidade . - fim do momento anti-ajuda. Coloco o fone de ouvido. A viagem passou assim, com uma cerveja e tentativas de acalmar o estômago com auto-sugestão. Mas a calma, definitivamente, não é minha amiga. Não deu. &lt;br /&gt;Chegando lá as coisas começaram a mudar. Primeiro, sem hostel confirmado, foi necessário uma peregrinação em grupo pela cidade atrás de uma hospedagem. Pessoas se conhecem em situações adversas, puro instinto de sobrevivência. Algumas voltas depois voltamos à origem. Che Lagarto. Um hostel simpático, com boas cervejas não muito caras e pessoas do mundo todo. O porre de praxe à noite e, no outro dia, caminhar pela cidade, tentando curar a ressaca já acumulada. Brigando com meu estômago, tentei andar pela bela Montevideo sozinho, pois todos os conhecidos e “novos melhores amigos de viagem”, já haviam saído bem antes. Acordei só as 13 horas, ainda bêbado. Não é o tipo de programa que pessoas afoitas por conhecer grandes monumentos históricos faz. O meu único monumento deste dia foi uma bela diarreia que deixei num cassino de luxo administrado pelo Estado. Merda de cerveja para o capitalismo. Clap clap! &lt;br /&gt;A orla do Rio da Prata foi o destaque do dia, chamou delírios fantásticos os quais não pude escrever, pois estava sem meu inseparável caderno para emergências literárias. Mas lembro muito bem, apesar da confusão causada pelo meu estado físico, que pensei sobre essa fase maluca e a sua relação com a passagem do Kerouac, em Big Sur, em que ele escreve sobre as pessoas que, quando viam um bêbado dormindo, falavam para deixá-lo, pois estava somente descansando. Mas não, o bêbado era um ser que gritava e chorava por dentro, por culpa, pelo fracasso físico frente às dores do mundo. Eu também chorava por dentro, enquanto o Rio de Prata ouvia atento aos lamentos, mas não podia fazer nada para me salvar. Ninguém podia, ninguém pode. Existiu uma tentativa de não beber nas próximas horas. Cheguei no hostel e peguei meu caderno. Na descida das escadas, encontro mais um companheiro de viagem. Não escrevo e tomo a primeira cerveja do dia. Quase não desce, mas é engolida junto com uma lágrima da alma que sangrava. Embora todos os efeitos físicos, estava bem, sem aquela energia cruel que me abatia dias atrás. O corpo não é nada, é a carcaça que servirá de alimento para vermes, só isso. Álcool conserva até as mentes insanas. Pensei num haikai assim: “que essa dor não apague a raiva e me mantenha forte na luta contra toda a minha mediocridade humana”. Um mantra, praticamente... &lt;br /&gt;Conhecendo o que não havia visto da última vez no dia claro (diferente da primeira vez, quando realmente passei todos os dias bêbado, o que demonstra uma certa evolução) e passando bêbado às noites, foram passando as horas. Boas conversas, pessoas bacanas e outras nem tanto. Pessoas vivas e pensantes e outras nem tanto. Pessoas com sangue, outras com bytes e outras com muita pressa cartesiana, politicamente correta. A última noite talvez tenha sido a mais frenética e doida dos últimos tempos. Quando chegamos no pub mais barateiro da Ciudad Vieja ele estava vazio. Começamos a tomar trago – que descobri ser uma expressão muito engraçada para não gaúchos. O uísque era mais barato, o equivalente a 5 reais a dose de Johnny Walker Red. Depois de umas boas doses, o proprietário do bar resolve agradar brasileiros. Isso é a pior coisa que pode ocorrer, alguém tentar te agradar de alguma forma, ainda mais com coisas medíocres como funkcariocaparaplayboy, axé e outros lixos estúpidos do gênero. Mas bom, o estágio já estava mais avançado com meu amigo uísque, aí as coisas ficam menos terríveis. Lembro de flashes, alguns bastante engraçados, como o moleque bicha que foi conversar comigo e uma outra “melhor amiga de viagem”. Era jornalista e havia entrado para o banheiro de um lugar só com um cara, bem ao estilo Allen Ginsberg. Eu não sou um cara preconceituoso, nem ao menos vigia de cu, então que seja. Mas aí o cara desata a falar da vida dele como se fosse algo muito interessante. Aí viro as costas e vou pegar mais uma cerveja. Estou conversando com o povo da excursão e de repente o moleque para do meu lado novamente, falando com outro cara, mas olhando para mim com aquele olhar de bicha meio hype. “Ah, porque na faculdade de jornalismo tem muito gay...” . Eu me viro e largo: “Cara, bicha tem em tudo quanto é lugar. Mas eu sou jornalista e não gosto de dar a bunda. Conheço algumas pessoas da comunicação que também partilham dessa ideia e não gostam de dar o cu”. A guria da excursão vê tudo isso e me diz numa ironia apavorada: “Bah, como tu és delicado”. Mas aí a coisa continua nessa, muito axé, pessoas dançando na boquinha da garrafa, pessoas de todos os lugares do mundo. Enquanto isso eu só consegui pensar em vergonha alheia, mas sei lá, o mundo parece gostar desse tipo de mediocridade cultural porque, lógico, não é com eles. Depois de tomar um belo porre na Ciudad Vieja, resolve-se que iríamos – um seleto grupo – para a Plaza da Independencia continuar o papo com cervejas e otras cositas más. A ideia era de não dormir, aguentar no osso até às 8 horas do outro dia, quando sairia o ônibus de volta à realidade. Mas, bêbado e cansado, após já não ter dormido direito desde que cheguei, não resisti depois das 6h30min. Fui desmaiar no beliche e tentei colocar meu celular para despertar uma hora e meia depois. Resultado: claro que ele não despertou e evidentemente que eu estava bêbado e nem havia pego o meu celular para colocar para despertar, embora na minha mente estava tudo muito certo. Acordo, no susto, com “novos melhores amigos de viagem”, batendo no meu ombro. Eles não eram da mesma excursão: “Diego, o pessoal já está todo no ônibus, esperando para partir. Já é 9 horas”. Putamerda! Ainda bem bêbado e cansado pulei do beliche e não sei como não me quebrei, juntei a mochila e rumei para o bus. Quase. Nada melhor do que uma forma frenética dessas para encerrar mais uma experiência portenha e deixar o registro de estar de volta a las calles.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5453805224059570219-5696056917529007523?l=sarnavirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/feeds/5696056917529007523/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2010/10/montevideo-experience-ii.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/5696056917529007523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/5696056917529007523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2010/10/montevideo-experience-ii.html' title='Montevideo experience II'/><author><name>Diegonzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08101398213141553904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S3_tVckzbcI/AAAAAAAAAK8/QTy1Pn1RBYM/S220/Imagem113.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/TLeQokHesJI/AAAAAAAAAPM/ngO7Obw2yrE/s72-c/P1000123.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219.post-8968717153522479211</id><published>2010-10-13T12:41:00.000-07:00</published><updated>2010-10-13T12:49:25.805-07:00</updated><title type='text'>Resumindo</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/TLYNGWj1bnI/AAAAAAAAAPE/ZQAvKvNhvAs/s1600/mario-benedetti-155-g.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 136px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/TLYNGWj1bnI/AAAAAAAAAPE/ZQAvKvNhvAs/s200/mario-benedetti-155-g.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5527619995430121074" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Por Mário Bennedeti&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;digamos que oscilamos&lt;br /&gt;entre alegria e tristeza&lt;br /&gt;quase como dizer &lt;br /&gt;entre o céu e a terra&lt;br /&gt;ainda que o céu de agora e o de sempre&lt;br /&gt;se ausente sem aviso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;as ideias vão se tornando sólidas&lt;br /&gt;sensações primárias&lt;br /&gt;palavras ainda em rascunho&lt;br /&gt;corações que batem como máquinas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;serão nossos ou de outros?&lt;br /&gt;este choro de inverno não é igual&lt;br /&gt;ao suor do verão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a dor é um preço / não sabemos&lt;br /&gt;o custo inalcançável da sabedoria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pensamos e pensamos duramente&lt;br /&gt;e uma paixão estranha nos invade&lt;br /&gt;cada vez mais tenaz&lt;br /&gt;mas mais triste&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;resumindo&lt;br /&gt;não somos o que fomos&lt;br /&gt;nem menos do que fomos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;temos uma desordem na alma&lt;br /&gt;mas vale a pena sustentá-la&lt;br /&gt;com as mãos / os olhos / a memória&lt;br /&gt;tentemos pelo menos nos enganar&lt;br /&gt;como se o bom amor&lt;br /&gt;fosse a vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Povo, em breve vou postar um texto sobre viagem a Montevideo e todos os delírios cotidianos dos dias que estive por lá. Agora posto esse poema do Mário Bennedeti. &lt;br /&gt;Saludos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5453805224059570219-8968717153522479211?l=sarnavirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/feeds/8968717153522479211/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2010/10/resumindo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/8968717153522479211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/8968717153522479211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2010/10/resumindo.html' title='Resumindo'/><author><name>Diegonzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08101398213141553904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S3_tVckzbcI/AAAAAAAAAK8/QTy1Pn1RBYM/S220/Imagem113.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/TLYNGWj1bnI/AAAAAAAAAPE/ZQAvKvNhvAs/s72-c/mario-benedetti-155-g.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219.post-6342971388927978766</id><published>2010-09-10T07:59:00.000-07:00</published><updated>2010-09-10T09:27:48.201-07:00</updated><title type='text'>DROPS (estranhamente) ÁCIDOS XII</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/TIpIrP4VrcI/AAAAAAAAAO8/16aXTYjq6CY/s1600/skull-brazil-flag.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/TIpIrP4VrcI/AAAAAAAAAO8/16aXTYjq6CY/s320/skull-brazil-flag.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5515300601503002050" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Eu não tenho nada para oferecer a ninguém, exceto minha própria confusão”, Jack Kerouac&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Inútil! A gente somos inútil!”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Fidel Castro admirava animado demais, senil demais, morto e cansado demais, os golfinhos no aquário nacional em Havana. Do lado, uma repórter da Reuters e uma representante de forte associação judia em Cuba. O ex-líder dispara entre um sorriso de moribundo: “o sistema de Cuba não funciona mais para o mundo”. A repórter lhe encara admirada e pede para repetir. Ele repete, cansado demais, morto demais. Agora sua causa são os golfinhos do aquário nacional e a contenção de uma possível guerra nuclear, que ele apoiava quando era vivo, juntamente com os camaradas da extinta União Soviética. A repórter abre um sorriso. A judia lhe dá um beijo no rosto e um abraço, como uma neta afetuosa e grata pela senilidade do - não mais poderoso - comandante da Revolução Cubana. Fidel já não vocifera mais contra o inimigo imperialista ianque e eu não sei se conheço esse Fidel. Embora não seja um partidário do nacionalismo do ex-líder, na intimidade da família, alguns me chamam, até hoje, pela alcunha de Fidel. O grande bêbado comunista, que cai de bunda no chão, deixa copos de uísque caírem e segue vivo perambulando e vomitando por aí. O mundo está estranho, de cabeça para baixo, muito mais do que sempre esteve. Meu sangue está subindo para a cabeça e isso pode ser perigoso, sempre preferi deixar ele no coração, garantindo que ele bombeasse o licor vermelho pelo meu corpo. Mas é como diz o velho Hunter Thompson, meu amigo gonzo de leituras alcoolizadas e enfumaçadas em dias solitários e alegres também: “quando as coisas ficam estranhas, os estranhos viram profissionais”. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Liberdades&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Estou acompanhando de perto também a ideia de incineração do islamismo no baluarte da democracia e da liberdade de expressão. Sejamos justos, não são todos ianques que são abertamente partidários do fascismo do pastor caipira que iniciou uma campanha para que seus cerca de 50 seguidores e agregados queimem o Alcorão no dia 11 de setembro, quando completam-se nove anos dos ataques às torres gêmeas, em Nova Iorque. O próprio presidente estadounidense Obama repudia a ideia, mas repudia muito mais pelo simples motivo de que, como ele mesmo admite, “a campanha proposta pelo pastor de queimar o máximo possível de Alcorões pode servir como aliciamento de novos voluntários nas tropas sangrentas dos terroristas”. Na verdade, o pai das liberdades individuais é um caipira preconceituoso mascando capim e sentado no mundo dos mortais em algum rancho do Texas. O pastor desastrado, o Bush que não deu tão certo, já disse que irá retirar a cruzada se “a Casa Branca” pedir. Obama já pediu, ele ganhou seus dias de fama e agora reza missas com uma pistola na cintura, amedrontando seus fieis seguidores sobre ameaças dos barbudos que não os “comunistas” de outrora, mas os terroristas anti-cristãos. Afinal, amigos, o que seria do mundo sem o medo? Esses pobres mortais precisam de um pouco de adrenalina, fora as bolinhas das crianças quebrando as vidraças dos vizinhos ou os jogos de beisebol nos domingos. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Show de horror&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Como não falar das eleições no Drops? O problema é que o show de horrores é tão grande, que me sinto um adolescente rebelde escrevendo sobre isso, de tão perdido por não saber por onde começar. Sub-celebridades em peso, comediantes decadentes, novatos afoitos por estabilidade financeira e os mesmos velhos lobos de sempre disputam os votos dos crentes na Democracia. Agora o projeto Ficha Limpa, que começou na Internet, ganhando muito em importância perante a opinião pública e, portando, perante a opinião dos pastores governantes e postulantes a isso. O Ficha Limpa nada mais é do que um projeto para acalmar a população frente a todos os desvairados - e nem mais velados - atos de corrupção. “Ah, não podemos deixar que pensem que nossa orgia está banalizada. Enfiamos a benga do Estado sempre com muito carinho pelos eleitores” . E nada melhor do que um projeto de papel como esse. Otto Von Bismarck, no nem tão distante fim do século XIX já alertava sobre a necessidade de acalmar os ânimos do povo através do chamado “bem estar social”. É a história de doar os anéis de vez em quando para não perder os dedos. Afinal, o governo recupera as joias cedo ou tarde. Todos os políticos profissionais aprenderam bem a lição do ex-primeiro ministro da Prússia, atual Alemanha. Sempre penso que deveria ter nascido um pouco mais idiota para ser rico. Aliás, idiota não, filhodaputa mesmo. A outra saída seria nascer retardado mesmo para acreditar em algo, votar a cada quatro anos e me sentir como um “cidadão que faz a sua parte”. O problema é que sou um cagão, tenho medo de cirurgias, senão já teria me submetido a uma  lobotomia. Dói muito o pensar. Só porque eu quero ser chato e encerrar esse drops com um discursinho bem panfletário anarquista, conclamo: vote nulo e não sustente parasitas. O que muda? Nada, mas ao menos a consciência poderá dormir mais tranquila. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Mas é lá longe”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Me surpreendo com a minha capacidade de ainda me chocar com determinados assuntos humanos. Li em uma reportagem da Folha de SP que no Afeganistão ocorrem as festas chamadas de Bachabaze. Para quem não sabe, assim como eu não sabia a dias atrás, essas festas são realizadas por homens ricos e de famílias tradicionais. O governo ressalta que combate a prática, mas a verdade é que até membros (literalmente) dele participam. Como as mulheres são proibidas de dançar no País, garotos de 10 a 15 em média dançam vestidos de mulher da cabeça aos pés. Mas não são somente danças, ocorrem abusos sexuais depois das “festas”. Bacha é o nome dado aos garotos que, geralmente miseráveis, são caçados nas ruas por esses homens de posses que lhes pagam alguns dólares (um dos garotos entrevistados na matéria diz que recebe US$ 2 e um pouco de arroz) por orgias sexuais. Os estupradores andam com seus carros no meio dos miseráveis procurando os mais afeminados para recrutamento. Quanto mais bachas um homem tiver mais poderoso ele é. Leia a íntegra desse horror: http://www1.folha.uol.com.br/bbc/795990-meninos-sao-alvo-de-abuso-sexual-em-danca-tradicional-afega.shtml &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Notas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- S.C Internacional é mais uma vez campeão da Libertadores. Parabéns para nós! &lt;br /&gt;- O TRT do Rio Grande do Sul suspendeu a sindicalização de dois “jornalistas” não formados que haviam conseguido carteiras logo após a decisão do Supremo de acabar com a obrigatoriedade do diploma para exercer a função. Vitória do gourmets! &lt;br /&gt;- A Receita Federal agora também é do Partido dos Trabalhadores (PT). Qualquer dia jornalões vão estar publicando receitas de bolo na capa... e dalhe pragmatismo stalinista neles!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dicas ácidas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Site: Blog com muito conteúdo bacana de rock gaúcho para baixar. Como ele não é atualizado faz algum tempo, alguns links não funcionam corretamente, mas ainda existem muitos cds completos e raridades para baixar. Vale a pena conferir: http://durango-95.blogspot.com/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Show: Teatro Mágico, toca no Ginásio Municipal de São Lepoldo, dia 18 de setembro (sábado) a noite. O preço é 15 reais antecipado e 20 na hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Livro: Não terminei ainda um dos poucos do Jack Kerouac que não havia lido. Trata-se de Big Sur e retrata uma fase decadente (não de escritas ou sentimentos, mas de desilusões) do expoente beatnik.  É uma edição de bolso da LPM que não custa mais de R$ 20. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Música: El condor pasa, do Dante Ramon Ledesma. Pode ser baixada no link http://www.nuttymp3.com/mp3/164609 - Elementos incas muito fortes na música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El condor pasa&lt;br /&gt;El Condor Pasa el cielo del Peru, llorando,&lt;br /&gt;sintiendo que ya perdió la luz... de la libertad.&lt;br /&gt;Y sabe que vendrá buscar al sol y al clarín,&lt;br /&gt;de algun decir, americano sois. Inca!&lt;br /&gt;Vendrás cuando arrebienta el sol sobre la luz, de algun decir,&lt;br /&gt;entonces America irá libertar, sin nadie morir, Imperio Incaico al fin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Libre, libre, libre!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5453805224059570219-6342971388927978766?l=sarnavirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/feeds/6342971388927978766/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2010/09/drops-estranhamente-acidos-xii.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/6342971388927978766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/6342971388927978766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2010/09/drops-estranhamente-acidos-xii.html' title='DROPS (estranhamente) ÁCIDOS XII'/><author><name>Diegonzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08101398213141553904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S3_tVckzbcI/AAAAAAAAAK8/QTy1Pn1RBYM/S220/Imagem113.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/TIpIrP4VrcI/AAAAAAAAAO8/16aXTYjq6CY/s72-c/skull-brazil-flag.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219.post-2719594417854964143</id><published>2010-08-13T06:31:00.000-07:00</published><updated>2010-08-16T12:07:20.388-07:00</updated><title type='text'>Exposto</title><content type='html'> &lt;br /&gt; A redação estava em silêncio. Um silêncio mórbido, sepulcral. Todos se olhavam como urubus famintos à espera da primeira baixa para o banquete.  Devidamente protegidos, sentados na frente de suas vidas traduzidas em bytes e invencionices, ninguém falava nada. Ouvíamos o estalar dos móveis e, de vez em quando, uma respiração mais ofegante, dessas que as pessoas cansadas de nada dão de tempos em tempos. Ser útil para a sociedade, ser um cidadão respeitável dentro dos preceitos do status quo não é, necessariamente, ser útil para a própria vida. Apenas a tradução de um tempo perdido que não irá mais voltar, uma saudade infinita do futuro vislumbrado lá na adolescência nos mais lindos sonhos de liberdade. O editor dispara: &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- Marcus, tenho uma pauta para você. Trata-se de uma exposição de arte de um irlandês desconhecido. O título é “Metamorfose”, inspirada na obra do Kafka. Sei que você gosta desses temas, então resolvi lhe dar esse presente...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- Quando e onde?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- Sexta-feira, às 20 horas, na avenida Constelação. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Tudo bem, já fiz coisas realmente piores numa sexta à noite. Lógico que não teria o aconchego do meu sofá surrado e dos goles de uísque, além de menos uma noite de sexo com a namorada. Ela entenderia... espero. E, além disso, gosto realmente do Kafka. Trata-se de um escritor honesto, desses que quase já não existem mais. Agora a onda é auto-ajuda, ninguém quer mesmo meter dedo na ferida e fazer os leitores confrontarem com suas cicatrizes cheias de pus. Sangue nos olhos não dá dinheiro e não traz mulheres, com raríssimas exceções. Ninguém quer ser a realidade, essa projeção de uma vida constrangedoramente quieta e sem desvios, é muito mais cômoda e segura. É uma pena, é uma pena... mas eu era da turma dos que gostavam disso, quanto mais náusea sentia, melhor. Mais uma dose de vida, por favor. Não importa quanto tenho minha carne irá durar, todos os momentos são eternos. E, existir condicionado não é existir. A semana passou voando. A namorada me criticou, dizendo que eu só pensava no trabalho e aquela ladainha toda. Aí perguntei se ela bancaria meus porres, cigarros e anfetaminas para ser um escritor relegado até a morte. Expliquei que ela poderia ficar rica com a herança e tomar minhas cinzas com uísque, mas ela achou que eu estava maluco. Enfim, ela disse que não. “Ok, beibe, estamos acertados”. &lt;br /&gt;  Fazia tempo que não era pautado para algo que me interessasse. Somente eventos recheados de sub-celebridades, com ego escorrendo na lapela dos ternos e vestidos sociais bem alinhados. O motorista também era gente boa. Naquela noite, o Júnior foi escalado para me levar lá. Perguntei se ele queria esperar, pois poderia conseguir umas cervejas e salgados. Exposições têm disso, para atrair toda a espécie de jornalista medíocre, como eu. “Tudo bem, não temos mais pautas nessa noite. Ninguém é suficientemente filhodaputa nessa cidade para marcar eventos na sexta, ainda mais à noite. Vê se descola algo para nós lá”. &lt;br /&gt; Chegando lá, estacionamos no amplo pátio do pavilhão, que na verdade era um casebre caindo aos pedaços. O local para os carros era o maior e melhor do local. Mas, evidentemente, só tinha mais dois carros da imprensa estacionados. Logo avistei os dois repórteres. Eu não sabia qual era o mais idiota. Tudo bem, seus veículos, como o meu, não estavam interessados em matérias de cunho cultural e sim nas mulheres frutas e todas as suas declarações bombásticas. A mulher parede era a última top na agenda deles. É lamentável tentar defender o jornalismo em uma situação dessas, é lamentável dizer que eu não indicaria 5% da turma formada comigo para um trabalho. Mas bom, os veículos não existem mais jornalistas, exigem bois, o quanto mais alienados melhor. Uma razão para a proliferação dos chamados “trainees”. Na entrada um letreiro verde dizia: “Bem vindos à Metamorfose. Ela irá transformar sua vida”. Um tanto quanto piegas para o meu gosto, mas entendo que era uma tentativa de atrair mais público, todos sedentos por algo fora do comum. Na parte abaixo, bem abaixo, em uma fonte quase imperceptível, o nome do artista: Maybe Kain. Entrei no casebre e, logo de cara, uma menina gótica me atacou. “Qual seu veículo?”. “Jornal Entrementes”. Ela abriu um sorriso e me deu uma credencial sem mais perguntas. Gostei disso. Além disso, ela, ao mesmo tempo que era esguia, apresentava pelas coxas e um traseiro empinado por baixo de suas capas vampirescas. Perguntei à ela quem era o assessor de imprensa ou algo que o valha. “Não temos. Mas se você quiser conversar com o Kain antes de entrar, posso levar você lá”. Fomos. Poucas pessoas transitavam pelo local. Tinham o desespero na face. Isso é por demais lindo, demasiadamente humano. A assistente me levou até uma salinha escura. De costas um homem gordo, que aparentava ter lá seus 60 anos, estava tentando acender um baseado. Nem me viu entrar. “Olá, esse jornalista quer conversar com você antes de entrar na exposição”, disse a vampira. Ele virou e deu um sorriso de canto de boca. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- Que interessante, um jornalista. Vocês ainda existem?. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- Apesar de todos os esforços, creio que sim. Eu tento existir, ao menos.  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- Ok, garoto. Fale o que você precisa?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- Preciso de tudo, entender isso. Entender essa maneira bizarra de apresentar uma exposição. Entender como você acende um baseado na presença de um jornalista que pode foder com sua reputação no dia seguinte. Você come sua assistente?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- Sim, você me parece um jornalista, muito bem. Quer dar um “tapa”?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Segurei o máximo no meus pulmões. Era da boa. Potencializada. Provavelmente híbrida, um haxixe talvez. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- Porra, isso é bom demais. Trouxe da Irlanda?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- Essa do Brasil é terrível. Parece bosta seca. Sou vegetariano, não como nada derivado de animais. Há há! Claro que é da Irlanda. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Kain abriu uma caixa de isopor cheia de cervejas e me ofereceu. Peguei uma lata e o perguntei:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- Você trabalha com arte desde quando? &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- Desde que sai das bolas do meu pai. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- Interessante. Eu também sou um jornalista desde que sai das bolas do meu pai. Quando tentei mudar, o destino estava pronto. Gosto dessa merda toda. Não acredito em religião alguma, mas talvez em algo parecido com vocação. Gosto de escrever e ainda quero mudar o mundo. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ele soltou uma grande gargalhada. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- Filho, todos querem mudar o mundo. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Conversando e fumando com Kain, quase esqueci do motorista. Só não esqueci porque ele apareceu na porta:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- Porra, Marcus! Você fumando e bebendo aqui e nada para mim. Passa isso!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Perguntei para o Kain no meu inglês tosco se o nosso motorista podia participar. Ele fez sinal positivo com a cabeça e entregou o baseado para o Júnior. Os olhos do motorista brilhavam. Ele gostava de sair comigo, o fazia sentir gente, sentir respeitado. Eu nunca entendi porque algumas pessoas deixam se levar pelo papo da classe social. A burguesia é a espécie mais idiota que existe, mas arrota bem e é bem respeitada. Você já notou o quão patéticos são esses senhores de terno e gravata em consultório médicos? Morrendo aos poucos, com câncer espalhado, mas com a elegância de um imortal.  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; - Vamos ver a exposição, Marcus? – perguntou Kain. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Entramos por um corredor. Algumas poucas pessoas, entre elas, os dois jornalistas concorrentes. Concorrentes. Há há, eu só os considerava concorrentes por eles serem a escória, por envergonharem minha profissão e, mais do que isso, a raça humana. Eles nem sabiam quem era o artista, mas estavam lá batendo fotos de tudo sem entender absolutamente nada. A primeira sala abrigava algo muito interessante. Kain havia pego cadáveres e os colocado em escrivaninhas, iluminados por telas de computadores. Eram somente fotos, evidentemente. Ele me explicou que as fez na Irlanda.  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- No Brasil os mortos são bem tratados, né? Melhor do que os vivos. Notei isso, quando algumas pessoas se chocaram e me chamaram de “demônio” por causa das fotos. Elas entraram e saíram sem ir nas outras salas. Eu respeito toda forma de arte. Um dos meus princípios básicos é liberdade de interpretação. Essas pessoas não interpretaram nada errado, apenas fizeram o seu julgamento sob um ponto de vista moralista cristão. Quem me dera o mundo não fosse essa corja de juízes penitentes... Fiz essas fotos com pessoas recém chegadas no necrotério, antes dos necrófilos as pegarem.  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Nas fotos apareciam pessoas de todas as idades completamente nuas. Jovens, velhos e até crianças. As crianças, diferentemente dos adultos, apareciam brincando me parquinhos de diversão. Me chamou atenção uma menina que posava em uma foto do lado do Mickey Mouse.  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- Não utilizei pessoas feridas de morte, somente de morte natural. Aquela jovem ali teve um AVC durante o trabalho. Disseram que era muito competente – disparou Kain, apontando para um dos quadros.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Era uma garota bonita. Seus olhos foram retratados ainda abertos e ela parecia olhar fixamente para uma tela de computador. Tinha um ar de preocupação nos seus olhos. A vida pode matar. Júnior olhava tudo muito atento e, de vez em quando, me perguntava o que significava, pois não sabia inglês. Era interessado. Provavelmente aquilo mudaria sua vida. Na verdade, a minha não mudou, porque sempre vi pessoas mortas constituindo famílias bem nutridas e fazendo festas de 15 anos e casamentos. O coração bate, o sangue circula, mas os olhos não possuem o brilho de quem vive. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Na segunda sala, havia uma foto enorme do Kafka com os dizeres: “Sê justo”. Logo abaixo, havia uma série de fotos de escritores desconhecidos, que Kain me disse que eram considerados “gênios” na Europa, por escreverem livros de auto-ajuda, para auxiliar as pessoas na confecção de uma moldura adequada delas ao mundo. Nem tão desconhecidos, identifiquei um dos mais famosos do mundo, o Paulo Coelho. Também tinham aqueles afegãos emergentes e essa coisa toda que tem feito sucesso, mas eu procuro nem saber. Passamos por mais algumas salas, todas escuras, com desenhos feitos por Kain. A maioria deles tinha como tema a morte. Era um niilista convicto. A morte da vida. Mas devo admitir, o desenho não era seu forte. Traços retos demais, mas as ideias eram ótimas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Eis que chegamos no grande momento da exposição. Me senti num sonho. Kain avisou:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- Espero que vocês estejam prontos para ver o que vem a seguir. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Em uma mesa circular havia um microscópio. Posicionei meus olhos no aparelho. Era um animal. Um verme muito pequeno, que se contorcia. Tirei os olhos e disse para Kain:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- É isso?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Ele fez sinal para que continuasse olhando. Em menos de um minuto, o verme passou a se transformar. Crescido, parecia uma espécie de macaco. Já tinha o tamanho de um dedão e dançava diante dos meus olhos. Então comecei a ouvir alguns grunhidos. O bichano fazia um som alto para seu tamanho. Em poucos minutos ele faz o show e, de repente, saem dois outros vermes pelo que parecia ser seu ânus. O processo foi o mesmo, de vermes eles se transformaram em micro macacos. Depois que o processo tinha se repeti três vezes, entrou a assistente de Kain. Ela colocou todos os animais numa caixa metálica, deixando apenas um no “palco” improvisado. O show tem que continuar.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- Vamos, deixe seu amigo ver isso também – disse Kain.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Júnior chegou perto e, antes da transformação, se esquivou do aparelho. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- Eu já caguei isso. Não preciso ver agora. Tem mais cerveja?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Kain deu uma longa gargalhada e lhe entregou o trago. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- Nem todos estão preparados para ver isso, por isso não me importo. Enquanto houver cerveja, ao menos, me disse. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- Que animais são esses? O que a sua assistente faz com eles? &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; O gigante irlândes  sorriu e disse:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- Garotos, acabou a exposição.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Odeio que me chamem de garoto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/TGVJid38FxI/AAAAAAAAAOs/qx4W0VCdDLM/s1600/senhora_morta.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 242px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/TGVJid38FxI/AAAAAAAAAOs/qx4W0VCdDLM/s320/senhora_morta.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5504886976013932306" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5453805224059570219-2719594417854964143?l=sarnavirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/feeds/2719594417854964143/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2010/08/exposto.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/2719594417854964143'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/2719594417854964143'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2010/08/exposto.html' title='Exposto'/><author><name>Diegonzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08101398213141553904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S3_tVckzbcI/AAAAAAAAAK8/QTy1Pn1RBYM/S220/Imagem113.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/TGVJid38FxI/AAAAAAAAAOs/qx4W0VCdDLM/s72-c/senhora_morta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219.post-5116559115996467517</id><published>2010-08-01T19:02:00.000-07:00</published><updated>2010-08-01T19:07:30.674-07:00</updated><title type='text'>Viajando com os mortos</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/TFYoTKS5kgI/AAAAAAAAAOk/0WUdMfoc7WA/s1600/joker-18277.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 241px; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5500628304525890050" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/TFYoTKS5kgI/AAAAAAAAAOk/0WUdMfoc7WA/s320/joker-18277.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não, não é um filme B do Zé do Caixão, nem um filme A do Quentin Tarantino. O uísque é o melhor amigo do homem, a fumaça é o melhor ambiente e o sofá surrado e melhor cafuné. Eu prometi que ia escrever algo inédito. Mas, sabem que sou um fanfarrão com promessas... então vou contar um causo de um amigo perdido que brincava de joker com cidadãos comuns, pessoas acostumadas a gastar a vida morrendo aos cantos, com amores infelizes, ódios instantâneos e bengalas existenciais tortas... para a direita ou para esquerda, tanto faz... Aquela viagem talvez seria uma das piores de Kovalski na direção. Seu editor sentenciou algo muito parecido com a morte alguns dias antes. Teria de viajar com duas criaturas que podem exemplificar bem o vosso formoso status quo. Duas mulheres que poderiam usufruir de todo o sangue corrente em suas veias, mas optaram pela submissão a um sistema de vida que nem elas, no fundo, entendem... a religião ajudava, o marido trepava, a bosta saia pelos seus intestinos presos até o ralo das vidas perdidas no desejo de ser. O departamento de esgotos que administre vosso fracasso! Kovalski não as culpava. Tinha dó. Sempre teve. O seu costume mais dolorido era viver. Tinha uma sede que não se explica às luzes da ciência. Mas foi viajar. Ossos do ofício, diziam. Tempos depois, o editor o confidenciou: “desculpa por fazer isso contigo”. Era tarde demais. Não para Kovalski, mas para aquelas duas criaturas que foram sujeitas ao ódio por uma humanidade morta. O destino era um evento em São Paulo. Mais de mil quilômetros aguentando muito “papo de elevador”. O rádio não funcionava. A ideia era chegar vivo sem nenhum assassinato a tira colo. Conseguiu isso a base da velocidade, das pedras do asfalto como cúmplices e do perigo como única companhia. Chegando lá, uma noite de sono, alguma cerveja para acompanhar. Ao menos o bom senso o colocara sozinho no quarto. Doses cavalares de rivotril fizeram-no dormir. No outro dia, cobertura de um evento morto, de ex-ricos tentando manter a imagem. Tapas nas costas e sorrisos amarelos faziam parte do protocolo, como sempre. Discursos que deveriam ser traduzidos da melhor forma possível, ou seja, através da alegria de ainda se comandar o mundo. Eis a função de um michê do cérebro.Logo com Kovalski, que queria mudar o mundo com suas letras, mas estava ali, como das outras vezes, descrevendo o triunfo do capitalismo e o estilo de vida da Morte. Tudo certo, emprego garantido, estabilidade fugaz para comprar seus próximos uísques e cigarros. O que mais uma puta pode querer a não ser que a benga seja a menor possível? Afinal, isso é jornalismo... Mas, eis que algo acontece. Interessante do ponto de vista de um jogador. Criaram-se problemas inexistentes. Velocidade era o nome. Não que não fosse, afinal para zumbis a velocidade pode levar à Vida. Mas nessa vida não existiriam estabilidade, roupas de marca ou vinho doce nos finais de semana... nessa vida haveria o que o zumbi mais detesta: sangue pulsante. Kovalski, finalmente, achara uma diversão. “Se tu correres a mais do que 100 km/h, meu coração começa à pulsar”. Terrível! Meudeus! Que coisa terrível, um coração pulsando num zumbi. A atitude era urgente. “Na volta será pior... vou colar os ponteiros”, disse Kovalski. Ah, o desespero pegou de uma forma muito hilária. “Ah, não sei se devo dizer. Não, não, acho que não”, disse uma zumbi que parecia mais um tomate podre. Kolvaski disse para o tomate com a maior calma e benevolência cínica possível: “Pô, diz logo o que é, porra!”. Sim, o “porra” fazia parte de uma linguagem sensível que se tem com esse tipo de gente. “A Joana disse que vai contar para o diretor que tu correste. Mas se me prometer que vais manter os 80 km/h, eu digo para ela não contar”. Tá, vai lá e conta isso, disse Kovalski. No fundo sabia quem estava preocupada, que, ao menos teve coragem de dizer com a boca da outra... Louvável para uma horda de covardes medrosos. O que mais se espera do mundo? A fala que leva conteúdo crítico nunca será a sua, afinal. A zumbi fez toda a cena, atravessou pavilhões em busca de uma mentira que a livrasse do perigo de ter sangue pulsando novamente. Questão de subexistência! Alguns minutos depois, ela voltou. “Ok, mas não podes passar de....” . “Sim, tudo bem... no máximo 180 km/h, né?”, brincou Kovalski. O pavor essa (v)risível. Evidentemente, a viagem de volta, entre as merdas do script, foi colando os ponteiros do velho carro. Com exageros semânticos e verborrágicos. Kovalski tinha as trazido em segurança, apesar dos 180 km/h, do medo e dos acidentes correntes inventados na estrada. Chegaram, enfim, em segurança para o seu mundo. E os zumbis prometeram: “do mundo de nossas covas avisaremos todos os superiores, deuses do mundo, da tua ânsia de vida”. Justificável! E Kovalski dormiu em paz, esperando a próxima segunda-feira.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5453805224059570219-5116559115996467517?l=sarnavirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/feeds/5116559115996467517/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2010/08/viajando-com-os-mortos.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/5116559115996467517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/5116559115996467517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2010/08/viajando-com-os-mortos.html' title='Viajando com os mortos'/><author><name>Diegonzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08101398213141553904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S3_tVckzbcI/AAAAAAAAAK8/QTy1Pn1RBYM/S220/Imagem113.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/TFYoTKS5kgI/AAAAAAAAAOk/0WUdMfoc7WA/s72-c/joker-18277.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219.post-634578038103771525</id><published>2010-06-29T04:16:00.000-07:00</published><updated>2010-06-29T04:39:35.485-07:00</updated><title type='text'>A engajada</title><content type='html'>- Seu homofóbico!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu disse para ela se acalmar, disse que se o papo começasse daquela maneira já ia começar mal. Não pela violência física ou algo do gênero, mas sobretudo porque eu não gosto de me explicar para portadores de anencefalia crônica. Sem nenhuma espécie de preconceito. Admito que sou grosso, assim como o saudoso Teixeirinha. Mas, mesmo do auge da minha grossura, também posso dizer que fui educado, educado sob os preceitos cristão de altruísmo e moralidade. Mas virei um cínico mor, como uma máscara que não cai tentei - tentaram - tirar mas somente arranhei – arranharam - minha face. &lt;em&gt;(só para constar, aquela frase veio após uma simples observação do estágio do mundo atual, onde, dar a bunda virou moda entre os ditos "alternativos" - coloque nessa vala os indies, emos e outras bizarrices desesperadas)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Heil Hitler! – eu disse&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei, deveria entender, porque já tive essa idade e fui pentelho o suficiente achando que toda a minha moral, a moral revolucionária dos bois vermelhos, mudaria o mundo. Eu estava certo disso. Mas não é assim e eu já perdi a paciência com esse tipo de engajamento. Procuro entender, não concordar, com o tipo que vi hoje saindo do refeitório de onde trabalho enrolado na bandeira do Brasil e com uma cornetinha ridícula, dessas de brinde de aniversário infantil. Era jogo da Copa do Mundo. Tudo bem que de quatro em quatro anos esses bois miseráveis se vistam de verde-amarelo e torçam para que o Brasil continue sendo o maior campeão do futebol mundial. É a vida deles, é o que está no alcance para melhores sentimentos que não a dor do mundo miserável e desumano. Nos outros dias, o mesmo rapaz com aparência de indiano sujo, estará lá trabalhando no pesado e para depois estar sorrindo em puteiros e torrando o salário com cachaça e putas com doenças venéreas saindo pelas calcinhas surradas de tanto levar pau da vida. A diferença que esse rapaz, que até me desperta simpatia pela sua honestidade simples e corajosa, tem dos demais engajados de classe média/alta e bem nutridos é enorme. Ele ganha um salário mínimo mensal e mal pode viver com isso. Mesmo assim, ele tenta ser honesto com seus sentimentos. A garota loira e bem nutrida que julga a todos não. Ela vive no MC Donald´s e exala colesterol pelos poros, mas diz que irá mudar o mundo. Irá mudar o mundo com toda a sua moral e sua ética “feminista” ainda mais forte no período pré-menstrual. Ela confunde revolução e menstruação. Coloca os problemas do seu mundinho fantástico de internet, novela das oito e bonecas cheirosas da Barbie como se fossem do mundo. Acha que lavar a louça e o chão é coisa de homem, pois do contrário seria machismo. A sua educação foi fortemente moldada por moralistas tão lacaios quanto esses que estão no poder e comandam as maionetes nos chãos sujos das fábricas. A diferença é que os miseráveis não tiveram oportunidade de se libertar desses abutres que vivem de sangue e suor. Os engajados tiveram e venderam a oportunidade para a histeria coletiva das ideologias mortas. Os políticos de esquerda, a única dialética desse mundo – santodeus! - preferem muito mais arrotar intelectualidades e levar uma massa com obviedades do tipo “querer um mundo melhor” ou de que “um outro mundo é possível”. Bois, com uma educação moldada pelo cristianismo torto do altruísmo e da perda de qualquer identidade própria, são fáceis de controlar. Enquanto, quem precisa se vende por dinheiro, essa gente que já o tem em quantidade suficiente, se vende ao bel prazer do gozo do &lt;em&gt;status quo&lt;/em&gt;. A peça que faltava para completar a ilusão da democracia nessa ditadura da burrice em que vivemos.&lt;br /&gt;Enquanto sigo escutando e vendo merda, a louça suja vai se acumulando na pia da garota rosada e engajada. Enquanto isso, eu que lavo a louça, pago impostos e trabalho como um escravo alugando o cérebro por migalhas para pagar meu trago e ansiolíticos, sou o que a juíza penitente e sua frágil moral quer e, acima de tudo, necessita para a sua perpetuação... &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/TCnZ3bhtGvI/AAAAAAAAAOc/3pOxk47krII/s1600/boi-chorando.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5488157167232817906" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 216px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/TCnZ3bhtGvI/AAAAAAAAAOc/3pOxk47krII/s320/boi-chorando.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5453805224059570219-634578038103771525?l=sarnavirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/feeds/634578038103771525/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2010/06/engajada.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/634578038103771525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/634578038103771525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2010/06/engajada.html' title='A engajada'/><author><name>Diegonzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08101398213141553904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S3_tVckzbcI/AAAAAAAAAK8/QTy1Pn1RBYM/S220/Imagem113.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/TCnZ3bhtGvI/AAAAAAAAAOc/3pOxk47krII/s72-c/boi-chorando.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219.post-8407922681107762261</id><published>2010-06-18T12:20:00.001-07:00</published><updated>2010-06-18T12:28:12.559-07:00</updated><title type='text'>A chegada</title><content type='html'>Na chegada dele, Bukowski e Fausto Wolff discutiam, entre longos goles de uísque puro, sobre política. Como se sabe, ambos concordavam em muita coisa. Tanto que quando Wolff chegou, Hank era só sorrisos. Afinal, teve que aguentar tanto tempo, mais precisamente 14 anos, num mundo tedioso e politicamente correto. Sorte que não tão tedioso quanto o que vivera aqui. Logo, através de um esquema ilegal, conseguiu que lhe trouxessem uísque. Não era dos melhores, mas era o que tinha para aliviar o tédio nesse lugar tranquilo. De um lado para o outro desfilavam mulheres gostosas, mas púdicas demais. Sempre pensava que tipo de perversão elas poderiam ter em mente... Os anos passaram vagarosos até a chegada de quem viria a ser um dos seus poucos amigos. Não o conhecia pessoalmente, apenas de ouvir falar. “Ah, aquele jornalista brasileiro beberrão, mulherengo e comunista”. Só não gostava muito da parte do comunista, afinal, com todos que convivera, teve problemas. Eram chatos demais, dogmáticos demais, politicamente corretos demais... bebiam e não perdiam aquela pompa stalinista e ficavam arrotando discursos hipócritas do alto dos seus saltos de cristal feitos com o sangue e o suor dos desvalidos que diziam proteger. Tinha asco de tudo aquilo. A direita e a esquerda sempre foram, para ele, duas manifestações do sórdido masoquismo humano, do medo da autogestão... Por isso, somente por isso, quando se entrava no assunto ele dizia com um sorriso sarcástico de canto de boca: “política é o mesmo que foder cu de gato, vocês não chegarão a nenhum consenso”. Ao menos que fosse individualmente satisfatório. Não pregava e, por isso, tinha nojo dos profetas. Fugia da cruz. Era o símbolo fálico da religião, brincava. Todo mundo quer ter a cruz maior e bla bla bla. Afinal, o quê você faz com sua cruzinha de merda quando cai a noite?&lt;br /&gt;Seu divertimento, além de beber, era provocar as pessoas e tentar espiar uma que outra garota descuidada nos seus banhos de lua. A punheta e o álcool. Muletas essenciais! Mas quando chegou o senhor comunista as coisas mudaram. Num primeiro instante, a reação foi de provocação: “pois bem, você que é o brasileiro comedor de criancinhas e que arrota inverdades sobre o louvável american way of life?”. “Sim sou. Mas não quero falar disso, quero beber e procurar alguma buceta por aqui”. Hank lhe ofereceu o uísque e a partir daí criaram uma amizade verdadeira, apesar das constantes discussões quando o assunto era política. Ambos sabiam que suas opiniões não eram verdades absolutas e, no fundo, Bukowski admirava Wolff pela sua crença na humanidade. Eram noites de festas e porres. Até algumas anjinhas púdicas passaram a fazer sexo com eles. As coisas estavam bem melhores por lá. O único medo de ambos era quando morresse Paulo Coelho, Martha Medeiros e Nando Reis. O primeiro Hank conhecia, os outros dois tinha medo de conhecer graças às explicações convincentes do seu amigo brasileiro. “Ah, mas esse tipo de gente nunca morre tão cedo... ainda temos um bom tempo de paz, imagino”, dizia Wolff, numa tentativa desesperada de auto-ilusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo dia, mais exatamente no dia 18 de junho de 2010, apareceu lá um gajo. Era o nobel de literatura José Saramago. A primeira reação de ambos foi a distanciação. Um nobel não poderia ser legal e um escritor de bestsellers muito menos. Os dias passavam e o novato não fazia a mínima questão de relacionamentos. Vivera boa parte de sua vida terrena de 87 anos refugiado numa ilha e não era do tipo sociável. Numa noite agradável de muita chuva na terra e brindada com o espetáculo das luzes dos trovões, ambos estavam bêbados e Wolff comentou: “sabe, esse cara era comunista. Pode ser que seja bacana”. “Não me interessa isso, me interessa é se ele entorna uísque como nós. Achei ele até meio efeminado”. “Foda-se com seu preconceito, vai morrer com essa garrafa de uísque saindo pelo cu se continuar com essa merda de discursinho niilista enlatado!” “Vou morrer, é? Há Há”. Depois de uma breve discussão sobre conceitos e preconceitos de vida, decidiram ir conversar com o gajo.&lt;br /&gt;Saramago estava lendo e fumando um baseado, tossia bastante, mas sabia como prensar o THC com habilidade. “Olá Saramago, por que você não se mistura com a gente? Somos caras legais. Quer dizer, eu sou um cara legal, sou comunista, mas o Hank até que é um bêbado tragável”. Ele lia Crime e Castigo, do Dostoiévski, um russo que havia morrido há tanto tempo que até desaparecera do céu. Levantou os olhos do livro e disse: “Eu não gosto de pessoas, elas tornaram a minha vida uma prisão lá embaixo. Não me importa ser comunista ou bêbado se não tem coração”. Era um pacifista, um comunista pacifista. Um ser que, apesar de odiar boa parte da humanidade, ainda acreditava nela. Acreditava, enfim, que, certo dia todos iriam levantar da cegueira coletiva e caminhar rumo a um mundo melhor, onde fossem destruídos todos os velhos conceitos de status e florescesse a flor do amor e da solidariedade. Deus, que o gajo dizia não acreditar mais para provocar os crentes e que era uma mistura de todos eles, chegou entre tropeços bêbados nas nuvens mais sacanas: “venha comigo Saramago. Eu tenho um lugar onde você não mais terá mais medo dos homens. Eu tenho um lugar tranquilo para você sonhar”. O pegou pela mão e o guiou até uma nuvem ao seu lado. Hank e Wolff sorriram. O dia de festa no céu contrastava com o dia cinza na terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/TBvH9tucBuI/AAAAAAAAAOU/zGEEpr2uIW0/s1600/0,,16005607-FMM,00.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5484196834314028770" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 228px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/TBvH9tucBuI/AAAAAAAAAOU/zGEEpr2uIW0/s320/0,,16005607-FMM,00.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Se tens um coração de ferro, bom proveito. O meu, fizeram-no de carne, e sangra todo dia".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;José Saramago&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5453805224059570219-8407922681107762261?l=sarnavirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/feeds/8407922681107762261/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2010/06/chegada.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/8407922681107762261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/8407922681107762261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2010/06/chegada.html' title='A chegada'/><author><name>Diegonzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08101398213141553904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S3_tVckzbcI/AAAAAAAAAK8/QTy1Pn1RBYM/S220/Imagem113.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/TBvH9tucBuI/AAAAAAAAAOU/zGEEpr2uIW0/s72-c/0,,16005607-FMM,00.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219.post-9033083223452367249</id><published>2010-06-18T05:31:00.000-07:00</published><updated>2010-06-18T05:38:22.710-07:00</updated><title type='text'>Morre Saramago</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/TBtojxLGwRI/AAAAAAAAAOM/-o5_pdxCPEk/s1600/jose_saramago01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5484091934958338322" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 267px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/TBtojxLGwRI/AAAAAAAAAOM/-o5_pdxCPEk/s320/jose_saramago01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Morreu, nesta sexta-feira (18/06), o escritor José Saramago. A informação é de sua família. Ele tinha 87 anos e escrevia com uma lucidez juvenil, como a sua alma inquieta e cheia de paixão. Morre mais um ídolo, para de bater mais um coração pulsante e cheio de vida... deixando o mundo mais cinza nesta manhã umida de sexta-feira. Em breve escreverei um texto maior sobre um dos mais pais literários. Vá em paz, Saramago. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5453805224059570219-9033083223452367249?l=sarnavirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/feeds/9033083223452367249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2010/06/morre-saramago.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/9033083223452367249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/9033083223452367249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2010/06/morre-saramago.html' title='Morre Saramago'/><author><name>Diegonzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08101398213141553904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S3_tVckzbcI/AAAAAAAAAK8/QTy1Pn1RBYM/S220/Imagem113.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/TBtojxLGwRI/AAAAAAAAAOM/-o5_pdxCPEk/s72-c/jose_saramago01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219.post-15470944871246772</id><published>2010-06-15T17:10:00.000-07:00</published><updated>2010-06-15T17:13:20.707-07:00</updated><title type='text'>Neruda</title><content type='html'>Tu eras também uma&lt;br /&gt;pequena folha que tremia&lt;br /&gt;no meu peito.&lt;br /&gt;O vento da vida pôs-te&lt;br /&gt;ali.&lt;br /&gt;A princípio não te vi.&lt;br /&gt;Não soube que ias comigo,&lt;br /&gt;até que as tuas&lt;br /&gt;raízes atravessaram o&lt;br /&gt;meu peito, se uniram&lt;br /&gt;aos fios do meu sangue,&lt;br /&gt;falaram pela minha boca&lt;br /&gt;e floresceram comigo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5453805224059570219-15470944871246772?l=sarnavirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/feeds/15470944871246772/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2010/06/neruda.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/15470944871246772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/15470944871246772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2010/06/neruda.html' title='Neruda'/><author><name>Diegonzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08101398213141553904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S3_tVckzbcI/AAAAAAAAAK8/QTy1Pn1RBYM/S220/Imagem113.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219.post-6013994741969152915</id><published>2010-06-02T05:07:00.000-07:00</published><updated>2010-06-02T05:20:37.168-07:00</updated><title type='text'>Drops Ácidos XI</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/TAZKiSTi1kI/AAAAAAAAAOE/0bWX_MzEbbM/s1600/sam_anarchist.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5478147949632607810" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 234px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/TAZKiSTi1kI/AAAAAAAAAOE/0bWX_MzEbbM/s320/sam_anarchist.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eis aqui novamente o Drops Ácidos XI. Mais corrosivo do que nunca, mais revoltado e ácido do que nunca. Que a chuva ácida lave a cabeça dos fascistas, não importa a coloração!Essa semana começou conturbada, senhores, muito conturbada. Se, particularmente, nada mais me surpreende sobre os limites da estupidez humana, coletivamente tenho tido impulsos de levantar e cair matando por aí. E quem disse que as drogas podem aliviar as dores de um mundo inteiro? E quem vai dizer-me para fechar a cápsula e viajar por aí e nunca mais voltar? Já usei da solução de viajar por dentro do meu umbigo... Mas o diabo é que lá, no caminho, eu me encontrei novamente, porque eu sempre encontro aquele garoto revoltado com os problemas do mundo e com aquela empatia doentia. É isso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Hail Führer, cadê você?!”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É, estranhem, resmunguem... mas ninguém pode negar que os judeus sionistas se tornaram tudo o que sempre temeram ou que odiaram. No início desta semana os ex-oprimidos abriram fogo contra uma embarcação que levava ajuda humanitária ao campo de concentr... ops, a Faixa de Gaza. A regra é que não se pode dar ajuda humanitária, pois eles precisam morrer de fome como cães raivosos presos à uma estreita coleira. Mas, amigos, vocês sabem como o sistema é frágil... basta alguns homens com explosivos e coragem suficiente... Nesta Copa, eu torcerei para o Al Qeda. Não nascerá nada novo sem o caos... Senhores, que agora vocês colham o que sempre plantaram. As almas daqueles bichos de ódio serão lavadas com o sangue de inocentes e outros tantos não tão inocentes assim.... Ah sim, acho que não preciso explicar que o título desse post foi uma ironia, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Hail Führer, cadê você?!” II&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Semana passada o Lulla teve uma atitude grande e não foi uma grande bobagem. Nosso presidente chamou atenção para algo histórico e importante. Sentou para conversar com o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, sobre a questão nuclear. O diálogo é a primeira tentativa do Ocidente em mais de três décadas, mas a grande potência econômica ianque não quis saber. Não se conversa com islâmicos, afinal de contas, eles odeiam os Estados Unidos e boa parte do mundo ocidental sem "nenhum motivo"... eles odeiam somente por odiar. Aquelas crianças islâmicas que vemos atirando pedras em grandes tanques fazem aquilo somente por diversão, não é? Assim como os integrantes do MST acampam na beira das estradas esburacas e sob lonas rasgadas pelo vento só para afrontar o latifundiário. O Irã aceitou trocar urânio bruto por urânio enriquecido em 20% com a Turquia. Com esse nível de enriquecimento não se consegue fazer uma bomba atômica, como é o “medo” dos Estados Unidos. Mas, quem vai acreditar naquela gente cheia de ódio? O fato é que a tentativa parece ter fracassado e também parece ter caído mais uma parte da máscara da falsa democracia da maior potência mundial. E quem acreditava que o mister Obama, o "negro com raízes muçulmanas" que não continuaria com essa política terrorista? Afinal, alguém ainda distingue Bush, Obama, Clinton, Rooselvelt, MacCarthy, Nixon, entre tantos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, amigos, o ódio não é nada poético... mas é o único combustível capaz de mudar a situação, se é que ainda acreditam nisso...&lt;br /&gt;Não nasce nada novo, sem a destruição do velho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma reflexão do Saramago que li essa semana:&lt;br /&gt;&lt;a title="Link Permanente para Humanidade" href="http://caderno.josesaramago.org/2010/06/01/humanidade/"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;em&gt;Humanidade&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Têm razão os cépticos quando afirmam que a história da humanidade é uma interminável sucessão de ocasiões perdidas. Felizmente, graças à inesgotável generosidade da imaginação, cá vamos suprindo as faltas, preenchendo as lacunas o melhor que se pode, rompendo passagens em becos sem saída e que sem saída irão continuar, inventando chaves para abrir portas órfãs de fechadura ou que nunca tiveram.&lt;br /&gt;In As Pequenas Memórias, Editorial Caminho&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dicas ácidas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Filme/evento: Sábado estarei presente na exibição gratuita do filme &lt;a title="Tweet This" href="http://www.addthis.com/bookmark.php?pub=xa-4a8f7e661c1e9c67&amp;amp;v=250&amp;amp;source=tbx-250&amp;amp;tt=0&amp;amp;s=twitter&amp;amp;url=http%3A%2F%2Fwww.gaepoa.org%2Fsite%2Fnews%2F63-filme-para-marcar-o-dia-do-meio-ambiente&amp;amp;title=GAE%20-%20Grupo%20pela%20Aboli%C3%A7%C3%A3o%20do%20Especismo%20-%20Porto%20Alegre%20-&amp;amp;content=&amp;amp;lng=pt" target="_blank"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a title="Send to Orkut" href="http://www.addthis.com/bookmark.php?pub=xa-4a8f7e661c1e9c67&amp;amp;v=250&amp;amp;source=tbx-250&amp;amp;tt=0&amp;amp;s=orkut&amp;amp;url=http%3A%2F%2Fwww.gaepoa.org%2Fsite%2Fnews%2F63-filme-para-marcar-o-dia-do-meio-ambiente&amp;amp;title=GAE%20-%20Grupo%20pela%20Aboli%C3%A7%C3%A3o%20do%20Especismo%20-%20Porto%20Alegre%20-&amp;amp;content=&amp;amp;lng=pt" target="_blank"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a title="Send to Blogger" href="http://www.addthis.com/bookmark.php?pub=xa-4a8f7e661c1e9c67&amp;amp;v=250&amp;amp;source=tbx-250&amp;amp;tt=0&amp;amp;s=blogger&amp;amp;url=http%3A%2F%2Fwww.gaepoa.org%2Fsite%2Fnews%2F63-filme-para-marcar-o-dia-do-meio-ambiente&amp;amp;title=GAE%20-%20Grupo%20pela%20Aboli%C3%A7%C3%A3o%20do%20Especismo%20-%20Porto%20Alegre%20-&amp;amp;content=&amp;amp;lng=pt" target="_blank"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.addthis.com/bookmark.php?v=250&amp;amp;pub=xa-4a8f7e661c1e9c67"&gt;&lt;/a&gt;Green, sobre a devastação ambiental em nome da sustentação do capitalismo. Ele será exibido na sala Glênio Peres da Câmara de vereadores de Porto Alegre, às 15:30. É uma iniciativa do Grupo pela Abolição do Especismo Animal (GAE). Estão todos convidados. Site: &lt;a href="http://www.greenthefilm.com/"&gt;http://www.greenthefilm.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Música: Uma banda que não escutava faz muito tempo chamada Sin Dios. A banda anarquista é de Madri e sabe como dar bons socos no estômago. Procurem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Site: &lt;a href="http://www.gaepoa.org/"&gt;http://www.gaepoa.org/&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5453805224059570219-6013994741969152915?l=sarnavirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/feeds/6013994741969152915/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2010/06/drops-acidos-xi.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/6013994741969152915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/6013994741969152915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2010/06/drops-acidos-xi.html' title='Drops Ácidos XI'/><author><name>Diegonzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08101398213141553904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S3_tVckzbcI/AAAAAAAAAK8/QTy1Pn1RBYM/S220/Imagem113.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/TAZKiSTi1kI/AAAAAAAAAOE/0bWX_MzEbbM/s72-c/sam_anarchist.gif' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219.post-5093307889568442333</id><published>2010-05-21T09:12:00.000-07:00</published><updated>2010-05-21T09:26:19.741-07:00</updated><title type='text'>DICA DE LEITURA</title><content type='html'>&lt;div&gt;Amigos (as), visitantes desejados (as) ou indesejados (as)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ando cheio de ideias para escrever, mas o tempo tem consumido a minha vontade. Um animal preso, que quase nunca bocejava aparece cada vez mais escravo de um sistema de vida cartesiano. Mas terá fim, um dia, terá...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Devido ao motivo terrível da ausências das letras próprias, vou postar uma dica de leitura, algo que sempre acompanhou o DROPS, mas de uma maneira mais superficial. O livro que estou lendo é uma surpresa das boas! Me foi dado de presente por uma amiga muito especial - quando os minutos pareceram ser uma eternidade, pela afinidade... tens o sinal de Caim? há há. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Trata-se de Demian, clássico de Herman Hesse. Uma leitura filosófica da vida, de valores reais e da busca do autoconhecimento. Vou deixar algumas passagens do livro para atraí-los, como uma ratoeira ética que pega o rato distraído/perdido na imensidão de um mundo que não parece mais ter sentido. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Enjoy:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;SOBRE MORALIDADE&lt;br /&gt;" - Afirmaste certa vez - disse-me um dia - que a música te agradava por ser totalmente destituída de moralidade. Está certo. Mas o que importa é que tu também não sejas moralista. Não há por que te comparares com os demais, e se a natureza te criou para morcego, não deves aspirar a ser avestruz. Às vezes te consideras por demais esquisito e te reprovas por seguires caminhos diversos dos da maioria. Deixa-te disso. Contempla o fogo, as nuvens e quando surgirem presságios e as vozes soarem em tua alma abandona-te a elas sem perguntares se isso convém ou é do gosto do senhor teu pai ou do professor ou de algum bom deus qualquer. Com isso só conseguiremos perder-nos, entrar na escala burguesa e fossilizar-nos. Meu caro Sinclair, nossos deus se chama Abraxas e é deus e demônio a um só tempo; sintetiza em si o mundo luminoso e o obscuro. Abraxas nada tem a opor a qualquer dos teus pensamentos e a qualquer dos teus sonhos. Não te esqueças disso. Mas abandonar-te-á quando chegares a ser normal ou irrepreensível. Abandonar-te-á em busca de outro cadinho onde possa cozer seus pensamentos."&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Diálogo de Sinclair (personagem principal e Pistórius, um músico)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SOBRE O ÓDIO&lt;br /&gt;"Quando odiamos um homem, odiamos em sua imagem algo que trazemos em nós mesmos. Também o que não está em nós mesmos nos deixa indiferentes [...] As coisas que vemos são as mesmas que temos dentro de nós, e se os homens vivem tão irrealmente é porque aceitam como realidade as imagens exteriores e sufocam em si a voz do mundo inteiro. Também se pode ser feliz assim; mas quando se chega a conhecer o outro, torna-se impossível seguir o caminho da maioria. O caminho da maioria é fácil, o nosso é penoso. Caminhemos."&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fala de Pistórius&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;SOBRE EU E VOCÊS E O MUNDO&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"A comunidade – continuou dizendo – é uma coisa muito bela. Mas o que vemos florescer agora não é a verdadeira comunidade. Essa surgirá, nova, do conhecimento mútuo dos indivíduos e transformará por algum tempo o mundo. O que hoje existe não é comunidade: é simplesmente o rebanho. Os homens se unem porque têm medo uns dos outros e cada um se refugia entre seus iguais: rebanho de patrões, rebanho de operários, rebanho de intelectuais... E por que têm medo? Só se tem medo quando não se está de acordo consigo mesmo. Têm medo porque jamais se atreveram a perseguir seus próprios impulsos interiores. Uma comunidade formada por indivíduos atemorizados com o desconhecido que levam dentro de si. Sentem que já periclitaram todas as leis em que baseiam suas vidas, que vivem conforme mandamentos antiquados e que nem sua religião nem sua moral são aquelas de que ora necessitamos. Durante cem anos e Europa não fez mais do que estudar e construir fábricas! Sabem perfeitamente quantos gramas de pólvora são necessários para se matar um homem; mas não sabem como se ora a Deus, não sabem sequer como se pode passar uma hora divertida [...] Esses homens que tão temerosamente se congregam estão cheios de medo e de maldade, nenhum se fia no outro. Mantêm-se fiéis a ideais que já não existem, e atacam furiosos, os que tentam erigir outros novos. Sinto o início de graves conflitos que não podem tardar a surgir. Já não podem tardar, crê-me. Naturalmente, não irão “melhorar” o mundo. Quer os operários assassinem seus patrões ou quer a Rússia e a Alemanha disparem uma contra a outra, isso redundará apenas numa mudança de proprietários. Mas tampouco serão completamente inúteis. Revelarão a falência dos ideais de hoje e forçarão a derrocada de toda uma série de deuses da idade da pedra. Este mundo, tal como é hoje, quer morrer, quer aniquilar-se e aniquilar-se-á". &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Fala de Max Demian para Sinclair&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S_az9T97POI/AAAAAAAAAN8/jMLSpPQyeXM/s1600/demian2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5473760263028817122" style="WIDTH: 132px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S_az9T97POI/AAAAAAAAAN8/jMLSpPQyeXM/s200/demian2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5453805224059570219-5093307889568442333?l=sarnavirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/feeds/5093307889568442333/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2010/05/dica-de-leitura.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/5093307889568442333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/5093307889568442333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2010/05/dica-de-leitura.html' title='DICA DE LEITURA'/><author><name>Diegonzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08101398213141553904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S3_tVckzbcI/AAAAAAAAAK8/QTy1Pn1RBYM/S220/Imagem113.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S_az9T97POI/AAAAAAAAAN8/jMLSpPQyeXM/s72-c/demian2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219.post-4951905759260840009</id><published>2010-05-09T19:35:00.000-07:00</published><updated>2010-05-09T19:40:10.038-07:00</updated><title type='text'>In(tenso)</title><content type='html'>Nesta terra, onde os anjos&lt;br /&gt;matam com benevolência,&lt;br /&gt;os falsos profetas pregam sem paixão&lt;br /&gt;e os heróis trucidam inocentes penitentes,&lt;br /&gt;uma alma grita! piegas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O romântico vê na lua a tua imagem,&lt;br /&gt;na música, a tua voz&lt;br /&gt;enquanto o mundo gira&lt;br /&gt;a despeito de nós...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A paixão é a alma ébria que,&lt;br /&gt;aos tropeços,&lt;br /&gt;encontra a razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta escondida nos teus braços,&lt;br /&gt;a resposta no gosto do beijo&lt;br /&gt;e o conforto no teu olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A paixão é o encontro das lágrimas,&lt;br /&gt;fluindo livres, ao mar...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5453805224059570219-4951905759260840009?l=sarnavirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/feeds/4951905759260840009/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2010/05/intenso.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/4951905759260840009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/4951905759260840009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2010/05/intenso.html' title='In(tenso)'/><author><name>Diegonzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08101398213141553904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S3_tVckzbcI/AAAAAAAAAK8/QTy1Pn1RBYM/S220/Imagem113.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219.post-1084735018205279803</id><published>2010-04-28T10:22:00.000-07:00</published><updated>2010-04-28T11:09:29.132-07:00</updated><title type='text'>Sou</title><content type='html'>Eu sou a sua pergunta sem resposta&lt;br /&gt;Eu sou a noite escura sem estrelas, sem luar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a melancolia chapada/trêmula&lt;br /&gt;dos perdedores...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha voz são ruídos dos postes eletrificados da noite&lt;br /&gt;e minha ação, os tropeços bêbados no meio fio...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou o vômito engolido, a ânsia de Ser...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou a canção perdida&lt;br /&gt;na pureza do choro infantil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a inocência desfalecida&lt;br /&gt;imaculada à profana Liberdade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou o telefone que não atende,&lt;br /&gt;a sirene que não tocou na hora crucial&lt;br /&gt;da morte que morre,&lt;br /&gt;sem atendimento,&lt;br /&gt;sem entendimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou a insônia, o desespero&lt;br /&gt;de um mundo que espera. ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou a vibração do amanhecer,&lt;br /&gt;o sangue do poeta morto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dos sapatos gastos no caminho&lt;br /&gt;pela, louca, eterna busca da essência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou a falta de saliva&lt;br /&gt;para o próximo beijo...&lt;br /&gt;eu sou o grito contido da Verdade,&lt;br /&gt;da vontade de Ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou a face esfacelada no muro&lt;br /&gt;e os pelos arrepiados,&lt;br /&gt;excitados pela promessa de Vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou o orgasmo do universo&lt;br /&gt;no verso.&lt;br /&gt;Dos verbos paralíticos, sou a propulsão&lt;br /&gt;Dos mortos vivos, o sepulcro&lt;br /&gt;e dos vivos mortos, o cicerone...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou o vento que para, de repente,&lt;br /&gt;a soprar no seu ouvido aquela canção...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou a onda que morreu aos seus pés,&lt;br /&gt;a areia dos castelos mais animados...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou o que serei,&lt;br /&gt;o centro de mim,&lt;br /&gt;o egoísmo redentor,&lt;br /&gt;a salvação das lembranças,&lt;br /&gt;eu sou o Amor, o Ódio&lt;br /&gt;eu sou você.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5453805224059570219-1084735018205279803?l=sarnavirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/feeds/1084735018205279803/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2010/04/sou.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/1084735018205279803'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/1084735018205279803'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2010/04/sou.html' title='Sou'/><author><name>Diegonzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08101398213141553904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S3_tVckzbcI/AAAAAAAAAK8/QTy1Pn1RBYM/S220/Imagem113.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219.post-3108621385184792639</id><published>2010-04-09T05:13:00.000-07:00</published><updated>2010-04-09T05:22:10.096-07:00</updated><title type='text'>Transmutação</title><content type='html'>Eu não quero mais mudar o mundo. Eu vou escrever para desabafar... nada mais muda um mundo corrompido, sem alma... mas, é para as pessoas que podem transmutar, é para elas que escrevo, é para despertar uma verve crítica idealista que escrevo.&lt;br /&gt;O mundo não é dos pragmáticos, não... o mundo é de quem tem um mundo à dar. Eu não escrevo para mudar o mundo, escrevo para despertar almas perdidas, vontades escondidas atrás de sorrisos amarelos de resignação. como poeta, louco, transfigurado pelas turbulências da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu vim, de Porto Alegre, pela estrada terrivelmente congestionada, observando as pessoas. A maioria tinha ar de perdida, mortos para chegar nas suas sepulturas e enxergar suas famílias constituídas em seus doces lares construídos com um sangue sem paixão. De repente, talvez, o meu mal. O sangue não somente circula nas minhas veias, ele diz que preciso de mais... sempre mais. Não o mais que essas pessoas, que não conheço, procuram, mas o mais da alma, da Honestidade e do sentimento verdadeiro.&lt;br /&gt;Penso em escrever sobre política, resgatar aquele jovem rebelde sem muito discernimento, além do Amor Incondicional. Mas hoje eu sei que não se muda o mundo sem mudar cada um de nós. É um clichê, que poderíamos encontrar em qualquer livro de auto-ajuda, mas não no meu. As coisas que podem parecer petulantes são as mais verdadeiras. Pense, que isso dói, mas torna a alma mais leve...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serei uma aberração dos tempos modernos? Solitários, conflituosos, abarrotados de gente honesta mendigando atenção? Eu sou um quase...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou quase,&lt;br /&gt;quase apaixonado&lt;br /&gt;quase bêbado demais para viver&lt;br /&gt;quase acordado demais para dormir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou um quase&lt;br /&gt;um quase entediado&lt;br /&gt;que levanta no seu primeiro suspiro.&lt;br /&gt;um quase louco para ser intenso demais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou uma quase - ameba&lt;br /&gt;que não volta depois do primeiro revés&lt;br /&gt;eu sou um quase covarde&lt;br /&gt;mas que insiste em ter...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou um quase crente&lt;br /&gt;que acredita e se apoia no Amor verdadeiro&lt;br /&gt;eu sou um quase ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me culpe pelas minhas fraquezas&lt;br /&gt;elas não sinceras demais para jogá-las ao vento...&lt;br /&gt;não me culpe por procurar, dando a face,&lt;br /&gt;esfacelada, aos muros da vida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me culpe...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe que não me contam mais,&lt;br /&gt;minhas falsas ilusões,&lt;br /&gt;suas falsas promessas&lt;br /&gt;minhas falsas garotas apaixonadas por Verdade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"São muitos adeus para poucos olás", disse o Inocente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me culpe&lt;br /&gt;Por querer mudar isso&lt;br /&gt;Um dia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Diego CR&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5453805224059570219-3108621385184792639?l=sarnavirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/feeds/3108621385184792639/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2010/04/transmutacao.html#comment-form' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/3108621385184792639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/3108621385184792639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2010/04/transmutacao.html' title='Transmutação'/><author><name>Diegonzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08101398213141553904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S3_tVckzbcI/AAAAAAAAAK8/QTy1Pn1RBYM/S220/Imagem113.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219.post-8873350777218044189</id><published>2010-03-30T09:08:00.000-07:00</published><updated>2010-03-30T09:18:21.238-07:00</updated><title type='text'>Agora é guerra</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S7IjtINqpjI/AAAAAAAAAN0/ONggR49OHo8/s1600/inter.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5454461356904982066" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S7IjtINqpjI/AAAAAAAAAN0/ONggR49OHo8/s320/inter.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Amanhã é dia do Gigante rugir&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Esses dias um armário veio me encher o saco da academia. O Inter havia perdido para o modesto São José de Porto Alegre um dia antes. E não foi uma derrota comum: 3x0. Com time titular, uma tragédia. Eu realmente não gosto de conversar com desconhecidos, muito menos esses tipos que vão em academias ficar se lambendo em frente ao espelho. Ele me disse, olhando fixamente para a minha tatuagem com o símbolo colorado:&lt;br /&gt;“ Como tu tens coragem de usar isso aí?”&lt;br /&gt;“ Um verdadeiro torcedor não apoia somente nas horas boas, mas sobretudo nas horas ruins, que é quando o time mais precisa dele”&lt;br /&gt;E o coitado, em vez de se recolher sem argumentos plausíveis, resolveu continuar:&lt;br /&gt;“ Ah, mas foi um fiasco. Tomar 3 do Zequinha”&lt;br /&gt;“ Sim, foi um fiasco. Devo raspar minha tatuagem agora. Laser laser, rápido! Além do mais o nosso foco é a Libertadores, que o time de vocês passa bem longe esse ano”&lt;br /&gt;Nada como um surto de arrogância para terminar com uma discussão tão ignóbil quanto aquela. Mas o cidadão conseguiu se superar:&lt;br /&gt;“É... essa é a diferença entre Inter e Grêmio. Nós temos humildade”&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Meudeus! O plasta não conhece a história (estória) do próprio clube. Eu só consegui rir, o que deve ter deixado o cidadão mais irritado. O antes “Ruralito”, como chamavam, agora é Libertadores e a Copa do Brasil, bom, é o Mundial Interclubes. Nunca desdenhei nenhum dos dois, mas eles sim, eles sim...&lt;br /&gt;Mas não é sobre arroubos retardados dos meus rivais futebolísticos que quero escrever.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Amanhã o Inter tem um jogo decisivo que toma proporções maiores ainda depois de seis jogos sem vitória. Mas nada é tão ruim que dure muito tempo em todos os sentidos e isso eu aprendi muito cedo. Estamos falando de futebol, não? Com toda a sua superficialidade, conferida pelos racionalistas de plantão. Eis minha muleta. Toda a paixão é saudável e todo o apaixonado justifica seus crimes existenciais e toda sua intensidade...&lt;br /&gt;O Inter joga amanhã. E eu estarei lá, bêbado, sorrindo, chorando, tenso... eu estarei lá com a minha camisa vermelha e minha bandeira com o símbolo da minha paixão cerceado das cores da bandeira riograndense. Eu estarei lá, acima de tudo, porque sei que é nessa hora que o time mais precisa de mim. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Eu passei a minha adolescência na década de 1990, em que o Inter só ganhou uma Copa do Brasil, em 1992. Era ridicularizado pelos reis da Azenha, que acumulavam títulos importantes. Meu time era, constantemente, diminuido pela petulância tricolor. Mas eu sempre soube, aprendi, que não eram as vitórias que me faziam apaixonado pelo Inter. Era a luta, a garra de um clube e uma torcida que se completam em uma sinergia fantástica. Eu sempre fui apaixonado pela Honestidade, pelo sangue confundido na camisa rubra. Por mais que isso pudesse virar “piada” na mão dos modistas e dos apaixonados pelo pragmatismo dos resultados positivos, eu nunca baixei a cabeça. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Chorei e sofri para sorrir e chorar tudo de alegria novamente. O certo é que não me esquecerei. Uma paixão intensa não se pode esquecer assim. Por isso amanhã eu estarei lá, lembrando desse time que me trouxe tantas tristezas mas que, sobretudo, me fez acreditar, ao menos um pouco mais, no Amor Incondicional.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Obrigado Inter por fazer parte do meu coração,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5453805224059570219-8873350777218044189?l=sarnavirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/feeds/8873350777218044189/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2010/03/agora-e-guerra.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/8873350777218044189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/8873350777218044189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2010/03/agora-e-guerra.html' title='Agora é guerra'/><author><name>Diegonzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08101398213141553904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S3_tVckzbcI/AAAAAAAAAK8/QTy1Pn1RBYM/S220/Imagem113.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S7IjtINqpjI/AAAAAAAAAN0/ONggR49OHo8/s72-c/inter.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219.post-7175436689738139771</id><published>2010-03-17T13:37:00.000-07:00</published><updated>2010-03-17T13:52:52.396-07:00</updated><title type='text'>DROPS ÁCIDOS IX</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S6E991Mxm0I/AAAAAAAAANs/ems7yG87FZY/s1600-h/00-tenshun-nihilism-cdr_ep-2007-vinyl-front.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5449705156556987202" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 199px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S6E991Mxm0I/AAAAAAAAANs/ems7yG87FZY/s320/00-tenshun-nihilism-cdr_ep-2007-vinyl-front.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Foi uma semana complicada. Definitivamente, vivemos em uma Era muito estranha, bizarra no pior sentido. Enquanto o mundo parece estar com mal de Parkinson – desculpem a piadinha de humor negro, no Brasil mataram uma das personalidades mais interessante do mundo da comunicação. Rendeu uma pausa para reflexão e um post singelo por aqui. Mas, como prometido, vamos ao Drops IX, mesmo sem muita inspiração. A revolta já não causa nada além de náusea em um corpo cansado. Em meio a garrafas de uísque, fumaça e ansiolíticos, vamos ter que seguir. De qualquer maneira, seguir...&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Imoral e indecente&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Primeiro uma proposta aos colegas jornalistas. Um desabafo meio chapado-bêbado, mas que vale – e muito – neste mundo lucidamente cruel em que vivemos. “Uma puta disse que um dia ideal é o dia em que não a enrabam. Paga, broxa, tchau. A garota de programa não é uma criminosa, a garota de programa usa das nossas fraquezas. Como todos, assim como todos, os juízes e advogados e jornalistas que usam de nossas fraquezas. Droga! A meretriz ganha mais de 30 paus por mês (em termos monetários, evidentemente). Ela vende algo muito mais efêmero e superficial que o cérebro. Devíamos ganhar mais, pela importância dos órgãos. Trepar com a vida e trabalhar são coisas diferentes. ora está se fazendo um, ora outra. Somos desvalorizados no mundo dos negócios, beibe... Vamos levantar um movimento jornalístico sério pela prostituição total do cérebro, porque, no final das contas, os salários aumentam quando se joga limpo. Se somos putos do cérebro, sejamos homens o suficiente para admitir isso. Enquanto isso, a bunda e a burrice imperam no BraZil – eu ainda acho isso e nem tenho mais 18 anos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Olho eletrônico&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ainda falando de bizarrices cruéis, especialmente para um cérebro pensante, vamos a outro assunto para dar um dinamismo a essa porcaria. Essa semana, regado a uísque e outras cositas más, eu fiz uma bobagem terrível: vi um episódio inteiro do BBB. “Ai, duas coisas doeram. Um era pensamento. Outro, alucinações reais projetadas pelo olho eletrônico. Esse monstro eletrônico que engolirá eu e vocês e todos nós numa &lt;em&gt;vidaguela&lt;/em&gt; qualquer de um deus do capital".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;- aqui continha uma parte cortada/edita/estraçalhada pelo escrevinhador -&lt;/em&gt; .&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Agora o BBB me coloca uma discussão sobre puns de celebridades. Alguns, no jogo da vida, escolhem inimigos mais dignos e reais, esses são mais admiráveis. A garota gostosa e belas ancas largas sustenta a discussão existencialista de que ela é muito pior porque peida, porque todas as melhores explodiam... "&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Ok, vamos a um flashback para quem não assiste o programa regularmente. Eu os perdoo. Espero que os Marinho também. A garota gostosa soltou belos, lépidos e faceiros gases fedorentos embaixo do endredon. Ela estava com uma outra menina, que acusou o golpe e iniciou toda a discussão, uma das mais importantes trazidas pela Vênus Platinada nos últimos anos - desde que “ajudou” a derrubar Collor com aquela palhaçada dos caras pintadas. A menina comentou, continuou comentando e a meninagostosa, que não gostaria de ser reconhecida como peidorreira, ficou indignada. Claro, foi chocante! Logo para mim, que sempre pensei que meninas bonitas cagavam Sonho de Valsa.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;“É mediocridade que está lá. Aprendam como somos: larvas hipócritas e embutidas de ódios enlatados... Aprendam e joguem esse espelho torto para a eternidade. Depois, um representante da classe masculina dos supermachos inicia uma tentativa de diálogo dizendo que tem um incrível problema: está escalado para dormir dois gays e um que recém largou a “namorada” que conseguiu se apaixonar em tempo recorde. Um machista da espécie mais provocativa para todas as pessoas que preferem a liberdade que os conceitos? É um inimigo mais digno que o pum...&lt;br /&gt;&lt;em&gt;PS:Vendo os anúncios na TV, na guerra dos egos, eu noto para quem e para quê se faz televisão no mundo. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Capitalismo selvagem?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Li um artigo do Leonardo Boff muito interessante hoje. Sei que já escrevi sobre isso, mas é uma tema muito corrente sempre. Ele fala sobre o fracasso que foi a COP-15, uma conferência com os principais líderes mundiais que visava diminuir emissões de gases e o desmatamento que promovem as mudanças climáticas e o derretimento das geleiras e dos cérebros sadios. Ele escreve que, a COP não foi nenhuma surpresa para os informados de que nada de pode fazer sem uma mudança profunda no sistema de vida capitalista/consumista. Não gosto desse papo panfletário, mas ele tem razão. É patético ver os maiores poluidores do planeta reunidos tentando manter a segurança de seus lares abarrotados de &lt;em&gt;slipts&lt;/em&gt; a toda potência. “Duas lições se podem tirar do fracasso em Copenhague: a primeira é a consciência coletiva de que o aquecimento é um fato irreversível, do qual todos somos responsáveis, cada um em sua medida, do controle do aquecimento para que não seja catastrófico para a humanidade. A consciência da humanidade nunca mais será a mesma depois de Copenhague. Se houve essa consciência coletiva, por que não se chegou a nenhum consenso das medidas de controle das mudanças climáticas? Aqui surge a segunda lição que importa tirar da COP-15 de Copenhague: o grande vilão é o sistema do capital com sua correspondente cultura consumista. Enquanto mantivermos o sistema capitalista mundialmente articulado será impossível um consenso que coloque no centro a vida, a humanidade e a Terra e se tomar medidas para preservá-las”. &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Abastados pelo verde&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ainda sobre o meio ambiente. Muito louvável a atitude da socialite Ana Paula Junqueira, dona de uma enorme área na Amazônia (maior que a cidade de São Paulo) que se filiou no Partido Verde (PV) para apoiar a candidatura de Marina Silva pela preservação do verde ( e nem era do verde da parede de seu hall de entrada ou do mármore da pia que ela se referia). Nas terras, que estão no nome de seu marido Johan Eliasch, existe uma madeireira que envia carregamentos fantásticos de madeira nobre para países da Europa e Japão. O argumento da socialite – e agora política – é de que as terras foram compradas com o intuito de preservá-las da ação de madeireiros ilegais atuantes na região. Ahhhh tá! &lt;/p&gt;&lt;p&gt;2. E o país que mais badala a “onda verde” e descobriu o pré-sal? Agora a guerra não é mais verde, pelo álcool, mas pelos royalties provenientes da descoberta. Os dePUTAdos os querem distribuir melhor entre os Estados, para que as propinas não fiquem nas mãos de poucos. Eis o comunismo da corrupção... &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Minha querida migalha&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Uma notícia saída do forno. Não pude deixar de lembrar aquela famosa goma de mascar mastigada pela “ex-princesinha do pop” Britney Spears. A coisa foi leiloada e, se não me engano, na época ofereceram mais de US$ 20 mil pelo produto usado. Agora, o lucro pode vir com a morte de outro pop star: Michael Jackson. Desta vez o alvo da venda é a seringa que, supostamente, teria sido utilizada pelo médico Conrad Murray para administrar a dose de analgésicos que causou sua badalada morte. O valor deve superar US$ 5 milhões. Sabe o que é pior, é que vão pagar... &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Enquete&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Conforme prometido, deixo aqui uma enquete sobre as cores do blog. Eu não pensei em combinações, então a pergunta só é uma: você acha que as cores atuais (preto e branco) devem ser substituídas por outras? Ah, votem nos “coments” com sim ou não e já deixem as sugestões de cores (duas). &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Dicas ácidas:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Música: Algo bem novo. Porque, sim, eu sou um cara super atual, como dizia o Cazuza. Erasmo Carlos. Enjoy! &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Site: &lt;a href="http://www.zineloversrock.com/"&gt;http://www.zineloversrock.com/&lt;/a&gt; - saiu o número 30 &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Literatura: Cartas do Yage – William Burroughs e Allen Ginsberg – literatura beat de primeira &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5453805224059570219-7175436689738139771?l=sarnavirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/feeds/7175436689738139771/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2010/03/drops-acidos-ix.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/7175436689738139771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/7175436689738139771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2010/03/drops-acidos-ix.html' title='DROPS ÁCIDOS IX'/><author><name>Diegonzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08101398213141553904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S3_tVckzbcI/AAAAAAAAAK8/QTy1Pn1RBYM/S220/Imagem113.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S6E991Mxm0I/AAAAAAAAANs/ems7yG87FZY/s72-c/00-tenshun-nihilism-cdr_ep-2007-vinyl-front.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219.post-4295886417047600307</id><published>2010-03-12T04:56:00.001-08:00</published><updated>2010-03-12T05:14:01.092-08:00</updated><title type='text'>Uma voz que se cala - Glauco Villas Boas</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S5o8pEeI4aI/AAAAAAAAAM8/Glzcvaym0no/s1600-h/glauco.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5447733375530492322" style="WIDTH: 220px; CURSOR: hand; HEIGHT: 220px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S5o8pEeI4aI/AAAAAAAAAM8/Glzcvaym0no/s320/glauco.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Pessoas,&lt;br /&gt;A ideia era publicar mais um Drops Ácidos. Mas, uma notícia bastante triste me fez mudar de planos: a morte de Glauco Villas Boas, cartunista criador de personagens como o Geraldão, Cacique Jaraguá, Nojinsk, Dona Marta, Zé do Apocalipse, Doy Jorge, Ficadinha, Netão e Edmar Bregman, entre outros. Aos 53 anos, ele foi vítima da violência de uma sociedade que, honestamente, nunca compreendeu. Além do cartunista, foi morto também o seu filho de 25 anos. Fica a o bom humor, o sarcasmo e a sensibilidade de uma voz boa, mais uma voz boa, que se cala no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S5o9cdELnCI/AAAAAAAAANk/SVjvbrCyJII/s1600-h/los3napraia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5447734258305834018" style="WIDTH: 381px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S5o9cdELnCI/AAAAAAAAANk/SVjvbrCyJII/s400/los3napraia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S5o80wvgWSI/AAAAAAAAANE/irV4zS3Nx50/s1600-h/char04032007.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5447733576393054498" style="WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 281px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S5o80wvgWSI/AAAAAAAAANE/irV4zS3Nx50/s320/char04032007.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S5o88K8VaXI/AAAAAAAAANM/1XCIw0UNMqY/s1600-h/20060425-livro5.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5447733703685269874" style="WIDTH: 335px; CURSOR: hand; HEIGHT: 333px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S5o88K8VaXI/AAAAAAAAANM/1XCIw0UNMqY/s320/20060425-livro5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S5o9LE3BI4I/AAAAAAAAANc/CNOcWMj4gQE/s1600-h/geraldao1_thumb%5B16%5D.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5447733959750394754" style="WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 166px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S5o9LE3BI4I/AAAAAAAAANc/CNOcWMj4gQE/s400/geraldao1_thumb%5B16%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S5o9DOAZyhI/AAAAAAAAANU/6QZXj6o9ou4/s1600-h/geraldao1_thumb%5B2%5D.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5447733824766724626" style="WIDTH: 398px; CURSOR: hand; HEIGHT: 118px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S5o9DOAZyhI/AAAAAAAAANU/6QZXj6o9ou4/s320/geraldao1_thumb%5B2%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5453805224059570219-4295886417047600307?l=sarnavirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/feeds/4295886417047600307/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2010/03/uma-voz-que-se-cala-glauco-villas-boas.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/4295886417047600307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/4295886417047600307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2010/03/uma-voz-que-se-cala-glauco-villas-boas.html' title='Uma voz que se cala - Glauco Villas Boas'/><author><name>Diegonzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08101398213141553904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S3_tVckzbcI/AAAAAAAAAK8/QTy1Pn1RBYM/S220/Imagem113.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S5o8pEeI4aI/AAAAAAAAAM8/Glzcvaym0no/s72-c/glauco.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219.post-6423481378459008139</id><published>2010-03-08T10:43:00.000-08:00</published><updated>2010-03-08T10:58:03.183-08:00</updated><title type='text'>Dia Internacional da Mulher</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S5VIagzAUnI/AAAAAAAAAM0/0PYdnXDVs-k/s1600-h/1981_-_Mulher_-_Verso.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5446338944692146802" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S5VIagzAUnI/AAAAAAAAAM0/0PYdnXDVs-k/s200/1981_-_Mulher_-_Verso.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Eu poderia escrever um texto sobre o Dia Internacional da Mulher. Não é um dia qualquer. Não é uma data meramente comercial, embora o comércio tenha lançado seus tentáculos sedentos sobre ela. É uma data representativa politicamente. Mulheres lutaram, mulheres foram queimadas em uma fábrica de Nova Iorque em 1857. Ela reivindicavam uma vida fora da fábrica, trabalhavam 16 horas e queriam uma redução para 10. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Foram queimadas em um incêndio criminoso. 130 mulheres morreram para que esta data fosse lembrada. Eu poderia escrever mais sobre política e todas as crueldades impostas pela dominação, não só do sexo masculino, mas da burguesia neste imundo e estranho tempo. Mas não, vou deixar esta letra do Erasmo que fala sobre as amabilidades, as delicadezas e todas as qualidades que tornam mulheres verdadeiros anjos. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Onde quer que estejam, no asfalto ou na favela, os anjos tornam esse mundo menos cruel. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Agora é a vez do "Tremendão":&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mulher &lt;/div&gt;&lt;div&gt;(Erasmo Carlos)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Dizem que a mulher&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É o sexo frágil&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas que mentira&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Absurda!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu que faço parte&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Da rotina de uma delas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sei que a força&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Está com elas...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vejam como é forte&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A que eu conheço&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sua sapiência&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não tem preço&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Satisfaz meu ego&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se fingindo submissa&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas no fundo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Me enfeitiça...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando eu chego em casa&lt;/div&gt;&lt;div&gt;À noitinha&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quero uma mulher só minha&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas prá quem deu luz&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não tem mais jeito&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Porque um filho&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quer seu peito...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O outro já reclama&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A sua mão&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E o outro quer o amor&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que ela tiver&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quatro homens&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Dependentes e carentes&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Da força da mulher...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mulher! Mulher!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Do barro&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De que você foi gerada&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Me veio inspiração&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Prá decantar você&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nessa canção...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mulher! Mulher!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na escola&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em que você foi&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ensinada&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Jamais tirei um 10&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sou forte&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas não chego&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aos seus pés&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5453805224059570219-6423481378459008139?l=sarnavirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/feeds/6423481378459008139/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2010/03/dia-internacional-da-mulher.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/6423481378459008139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/6423481378459008139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2010/03/dia-internacional-da-mulher.html' title='Dia Internacional da Mulher'/><author><name>Diegonzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08101398213141553904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S3_tVckzbcI/AAAAAAAAAK8/QTy1Pn1RBYM/S220/Imagem113.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S5VIagzAUnI/AAAAAAAAAM0/0PYdnXDVs-k/s72-c/1981_-_Mulher_-_Verso.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219.post-5223098299849432830</id><published>2010-02-28T11:37:00.000-08:00</published><updated>2010-02-28T11:41:04.387-08:00</updated><title type='text'>Parabéns para você</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S4rGv1HZ8GI/AAAAAAAAAMs/cODC1SYePDw/s1600-h/restoringhumilitytoourn.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 252px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5443381624644956258" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S4rGv1HZ8GI/AAAAAAAAAMs/cODC1SYePDw/s320/restoringhumilitytoourn.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Parabéns para você que enxerga e não vê! Parabéns a você que vive sua vida medíocre, na zona do conforto do seu sofá. A televisão, as crianças jogando bolinhas na parede e o jantar na mesa, no horário certo. Parabéns a você que não vive, está na vida &lt;em&gt;en passant&lt;/em&gt;, para viver aquele mundo prometido, delegando todo o possível para forças além de você. Parabéns a você que escolheu uma bengala existencial quebrada para acreditar. Também para você aí do lado, julgando o seu igual, seu imbecil penitente. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Parabéns para você que usa a consciência apenas para dormir. Parabéns para você que acredita! Que acredita em todas as instituições falidas do seu sistema de vida cartesiano. Parabéns a você, que do alto da sua racionalidade, não vive suas paixões. É amiga, se vivem paixões intensas, paixões mortas e desonestamente superficiais. Parabéns para você, um covarde cagado que tem medo das metamorfoses da vida. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Parabéns para você que corta o fluxo da essência para satisfazer ao ego, ao ego dos outros, à essa espécie de altruísmo suicida. Muito louvável de sua parte, parabéns! Parabéns para você que pisou no freio ao invés de seguir por esta estrada escura, de alucinógenos, bebidas e sexo, onde se pode encontrar a essência mais escondida. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Parabéns, meu caro, pela sua Segurança. Parabéns para você, que utiliza a cartilha até para ir ao banheiro comer seu próprio pasto. Também a você aí, que dá a outra face.Parabéns, também, para todas as boas almas perdidas que lhe tiram esse sorriso amarelo do canto da boca. Afinal, para se vencer, alguém precisa perder, não é? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Parabéns para você, vencedor, o rei da Alegria.&lt;br /&gt;Parabéns para você, que amadureceu até tombar da árvore e padecer podre, no chão. Enquanto eu, um invejoso, um cínico admirador do seu louvável sistema de vida e senso de organização racional, padeço com a tristeza e todo lado melancólico das Coisas. Vivendo a mil, deste lado, estou Errado. Mas não, nunca tentarei passar para o terreno de vocês. Nem se preocupem com a segurança. Não será abalada por um marginal que preferiu a verdadeira Vida no solo. Mas, um bandido apaixonado nunca será um bandido... &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Parabéns para você!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Do seu, invejosamente, cínico &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Diego CR&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5453805224059570219-5223098299849432830?l=sarnavirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/feeds/5223098299849432830/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2010/02/parabens-para-voce.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/5223098299849432830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/5223098299849432830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2010/02/parabens-para-voce.html' title='Parabéns para você'/><author><name>Diegonzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08101398213141553904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S3_tVckzbcI/AAAAAAAAAK8/QTy1Pn1RBYM/S220/Imagem113.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S4rGv1HZ8GI/AAAAAAAAAMs/cODC1SYePDw/s72-c/restoringhumilitytoourn.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219.post-6158863957845239088</id><published>2010-02-20T12:29:00.000-08:00</published><updated>2010-02-20T12:46:58.965-08:00</updated><title type='text'>Saltando por America del Sur</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S4BJJt4AvwI/AAAAAAAAAMk/bOIlqkFhEgQ/s1600-h/chile-arg+177.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5440428781145734914" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S4BJJt4AvwI/AAAAAAAAAMk/bOIlqkFhEgQ/s400/chile-arg+177.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;On the road , again&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S4BJJFslwSI/AAAAAAAAAMc/dLLOoRni2w0/s1600-h/chile-arg+263.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5440428770360410402" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S4BJJFslwSI/AAAAAAAAAMc/dLLOoRni2w0/s400/chile-arg+263.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Salta/Argentina&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S4BJI37UfgI/AAAAAAAAAMU/NsWMBGvEFN0/s1600-h/chile-arg+249.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5440428766664097282" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S4BJI37UfgI/AAAAAAAAAMU/NsWMBGvEFN0/s400/chile-arg+249.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Pôr do sol, no Atacama/Chile&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S4BJImbnBYI/AAAAAAAAAMM/xCcocFt2498/s1600-h/chile-arg+158.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 300px; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5440428761967691138" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S4BJImbnBYI/AAAAAAAAAMM/xCcocFt2498/s400/chile-arg+158.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sanctuary in the way of desert&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S4BJIGQ6klI/AAAAAAAAAME/lmbcelRdc-c/s1600-h/chile-arg+154.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 303px; HEIGHT: 205px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5440428753332900434" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S4BJIGQ6klI/AAAAAAAAAME/lmbcelRdc-c/s400/chile-arg+154.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S4BH2OSw2-I/AAAAAAAAAL8/2BsP6EIwacA/s1600-h/chile-arg+123.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5440427346738863074" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S4BH2OSw2-I/AAAAAAAAAL8/2BsP6EIwacA/s320/chile-arg+123.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Noite de Santiago, Chile&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S4BH181vKeI/AAAAAAAAAL0/xbHXXRIUA1s/s1600-h/chile-arg+113.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5440427342053714402" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S4BH181vKeI/AAAAAAAAAL0/xbHXXRIUA1s/s320/chile-arg+113.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Hostel de Santiago&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S4BH1mO1cyI/AAAAAAAAALs/vPfwzVaozHE/s1600-h/chile-arg+097.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5440427335984968482" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S4BH1mO1cyI/AAAAAAAAALs/vPfwzVaozHE/s320/chile-arg+097.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Puente Inca, Atacama&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S4BH0y9MZUI/AAAAAAAAALc/TFSumvC3Aeg/s1600-h/chile-arg+069.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5440427322220766530" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S4BH0y9MZUI/AAAAAAAAALc/TFSumvC3Aeg/s320/chile-arg+069.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Cordilheiras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ah, finalmente um pouco de lucidez. Parei para pensar só agora, depois de mais de 15 horas de sonolência. Com meu companheiro alcoólico e um pouco de nicotina e sono, vou começar a escrever. Primeiro, vou me despir de qualquer pretensão de contar nitidamente o que foi esta experiênciamaluca que acabei de presenciar por 13 dias consecutivos. Alucinados sempre, desde Porto Alegre, até Salta, na Argentina, passando por indiadas no deserto mais árido do mundo, o Atacama, e Santiago, no Chile. A América do Sul é fascinante. Quanto mais se viaja por ela, mais se descobre um povo oprimido e completamente adaptado a sua miséria cercada de riquezas naturais exploradas por poucos. Ah, sem aquele velho papo sobre capitalismo... ok, tentarei me conter.&lt;br /&gt;Saímos do Rio Grande do Sul no dia 30 de janeiro. A ideia era a de tentar sobreviver, o que creio que consegui muito bem, tanto que, apesar dos olhos ardendo e das dores pelo corpo, fui para outra indiada em Riozinho, interior gaúcho, com o objetivo de passar o carnaval bem longe da tão estimada civilização. Fogueiras, álcool, otrascositasmás e muita amizade fizeram parte do cardápio. E isso nunca é demais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A viagem&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A coisa toda começou meio estranha, mas nada é tão estranho para um profissional, pensei. Eu lido com merda todo o dia e sei muito bem, que nem a merda mais fedorenta pode durar 13 dias consecutivos. Ou se acostuma com ela ou estirpa ela de vez. Eu estava bem humorado. Discursos de defesa do Collor, o último playboy ignorante presidente do Brasil davam a tônica do que poderia ser um discurso político logo no início da viagem. Mas foi rápido.&lt;br /&gt;“Ah, sabe por que o Collor foi deposto?”&lt;br /&gt;“Sim...”&lt;br /&gt;“Ele brigou com a OAB”&lt;br /&gt;Isso mesmo, eu ouvi exatamente as 11 horas de manhã, limpo, sem nenhum álcool incendiário por perto. Não ter pulado do banco no pescoço dos colegas de excursão já era um sinal de muito bom humor. Logo estávamos passando Alegrete. Uma espécie de crise de abstinência (santodeus! 18 horas de sábado e sem álcool ou ....) ouvindo sobre rins e relacionamentos, ambos transplantados pela vida. E o vício? Qual é o pior?&lt;br /&gt;Paramos, tomamos uma cerveja gelada em meio ao calorão – que não seria nada perto do que estava por vir. Subimos no ônibus e logo paramos novamente em um bar para comprar algumas coisas. Comprei um garrafão de vinho que, putaquepariu, ficou com algum dos estimados organizadores, pois esqueci que haviam o confiscado, graças ao papelão que algumas crianças aprendizesdebêbados fizeram derrubando trago por tudo. É nesse momento que os profissionais pagam pelos amadores. Coisas da vida. Ficaram com meu vinho! Putaquepariu! – enche mais o copo de uísque e vamos embora. Novamente no ônibus, uma guapa começa a discursar sobre feminismo e política. Era uma recém formada em História. Nos fala sobre seu trabalho de conclusão, seus dogmas. É cheia de moralismos adoráveis e bem intencionados. Como sempre, quando quero acabar com alguma discussão política non-sense:&lt;br /&gt;“Beibe, sou um anarquista não engajado. Na verdade, gostaria de acreditar como já acreditei, mas não dá mais. Não acho que as coisas vão realmente mudar...”&lt;br /&gt;“Ah, mas tu és muito novo para estar desiludido”&lt;br /&gt;Bom, agora crendices são relativizadas pela idade. Tudo bem! That´s ok, honey! O momento me lembrou o cara que me chamou de “tucano” por eu não gostar nada do fascismo populista do Gal Chávez. Ô gente viciada em rótulos!&lt;br /&gt;No outro dia, as pessoas já estavam com uma vibração um pouco melhor, menos arraigada com essa cultura hipócrita que estávamos prestes a deixar para trás. Gosto de momentos em que as pessoas não podem mais correr de suas verdadeiras raízes. Não tinha mais mamãe por perto ou o lar doce lar. O Momento estava chegando! Ouvi uma musica nativista que me chamou atenção por ter a ver com o Reino do Medo, excelente livro do Hunter Thompson que me fez companhia nesta aventura.&lt;br /&gt;“Isso é bom que mete medo! Que mete medo é bom! Isso é bom barbaridade”.&lt;br /&gt;Sem álcool e com ritalina para salvar a pátria, a cabeça começa a virar, a sentir o doer do pensar. “Que os anjos dos loucosligados estejam sempre aqui”, amém.&lt;br /&gt;Assuntos como zoofilia, mate, futebol e vinhos já foram abordados. Me sinto, estranhamente, a vontade de falar sobre zoofilia e escatologias com as damas do recinto. Chove.&lt;br /&gt;“Vocês sabem da origem da expressão ‘barranquear porca?’”&lt;br /&gt;Ninguém sabia. O olhar constrangido foi o “let´s GO”.&lt;br /&gt;“Leva uma porca para a beira de um cerro e ela vai ficando com medo, e aí vai para trás e fuc fuc fuc”&lt;br /&gt;Nunca barranqueei porcas, pelo menos as ditas irracionais, mas gosto de falar disso. Cultura do campo, beibe. Há!&lt;br /&gt;No dia 31, logo pela manhã, acordo com o motorista atropelando um tonel do tamanho de uma criança ou um anão argentino. Não foi lá algo muito tranquilizador. Chove.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Córdoba/Argentina&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Passamos duas noites na cidade de Córdoba, na Argentina. Foi surpreendentemente agradável. Saímos para la noche que é muito parecida com a de Porto Alegre. Por ser uma cidade universitária, havia uma diversidade muito grande de pessoas. Muitas guapas faziam o contraste com dragões e muitos playboys o faziam com nerds e revoltados em geral. As pichações de protesto me deixavam ainda mais a vontade pelas ruas. Tomamos várias Quilmes, fiquei sabendo que tínhamos vencido mais um greNal.&lt;br /&gt;Na volta de Córdoba após dois dias de muita cerveja boa, iniciamos a ida para a capital chilena, Santiago. Logo no primeiro dia uma cena interessante. Estava com caganeira devido ao alto consumo de cerveja e paramos em um dos raros banheiros limpos, em um restaurante em Mendonza. Limpo o vaso, forro pela segunda vez, e aí não havia mais papel. Saio e vou buscar. Quando volto um micro argentino estava entrando na cabina. “Hey, voy usar”. O guri achou que tinha forrado para ele. Um exemplo da fascinante e histórica arrogância argentina... Saiu assustado. Afinal, um cara falando maleporcamente a língua dele com 190 cm de altura deve ser assustador. Aí começamos a entrar no Chile, através da Cordilheira dos Andes. A paisagem era fascinante por si só. Montanhas infinitas e sem nenhum sinal de civilização. O momento mais poético da viagem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ Há vida no interior...&lt;br /&gt;No interior das casas de pau&lt;br /&gt;Existem miseráveis nacionalistas&lt;br /&gt;Filhos bastardos de Pinochet...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No interior dos corações&lt;br /&gt;Mais áridos do mundo&lt;br /&gt;Existe vida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A beleza natural infestada&lt;br /&gt;Pelo vírus da humanidade&lt;br /&gt;Permanece com suas energias vitais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do outro lado, a Morte&lt;br /&gt;Se faz presente&lt;br /&gt;Entre cruz, bandeiras e areia&lt;br /&gt;Entre o amor e ódio,&lt;br /&gt;A indiferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ressoar agudo lembra&lt;br /&gt;Que sou humano&lt;br /&gt;É hora da partida&lt;br /&gt;E qual será o próximo destino?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atacama, Chile.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste dia uma pessoa fez-me lembrar minha querida avó, falecida em 2005. Ela disse que tinha um “anel de morrer”, uma tradição portuguesa que era levada muito a sério pela minha avó. Foi enterrada com seu anel tradicional, o anel da morte que a levaria para sua metafísica particular, para a sua própria Eternidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Santiago/Chile&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em Santiago aportamos no hostel Terras Extremus, bem interessante por sinal. Além do vinho barato, a capital chilena tem outros atrativos. Logo no primeiro dia, saí para conhecer a cidade com o Santana sem nenhum destino certo. Todo mundo andava junto o tempo todo, e ficar um pouco afastado, nem no meio da viagem – faziam poucos dias, parecia um alternativa viável para manter os ânimos bons até o final dela. Não que eu não tenha gostado da galera, muito pelo contrário, fiquei surpreso positivamente, mas, além de rabugento, sou um individualista nato, e ficar sozinho com meus fantasmas é sempre uma solução a ser pensada.&lt;br /&gt;Na segunda noite – na primeira chegamos de madrugada e fomos jantar num puteiro – isso mesmo, às 4 da manhã - conhecemos um povo nativo bacana. Torcedores do Universidad Católica e cheios de marijuana. Até fiz amizade com um cidadão muitotranquilo que assassinou o amante da esposa de uma forma bastante natural quando esteve na Europa. Não lembro o nome – estava bêbado e..... – mas ele disse que ficou preso por sete meses no Velho Continente até ser extraditado para viver alegre e faceiro nas ruas de Santiago. Não me pareceu um sujeito perigoso, não mais do que aqueles carabineiros pavões que nos atacaram mais tarde no “centro” da San Pedro do Atacama. Ah, não posso deixar de mencionar mais sobre o curioso jantar às 4 da matina no cabaré que ficava a menos de uma quadra do hostel. Até quando não quero confusão, pareço atraí-la. Logo na entrada do recinto, una chica hermosa – com belos peitos, mas com uma bunda fraca, mas que poderia ter levado uns bons tapas, começou a me fitar da escada. Pedi o cardápio olhando para os peitos dela e ela passou por mim rindo, indo sentar na mesa de um camarada, que se não era corno estava muito perto do título. Pedi uma coca-cola, já que a caganeira não me largava e estava quase me esvaindo em fezes. Estava na minha quando a rampeira se jogou pra frente para beijar o cidadão e me lançou um olhar mais do que provocador. O motora, que estava do meu lado, não se conteve e disse alto como se mais ninguém no planeta falasse português: “bahh, que vagabunda! Te deu uma baita encarada”. O cara vira e olha para trás direto para nossa mesa. Porra, debilitado, o máximo que poderia era encarnar um bugio e jogar merda nele. Mas creio que ele não entendeu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Atacama/Chile&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;No deserto do Atacama começaram os problemas sanitários, que culminariam em alguns erupções nas minhas córneas. Não que eu seja um adepto da anti-sepsia, mas a coisa ficou realmente fora de controle. Os motoristas, provavelmente, não queriam gastar grana para comprar água – que realmente valia ouro naquela região, e deixaram o ônibus sem absolutamente nenhum abastecimento de água, apenas a descarga. Galões de água eram comprados pelo mesmo preço de vinhos do naipe do Gato Negro. Sem água, com menstruação e mijo vazando pela patente, o odor fétido começou a tomar conta do ônibus. Ah, justiça seja feita, era um belo ônibus, ano 2009 e que custou quase um milhão de reais, segundo os motoristas. Em San Pedro do Atacama além de usar coca pela primeira vez de maneira lícita, quase fui preso por estar bebendo vinho na rua. Comprei uma garrafa de Gato Negro, depois de ter tomado algumas “copas” com o Santana em um bar bacana que servia rango vegetariano e tinha uma atendente guapa que tentei dar umas pedradas – ela foi levada embora por um cara em uma bike superestilizada. Enfim, deixei minhas coisas no único hostel com vaga da cidade e fui comprar vinho e encontrar o pessoal da excursão que iria dormir na praça da cidade para enfrentar um outro passeio aos Geisers, do qual fiquei impossibilitado de ir graças a minha querida erupção na córnea. Sabendo da tal lei, que deve ser a porra de uma herança fascista do Gal Pinochet, enfiei o vinho, que paguei o equivalente a oito reais na moeda local, num sacola e rumei bebendo até a concentração. Antes uma parada em outro buteco para abrir a garrafa. Um cidadão solícito tinha o abridor no bolso, de forma que me livrou de passar o constrangimento de pedir para abrir uma garrafa comprada em outro estabelecimento. Como sou uma boa pessoa, lhe ofereci um gole. “Es Merlot?” . Sim, sim, era um Merlot Premium. Particularmente não gosto deste tipo de uva, mas na correria - eu ainda estava com uma caganeira brutal - comprei esse mesmo. Chegando na praça dei três goles no vinho, ofereci para os mais próximos e eis que surgem os carabineiros. De maneira discreta, coloco a garrafa rente a mureta. Mas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Relato do dia 7/02&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“Agora estou aqui na praça principal de San Pedro do Atacama, no deserto mais árido do mundo, esperando o pessoal muitoaventureiro chegar. Ontem a noite foi de tragos e sustos. Apesar de ter conhecido lugares muito legais, a imagem que levarei desta cidade será a última: o carabineiro derramando minha garrafa de vinho chileno de primeira (aqui é barato). Já sabia que não se podia beber nas ruas das cidade do País, mas achei aquilo radical demais e, como sempre, resolvi fazer minha própria lei. Estava bebendo na praça quando apareceu a viatura imponente verde e branca dos policiais. É muito mais do que a maioria dos carros que vi aqui, mas o Poder deve ser sempre mais equipado do que a população que diz defender. Abaixei, cuidadosamente, o vinho em um reflexo paternal de bêbado e o deixei rente à mureta do jardim enquanto o gordinho posudo dava seu show para o grupo de turistas brasileiros. A polícia no Chile é surpreendentemente corrupta. Desde a Aduana até o interior das menores cidades. Prova disso é que os motoristas da trupe tupiniquim tiveram que deixar garrafas de Fanta e Coca Cola para eles na fronteira. Pelo menos se vendem por pouco e não são tão megalomaníacos como os brasileiros. Sim, deve ser mais fácil viver aqui...&lt;br /&gt;O bonequinho rechonchudo do monstro Sist estava com uma lanterna, mas com pouca vontade de trabalhar. Ele achou o trago e foi em direção a ele no mesmo momento em que perguntava de quem era a garrafa. Ninguém respondia. Alguns assustados, outros contendo o riso, apreciavam o show. Pensei: fudeu! O vinho estava logo atrás de mim e eu tinha um bafo de trago indisfarsável. Mas aí ele passou por mim, pegou a garrafa olhando bem no meu olho vermelho e começou a virá-la. Sacana! Sabe que nenhum bêbado que se preze ficaria imune aquela cena. FIQUEI REALMENTE INDIGNADO mas, como eu disse, ele não parecia muito afim de botar para foder. Virou a garrafa e chegou perto do meu amigo apavorado. “Sopra”. Eu nunca teria assoprado, mas ele o fez. Ele também havia bebido duas grandes copas antes comigo na janta recente. “Es tuyo!” Dizendo isso terminou de dar o show e entrou rindo na viatura. Imagino que deve ter falado para seu comparsa índio: “viu a cara dos brasileiros?” Eu simplesmente não consegui mais ficar ali e fui embora arrotando tudo quanto é insulto para o porco chileno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Salta/Argentina&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Cansado. A viagem terminou em Salta, na serra da Argentina. A cidade era muito bonita, bem arborizada, se bem que tudo pareceria lindo e perfeito depois de passar aqueles dias no deserto. Foi o período mais introspectivo da viagem, para mim. No último dia resolvi ficar no hostel tomando vinho e fazendo um balanço da viagem. Que, sim, foi espetacular, apesar de tudo. Conheci pessoas que ficarão no meu coração, na minha lembrança de todas as formas. Se existe algo que nunca poderão nos tirar é isso, conhecimento, experiência... bagagens leves e densamente humanas demais para nutrir a alma. E, claro, a coisa toda deve continuar por um bom tempo...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5453805224059570219-6158863957845239088?l=sarnavirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/feeds/6158863957845239088/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2010/02/saltando-por-america-del-sur.html#comment-form' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/6158863957845239088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/6158863957845239088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2010/02/saltando-por-america-del-sur.html' title='Saltando por America del Sur'/><author><name>Diegonzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08101398213141553904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S3_tVckzbcI/AAAAAAAAAK8/QTy1Pn1RBYM/S220/Imagem113.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S4BJJt4AvwI/AAAAAAAAAMk/bOIlqkFhEgQ/s72-c/chile-arg+177.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219.post-111215783751296080</id><published>2010-02-18T04:46:00.000-08:00</published><updated>2010-02-18T04:52:31.231-08:00</updated><title type='text'>Ode ao vício</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S303_Ev_69I/AAAAAAAAAK0/PPSMfAakfJk/s1600-h/shad0ws_blood_brush_set_by_shad0w_gfx.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5439565481679776722" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 229px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S303_Ev_69I/AAAAAAAAAK0/PPSMfAakfJk/s320/shad0ws_blood_brush_set_by_shad0w_gfx.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S303nQDXNpI/AAAAAAAAAKs/P4Y6_C1cFro/s1600-h/shad0ws_blood_brush_set_by_shad0w_gfx.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Depois de flertar com o Acaso&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Se engalfinhar nas barbas do Limite&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Chega a vez da Ode ao Vício...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A mensagem é para todos aqueles que tentam,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;buscam encontrar um sentido para existência&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;sempre com a mesma insistência/essência&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;com os mesmos murros sangrentos nas laminas amoladas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A mensagem é para os viciados na vida, &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;na intensidade das emoções, &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;nas drogas todas, tirando sempre o máximo&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Vivendo os mil anos em 10.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A mensagem não é para os covardes que arrotam regras&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não é para a inconveniência da conveniência&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;ou para os tolos que não aprenderam a viver&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;e que não sabem ouvir as Canções...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Este é um poema de viciados em sangue&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Para os vampiros da Eternidade&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;que tomam os copos do vinho rubro ainda quente...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Para os vivos que perambulam em cemitérios em busca de vida...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Este é um poema para os inconformados&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Anjos revoltados que fazem o mundo girar &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;explodindo bombas nas embaixadas do progresso&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;e jogando os moralismos no fogo da Ética...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;É um poema não poema&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É um poema para sentir o murro na boca no estômago&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;e a respiração mais forte...&lt;br /&gt;é um poema para o Amanhecer!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Em mim a anatomia ficou louca. Sou todo coração" &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Maiakovski&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5453805224059570219-111215783751296080?l=sarnavirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/feeds/111215783751296080/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2010/02/ode-ao-vicio.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/111215783751296080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/111215783751296080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2010/02/ode-ao-vicio.html' title='Ode ao vício'/><author><name>Diegonzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08101398213141553904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S3_tVckzbcI/AAAAAAAAAK8/QTy1Pn1RBYM/S220/Imagem113.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S303_Ev_69I/AAAAAAAAAK0/PPSMfAakfJk/s72-c/shad0ws_blood_brush_set_by_shad0w_gfx.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219.post-2124673594471357158</id><published>2010-01-25T03:30:00.000-08:00</published><updated>2010-01-25T03:35:30.169-08:00</updated><title type='text'>FÓRUM SOCIAL MUNDIAL - PROGRAMAÇÃO MUSICAL</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S12B1rVxkrI/AAAAAAAAAKk/Zfm7qHqeBo0/s1600-h/mutantes02.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430639484845789874" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S12B1rVxkrI/AAAAAAAAAKk/Zfm7qHqeBo0/s320/mutantes02.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Mutantes, mesmo sem Rita Lee, sempre MUTANTES&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Apesar de servir como um grande palanque político para idiotas como Lulla e Chávez, o Fórum Social Mundial, que ocorre nesta semana em cidades da região metropolitana e Porto Alegre, terá shows e mostras interessantes. Segue a programação musical na cidade de Canoas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo na abertura, em Porto Alegre, no dia 25/01, segunda-feira, tem a Marcha de Abertura do FSM e outros bons shows na Usina do Gasômetro. Do naipe de Teatro Mágico, mais nomes como D2, Tonho Crocco, Bataclã FC e etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segue a programação dos shows de Canoas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;26/01 - terça-feira: 20h30 – 00h&lt;br /&gt;Noite FSM&lt;br /&gt;Shows com as bandas Mutantes, Nação Zumbi e Victor Culanys&lt;br /&gt;Local: Parque Eduardo Gomes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;27/01 - quarta-feira: 20h30 – 00h&lt;br /&gt;Noite da Cultura Negra&lt;br /&gt;Chico César – Família Sarara &amp;amp; Don L – Festa do Samba&lt;br /&gt;Local: Parque Eduardo Gomes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;28/01 - quinta-feira: 20h30 - 00h&lt;br /&gt;Noite da Integração&lt;br /&gt;Serrote Preto – Pedro Ortaça – Tom Zé – Daniel Drexler&lt;br /&gt;Local: Parque Eduardo Gomes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;29/01 - sexta-feira: 20h30 – 00h&lt;br /&gt;Noite Hip Hop&lt;br /&gt;Racionais MC's – Blackalicious – All Natural – Obsession – Raashan Ahmad&lt;br /&gt;Local: Parque Eduardo Gomes&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5453805224059570219-2124673594471357158?l=sarnavirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/feeds/2124673594471357158/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2010/01/forum-social-mundial-programacao.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/2124673594471357158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/2124673594471357158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2010/01/forum-social-mundial-programacao.html' title='FÓRUM SOCIAL MUNDIAL - PROGRAMAÇÃO MUSICAL'/><author><name>Diegonzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08101398213141553904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S3_tVckzbcI/AAAAAAAAAK8/QTy1Pn1RBYM/S220/Imagem113.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S12B1rVxkrI/AAAAAAAAAKk/Zfm7qHqeBo0/s72-c/mutantes02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219.post-5782363685231417153</id><published>2010-01-15T09:29:00.000-08:00</published><updated>2010-01-15T10:00:23.230-08:00</updated><title type='text'>DROPS ÁCIDOS VIII</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S1CmvgFPXxI/AAAAAAAAAKc/QWv4ohShMpk/s1600-h/thompson.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5427020885977423634" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 171px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S1CmvgFPXxI/AAAAAAAAAKc/QWv4ohShMpk/s200/thompson.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;" Quando as coisas ficam estranhas, os estranhos viram profissionais" Hunter S. Thompson&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Buenas, primeiros drops ácidos do ano. Preparem as gargantas ou o que resta delas! Os milhões (há há) de leitores deste blog serão brindados, com copos quebrados de ódio pelo monstro Sist e sua corja assassina, com leituras, digamos, bem pessoais sobre alguns temas deste início de ano conturbado. As esperanças se renovam? Bom, para o pessoal do Boletim de Cientistas Atômicos sim. Os “gênios” atrasaram em um minuto o chamado "Relógio do Apocalipse", criação deles. Agora, o apetrecho simbólico  - e que indica o risco desta porratodadeplaneta explodir de metástases incontroláveis -está marcando seis minutos para a meia-noite, horário em que seria o fim do mundo. Creio que esses privilegiados cérebros não assistiram às novas mega produções hollywoodianas e essa baboseira toda. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Tic tac&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Para ajustar a marcação, a organização leva em consideração três fatores: arsenal nuclear, mudança climática e biosegurança. Para eles, a COP-15, realizada em dezembro do ano passado, teve resultados. Aumentou o “status da diplomacia mundial”. Eu não sei bem o que eles entendem por diplomacia, mas eles são gênios, no fim das contas. Mas, para esse relez ser humano que vos escreve, diplomacia pode ser qualquer coisa menos dar o prêmio Nobel da Paz para o presidente da Nação mais poderosa do planeta e que prometeu retirar suas tropas invasoras do Iraque e Afeganistão mas que, ao contrário, enviou mais 40 mil soldados para a morte naqueles países onde a guerra não acabará nunca por um simples fato: é cultural. Bom, voltando ao assunto do relógio do bem. Segundo declarações da equipe responsável pela ideia, a decisão “parte do avanço rumo a um mundo livre de armas nucleares”, pois segundo eles (que não ouviram Ahmadinejad e muito menos devem estar informados do acirramento das hostilidades entre Índia e Paquistão, ambos com tecnologia nuclear), pela primeira vez desde que bombas atômicas foram usadas, em 1945, líderes de países atômicos estão “cooperando vastamente para reduzir seus arsenais". &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Últimos ajustes do relógio&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Em 2007 foi a última vez que o simbólico apetrecho foi foi ajustado. Os cientistas, diante dos testes nucleares norte-coreanos, adiantaram o mecanismo em dois minutos, de sete para cinco para meia-noite. Em 1991, com o final da União Soviética e da Guerra Fria, eles afastaram o ponteiro para 12 minutos. Nada como uma polícia só no comando! A segurança baseada na hegemonia do capitalismo neoliberal. Em 1953, no auge da guerra entre o socialismo soviético e o capetalismo norte-americano, o relógio chegou a dois minutos para meia-noite, o mais próximo do fim do mundo até hoje. O relógio foi criado por cientistas de Chicago/EUA que participaram do projeto Manhattan, que deu origem à bomba atômica, lançada pela primeira vez sobre Hiroshima, no Japão, em 6 de agosto de 1945. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Haiti&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É terrível a situação do Haiti, vítima de um terremoto de 7,3 graus na escala Richter. Mais de sete mil pessoas foram enterradas em valas comuns até o momento. As cenas são chocantes e lembram o holocausto. Corpos apodrecem nas ruas e as pessoas passam apenas tapando o nariz por causa do mau cheiro provocado pela decomposição dos corpos. A estimativa oficial, que antes era de mais de 100 mil mortos, agora baixou para 50 mil, visto o grande número de sobreviventes que têm aparecido entre os escombros. Notícias chegam a todo momento. Um repórter gaúcho, enviado especial, já afirma que viu pessoas fazerem barricadas com corpos para protestar contra a demora da chegada da ajuda humanitária. A guerra por água e comida também choca. Pessoas brigam pela salvação. Certamente que um país que sempre foi miserável, onde 80% da população vive abaixo da linha da pobreza, seria o local menos propício para uma tragédia natural de tamanhas proporções. Isso me leva a crer que, se existe deus, ele sentou de vez no controle remoto e não sabe mais o que fazer. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Benevolência&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Agora, benevolentes países que sugaram e sugam do país latino, assim como de todo o continente, estão arrecadando fundos para o auxílio "humanitário". Até o momento, o valor arrecadado já é mais de 20% do PIB do Haiti. O Banco Mundial, também muito benevolente, como todos os grandes bancos, também entrou na jogada e vai emprestar US$ 100 milhões para a reconstrução do país, uma dívida que o sofrido povo haitiano deve levar a vida toda para pagar. Eis uma bela oportunidade de negócios para empresários e os arautos do capital especulativo. E os bondosos militares brasileiros? Até o momento encontraram 17 mortos. Não vou generalizar, mas lembram daqueles atos denunciados ano passado em que alguns deles estavam assediando sexualmente crianças no Haiti? Pois bem, espero que a maioria desses mortos sejam daquela turma. Os que ficam, vão perder alguns corpinhos para assediar. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Sandy e o Haiti&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A cantorafilósofapolítica brasileira resolveu se manifestar sobre o fato. Eu sempre fico com medo quando ela resolve abrir a boca para comentar algo que não seja fútil. Pois, a ninfeta resolveu dar uma de politicamente atuante e declarou que o “Brasil está dando muita atenção para o Haiti e deveria se preocupar mais com as catástrofes nacionais provocadas pelas chuvas”. Santodeus! Com certeza ela deveria estar muito sensibilizada com o caso daquela nissei que morreu na tragédia do deslizamento de uma encosta em Angra dos Reis/RJ. Afinal, foi muito mais passado no Fantástico e, ainda por cima, existe uma afinidade: ela também achava que era cantora, como podemos ver em diversas oportunidades na mídia nacional. Sou contra esse negócio de números de pessoas mortas, então não compararei o caso por aí, mesmo que em Angra o número de óbitos não tenha chegado a 60. Toda a situação, quando individualizada, tende a tomar proporções maiores. Normal! A maioria das vítimas de Angra, assim como a menina, eram pessoas de classe média ou alta que passavam o final de ano no local. &lt;em&gt;Vejam bem, também não estou falando que pessoas abonadas devem morrer ou algo do gênero (embora eu respeite a inteligência da maioria dos leitores que por aqui passam, sempre aparece algum idiota que não entende nada. Desculpe dar essa explicação para as mentes sãs)&lt;/em&gt;. Apenas estou colocando que, no Haiti, as proporções foram muito maiores e ainda estão andamento, pois o risco de epidemias é inevitável. Mas, para a Sandy e seu surtinho nacionalista, a nissei foi mesmo o que doeu. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A China não é o Haiti&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Uma importante publicação do Rio Grande do Sul levantou a “lebre” no seu último editorial. Muitos sites mundo a fora utilizaram fotos da China para ilustrar o acontecimento no Haiti. E, para quem acha que foram somente blogs ou fontes elencadas como “nãoconfiáveis”, jornais importantes também fizeram o mesmo. É a liberdade de expressão – mentir. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Voltando à república das bananas&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Aqui no Brasil, enquanto o Lulla alcança índices de popularidade históricos, as merdas continuam. A última foi a portaria do Ministério do Trabalho e Emprego que autoriza a emissão de registros para jornalistas não diplomados. Seguindo a ideia do ministro Gilmar Mentes (sic) de que para ser jornalista bastar estar vivo. Antes que me acusem, sim eu estou agindo em causa própria. Como já escrevi diversas vezes, o que está ruim vai ficar ainda pior. Mas é uma guerra em que, desde o início, já conhecíamos os vencedores: as grandes corporações jornalísticas que não estão preocupadas com qualidade, somente com suas receitas cada vez maiores, alavancadas às custas dos míseros salários fornecidos aos macacos adestrados das editorias. O pior de tudo é que a maioria dos ferrenhos defensores da obrigatoriedade (nossa, como eu odeio essa palavra, eis a contradição disso tudo) do diploma votaram no Lulla e defendem o PT. E eu aqui com a minha mente julgada insana/radical pelos maniqueístas de plantão só me pergunto: em que estação eu perdi o bonde desta história? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Começa mais um BBB&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Como sempre no verão, começa mais um campeão mundial de audiência: o Big Brother Brasil. É triste dar o nome de um personagem tão bem construído por George Orwell (no livro 1984) a um programa de tão baixo nível. Mas, como o povo gosta mesmo é do baixo nível, a audiência vai ás alturas e não somente onde os níveis de escolaridade são baixos, pois em países europeus, onde o programa faz muito sucesso, o nível é ainda mais baixo e a audiência mais alta. Aqui, entre jornalistas, eu me sinto um peixe fora d´água quando entra nessa onda (para que mesmo serve o diploma????) &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nesta edição, a produção do programa tupiniquim resolveu misturar bichas egocêntricas, playboys bombados, patricinhas e lésbicas deliberadamente polêmicas para aguçar as “brigas”. Acabo de ler que o governo está preocupado com a homofobia causada entre os participantes. Tudo bem, não existem mais problemas com o que se preocupar, afinal, a popularidade desta corja está nas alturas... &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Homenagem&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;A data de hoje remete à uma tragédia sem precedentes na história do futebol nacional. No dia 15 de janeiro de 2009, quando fazia a preparação para disputar o Campeonato Gaúcho do mesmo ano, o Grêmio Esportivo Brasil de Pelotas e sua fanática torcida sofreram perdas irreparáveis. Um acidente com o ônibus que transportava o time, que voltava de um amistoso contra o Santa Cruz, já próximo à Pelotas, vitimou três jogadores e feriu tantos outros. Dentre os jogadores mortos, o ídolo maior da torcida xavante Cláudio Milar, o maior goleador da história do time pelotense. Fica a lembrança da triste data, mas também persiste o orgulho de poder contar, no Estado do Rio Grande do Sul, com um time de tamanha força para dar a volta por cima. &lt;span style="color:#330033;"&gt;Força&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Xavante&lt;/span&gt;! &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Projetos&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O escritor deste blog está empolgado para 2010. Além de manter suas contribuições para o fanzine Lovers Rock (que deu uma parada), estarei com minhas escrivinhações na próxima edição do Labirinto Literário (pela segunda vez), publicação virtual internacional que deve sair na segunda quinzena de janeiro. Recentemente também fui convidado para participar de uma edição da revista Beat, que traz devaneios do meio beatnik. (bah, ficou narcisista para caraleo este tópico. Preciso escutar Nirvana!)&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Dicas ácidas&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a name="corpo"&gt;&lt;/a&gt;Cinema: Vi esta semana e recomendo, uma ótima adaptação cinematográfica da obra "Revolução dos Bichos", de George Orwell. O filme leva o mesmo nome e é uma alegoria livre à mal sucedida Revolução Russa, quando o objetivo do marxismo foi completamente distorcido em nome de uma ditadura cruel e sanguinária que pouco se diferenciou do nazi-fascismo. Como estou com extrema preguiça de escrever uma sinopse, dei um &lt;em&gt;ctrl c&lt;/em&gt; num site de cinema: “Considerada um best-seller, a obra narra a história do fazendeiro Jones (Pete Postlephwaite). Um homem beberrão e cruel que explora seus animais. Revoltados com seu proprietário, eles se organizam em seu lar. De posse da terra, os bichos passam a controlar o lugar, decretando uma série de novas regras”. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Música: Tenho escutado muito &lt;em&gt;Kings Of Leon&lt;/em&gt;, uma grata surpresa no fraco cenário do rock internacional. Vale a pena conferir, em especial, também, a música &lt;em&gt;Little Boxes&lt;/em&gt;, cantada genialmente por Nara Leão. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Site: &lt;a href="http://www.brasildepelotas.com/"&gt;http://www.brasildepelotas.com/&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Literatura: HQ sobre as misérias impostas pelo regime fascista/sionista aos palestinos refugiados, especificamente, na Faixa de Gaza. Muito bem escrito e desenhado pelo traço único do jornalista Joe Sacco o livro “Palestina: na Faixa de Gaza” é uma leitura leve e com forte apelo político sem cair no panfletário. Vale a pena conferir! Editora Conrad. Preço médio: R$ 35 &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5453805224059570219-5782363685231417153?l=sarnavirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/feeds/5782363685231417153/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2010/01/drops-acidos-viii.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/5782363685231417153'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/5782363685231417153'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2010/01/drops-acidos-viii.html' title='DROPS ÁCIDOS VIII'/><author><name>Diegonzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08101398213141553904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S3_tVckzbcI/AAAAAAAAAK8/QTy1Pn1RBYM/S220/Imagem113.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S1CmvgFPXxI/AAAAAAAAAKc/QWv4ohShMpk/s72-c/thompson.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219.post-7864387254721753467</id><published>2010-01-04T02:52:00.000-08:00</published><updated>2010-01-04T03:00:17.360-08:00</updated><title type='text'>Eis aí o velho ano novo – again</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S0HJXKShcGI/AAAAAAAAAKU/zCa_oDEGfG8/s1600-h/2040189342_c37f429aab_o.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5422836826067005538" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 149px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S0HJXKShcGI/AAAAAAAAAKU/zCa_oDEGfG8/s200/2040189342_c37f429aab_o.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Enquanto vejo a cidade desabar em uma chuva muito justa, que seria mais se fosse de merda, eu sento novamente para mais uma seção de tratamento. Para que não me transforme em mais um ser imbecil e cheio de autocomiseração, pego os cigarros e o café e espanco as teclas. Rolling Stones, 1965, na vitrola. Nada mal para quem estava derretendo há algumas horas atrás. Vinha de Pelotas, festas de final de ano com a família, com exceção de alguns instantes de bebedeirasemsexoounexo, era muito tédio para uma cabeça só. 34 graus na cachola, um joelho aberto e uma dor de cabeça infernal graças a uma dessas balas de paintball que não estouram quando dão em cheio perto de sua nuca. Ah, deixa disso, poderia ser pior, poderia ser uma bala de verdade. Pior? Ah, agora inicia tudo de novo, como se o calendário ocidental enchesse esses corações covardes de esperança. É não? Aí eu decido que vou entrar nessa dança até a hora de encher o saco. Planos para 2010. Há Há! Que baita punheteiro sacana eu sou. Mamãe duvidava.&lt;br /&gt;Próxima parada pode ser Peru ou qualquer outro lugar onde encontre um porto para não me afundar nessa lama toda. Talvez, encontre um amor bêbado numa esquina suja da cidade. Ou no campo. Talvez eu não consiga “fechar” o meu joelho e o balaço se transforme num belo coágulo e estoure sangue nos meus miolos. Eis que os planos vão para a vala comum da existência. Pois bem, em 2010, o plano é NÃO desistir! Segue segue...&lt;br /&gt;Na viagem, enquanto derretia meus miolos, somente entretido pelo velho Hunter com seu "Reino do Medo", não pude deixar de reparar as janelas das favelas. A que mais me chamou atenção, deveria ter pouco mais de um metro. Era uma espécie de sacada, com aquelas telas para impedir crianças suicidasespertas de tentarem... Tinha um papainoel murcho e algumas bolinhas de árvore de natal por lá (oh, veja, os Hell Angels com suásticas no meio dos hippies falando de paz). A miséria se confunde com esperança. Se não fosse por isso, essa corja de filhosdaputa que está por todas as esferas do Poder estaria bem encrencada. Bem sujeitas a uma revolta popular. Mas, parece que eles vão se livrar por mais um ano, enquanto os miseráveisdetudo continuarão a depositar seus projetos em templos religiosos e em urnas cheias de corrupção. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Queria ser mais otimista nesta mensagemclichê de ano novo, mas não dá... O que se pode dizer além de “NÃO DESISTAM JAMAIS”? É isso. Um brinde à 2010! E que as bombas não caiam na sua cabeça. Amém! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5453805224059570219-7864387254721753467?l=sarnavirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/feeds/7864387254721753467/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2010/01/eis-ai-o-velho-ano-novo-again.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/7864387254721753467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/7864387254721753467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2010/01/eis-ai-o-velho-ano-novo-again.html' title='Eis aí o velho ano novo – again'/><author><name>Diegonzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08101398213141553904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S3_tVckzbcI/AAAAAAAAAK8/QTy1Pn1RBYM/S220/Imagem113.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S0HJXKShcGI/AAAAAAAAAKU/zCa_oDEGfG8/s72-c/2040189342_c37f429aab_o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219.post-3537675937012188534</id><published>2009-12-10T17:04:00.000-08:00</published><updated>2009-12-10T17:14:14.213-08:00</updated><title type='text'>A preocupação</title><content type='html'>Estou preocupado. Pois o acaso está me deixando. Antes flertava com o perigo, com a emoção. Agora está me deixando aqui com todas as conveniências e rotinas entedianes do dia-a-dia.&lt;br /&gt;Eu sei quem vou comer, os filmes que vou ver, os livros que vou ler e as matérias que escreverei e serão barradas no editor por "serem polêmicasdemais", "honestasdemais".&lt;br /&gt;O acaso está me deixando. Eu até o entendo. Quando parei de beber todos os dias e passei a me entupir de drogas legalizadas pela gloriosa indústria farmacêutica, eu sabia do risco que estava correndo... sabia que poderia perder o meu melhor companheiro. O acaso.&lt;br /&gt;Está me deixando, aqui com um vinho chileno e com o olho eletrônico sugando minhas energias vitais com todo o lixo cultural possível. O acaso está ali na porta, dando adeus, com seus dedos sensíveis e esguios. O acaso não quer saber das normalidades e da covardia, quer mais, muito mais....&lt;br /&gt;Ele me confidenciou, tímido, que sempre gostou de mim, mas que agora precisa alçar outros voos, encontrar algum suicida em potencial. Ele precisava encontrar alguém com mais sangue e menos racionalidade para encostar-se. Continuará dandos seus tapas nos automóveis e os rodando para não bater de frente nos muros da existência.&lt;br /&gt;O acaso está me abandonando. Ele me diz, baixinho, que torce por mim. Torce pelo encontro. O acaso está me deixando. Está me largando no ar, mas estou pesado demais para voar. Ele não entende e está ali na porta com lágrimas nos olhos. O acaso vai me deixar. Chegou a hora de aprender a caminhar com as próprias pernas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um adeus ao Acaso e que ele sempre me proteja na hora certa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5453805224059570219-3537675937012188534?l=sarnavirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/feeds/3537675937012188534/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2009/12/preocupacao.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/3537675937012188534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/3537675937012188534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2009/12/preocupacao.html' title='A preocupação'/><author><name>Diegonzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08101398213141553904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S3_tVckzbcI/AAAAAAAAAK8/QTy1Pn1RBYM/S220/Imagem113.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219.post-6491851035069481035</id><published>2009-11-28T14:31:00.000-08:00</published><updated>2009-11-28T14:39:31.935-08:00</updated><title type='text'>Defecando</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/SxGlw-Z1M-I/AAAAAAAAAKI/xSGr_XsNf-U/s1600/bravo.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5409286888252322786" style="WIDTH: 286px; CURSOR: hand; HEIGHT: 285px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/SxGlw-Z1M-I/AAAAAAAAAKI/xSGr_XsNf-U/s320/bravo.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Enquanto os gênios defecam em latrinas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;entupidas de moralismo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;os falsos profetas esgotam todas as possibilidades&lt;/div&gt;&lt;div&gt;de mudanças através das grandes corporações&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Enquanto os gênios defecam em latrinas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;sujas de dogmas pútridos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;os moleques brincam de revolução&lt;/div&gt;&lt;div&gt;escrevinhando em folhas soltas ao vento&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Enquanto os gênios lamentam&lt;/div&gt;&lt;div&gt;suas mortes cada vez mais próximas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;os sábios tratam de curar as feridas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;dos zumbis, o câncer espalhado&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Enquanto os gênios defecam&lt;/div&gt;&lt;div&gt;no burgo escuro, se jogam migalhas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;aos pobres diabos satisfeitos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;aprisionados por sua própria covardia&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Enquanto os gênios defecam&lt;/div&gt;&lt;div&gt;depositam-se esperanças em urnas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e as bandeiras vão se manchando de cinza&lt;/div&gt;&lt;div&gt;partindo o partido coração&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Enquanto os gênios defecam&lt;/div&gt;&lt;div&gt;vamos chegando próximo ao precipício&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e notamos, sim notamos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;que o precipício é a latrina dos gênios&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5453805224059570219-6491851035069481035?l=sarnavirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/feeds/6491851035069481035/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2009/11/defecando.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/6491851035069481035'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/6491851035069481035'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2009/11/defecando.html' title='Defecando'/><author><name>Diegonzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08101398213141553904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S3_tVckzbcI/AAAAAAAAAK8/QTy1Pn1RBYM/S220/Imagem113.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/SxGlw-Z1M-I/AAAAAAAAAKI/xSGr_XsNf-U/s72-c/bravo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219.post-3944495457401812850</id><published>2009-11-27T12:26:00.000-08:00</published><updated>2009-11-27T12:33:53.086-08:00</updated><title type='text'>Lixo do submundo</title><content type='html'>Quando se está numa entressafra criativa - que é o meu caso - o negócio é apelar para o que se vê, escuta, cheira, etc...&lt;br /&gt;Depois de um caderno de 88 páginas e muita luta para conseguir depoimentos de "celebridades anônimas", meu cérebro diminuiu consideravelmente... há de se entender.&lt;br /&gt;Hoje terei a primeira tentativa de reconquistar alguns neurônios... andaram falando muito em ômega 3, mas eu ainda acredito mais no rock n roll e na cerveja gelada. Hoje, o rock de Erasmo Carlos promete!&lt;br /&gt;Seguem algumas frases de (d)efeitos que ouvi semana passada, numa dessas andanças solitários pelo underground:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Amanhã é o dia da REAÇÃO"&lt;br /&gt;um punk, querendo dizer que o próximo período de mendicância seria muito bom&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Bah cara, adoro punk"&lt;br /&gt;um cara todo colorido que cantava tequila baby e testava a minha paciência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Muito obrigado"&lt;br /&gt;um gordo de +- uns 200 kg que ajudei a levantar de cima do seu próprio vômito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, o resto minha memória de bêbado abstraiu. Mas é isso, pepessoal, leiam muito buk, os beats, bebam até vomitar, mas sempre, sempre pensem antes de abrir a boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saludos,&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5453805224059570219-3944495457401812850?l=sarnavirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/feeds/3944495457401812850/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2009/11/lixo-do-submundo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/3944495457401812850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/3944495457401812850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2009/11/lixo-do-submundo.html' title='Lixo do submundo'/><author><name>Diegonzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08101398213141553904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S3_tVckzbcI/AAAAAAAAAK8/QTy1Pn1RBYM/S220/Imagem113.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219.post-7438558184280974757</id><published>2009-11-07T13:33:00.000-08:00</published><updated>2009-11-07T13:37:38.060-08:00</updated><title type='text'>Sobre honestidade</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/SvXoaCmYKBI/AAAAAAAAAKA/f1FFyJxGf4E/s1600-h/AMOR.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5401478862172858386" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 311px; CURSOR: hand; HEIGHT: 226px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/SvXoaCmYKBI/AAAAAAAAAKA/f1FFyJxGf4E/s320/AMOR.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho tantas coisas sobre as quais escrever. O pior é que prometo para mim mesmo, “porra, isso dá uma bela história”, daí fico nesse caminho de autopenitência ad eternum. Mas nada como uma tarde melancólica de chuva e calor para sentar aqui no meu sofá surrado, com meu velho amigo chimarrão e um palheiro de segunda. Há alguns minutos estava inquieto, terminei os fragmentos de Lima Barreto e tentei ler mais uma parte do Hell´s Angels, do mestre Thompson. Mas, para saciar essa maldita hiperatividade, ler não basta, de forma que tive que vir aqui espancar algumas teclas.&lt;br /&gt;Descobri que o Lima Barreto odiava futebol, ou “football” como falavam os antigos. Chegou a criar uma liga antifutebol para combater o que ele e seus amigos de ideias diziam que estava desunindo a já desunida sociedade brasileira. Tudo bem, está perdoado. Ninguém é perfeito, nem mesmo eu. Meudeus! Fora isso, a esperança de descarregar um pouco de energia doente sem muito esforço está de pé hoje. É com ansiedade que espero o show do Elton e os Ghost Riders, em Ivoti.&lt;br /&gt;Mas vamos ao que me fez abrir essa miniparafernalha tecnológica. Minas Gerais. Estive visitando este Estado no meio do ano. Lá conheci uma pessoa que não poderia traduzir em palavras, embora ela nunca acreditaria. Afinal, o mundo é da futilidade das conveniências e das falsas expectativas. Um dia há de aprendermos a somente viver. Somente! Fiquei fascinado com a energia de duas cidades: Ouro Preto e Lavras. A primeira fez parte de um lado negro – desculpe o trocadilho infame - da cultura tupiniquim. Ah, essa palavrinha, tupiniquim, que me fez ter um pequeno atrito com meu editor esses dias. Por que não designar o Brasil de um País de tupiniquins? Será que evoluímos? Do meu ponto de vista, até regredimos, de forma que, muito bem humorado, ainda utilizo o termo como sinônimo para designar o lamaçal moral que virou esse País.&lt;br /&gt;Pois bem, em Ouro Preto encontrei algo que sempre me faz insistir em continuar. Honestidade. Além de toda a beleza daquele município mineiro, encontrei uma das partes da minha essência desgastada. As coisas inerentes à humanidade sempre me fascinam. Embora eu tenha essa carranca e esse discurso niilista, preciso de esperanças como essas para continuar respirando. Andando pelas ruas, na correria para pegar o próximo ônibus até Lavras, perdi minha carteira com tudo dentro. Dinheiro, documentos, cartão do banco, etc... A primeira ideia era de que fudeu tudo, teria que pagar tudo com cheque em Lavras. Não iria voltar para tentar resgatar o que já devia estar no bolso de algum espertalhão oportunista. Passei uma parte da semana em Lavras, pagando tudo com cheque. A parte boa do mundo arcaico é essa, não tem cartões, essa merda toda que só serve para encher o rabo dos banqueiros com nosso dinheiro. A segunda cidade é mais rural, natureza pura. Cascatas, verde, fumaça e amor. Sim, eu não tenho medo de ser clichê, embora possa ser mal interpretado pela mulhééééér. Muito bom, tão bom que seria demasiada pretensão minha tentar descrever aqueles momentos com palavras. Talvez numa poesia futura, num conto, estarão lá mascarados de nobres sentimentos...&lt;br /&gt;Como é sabido, quando morremos, passa uma espécie de filme em nossa cabeça. Com uma média de 18 segundos, esse sonho que parece eterno, nos traz todos os bons e maus momentos que tornaram nossa existência possível. Para alguns, receio, não terá filme. Triste. Mas não serei vencido pela melancolia da chuva, essa melancolia que me inspira a tocar a vida, levando com a arte de ser o que sou: um autista por opção e esquizofrênico por conveniência. Não tentem conhecer um joker, se não tiverem as cartas certas. Pretencioso, não?&lt;br /&gt;A rádio arrota Aqualung, do Jethro, enquanto vou tentar dar uma passada pelas notícias na internet com o sinal furtado do vizinho. Santodeus! Eu já não tenho mais a porra da paciência necessária. “TEGUCIGALPA (Reuters) - Uma disputa de quatro meses sobre quem é o presidente deixou muitos hondurenhos incrédulos demais para votar no seu próximo líder. Um golpe de Estado em junho que derrubou o presidente Manuel Zelaya e isolou Honduras do cenário”. Finalmente uma boa notícia! Espero que seja verdade. Governos só servem para desgovernar, desorientar e causar crises políticas. Por que não optam somente pelas crises existenciais? É tão fútil e vazio, o Poder. Mas eles embriagam-se de tal forma a afogarem-se nessa imundice. Mas tem o lado positivo para os jovens. Tudo bem, não sou um ancião, mas creio que já aprendi a não querer mudar o mundo, pelo menos de uma forma amigável. Versando com uma amiga esses tempos, estava comentando de como era bom achar que empunhar aquela bandeira vermelha e sair cantando pelas ruas “Lutar pela revolução” ou pixar muros da Previdência seria o suficiente. Eu acreditei e fui feliz daquela maneira. Mas não acreditar também traz um certo alívio, mas é necessário equilíbrio para não enfiar uma bala no meio dos cornos.&lt;br /&gt;Voltando ao que me deu esperanças na distante Ouro Preto. Chegando de Lavras, num local onde pegava sinal de celulares, minha mãe liga. “Diego, acharam tua carteira em Ouro Preto”. Primeiro achei ser um trote de algum mineiro filhodaputa, mas como saberiam que eu tinha perdido? Ou melhor, como saberiam meu telefone residencial? Ah, isso até hoje não sei. Mas o fato é que o cidadão que ligou, gastou uma porrada de ligação e disse que havia deixado na Rádio local. Primeiro pensei, “ah, pelo menos as porras dos documentos para me livrar da burrocracia de ter que fazê-los”. Mas o cidadão disse que tinha dinheiro, mas não sabia quantificar. Essas alturas nem eu sabia exatamente quanto tinha, sei que era o suficiente para uma semana bem nutrida de cerveja. Peguei um ônibus para Ouro Preto. Chegando lá na Rádio, me identifico e lá vem a solícita atendente equilibrando suas belas cadeiras mineiras. “Olha, tudo o que recebemos fica nessa caixa, mas já aviso que, se deixaram, é muito difícil que tenha o dinheiro”. Disse isso largando uma enorme caixa encima da mesa. Procurei e nada. “Po, não tem nada meu aqui, a não ser que tenha mudado de nome”. Ela pegou o telefone e fez uma breve ligação intersetorial. “Ah, está lá em cima. Vou buscar e já volto”. Tudo bem. E lá foi ela requebrando suas cadeiras mineiras. Ah, mas eu estava bem servido lá já. A atendente surgiu com a minha carteira. Só os documentos estavam ali. Daí eu disse que o vivente que a encontrou e entrou em contato com a minha família a tinha deixado com dinheiro. “Ah, mas não tem nada mesmo. Desculpe”. Subi as escadas putodacara. Sabe, as expectativas vão sempre aumentando. Antes, salvar apenas os documentos já estaria legal, mas daí com a insistência do dinheiro, agora eu queria minhas cervejas convertidas em Reais novamente. Liguei para a minha companheira lá e expliquei. Ela ligou para o vivente nativo de Ouro Preto e me retornou com seu tenro sotaque que não desgruda da minha mente. “Ele disse que deixou. É certo. Disse para você ir lá novamente e dizer que, se não te entregarem, vai rolar uma denúncia”. Entrei novamente no recinto. “Quem encontrou a carteira me confirmou que a deixou aqui com o dinheiro e, se não entregares, ele vai denunciar isso publicamente”. A atendente fez mais algumas ligações intersetoriais e disse para eu aguardar. Eis que, minutos depois, surge com o dinheiro todo amassado. “Uma pessoa tinha ficado com o dinheiro para garantir que não o furtariam”. “Há há, sim sim, tchau”.&lt;br /&gt;O próximo passo agora era encontrar o endereço do bem feitor e entregar-lhe uma boa parte do dinheiro. No meio do caminho, estava pensando: se for pobre, entregarei uma parte maior, se for rico, um agradecimento está de bom tamanho. Eis que caminhei muito. Era subúrbio da bonita Ouro Preto. Nem parecia a mesma cidade. Entrei numas ruelas estreitas que mal cabiam um carro normal. Ônibus não passavam e já estava anoitecendo. Comecei a me preocupar e lembrar da máxima que os bonzinhos só se fodem. Achei a casa. Era um lugar bem humilde e cheio de crianças brincando na frente o que, de certa forma, me tranquilizou. Uma senhora estava na porta. Chamei pelo nome e ela, muito solícita, foi procurar. Apareceu um dos heróis dessa nação de fracassos – não de fracassados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um cidadão honesto e pobre. Um cidadão que deveria derrubar governos se tivesse cultura para isso. Um cidadão de fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conversei com ele e sua família por um tempo, convidou-me para entrar. Mas já era tarde. Agradeci o ato e disse que era por causa de pessoas como eles que ainda acredito na humanidade, com lágrimas insistindo em sair dos meus olhos. Despedi-me, apaixonado por aquela gente que, com certeza, terão uma boa parcela dos meus 18 últimos segundos...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5453805224059570219-7438558184280974757?l=sarnavirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/feeds/7438558184280974757/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2009/11/sobre-honestidade.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/7438558184280974757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/7438558184280974757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2009/11/sobre-honestidade.html' title='Sobre honestidade'/><author><name>Diegonzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08101398213141553904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S3_tVckzbcI/AAAAAAAAAK8/QTy1Pn1RBYM/S220/Imagem113.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/SvXoaCmYKBI/AAAAAAAAAKA/f1FFyJxGf4E/s72-c/AMOR.gif' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219.post-7956562396527118989</id><published>2009-10-23T08:19:00.000-07:00</published><updated>2009-10-23T08:26:21.324-07:00</updated><title type='text'>DROPS ÁCIDOS VII</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/SuHKg8uZgPI/AAAAAAAAAJ4/0zUjdy0JU30/s1600-h/menina.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395816495971926258" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/SuHKg8uZgPI/AAAAAAAAAJ4/0zUjdy0JU30/s200/menina.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;"Um homem que chamasse todas as coisas pelo seu nome certo dificilmente passaria pelas ruas sem ser derrubado como um Inimigo Público"&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Lord Halifax&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bienal&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Final de semana passado estive na 7ª Bienal Mercosul, em Porto Alegre. Simplesmente fantástico! Um misto de emoções fez meu nível de masturbação mental chegar às alturas! Não tem uma definição, só vendo mesmo. O melhor de tudo foi o primeiro pavilhão do cais do porto, onde um misto de culturas mostra que ao mesmo tempo, somos todos e ninguém. Da solidão existencial à crítica ao capitalismo e a indústria da imagem. A sociedade dos resultados também foi muito bem retratada, com seres mascarados escrevendo números freneticamente enquanto um outro somente os ditava. A decadência humana em todas as suas facetas. Vale a pena conferir! O evento ocorre até o dia 29 de novembro, no Armazém do Cais do Porto, na capital gaúcha. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Yeda&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Esta semana conseguiram sepultar a ação de impeachment contra a (des)governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB). Estava evidente que isso iria acontecer. Com a maioria dos dePUTAdos na Assembleia se faz o que quer. É uma espécie de ditadura branca muito bem quista pelos de “democratas” e defensores da “liberdade”, seja o que isso signifique para eles. Uma salve para a democracia representativa e a corrupção tupiniquim!&lt;br /&gt;Ah, só para constar. Depois do “alívio” de ver enterrada a possibilidade do seu afastamento do poder, Yeda desabafou:sobre a sua mansão comprada com dinheiro, supostamente, desviado do Detran . "A casa é meu único patrimônio físico. Decidi que não vou vendê-la. A casa própria é o sonho de todo o brasileiro, e eu sou brasileira". É, realmente, uma brasileira. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lulla I&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A semana foi marcada também por um surto de sinceridade inconveniente, politicamente falando, do nosso grande presidente. Lulla disse: “Se Jesus Cristo viesse para cá (no Brasil), e Judas tivesse uma votação num partido qualquer, Jesus teria de chamar Judas para fazer coalizão”. Mais um salve para a democracia representativa! &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lulla II&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Está para ser lançado, no início de 2010, um filme/campanha que conta a história do ex-operáriosindicalistapicaretamarqueiropresidente Lulla. A obra “Lula, o filho do Brasil”, de Fábio Barreto, chega com o maior orçamento da história do cinema tupiniquim. Serão mais de R$ 16 milhões de empresas privadas. Conforme a Agência Estado o dinheiro vem de diversas empreiteiras que, ao serem questionadas, rejeitaram qualquer motivação política para financiar o longa. Ainda segundo a Agência, R$ 4 milhões estão em negociação. Uma dessas negociações é com o presidente maispicaretapseudoesquerdistabolivarianoditador Hugo Chávez. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sobre a arte&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Para sair um pouco da política, uma minicrônica. Ela me disse naturalmente, como quem pede um cigarro ou um gole de cerveja: “é, e o filme tinha uma parte em que o personagem dizia que a esquizofrenia também é uma forma de arte”. Para mim, como jornalista, esta frase tem um significado muito especial, pois resume tudo o que penso sobre a minha profissão. Ao considerar jornalismo também uma arte, sei que é necessário vestir uma máscara para vir trabalhar, dar os convenientes tapinhas nas costas, distribuir os sorrisos cínicos para empresários arrogantes e bichas afetadas, entre outras merdas. Me considerei um artista além de, logicamente, um autista nas horas vagas (essa é a parte em que me regojizo). Ah sim, o nome do filme, que ainda quero ver, é A Concepção. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Diplomados &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Um concurso para garis no Rio de Janeiro chamou atenção nesta semana. Entre os candidatos para a seleção de 1,4 mil garis para a cidade, estão 45 com doutorado, 22 com mestrado, 1.026 com nível superior completo e 3.180 com superior incompleto, segundo a Companhia Municipal de Limpeza Urbana. Para participar do concurso, basta ter concluído a quarta série do ensino fundamental. Essa é a terra do emprego abundante, a terra da ode à ignorância, esse é o Brasil dos doutores sem diploma e dos estudiosos jogados na sarjeta. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Guerra urbana&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É dever registrar também a guerra entre a polícia e traficantes no Rio de Janeiro. O saldo, de 35 mortos (até o momento) tende a aumentar. Como sempre, a polícia sobe o morro a bordo do popular caveirão e sai atirando para tudo quanto é lado. Se morrer pobre, afinal, qual o problema? Ainda bem que a cidade “maravilhosa” já foi escolhida como sede das Olimpiadas (sic).&lt;br /&gt;Predeu, preibói! &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Imperialismo de segunda&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;E o Brasil continua metido na guerra política em Honduras. É como disse, certa vez, o jornalista Juremir Machado: “cada país tem o imperialismo que merece”. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Futebol&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Para quem gosta de futebol. Informações extra-oficiais tratam de que o campeonato brasileiro pode voltar a ter o chamado mata-mata nas finais. A demanda é de poderosa vênus platinada, mas encontra resistência na CBF e no Clube dos 13. Por outro lado, uma negociação é bem possível. A CBF joga com a sua vontade de alterar os horários dos jogos durante a semana para 20 horas e não às 21h50min (um horário absurdo que só existe pela obrigatoriedade de se manter os horários das novelas da platinada). Particularmente, torço pelo mata-mata.&lt;br /&gt;Final de semana de greNAL. Suerte para los rojos! &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Acelerando&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Projetos devem sair do campo das ideias nas próximas semanas. Aguardem! &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DICAS ÁCIDAS:&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Cinema: “Che: o argentino”. Primeira parte do filme, que narra a trajetória do guerrilheiro símbolo da luta por liberdade na América Latina e que não aceitou as acomodações cubanas de Fidel Castro. Um argentino do mundo, como dizia. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Música: O roqueiro Elton Pradi (Coroa Safada) está de volta. Toca em Ivoti/RS, no próximo dia 7 de novembro. Conheça: &lt;a href="http://www.bandasgauchas.com.br/coroasafada"&gt;http://www.bandasgauchas.com.br/coroasafada&lt;/a&gt;. Estou ajudando ele a organizar uma van. Quem estiver interessado em ouvir um rock n´ roll e primata de qualidade ao vivo dá um toque. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Site: Recém lançado o site do zine Lovers Rock, que trata da cena rock do Vale do Sinos. Vale a pena conferir: &lt;a href="http://www.zineloversrock.com/"&gt;http://www.zineloversrock.com/&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Literatura: O clássico “Crime e castigo”, do Dostoiévski. Entre no submundo dos extremos entre o existencialismo e o niilismo total na saga de Rodka. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5453805224059570219-7956562396527118989?l=sarnavirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/feeds/7956562396527118989/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2009/10/drops-acidos-vii.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/7956562396527118989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/7956562396527118989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2009/10/drops-acidos-vii.html' title='DROPS ÁCIDOS VII'/><author><name>Diegonzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08101398213141553904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S3_tVckzbcI/AAAAAAAAAK8/QTy1Pn1RBYM/S220/Imagem113.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/SuHKg8uZgPI/AAAAAAAAAJ4/0zUjdy0JU30/s72-c/menina.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219.post-3849403388327673615</id><published>2009-10-16T18:26:00.000-07:00</published><updated>2009-10-16T18:30:54.595-07:00</updated><title type='text'>Meu lugar</title><content type='html'>Meu lugar é na fossa&lt;br /&gt;é no antro mais sujo&lt;br /&gt;em que me fortaleço&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu lugar é na escuridão&lt;br /&gt;é na calada da noite que o sangue&lt;br /&gt;flui melhor entre as falhas do concreto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu lugar é no barulho&lt;br /&gt;só o caos me anima&lt;br /&gt;a tentar vencer o meu inimigo imaginário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu lugar é onde corre o jogo&lt;br /&gt;as putas, o álcool, o haxixe no ar...&lt;br /&gt;é na fra(n)queza que encontro força&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu lugar é onde me equilibro&lt;br /&gt;é onde vivo&lt;br /&gt;é onde posso tombar e continuar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu lugar é aqui&lt;br /&gt;do meu lado...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5453805224059570219-3849403388327673615?l=sarnavirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/feeds/3849403388327673615/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2009/10/meu-lugar.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/3849403388327673615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/3849403388327673615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2009/10/meu-lugar.html' title='Meu lugar'/><author><name>Diegonzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08101398213141553904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S3_tVckzbcI/AAAAAAAAAK8/QTy1Pn1RBYM/S220/Imagem113.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219.post-3835553877974389913</id><published>2009-09-25T04:26:00.000-07:00</published><updated>2009-09-25T04:56:52.654-07:00</updated><title type='text'>Andando na linha</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/SrysnAd2X1I/AAAAAAAAAIo/GJAacTcnbKs/s1600-h/infancia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385369040568344402" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 282px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/SrysnAd2X1I/AAAAAAAAAIo/GJAacTcnbKs/s320/infancia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A atmosfera naquele quarto era terrível. Cigarros jaziam no chão, garrafas de uísque e cerveja disputavam o espaço com roupas sujas e restos de lanches. Os ratos não tardariam a chegar, como sempre chegaram...&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Jonas nasceu prematuro no ano de 1968. Era um período conturbado politicamente, mas menos morto culturalmente do que os tempos de hoje. “Tínhamos um inimigo concreto contra o qual lutar”, dizia o ex-idealista Jonas. Dos sonhos e utopias, restavam apenas a tatuagem desbotada do símbolo do anarquismo e os posters surrados de Che, Proudhon, Bakunin, Malatesta e do Black Block. O caminho para ele sempre foi tortuoso, de forma que se acostumou a nunca andar na linha. Adorava ouvir música clássica no máximo volume fumando seu baseado e tomando cerveja gelada. Gostava muito de Johnny Cash, especialmente de Walk the line. “Because, you are mine, I walk the line”. Era a sua música, a música que embalou seus primeiros encontros com Geórgia no final dos anos 80. “Eu lembro como se fosse hoje. Tocava Bob Dylan, não lembro certo o som, e ela balançava seu vestido no ritmo do som. Cheguei timidamente e lhe ofereci uma cerveja que foi recusada. Mulher difícil, é dessas que eu gosto, pensei”, confidenciava aos amigos, entre as baforadas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Dia 28 março de 1987&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ditadura militar já havia terminado. O Brasil vivia uma nova era e logo seriam convocadas eleições para a presidência da república. Eleição que elegeria um dos maiores crápulas que este país já teve. Apesar da ditadura ter, oficialmente, terminado, a polícia continuava sua “dura” nas ruas. Mais de dois jovens reunidos era considerado motim. Nesse dia, Jonas ia para uma festa de formatura de um amigo seu. Michel e Roberto, seus colegas da faculdade de Música, chegaram pontualmente às 20 horas. Eles fariam o aquecimento ali, bebendo cerveja e fumando a ótima maconha que Michel sempre conseguia com um amigo seu paraguaio que costumava plantar em casa. Os pais de Jonas sempre foram liberais nesse sentido. Eram ex-hippies. Foi deles que o rapaz herdou o idealismo e sua fome de viver. Devidamente chapados, os três partem para a festa.&lt;br /&gt;No caminho, uma barreira policial estava ocupada em espancar dois negrinhos mirrados no chão e por isso não se ateram àqueles três jovens de classe média e “emaconhados”, como diriam os antigos. “Bah cara, que horror . Olha o que estão fazendo esses covardes! Vamos denunciar”, disse Michel. Era o mais afoito da turma. Os outros dois, visto o absurdo da frase, riram. Afinal, como denunciar o Poder? Para quem? Além do mais, Michel, o porralouca estava com ｼ de maconha no bolso do paletó. Assim continuaram no caminho. Passando por um buteco, Jonas quis pegar mais uma cerveja para ir tomando. No local, já subúrbio da cidade, havia toda a espécie de excrementos sociais, prostitutas, pederastas, velhos bêbados e mendigos. “Hey, me dá uma Polar”. A garçonete, uma gorda de sobrancelhas grossas, entregou o pedido. O três seguiram.&lt;br /&gt;Mais uma barreira policial. “Porra, os homens estão afim de trabalho hoje, hein?”, disse Roberto. “Pois, parece que sim”, retrucou Jonas amedrontado com a situação. Dessa vez não haviam negrinhos mirrados para salvá-los do atraque. Michel mexia nos bolsos enquanto iam em direção aos dois policiais que os fitavam diretamente. “Moleques, o que fazem na rua essa hora?” . Apesar de não esconder o nervosismo foi Michel quem respondeu à inquisição: “Estamos indo para uma festa de formatura”, disse com um sorriso nervoso. “Pois, apressem-se, as ruas estão cheias de marginais afoitos para roubar e praticar violência com jovens como vocês”. Ufa, estavam a salvo mais uma vez. O preconceito os havia salvo mais uma vez. “Ah cara, tudo bem que foi bom para nós, mas tu sabes bem por que eles não nos revistaram, né?”, questionou Michel. Todos fizeram sim com a cabeça. Finalmente chegaram no local onde seria a festa. Apesar de ser no subúrbio da cidade, a casa era grande e estilosa. Tinha dois andares e só se ouviam gritos e muito rock n roll. A noite prometia.&lt;br /&gt;Os três entraram na casa cheio de banca e distribuindo “ois” e olhares pretensamente sensuais para as garotas. Chegaram no formando, um garoto que nenhum dos três suportava, mas tinha amigas muito bonitas, tinha bom gosto musical e dava festas regadas a muita cerveja e uísque 12 anos. Cumprimentaram Aldo rapidamente e foram em direção a um canto. A vitrola arrotava Little Richard. Um grupo de garotas dançava provocante logo à frente. Os três as fitavam. “Porra cara, estou apaixonado, eu acho”. “Ah, eu estou é com pau duro”. “Sei lá, não achei nenhuma delas lá essas coisas”,. O terceiro era o efeminado Roberto. Todos já sabiam da sua fama de fazer programas com velhas e velhos em troca de drogas. Jogava nos dois times, mas tinha um lado gay mais forte, embora ninguém quisesse admitir. De qualquer forma, a pureza daquela amizade, construída desde os tempos de colégio, era mais forte do que qualquer preconceito. Somente se olharam e riram. Michel foi buscar mais cerveja na geladeira. Já trouxe seis de uma levada só para não ter que fazer todo o trânsito novamente. “Cara, só tem garotas lindas nesse lugar. Que paraíso!”, disse satisfeito. Abriram as latas e tomaram. Jonas já não tirava uma das meninas do seu campo de visão. Ela saia, ia buscar refrigerante, conversava com Aldo, ia no banheiro, sentava, levantava e lá estava o olhar apaixonado de Jonas. Foi inexplicável. Duas cervejas depois, Jonas exclamou: “cara, eu preciso fumar um baseado. Vou chegar naquela de vestido azul”. Era Geórgia.&lt;br /&gt;Jonas pegou o baseado com Michel e foi em direção ao banheiro passando, propositadamente, por Geórgia e a encostando no ombro. Ele estremeceu. Simplesmente inexplicável! Está certo que Jonas nunca foi um cara de transar muitas mulheres, pois era introvertido demais, apesar de não ser feio. Era alto e loiro, tinha um físico privilegiado pelos 10 anos de natação. Naquela altura, no auge dos seus 19 anos, tinha trepado com apenas sete mulheres, sendo duas ex-namoradas e o restante prostitutas. Uma coisa era certa, esse frio no estômago, que corria pela espinha, ele nunca havia sentido.&lt;br /&gt;Trancou-se no banheiro e acendeu o baseado. O banheiro já fedia a mijo. Lembrava uma rodoviária. A estratégia era fumar aquele baseado o mais rápido possível. Foi o que fez, apesar de que, quando ficava chapado dificilmente conseguir discernir corretamente o passar do tempo. Foi demorado para ele, mas rápido para vocês, leitores. “Puta merda, e se estão sentindo o cheiro? E se estão todos na porta esperando eu sair para me darem o flagrante? E se...”.&lt;br /&gt;Saiu do banheiro e foi na geladeira pegar mais cervejas. Não queria se juntar com os dois amigos, queria apenas ficar ali, tomando cerveja e criando coragem para chegar em Geórgia. Quase uma hora e depois de ter visto ela dar fora na metade dos caras do recinto, Jonas resolveu chegar. O que poderia receber? Um não? A vida já lhe dera vários e ele estava ali, forte. “Olá, quer uma cerveja? Legal esse som, né?”. Na vitrola rodava um Willie Nelson, provavelmente lá dos primórdios, que pouco conhecia apesar de ser um adorador do folk norte-americano. Geórgia, sem deixar de se remexer e mal lhe olhando, disse secamente: “Não”. Jonas virou-se e foi ao encontro dos amigos. “Vamos embora pessoal, acho que essa festa acabou”, disse. O seu ar autoritário raramente era contestado pelos amigos, que o seguiram.&lt;br /&gt;No caminho para casa, Jonas não conseguia mais interagir com seus interlocutores inevitavelmente bêbados, chapados e chatos. Finalmente em casa, conseguiu parar para pensar. Não poderia deixar escapar aquela garota, que despertou-lhe um sentimento tão inesperado quanto estranho. Mas Jonas sabia-se um covarde quando o assunto era esse. “Eu preciso do telefone dela, algum contato”, pensou. Maquinando a madrugada toda, lembrou de perguntar para o Aldo, se ele tinha o contato da menina. Ligou imediatamente. “Aldo, por um acaso, tens o telefone daquela menina, a Geórgia?”. “Está afim de comê-la, né? Mas esquece, a cidade inteira quer, mas acho que ela é frígida ou machorra mesmo. Todas as amigas já deram e dela não se tem notícia. A última que lembro é que um cara resolveu espalhar mentiras sobre ter bolinado ela e ela arrebentou a cara do coitado com um tijolo”. “Eu não quero comê-la, cara. Eu quero amá-la de verdade também”. Aquele papo piegas levou Aldo a chorar de tanto rir. Quando parou o espetáculo fiasquento, Jonas voltou a questionar: “E aí, tens o telefone ou não?”. Aldo conseguiu notar que o negócio estava ficando sério, apesar de toda sua debilidade mental que geralmente o tirava qualquer capacidade de discernimento. Era o legítimo chato. “Toma. Anota aí”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;29 de março de 1987&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/Srys5jJit_I/AAAAAAAAAIw/dUpAE3jA3Tc/s1600-h/iggy.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385369359116056562" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 175px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/Srys5jJit_I/AAAAAAAAAIw/dUpAE3jA3Tc/s200/iggy.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Agora o próximo passo era ter coragem e ligar. Haja uísque, haja maconha, haja coragem diluída em anfetaminas das mais variadas cores. O dia amanheceu igual a todos. Sol e pássaros cantando. Não, não, o sol não cantava. Jonas queria ficar na cama, mas o trabalho lhe chamava. Era escravo de uma loja de departamentos. Ficava responsável pela parte dos esportes, graças aos seus conhecimentos no assunto. Aquele dia todo ficou desligado. Só conseguia pensar em Geórgia e em qual abordagem faria quando ligasse para ela. A decisão estava tomada.&lt;br /&gt;“Porra Jonas! Olha o cliente ali, vai atender! Em que mundo tu estás?”, esbravejou o gerente ao ver uma senhora de meia-idade que, provavelmente iria comprar um presente para seu filho, marido ou amante mais jovem. Foi atendê-la e era isso mesmo. “Quero um tênis para corrida. Meu namorado (ruborizou a face quando falou isso) adora correr na avenida principal”. Ofereci o mais caro, que me daria uma comissão melhor. Ela levou. Michel apareceu na loja logo depois do meu lanche. Estava eufórico, provavelmente bêbado ou ligado com alguma anfetamina, a droga do momento. “O que tu queres cara? Estou trabalhando!”. Michel mexia freneticamente no bolso e denunciava o nervosismo através do seu cacoete, o olho piscando. Ele não respondeu nada. “O que houve?”, questionou Jonas. Ele parou de se mexer, olhou para os dois lados e chamou Jonas em um canto da loja. “Cara, a polícia está na minha cola. Fiquei sabendo que estiveram lá em casa quando não tinha ninguém. Um vizinho me contou”. A situação dele era complicada, mas não muito mais que a minha. Ambos tínhamos medo. Maldito medo que nos torna humanos, demasiadamente humanos. “Cara, fica lá em casa uns dias. Meus pais não reclamarão, desde que tu fiques o tempo todo no meu quarto e não coma os salgados de soja deles”. “Obrigado, Alemão. Sabia que não me deixarias na mão”. Dizendo isso, virou as costas e foi embora com aquela ginga de malandro que só ele tinha. Parecia um dançarino de street dance, apesar de dizer odiar Hip Hop.&lt;br /&gt;Chegando em casa, meus pais já haviam chegado do trabalho e estavam bebendo no sofá e vendo pela milésima vez o Ponto de Mutação, de Franz Capra. Peguei uma cerveja e fui para o quarto. “O que eu falo? Preciso achar um gancho... ora ora, foda-se vou convidá-la para ir no cinema. O que está dando no cinema? Porra, só tem lixo nessa cidade... Shows? Bom, vou ligar para o Júlio”. Júlio tinha uma banda de rock n roll clássico que tocava só covers de Jerry Lee Lewis até Raul Seixas e Camisa de Vênus. O nome de sua banda era Rollover. Ele sabia tudo o que estava acontecendo de bom na cidade, o que não era muito. “Alemão, final de semana que vem tocará uma banda chamada Caralho Afoito, no Trashes. Eles tocam muito. São recém chegados de Vacaria”. Buenas, o programa já estava confirmado. Faltava a coragem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Licença para encarnar no personagem: sabe, algumas mulheres realmente assustam, e são dessas, justamente, as que mais gosto. Elas querem a nossa alma. O único medo, e é por isso que me poupo, é de que, uma vez com a minha pobre alma, elas não a cuidem direito. Trepar por trepar é muito bom, sem envolvimento, mas quando se leva a chamada “chave de buceta”, meu irmão, se está fudido. Eu tinha medo.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dia 2 de abril de 1987&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Boa tarde, eu posso falar com a Geórgia?”&lt;br /&gt;" É ela mesma. Quem está falando”&lt;br /&gt;“ Jonas. Te conheci na festa do Adroaldo ontem. Não sei é se tu me conheceu”&lt;br /&gt;“ Não sei. Tanta gente ontem. Tanta gente chata que prefiro nem lembrar”&lt;br /&gt;“ Eu não sou chato. Te ofereci uma cerveja e você não quis. Virei as costas e fui embora”&lt;br /&gt;“ É, ontem eu estava tomando remédio e não podia beber. Mas lembro de um cara que não foi tão insistente. Parabéns”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jonas respirou fundo. Ela estava dando abertura e ele ia ficando cada vez menos nervoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mas eaí, no próximo final de semana tem um show muito legal da uma banda chamada Caralho Afoito. Eles tocam um rock n roll de primeira. Está afim de ir?”&lt;br /&gt;“Que tipo de rock n roll?”&lt;br /&gt;“Ah, pelo que me disseram tocam folk também, tipo Willie Nelson, Johnny Cash, Joan Baez e Bob Dylan, Tem até uma garota no vocal”&lt;br /&gt;“Pô, legal. Adoro Cash. Vou certo, só não sei onde tu moras. Tu sabe onde moro? Pode me pegar aqui? Final de semana já vou estar bebendo e tudo pode ficar mais divertido”.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Dia 9 de abril&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jonas nem podia acreditar. Geórgia parecia outra pessoa. Receptiva, animada. Mal a conhecia e já sentia-se preso à sua alma. Meu deus! Isso tinha tudo para dar merda! A semana custou a passar. Trabalho, faculdade, os mesmos papos idiotas, os mesmos colegas, os mesmos amigos sequelados, as mesmas drogas... tudo igual. E só uma coisa no pensamento: aquele anjo. Geórgia tinha mais ou menos minha altura, era alta para uma garota, olhos amendoados, cabelo bem preto e liso, tinha traços indígenas. Um sinal de que, provavelmente, Jonas estava ficando apaixonado era ele ter reparado nisso e não na bunda ou nas coxas da moçoila. Chegou o final de semana. Ele não sabia direito onde era aquele endereço e ligou para o Adroaldo. “Cara, onde fica a rua Shunman?”. “Velho, tu queres comer a Geórgia, né? Já disse para tu tirares isso da cabeça, porra! Ela não dá para ninguém!” “Não te perguntei isso seu saco de merda. Eu quero saber onde é essa merda de rua”. O chato do Adroaldo falou.&lt;br /&gt;Depois de quase uma hora de caminhada, Jonas chega na frente de uma casa simples, de alvenaria. Sua mão estava suando. Toca a campainha e quem abre é Geórgia. “Oi, você que é o Jonas? Bom, me lembro do seu rosto”. Po, isso já era um bom sinal. Quer dizer, se a lembrança foi positiva. Ele poderia ser feio demais, ou escroto demais... ela poderia lembrar também do seu rosto em alguma foto que tenha visto na casa do Adroaldo, o que não é lá muito positivo. Jonas tinha vergonha de ter alguma espécie de ligação com aquele debilitado mental. Ficou mudo por uns instantes. Ela parecia mais linda do que o seu pensamento pôde construir. Irradiava beleza. “Entre”. Aí ela se virou de costas e, pela primeira vez, ele reparou no balanço da sua bunda. Estava completamente apaixonado! Conversaram um pouco sobre amenidades, ela buscou algumas cervejas e foram rumo à festa.&lt;br /&gt;Quando chegaram já estava rolando o som e era, justamente, Ring of Fire, do Johnny Cash. Uma garota esguia e bela fazia as vezes de June Carter. “Esse som é muito bom, um dos melhores do Cash. Não achas?”, questionou a animada Geórgia. “Gosto de todos, mas meu preferido é Walk the line”. Ela começou a dançar e a provocar com aquele olhar malicioso. Jonas foi buscar mais cervejas. Ficou um tempo no bar, reparando-a de longe. Será que teria essa sorte? Mas Geórgia é do tipo de mulher que não pode ficar um segundo sozinha. Logo chegou um armário nela. Era um playboy babaca que, pelo pouco que conhecia dela, logo iria ser dispensado. Mas ele insistiu. Ele notou que ela estava desconfortada com a situação e começou a ficar nervoso. Tinha que tomar uma atitude. Aí, de uma maneira brusca, ele pegou no braço dela e a tentou beijar. Porra, Jonas tomou um golaço da cerveja e já foi tirar satisfações com o armário que tinha o dobro do seu tamanho. ”Olha aqui seu...” não terminou a frase e estava no chão. O murro foi tão forte que parecia ter esfacelado seu nariz. A raiva sempre foi o forte de Jonas, que nunca se deu muito bem com os amores da vida. A raiva o movia e estava suficientemente abastecido para derrubar três daqueles armários. Quando conseguiu se reestabelecer e viu o gigante beijando Geórgia a força levantou já com uma garrafa de cerveja na mão. A quebrou na mesa e sentou na cabeça do filhodaputa que caiu como o Wall Trade Center. No chão, Jonas ainda pegou a garrafa que já tinha virado uma faca e a empurrou na barriga do armário a virando lentamente. De repente cessaram as resistências e os gritos, que antes eram de euforia, se transformaram em gritos de pavor. O homem começou a regurgitar sangue. Era um sangue denso, desses que habitam os órgãos mais profundos e vitais de um ser. Era lindo. Jonas enfiou mais a faca artesanal e começou a esmurrar a cara do valentão até ela se transformar em um purê de sangue e miolos. Tudo eram gritos. A polícia chegou. Geórgia olhava aterrorizada todo aquele pavor e não conseguia falar. Seu olhar, porém, transmitia uma tranquilidade que poucas vezes fora sentida por Jonas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dia 10 de abril&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na cadeia, Jonas foi jogado numa cela junto de outros presos de “menor periculosidade”, como políticos corruptos e estelionatários de todos os tipos. Eles não enfiariam uma faca na barriga de Jonas, pelo menos não materialmente falando. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Dia 11 de abril&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/SryurwlB-HI/AAAAAAAAAJI/NxL3kUx8qnk/s1600-h/on+drugs.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385371321226098802" style="WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 180px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/SryurwlB-HI/AAAAAAAAAJI/NxL3kUx8qnk/s200/on+drugs.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Depois de uma noite mal dormida, no chão e com um filhodaputa roncando como uma retroescavadeira do lado, Jonas teve um encontro com seu advogado. Seus pais viriam logo em seguida. O advogado era um jovem executivo, desses que aparecem em capas de revistas de fofocas com modelos. Um sujeitozinho bem arrogante, com pinta de galã mexicano, com aquele bigodinho de carroceiro. Ele já queria ser “amigo” e todos sabem como são as amizades com advogados. “Cara, você é violento. Poderia ter matado aquele cara, embora ache que você o tenha feito. É uma questão de tempo. Ele está em coma induzido no hospital municipal. Você realmente fez um estrago danado no estômago dele, a informação médica extra-oficial é de que vazou comida por tudo e ele está com uma hemorragia forte”. “Tá, e daí? Se ele não morrer, fico menos tempo com esses idiotas aqui na cela? Tu não tens noção de como ronca aquele dali...”, disse Jonas, apontando para um dos presos. “Eu tenho sim, já defendi ele. Ele tem aquela porra de apneia do sono e come como um porco”. “Foda-se... quando eu saio daqui? O cara vai morrer ou não? Quais as chances?”. “Olha, tenho uma boa notícia. Ele estava fichado como traficante foragido, então tanto faz, você acabou fazendo um favor para a polícia. É até melhor que morra. Quanto ao seu caso, acho que logo consigo te tirar daqui. Seus pais virão falar contigo sobre isso. Se importa se eu participar do encontro? Quero acertar os honorários com eles. Trata-se de uma causa ganha. A propósito, na cena do crime tinha uma moça, Jeania...” “Geórgia?” “Isso mesmo. Ela estava chorando muito, em estado de choque. Daí perguntaram para ela se tu eras conhecido. Disse que sim, que você salvou ela daquele brutamontes”. É foi mais ou menos isso. Onde ela está?”.&lt;br /&gt;Toca um sinal. Seus pais haviam chegado. Com semblante abatido sua mãe foi a primeira a falar. “Jonas, por que tu fizeste isso? Já não falamos, milhões de vezes, que a violência não é um meio de resolver as coisas?”, e desatou a chorar. Seu pai, mais duro, mas com o mesmo espírito hippie de não agressão e essa cretinice cristã toda, segurou a mão de sua mãe e disse. “Pois é, eu não sei onde erramos com esse garoto”. Jonas só os olhava. Até que seu advogado interrompeu aquele silêncio constrangedor. “Ele sairá dessa fácil, a vítima era um foragido da justiça”. “Ah, é? Pelo que?”, questionou o pai. “Tráfico de drogas”. “Porra, isso nem deveria ser crime”, resmungou o pai. “Mas estou aliviado. Pelo menos a injustiça da Justiça vai tirar o meu filho desse antro de lixo humano”, completou. Jonas continuava olhando. Os honorários custariam para seus pais mais de R$ 1 mil, o que não é muito. Seus progenitores eram ex-hippies bem sucedidos e poderiam arcar com os custos sem maiores problemas. Soou um sinal. O horário de visita tinha terminado. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Dia 12 de abril&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;No outro dia, é acordado por um dos policiais. “Esteja livre”, disse, abrindo a cela. O primeiro objetivo de Jonas estando “livre” era ir ao encontro de Geórgia onde ela estivesse. Passou na&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/SrytZ7nC75I/AAAAAAAAAI4/8Rx3cFg1rWg/s1600-h/drunk_fly.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385369915438067602" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 164px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/SrytZ7nC75I/AAAAAAAAAI4/8Rx3cFg1rWg/s200/drunk_fly.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; casa dela e foi muito mal recebido. Seus pais, com medo de que ela se relacionasse com um criminoso, nem abriram a porta. “Ela não está. Vá embora”, gritou uma voz cansada. Deveria ser o pai.&lt;br /&gt;Chegou em casa, cansado e chateado pela missão frustrada e, sem olhar na cara de seus pais que fumavam um baseado no sofá, dirigiu-se ao quarto. No outro dia, quem o procurou foi ela. Ele já estava devidamente chapado, quando ela bateu na porta do quarto. “Ge...Geórgia, como você está?”, disse nervoso. Seu coração pulsava. A maconha fazia um efeito contrário, parecia que seu coração ia saltar pela boca a qualquer momento. “Estou bem, bem nervosa. E tu?”. “Não dá para notar?', disse já meio mal humorado pela pergunta ridícula. “Eu vim te pedir desculpas e agradecer por teres me livrado daquele merda. Me dá um pega desse baseado!”. Jonas, que nem sabia que ela fumava, passou a baga. Já estava no fim. Ela prensou e disse. “Po, esse é do bom”. “É sim, um amigo meu consegue, plantada, bem natural, sem esses lixos químicos todos e bosta de cavalo”.&lt;br /&gt;Levantou da cama e colocou um som para tentar se acalmar. Johnny Cash. Foi essa a trilha sonora que embalou o primeiro beijo, aquilo que o queimou e o matou desde o princípio. Uma centelha, uma faísca de fogo, que logo alastrou-se pelo seu coração cansado de apanhar. Ela se aproximou dele e, sem dizer nada, deu-lhe um beijo. Aquilo não era um beijo de agradecimento. Ela veio com tudo e logo estavam se despindo. Jonas começou a passar a mão nos seus peitos e foi descendo até chegar na sua, já úmida, buceta. Aquilo leva os dois para outro mundo, algo que transcende a matéria, inexplicável à luz da racionalidade humana. Ela o travou. “Chega, chega”. Nervosa colocou novamente sua blusa e caminhou para a porta. “Hey, que espécie de maluca tu és?”, resmungou Jonas, com o pau duro e uma dor imensa guardada nas calças. “Não vai ser assim”. Bateu a porta e foi embora. “Ah, que maluca. Foda-se”, pensou Jonas sem saber que quem estava “fodido” era ele.&lt;br /&gt;Geórgia não saia de sua cabeça. Ligou para ela algumas vezes, mas sempre seu pai atendia e ele desligava. Sabia que seria impossível conseguir isso por meios diplomáticos... Bem mais tarde, naquela mesma noite, ele conseguiu falar com ela. “Geórgia, eu te amo”. “Para com isso seu maluco. Você só quer me comer, é mais um idiota, só isso. Eu não preciso de mais idiotas na minha vida”. Ela estava amargurada. Mas porra, quem tem a culpa? Todos precisam pagar, pelo crime de alguns? Se for assim, ela será uma serial killer em breve. O pensamento tinha sentido. “Não é isso. Quando tu saiu, eu pensei foda-se. Mas não! Tu não é como as outras garotas. Eu quero te ver novamente, nem que seja só para te beijar, quero ser um só contigo de qualquer forma. Não precisa ser sexual se não quiseres. Eu só quero te sentir do meu lado”. A declaração sincera do fundo daquele “coração de pedra”, como foi designado certa vez na sua juventude por um padre quando se revelou ateu, teve efeito. Alguns instantes de silêncio ao telefone e Geórgia disparou. “Me encontre daqui 20 minutos na frente na esquina da rua da minha casa. Leve cervejas e um bom baseado”. E assim se fez. No encontro, nem se falaram. Jonas já chegou a beijando de forma intensa. As cervejas caíram no chão e quebraram. Nada os impedia mais. Eram um. O clima foi esquentando demais para uma rua familiar e Jonas teve que dizer, cheio de receio: “Vamos para o motel?”. O convite foi aceito no ato. Chegando lá, uma explosão. Mal abriram a porta e estavam nus rolando pelo chão. Não dava tempo de chegar na cama. Com as mãos ele fazia ela gozar freneticamente. Era gritos de prazer que foram retribuídos. Ela pegou seu pau, enrijecido como uma pedra, e chupou. Chupou intensamente. “Para, vou gozar e tirou”, virando-a de forma que pudesse ver seu rosto e beijá-la. Penetrou fácil. Apesar de apertadinha, como tinha que ser, estava úmida o suficiente para facilitar os movimentos. O suor dos dois se misturava e os gritos de prazer puderam varrer a sujeira da noite gelada daquele dia inesquecível. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;13 de abril de 1987&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A ressaca era insuportável, apenas abatida por um sentimento intenso e inédito para Jonas. Foi acordado as 9 da manhã por batidas fortes na porta. Do seu lado, dormia, como uma deusa, Geórgia. Suas curvas marcavam o lençol. Era a imagem imaculada de uma santa que seria, por toda sua vida, a sua sepultura e essência existencial. De um pulo, levantou a foi atender a porta. Os barulhos&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/SryuOCqPdLI/AAAAAAAAAJA/LzlvE1EL4tc/s1600-h/618px-JohnnyCashJuneCarterCash1969.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385370810683716786" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 194px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/SryuOCqPdLI/AAAAAAAAAJA/LzlvE1EL4tc/s200/618px-JohnnyCashJuneCarterCash1969.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; acordam os anjos do seu sono tranquilo. Se pudesse fazer algo para que nunca mais sofresse, o faria. A vontade era de protegê-la, como um urso, de todas as maldades do mundo.&lt;br /&gt;Era um telefonena. Sua mãe entrega o aparelho sem dizer nada. “Jonas? Aqui é o seu advogado. O cara morreu. Tu foste intimado a comparecer a uma audiência, mas é só pro-forma. Eu já acertei com o juiz. Será no dia 20, às 8 horas. Esteja meia hora antes no fórum para conversarmos e acertarmos os detalhes. “Ok. Tchau”. Ah, foda-se. Se jogou na cama ao lado de seu mais novo porto de segurança, nada poderia o abalar. De repente Geórgia acordou. Pensou de como era suave até nisso. “Tu disseste alguma coisa?”. “O advogado me ligou. Terei que estar dia 20 no fórum, o cara morreu, mas parece que a barra está limpa, ele era traficante”. “Menos mal. Ainda tem aquela ponta de ontem?”. “Sim, pega ali, do lado da TV”. Ela pegou a fumou o restante. Olhando para ela, tapada pela lençol até a cintura e prensando o baseado que Jonas teve uma impressão estranha. O mundo estava acabando. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Dia 20 de abril&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Às 7h30 min Jonas já estava na frente do fórum, conforme o combinado. Mal dormira aquela noite, era sexo e sexo. Seu pau estava pulsando sangue ainda, o sangue apaixonado por Geórgia. “Jonas, tudo bem? Vamos entrando”. Era o seu advogado. Sem dizer nada ele se deixou guiar. Lá ouviu por alguns minutos o discurso moralista do juiz que resolveu o multar em mais R$ 3,5 mil. Ah, agora a moral tem até preço. Novos tempos! Jonas nem queria saber daquilo, queria somente ir para casa e encontrar Geórgia, fumar, beber e trepar. Era o resumo perfeito da existência, enfim tinha encontrado o que sempre quis. Aquilo era amor? Camus disse, em certa feita, que amor é a vontade de envelhecer junto. Ele tinha, tinha vontade de mais do que isso, queria morrer junto, estar ligado para sempre, com as bactérias oriundas de suas respectivas putrefações trepando e refundando o amor pela eternidade. Algo que só os anjos de carne podem conseguir. Estava feliz como nunca até que os seus pais começaram a pressionar para que voltasse para faculdade, que havia trancado quando preso, e arrumasse um emprego, nem que fosse de meio turno, como estagiário em alguma máquina de moer gente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Meses depois&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fez de conta procurar algumas coisas, até que um dia seu pai chegou com a novidade. “Consegui um emprego pra ti no escritório do Dr. Níveo. Vais fazer a parte administrativa. Nada a ver com a tua área, mas vais garantir uma grana e parar de fumar maconha e trepar o dia todo”, Ah, viver era um pecado para eles. Mas Jonas compreendia, precisava do seu sustento, essa coisa toda. E era aquele, “meu filho, o que vais fazer quando faltarmos?” de mamãe, e o “vai trabalhar vagabundo” do papai que estava mais para um fascista do que ex-hippie. Mas ele os entendia. Agora era aula, estágio e Geórgia. O tempo foi afastando os dois. Mas todos os finais de semana, quando se encontravam, era uma explosão. Tremia as estruturas metafísicas do planeta. Era um turbilhão de energia.&lt;br /&gt;Certo dia, Júlio o ligou o convidando para fazer parte da sua banda. Agora a Rollover teria que ter uma pegada mais hardcore, mas continuaria com a essência rock n roll. Não foi difícil de Júlio aceitar a condição, afinal de contas Jonas era o melhor guitarrista da cidade. Mais uma atribuição. Geórgia foi em alguns ensaios até que foi largando de mão. Os encontros foram ficando cada vez mais esporádicos. A banda tinha tudo para fazer sucesso, menos alguém em sã consciência para pensar em gravar alguma coisa decente. Eram shows, drogas e mulheres. Não necessitava mais nada.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/SryvIBJOEII/AAAAAAAAAJQ/fAoVBcImchY/s1600-h/pils.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385371806709190786" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 160px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/SryvIBJOEII/AAAAAAAAAJQ/fAoVBcImchY/s200/pils.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Jonas, que largara de vez a faculdade quando entrou para a banda, estava odiando seu trabalho e conseguiu forçar sua demissão chamando seu chefe de lambedor de coturno, quando este lhe pediu para elaborar um relatório sobre seus clientes e ele notou que o respeitável doutor, amigo de seu pai ex-hippie, defendera os generais durante a ditadura militar. Conseguiu. Estava desempregado e de volta para o seu mundo, seu quarto, suas drogas, seus sons. Mas sem Geórgia. Os shows continuavam a toda. Até que uma gravadora de médio porte resolveu os agenciar. Existiu certa resistência no começo, porque achavam que teriam que mudar o estilo e parar de beber e usar drogas, mas não foi nada disso. Esse era o objetivo. Dizia-se que o grande chefe da gravadora, um gordo com nariz de porco, queria algo “original” que fosse uma espécie de “pós-punk”. Pois bem, aquele rock primata com hardcore agora tinha um rótulo. Batizados por um porco. Os shows se intensificaram e finalmente a banda gravou o primeiro compacto. O nome era “P.I.G”, em homenagem ao grande chefe. Lógico que ele não sabia e continuava bancando a cocaína e o haxixe dos integrantes, além das mulheres que eram consequência de seus árduos trabalhos. Turnês começaram a ser feitas. Geórgia queria ir junto, mas não era permitido.&lt;br /&gt;Os encontros foram acabando e o relacionamento esfriando. Mas cada garota nova, no ônibus, no camarim, nos banheiros sujos das pocilgas em que tocavam, lembrava Geórgia. Era o seu rosto que via na maioria e, quando não via, simplesmente brochava e começa a chorar como criança. As garotas riam e levantavam as calças. Ninguém nunca o perguntava o por quê daquilo, de forma que começou a ficar com fama de “o brocha de banda”. Muitos shows e sessões de junkiagens depois, Jonas resolve acabar com tudo e procurar Geórgia. A banda estava prestes à embarcar para uma turnê na América do Sul, o que revoltou os outros integrantes da banda, principalmente Júlio, que foi quem o indicou. “Porra, seu fracote. Vai mesmo para o colo da tua princesinha. Nasceste mais para bolero do que para rock n roll!”. Outro disse: “tomara que ela já esteja com outro ou tenha te corneado tanto que tu nem passe mais nas portas”. Caiam na gargalhada. Jonas esboçou reação, mas achou melhor não correr o risco de levar mais uma morte nos ombros. Era muito peso para pouca consistência emocional.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dias de 1999&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Jonas havia voltado e terminado seu curso na faculdade. Lógico que não exerceria aquilo jamais. Música? Só para dizer que tinha a porra do diploma e para seus pais pararem de o pentelhar. Mas já estava trabalhando como atendente em uma loja para adolescentes. Como disse antes, Jonas era privilegiado nesse quesito. Tinha boa aparência e uma magreza natural que não exigia grandes exercícios apesar de, nos últimos meses, estar frequentando uma academia. A ideia era largar de vez as drogas, inclusive o álcool. Nem ouviu mais falar da sua banda. Com 31 anos era hora de tomar um rumo na vida. Conseguiu alugar um apartamento no subúrbio da cidade e o mobiliou com a grana que havia juntando com as turnês. Algumas garotas passaram por sua vida. Mas nada tirava Geórgia de seu pensamento. Nunca mais a viu ou ouviu a pronúncia do nome dela. A tarefa ficava cada dia mais difícil. Largar as drogas sem um porto seguro? Seria deveras arriscado até para um maluco como ele.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Num sábado de 1999&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fazia tempo que Jonas não ia num show de rock n roll que não fosse o da sua ex-banda. Naquele dia nem ia sair, estava cansado do trabalho e ainda por cima tinha uma garoa chata na rua. Mas seus amigos contemporâneos insistiram tanto que ele acabou cedendo. A banda da noite era Mentecaptos. Já tinha ouvido falar bem, o que até o empolgou um pouco. Chegando no bar pediu a primeira dose de uísque vagabundo que a grana suportava. Já tinha tomado sete doses e nada do show. Algumas meninas o fitavam, mas ele não estava com espírito para isso. Além disso, pareciam umas tênias versão emo, se é que isso é possível. Esqueletos pintados com muita sombra. &lt;em&gt;(Naquele tempo não existiam emos, autor idiota!) Porra, isso se chama “licença poética” para a masturbação mental.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;De repente avistou, ao longe, uma garota muito parecida com Geórgia. Estava com um cara. E o cara era um ex-parceria do sua banda. Isso o enfureceu. Foi tirar satisfação, mas sem antes confirmar que realmente era Geórgia. “Porra cara, é assim que se tratam os amigos? Tu não sabes que larguei da banda por causa dela?”. Neto, o baixista da Rollover, riu. Geórgia acompanhava sem falar nada. Mas Jonas, acostumado a resolver esses problemas na base da violência, decidira não fazer dessa vez. Apenas olhou para Geórgia e voltou para o bar. Algumas doses depois já estava suficientemente bêbado para não conseguir levantar do banco. Tinha medo de se esborrachar no chão, mais uma vez. Mas eis que aparece Geórgia. “Tudo bem contigo, Jonas?”. Meio de soslaio, ele a olhou de baixo. “Acho que vou sobreviver, como sempre”. Ela ainda o tentou pegar pelo braço, mas foi bruscamente repelida. “O que tu queres? Já tornou minha vida um inferno. Quer me matar? É isso? Pois vá em frente!”. Nesse momento ele quebra uma garrafa de cerveja vazia e entrega para Geórgia. O bar para para assistir o espetáculo até que um segurança o tira do recinto na porrada. Levou tanto chute na boca do estômago que mal respirava. O largaram na rua, na chuva. Geórgia foi atrás. “E o Neto, aquele cínico filhodaputa, onde está? Por que não está com seu novo príncipe? Te garanto que ele consegue pó bom e barato”. Geórgia o tascou um tapa na cara e gritou: “Seu merda, te esperei durante anos enquanto tu ficavas por aí trepando com todas as garotas que cruzavam teu caminho e tomando toda espécie de drogas. Lembrava de mim nesses momentos?” “Eu sempre lembrei”. Dito isso, o aparentemente forte e imponente Jonas começou a chorar. Era um rio de lágrimas que se misturava com a chuva que aumentava gradualmente. Os bueiros sujos da cidade iriam provar, nesta noite, o gosto salgado de sua alma. Sem forças para levantar, Geórgia o pegou pelo braço e disse. “Eu só fiquei hoje com o Neto. Não quero nada com ele, tu sabes que te amo, mas sabes que precisas mudar. Esses anos todos me trouxeram maturidade, mas parece que você não acompanhou. Continua aí, bêbado, drogado e sem perspectivas de vida”. “Eu estou trabalhando, Geórgia. Em uma loja. Além disso, estou tentando me livrar do álcool e das drogas. É sério, estou decidido. Nada mais me importa a não ser você”. Ela não disse nada, apenas se aproximou e disse baixo. “Me beije”. As estrelas pareceram brilhar mais naquela noite. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Algum domingo de 1999&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com uma ressaca infernal, Jonas acordou. Como de costume, vomitou antes de escovar os dentes. Ainda mantinha os costumes matinais. Sua mãe bate na porta: “Jonas, o café está pronto? Estás vomitando novamente, filho?”. Ele não respondeu. O vaso é o altar dos bêbados e essa máxima ele levaria por toda sua existência. Foi para a cozinha e tentou comer. Não passava. Algo impedia e era algo mais do que sua simples gastrite ou refluxo. Era o nervosismo. Sabia que tinha o compromisso de ir atrás de Geórgia, custasse o que custasse. Foi até sua casa, mas já não morava mais lá. Perguntou para o vizinho: “Por favor, o senhor sabe para onde se mudou a família de Geórgia?”. “Eles estão na rua de baixo, em uma casa menor, número XX”. “Ok, obrigado pela informação”. Tão perto e tão distante. Chegando lá avistou ela na frente de casa, cortando uma bonita roseira que enfeitava o jardim. Sentiu vontade vomitar, como sempre acontecia nesses momentos de decisão. “Geórgia, tudo bem?”. Recebeu um seco “sim”, mas continuou. “Desculpe por ontem, eu não me controlei. Mas podes ter certeza que meus erros todos foram tentando acertar. Me iludi com a banda. O meu único amor está em ti”. Ela ficou olhando-o por alguns instantes e disparou. “Jonas, não temos mais nada em comum. Você continua o mesmo adolescente que conheci ”. Ela o olhou e disse gravemente: “Estou saindo. Vou morar com uma amigas em Santa Catarina. Quero estudar por lá, fazer um curso de especialização em modelagem”. “Quando você viaja?”. “Semana que vem”. “Podemos nos encontrar e conversar antes disso?”. Eles marcaram para o outro dia, às 20 horas, com a condição de que Jonas se mantivesse longe do álcool durante o encontro. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Segunda, 19 horas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele já estava lá. De cara. Nem no dia anterior havia ingerido álcool ou qualquer outra substância. Queria fazer tudo certo. Depois de muito pensar, decidiu propor noivado com Geórgia e a chamar para morar com ele. Mas para isso teria que convencê-la de desistir dessa viagem. Seria difícil, mas não impossível. Conversaram sobre o estágios de suas vidas atuais e foram se distanciando a cada palavra trocada. No fim, foram para um motel relembrar os velhos tempos. A explosão aconteceu, mas parece ter sido motivada apenas por um dos lados. O lado de Jonas.&lt;br /&gt;A deixou em casa e sentiu que aquele seria um beijo de despedida. Definitivo. Já começou a traçar uma maneira de viver sem ela no pensamento. Seria impossível. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;17 de janeiro de 2000&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;As coisas estavam ruins. Apesar de ter sido promovido como gerente da loja, Jonas não estava satisfeito no seu trabalho e não conseguia tirar Geórgia do pensamento. A essas alturas, ela já estava morando com suas amigas, em Florianópolis/SC. No último encontro ela havia deixado um telefone fixo para contato que, presumia-se, fosse de uma república ou algo do gênero. Depois de passar o dia inteiro trancado no quarto bebendo e fumando maconha, Jonas decidiu ligar. Só ouvir sua voz poderia lhe salvar. E ele ouviu. “Geórgia, eu preciso de ti aqui e agora. Estou morrendo aos poucos. Se não vier vou acelerar isso, eu juro”. Ela riu: “Jonas, você é um covarde e sabe disso. Não teria coragem de renunciar a sua vidinha medíocre de drogas e sexo fácil”. “Geórgia, eu só quero que tu saibas que estás muito errada com relação a mim. Eu te amo como nunca amei ninguém”. Ficou um silêncio mórbido no telefone e ouviu-se um baque, que pareceu de um banco tombando. No outro dia, sua mãe resolveu conversar com ele sobre os problemas que vinha passando. Batendo na porta não recebia resposta então chamou o pai do garoto para arrombá-la. A porta estava abaixo. No chão, junto de duas garrafas de uísque e um pacote de ansiolíticos jazia Jonas. Uma grossa corda adornava seu pescoço que pendia, suavemente, para o lado esquerdo. Do seu lado, quase encostado no seu rosto, um telefone fora do gancho. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5453805224059570219-3835553877974389913?l=sarnavirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/feeds/3835553877974389913/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2009/09/andando-na-linha.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/3835553877974389913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/3835553877974389913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2009/09/andando-na-linha.html' title='Andando na linha'/><author><name>Diegonzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08101398213141553904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S3_tVckzbcI/AAAAAAAAAK8/QTy1Pn1RBYM/S220/Imagem113.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/SrysnAd2X1I/AAAAAAAAAIo/GJAacTcnbKs/s72-c/infancia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219.post-1292538502349388076</id><published>2009-09-20T15:21:00.001-07:00</published><updated>2009-09-20T15:22:29.155-07:00</updated><title type='text'>“Indiada buena que sabe onde os bicho vão (?!)”</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/SrarHQruIPI/AAAAAAAAAIg/XcyhRvKiZyQ/s1600-h/hebe2.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 318px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5383678545793786098" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/SrarHQruIPI/AAAAAAAAAIg/XcyhRvKiZyQ/s320/hebe2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bom das indiadas é que elas sempre, ou quase sempre, rendem boas crônicas depois. Eu nunca fui muito bom com promessas de contos ou poesias, por mais que meu ego queira, meu instinto vai lá e dá-lhe uma porrada nos cornos. “Hey, quem você pensa que é? É você que carrega esse ser errático para casa depois da bebedeira? Ora bolas, foda-se”. Meu superego não é muito sociável e eu o entendo.&lt;br /&gt;Fui na formatura de uma amiga minha, dessas que não serão esquecidas na hora de tentar preencher a minha mão com os poucos amigos que tenho. Odeio formaturas, aquela formalidade toda, colocar sapato (ainda mais apertado), sorrir, essas coisas... mas é um momento emocionante, pelo menos, para quem se forma, e por isso eu havia decidido que estaria lá apesar de todas as interpéries que foram surgindo no caminho. Queria compartilhar daquele sorriso sincero e puro da Ju, queria sentir um pouco de pureza, só isso... e eu fui.&lt;br /&gt;Se as formaturas já são chatas por natureza técnica, o fato de ser uma colação de jornalistas que foram impelidos pela vossa excelência ministro do Supremo Bacanal Federal (SBF), Gilmar Mentes, a ter que arrumar um local apropriado para colocar o canudo que não serve para muita coisa além de ser esquecido em alguma gaveta suja junto de ácaros e baratas. Há muito repito, como jornalista, que a parte mais realista de um jornal é o Obituário, mas até nisso andam errando... O diploma nunca esteve intrinsecamente ligado à qualidade, mas a falta dele pode piorar ainda mais o que já é terrível. O problema não são as profissões, é o grandedeus que as gere, o Capital. Mas, enfim, passou meu tempo de gritar palavras de ordem, estou cansado, mas minha mente continua fervilhando, acreditem...&lt;br /&gt;Ao menos foi tudo muito rápido. Ah sim, foi legal cantar o hino do Rio Grande do Sul, como sempre, mas foi patético o discurso resignado do meu ex-reitor (também me formei como jornalista na Unisuínos) em que ele repetia que “temos que aceitar a decisão da Justiça sob o risco de cair novamente em um regime ditatorial”. Mentes limitadas! Ou se é escravo do senhor real, parado ali na porta com o chicote, ou de si mesmo, de seus princípios e moralismos deturpados.&lt;br /&gt;E viva a Justiça! Acatem-na! Do ponto de vista prático, o jornalismo, que já era ruim, ficará pior. Os jornalistas que já ganham uma miséria ganharão menos ainda. Mas isso é democracia, afinal de contas... Esperar o que de um país de idiotas satisfeitos que elegem um semi-analfabeto para presidente? Para ele, saber ler e escrever é o suficiente para qualquer coisa. Afinal, ele chegou à principal esfera do poder tupiniquim, chegou ao teatro da presidência da república com isso. Mas enfim, a coisa toda acabou, finalmente.&lt;br /&gt;Agora era janta e festa. Essa última não estava muito afim, não somente pela sociabilização, mas porque estou em quarentena com o álcool e sabia da barra que passaria. Mas papo vai, papo vem e minha carona pós-janta foi embora. Paciência. Agora tinha que ir no tal do Pé Palito. Arrumei dois caroneiros de última hora que iriam para São Leopoldo depois da festa que, me prometeram, era um especial de Tim Maia e Jorge Ben. Engarrafamento, mulheres se insinuando sentadas nos seus carros e protegidas pelos vidros, como sempre. Deixamos pessoas que iriam ficar por Porto Alegre, mas que não iriam à indiada. Ah, droga, eu deveria ter me dado conta daqueles sinais luminosos que brotavam na minha mente e diziam “é uma cilada, é uma cilada!”. Mas, sei lá, eu já não tinha mais muito que fazer e precisava descarregar minha energia sexual. Eu e meus dois caroneiros paramos numa rua deserta perto do local onde seria a festa e .... bom, eu disse que ficaria afastado do álcool por um mês...mas não da marijuana que me deixou mais down, ainda mais depois de dar uma bomba num cagalhão de elefante. Sim, existem elefantes soltos na Cidade Baixa, acreditem.&lt;br /&gt;A ideia agora era limpar o sapato para a coisa não ficar pior do que já estava ficando. Eu não ia beber de jeito nenhum e isso era um fato consumado, mas de maneira alterada e em crise de abstinência, agora, para piorar, havia um cagalhão gigante no meu sapato apertado. Fiz uma meia sola nuns gramados, pobres gramados que agora jazem soterrados em merda paquidérmica. Já na fila, achei as pessoas estranhas... pelo menos para mim e, para o que julgo, serem pessoas. Entramos no tal lugar. Que Tim Maia e Jorge Ben que nada. Até Michael Jackson tocaram... era lamentável! E eu precisava esperar minhas caronas. Ansioso, sim, eu mexia as pernas de ansioso quando, de repente, apareceu um ser bizarro com a boca toda pintada, meio personagem de Fellini, meio Cicciolina. A “tiazona”, como ela mesma se designou depois de me catar em algum canto, disse: “mexendo a perna gato? Isso é um bom sinal”. “Ah é? Eu preferiria rock n´ roll, acho que deve ser ansiedade”. “Ah, mas eu sou rock n´ roll, escuto orgasmatrom”. Logo a tiazona já estava grudada roçando sua calça justa no meu pau. Até fiquei excitado, lasquei um beijo nela, mas quando comecei a conferir o material, santodeus! Parecia uma gelatina em forma humana. Se ainda tivesse bebido o suficiente, mas estava de cara praticamente, somente um pouco chapado. Ela se empolgou e abriu minha camisa: “hey, hey, perae, aqui não beibe”... abotoava e ela abria, abotoava e ela abria, até que me enchi o saco. Chegou uma hora que ela abriu e me cravou as unhas e ainda disse algo parecido com “eu quero te comer todo, te mastigar e te pisar com minhas botas de salto”. Ela disse isso mostrando suas botas e sua coxa amórfica que estava melhor quando tapada pelo casaco. Santosdeus! Onde eu estava me metendo?! A boca da personagem já exalava um cheiro parecido com chorumes dos curtumes mais poluentes possíveis misturado com cerveja azeda. “Bah, preciso ir no banheiro”. “Precisa de uma ajuda, gato?”. “Não, até mais”. E fui!&lt;br /&gt;Lá em cima fiquei sentado tomando água e coca-cola até que vomitei café e coca-cola. Meu organismo já não estava mais acostumado com essas drogas pesadas. Era a lembrança da “tiazona”, o gosto da coca-cola, o pagode rolando, tudo junto... o ambiente era propício para náusea mesmo. Daí resolvi observar, meu hobbie antigo. Tinha uma guria gorda com um vestido minúsculo azul se insinuando e eu com medo de olhar para ela. Porra, vai ser azarado assim na putaquepariu! Aí um corajoso chegou nela. Só de pegar na cintura para a troca de bactérias habitual no recinto e pronto, metade da bunda flácida estava de fora. Era um espetáculo aterrador. Lembrei da minha infância espiando a empregada gorda pela fresta do banheiro. Onde foi parar o romantismo ou melhor, os critérios, para não ser tão piegas. “Ah, porra, imagina uma filha minha nessa situação”, pensei. Existem coisas sobre as quais é melhor não pensar muito. Já havia vomitado uma vez e não queria perder o resto de alimento no meu estômago. O espetáculo horrendo, embalado por grandes hits, como até uma versão dos Beatles em pagode, continuava... Meus caroneiros estavam bêbados. O motorista cambaleava a cada tentativa de descer pela escada. Na próxima subida: “Cara, tu vais conseguir pegar o carro?”. Ah, vai saber, do jeito que ando azarado nos últimos tempos... “Cara, eu bebu muuuuinnntu mais”, disse com cara emburrada. Bah, o cara era vermelho... Eu já tinha notado, mas parece ter ficado mais nítido, parecia um berne pronto para explodir sangue por tudo. “Tudo bem, vou me jogar naquele sofá e quando vocês forem me chamem”, avisei, apontando para um sofá todo podre.&lt;br /&gt;Parado ali, de repente chega uma mina com uma cara tão mal humorada quanto a minha. Pensei que minha sorte pudesse estar mudando. Era linda, morena de olhos expressivos e com uma bela bunda. Enfim, um ser interessante e que, com certeza, me livraria de ser apanhado de repente pela “tiazona from hell”. “Hey, tu estás descolocada aí?”. “Não!”. “Eu me sinto um peixe fora d´água, gosto mesmo é de rock n´ roll ou samba de raiz. E tu, gostas disso que está rolando?”. “Sim, mas não estou muito bem”. Daí eu pensei num momento cretino e bem, mas bem cafona e piegas, do tipo de cantada que eu nunca passaria se não estivesse realmente acuado. “Se eu disser que tu és a guria mais linda dessa festa, tu melhoras?”. Era o momento fatídico que foi resumido com um “Não”. Pronto. As esperanças tinham acabado. Quando ela levantou para ir embora ainda me largou um olhar e um “tchauzinho” com os dedos esguios. Tudo bem, mais uma derrota. Os anti-heróis nunca devem desistir por isso, pelo contrário, devem usar como combustível. Mas a ladainha pseudo-filosófica foi interferida pelo insight: “porra, cadê minha carona?”. Descendo as escadas, quem eu encontro? “Ah, fugindo da tiazona, gato?”. “Não, eu nunca fujo, mas é que estou num mal momento mesmo”. Minha quota de boas ações já havia terminado naquele beijo cheio de efluentes variados. Ela tentou desabotoar minha camisa mais uma vez e eu “porra, eu disse para parar com isso, mina.”. “O que tu tem?. “Já disse que não estou num bom dia. Sério, não perde teu tempo comigo. Vai à luta”. Era, de fato, uma guerreira da noite. “Mas o que tu tens? Não gostas de mulher?”. “Não, do teu tipo, não”. Ufa, ela virou as costas e foi-se. Dei um tempo lá em cima e logo avistei ela estuprando um outro cidadão. Alívio. Sempre existem seres dispostos à humilhação pública.&lt;br /&gt;Daí eu desci e procurei os feadaspú por tudo quanto é canto, trombando com toda a espécie de gente fazendo dancinhas variadas com aqueles sons horríveis. A maioria fazia caretas péssimas que julgavam, no mínimo, serem sexy. Merda! Nada dos caras. Fui para a rua ver se o carro ainda estava lá e nada. Estava sem nada de grana e perguntei para o segurança. “Cara, onde acho um caixa 24 horas?”. “Ah, no posto da Venâncio”. Agora o próximo passo era convencer um taxista a confiar em mim, me levar lá, eu sacar e depois ir para a estação mercado. Consegui. Marchei em mais de R$ 30 na brincadeira e ainda cheguei em casa podre, às 6 e pouco da matina. O dia havia terminado. Ao menos, estava são e salvo mais uma vez...&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5453805224059570219-1292538502349388076?l=sarnavirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/feeds/1292538502349388076/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2009/09/indiada-buena-que-sabe-onde-os-bicho.html#comment-form' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/1292538502349388076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/1292538502349388076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2009/09/indiada-buena-que-sabe-onde-os-bicho.html' title='“Indiada buena que sabe onde os bicho vão (?!)”'/><author><name>Diegonzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08101398213141553904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S3_tVckzbcI/AAAAAAAAAK8/QTy1Pn1RBYM/S220/Imagem113.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/SrarHQruIPI/AAAAAAAAAIg/XcyhRvKiZyQ/s72-c/hebe2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219.post-2788991928222321021</id><published>2009-09-18T06:42:00.001-07:00</published><updated>2009-09-18T06:59:27.572-07:00</updated><title type='text'>Parabéns a todos nós!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/SrOR31msuVI/AAAAAAAAAIQ/oVmz79VSoB8/s1600-h/1414213778_1d95ac6903.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5382806368106101074" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 276px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/SrOR31msuVI/AAAAAAAAAIQ/oVmz79VSoB8/s400/1414213778_1d95ac6903.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Porque eu tenho orgulho do meu Estado, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;apesar de ele estar em mãos podres nesse espaço do tempo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Porque, apesar de tudo, somos um povo unido e culto.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Porque, lá em 1835, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;desencadeamos ideais separatistas e liberalistas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;com a Revolução Farroupilha e a alma dos farrapos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Porque temos dois campeões mundiais de futebol que, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;apesar da rivalidade acirrada, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;se complementam e engrandecem. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Parabéns aos gaúchos de todos os pagos! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Exaltação farroupilha&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;Autoria: José Hilário Retamozo&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Olha estas mãos afeitas ao manejo&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;das rédeas e das lanças e do arado- trilogia dos trastes campesinos&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;de onde surgiram rumos e destinos&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;de um povo que se orgulha do passado.... &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Inda reboam pelos ares, soltas,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;as notas libertárias de um clarim:- Nico Ribeiro está chamando à Glória&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;a página imortal de nossa História&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;e a peonada guerreira de Jardim.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É o recomeço do decênio heróico&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;envolto em lances de emoção e assombros...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Os ponchos velhos acenando, em fiapos,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;a legenda dos épicos Farrapos&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;e a liberdade agigantando os ombros.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Bento Gonçalves... Canabarro... Onofre...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Souza Netto e o sonho do Seival;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- República dos bravos, andarilha,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;instalando o porvir sobre a coxilha&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;e a cada pouso nova Capital...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;República de sonho e rebeldia,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;efêmera e no entanto duradoura;- viveu dez anos, mas se faz, ainda,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;a lição imortal que nunca finda&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;à vosa, à nossa e à geração vindoura.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Hoje, por isso, as nossas almas rasgam o véu do tempo, &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;que recobre a glória dos que souberam, com amor e afinco,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;dar-nos a herança deste 35&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;e a intransigência de uma trajetória.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Andaremos além das nossas horas emponchados na luz desses exemplos,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;sob o batismo secular das auras&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;que conduziram as legiões de tauras&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;e ainda abençoam religiões e templos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O Povo, a Pátria - as religiões mais altas: a liberdade &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- o consagrado altar, e entre arrepios de convulsões e alarmas,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;as nossas mãos a sustentar as armas pelo Rio Grande que nos faz sonhar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Somos os ramos - agitadas asas de ensanguentadas ocasiões em rubro,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;ora brindando turbilhões de flores,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;ou sacudindo as esgalhadas dores sob a explosão primaveril de outubro.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E vós que sois deste Rio Grande herdeiros contemplai este século que passa&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;e cinzelai sobre a emoção dos dias a flama das sagradas rebeldias&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- ainda o cerne espiritual da raça.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Reconhecemos ir sumindo, aos poucos,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;pelos caminhos das modernas rotas,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;nossa estirpe de bravos cavaleiros que hoje vivem, talvez, &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;os derradeiros momentos em que possa andar de botas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Daí pensarmos redobradas vezes em fugir da alienígena influência,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;e num pleonasmo já vazio de luxo,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;ensinar o gaúcho a ser gaúcho&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;e à querência o valor de uma querência.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Em vós, crianças das auroras claras &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;ensanguentadas do Ibirapuitã,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;repousa o sonho, destas almas guaxas,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;de ainda ver o Rio Grande de bombachas&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;ao abrir as coivaras do amanhã!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5453805224059570219-2788991928222321021?l=sarnavirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/feeds/2788991928222321021/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2009/09/parabens-todos-nos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/2788991928222321021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/2788991928222321021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2009/09/parabens-todos-nos.html' title='Parabéns a todos nós!'/><author><name>Diegonzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08101398213141553904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S3_tVckzbcI/AAAAAAAAAK8/QTy1Pn1RBYM/S220/Imagem113.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/SrOR31msuVI/AAAAAAAAAIQ/oVmz79VSoB8/s72-c/1414213778_1d95ac6903.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219.post-3251466715432831509</id><published>2009-09-14T18:50:00.000-07:00</published><updated>2009-09-15T16:59:04.045-07:00</updated><title type='text'>Um filme, uma vida</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/Sq7zK1l6nXI/AAAAAAAAAHw/NO9aoOy1uP0/s1600-h/Inter+-+nada+vai+nos+separar.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 217px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381505972264672626" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/Sq7zK1l6nXI/AAAAAAAAAHw/NO9aoOy1uP0/s320/Inter+-+nada+vai+nos+separar.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Eu até tinha outro texto para postar aqui antes. Mas uma obrigação maior, que transcende a ordem material das coisas, fez-me adiantar e colocar quase que em tempo real mais uma experiência ao lado do que mais me fascina no mundo: a paixão e a pureza do amor. No sábado acordei cedo para ir à Porto Alegre. Um dos objetivos, com certeza o mais nobre, era ver o filme “Nada vai nos separar” sobre a história de um século do Sport Club Internacional. Para um apaixonado declarado é um evento especial.&lt;br /&gt;Algumas horas andando pelo shopping, algumas entradas em livrarias, um rombo considerável no bolso e um overdose de cafeína. Tinha chegado a hora. Parecia dia de jogo. Na fila crianças, velhos, adolescentes e adultos formavam um mar vermelho de euforia. Aguardavam o momento de entrar na sala de cinema e transformá-la, como num passe de mágica, em sua casa comum, o Gigante da Beira-Rio. As gerações confundiam-se, velhos riam como crianças, crianças sérias tentavam aprender a história do seu clube. Casais de enamorados beijavam-se enquanto, de canto de olho, assistiam o filme.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/Sq7zXPcfqEI/AAAAAAAAAH4/hkDAlByIfEY/s1600-h/flcao.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 150px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381506185362909250" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/Sq7zXPcfqEI/AAAAAAAAAH4/hkDAlByIfEY/s200/flcao.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;A película é espetacular, desde a entrada, onde a câmera percorre o túnel que dá acesso ao campo. Com uma trilha de cantos da torcida ao fundo, o filme toca. O gol de Nilmar na final da Copa Sulamericana 2008 e a torcida vibrando nos primórdios do Beira-Rio se misturavam. A história do nosso estádio construído tijolo por tijolo única e exclusivamente pela força de uma torcida apaixonada que, muitas vezes, deixava de comer, para alimentar a paixão. Afinal, o que nos move, o físico ou o coração? Como não podia deixar de ser, foi comentada parte da história do nosso co-irmão. As piadas arrogantes de que NUNCA conseguiríamos construir o Gigante no meio de um lago e que estavam vendendo títulos de bóia para os sócios. O Grêmio Football Porto-Alegrense foi lembrado na nossa superioridade em vitórias nos grenais e títulos gaúchos. Sua história triste de racismo também foi comentada, quando surgiu a história dos “crioulinhos” e dos “macacos” da beira do rio. Foi a torcida do Inter a primeira a trazer o pó branco e as bobinas e papéis para o estádio. “Coisa de crioulos”, diziam os gremistas. A torcida do Porto-Alegrense, de uma elite bem-comportada, apenas aplaudia seu time, como se estivesse em um jogo de tênis. Risos surgiram com mais força quando, em determinada parte do filme, que mostrava um dos grenais dos anos 50, a torcida do rival faz o mesmo espetáculo. Os burgueses bem arrumados haviam furtado o pó de arroz das madames, que tinha virado, agora, estímulo para os jogadores tricolores. As duas torcidas fizeram um espetáculo bonito que, quando baixou a poeira, ficou ainda mais interessante. Surgiu no meio da torcida colorada uma faixa: “Imitando os crioulinhos?”.&lt;br /&gt;Um torcedor que ia nos Eucaliptos lembra, com emoção, do início da campanha de construção do Gigante. Foram anos até aterrar parte do Lago Guaíba para construir o maior estádio particular do Brasil na época. O torcedor lembrou do saudoso Dallegrave sentado na escada que dava acesso às arquibancadas dos Eucaliptos com um jarro enorme, arrecadando qualquer espécie de doação para campanha. “Eu vinha da Zona norte (o estádio fica no outro extremo da cidade) e, muitas vezes, depositava o único dinheiro que dispunha para o bonde na hora do retorno e caminhava quase duas horas e meia para chegar em casa”. Os racionalistas dirão: “ah, mas que exagero”. Eu não, eu entendo perfeitamente a simbologia que é ter um tijolo seu na construção dessa história de amor e paixão.&lt;br /&gt;Conter as lágrimas em alguns momentos foi inevitável. Foi inevitável identificar-me com o torcedor que passou a década de 1990 sofrendo nas mãos dos coleguinhas gremistas, sendo motivo de chacotas diariamente pela empáfia dos projetos de tricolores. Não estou sendo preconceituoso, apenas fazendo uma constatação. O ódio pelo rival, que mais tarde notei não ter relação nenhuma com as pessoas que torciam por ele, aumentou e meu sangue se tornou ainda mais denso e colorado. Não é azul. Nesta fase em que o Inter vive a partir de 2005, quando teve roubado o título nacional, e depois foi campeão de tudo em nível internacional, seria muito mais fácil ser colorado. Mas talvez não tivéssemos, falo em nome de todos os resistentes, esse amor incondicional que temos. Nunca fomos o “time da moda”, como nosso co-irmão. Na época se dizia, em referência à loja de produtos oficiais do rival: “Grêmio é mania. Inter é paixão”. Faça as contas de quantos “colorados” viraram gremistas na fase em que o Grêmio estava po&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/Sq7zkEi5mGI/AAAAAAAAAIA/pKp5QWxvmBY/s1600-h/20080614_fernandao.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; FLOAT: right; HEIGHT: 151px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381506405775284322" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/Sq7zkEi5mGI/AAAAAAAAAIA/pKp5QWxvmBY/s200/20080614_fernandao.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;r cima? Faça as contas... Eu, assim como muitos, derramava lágrimas de tristeza esperando, um dia, verter essa água salobra da alma de alegria. E foi o que aconteceu! Foi o que aconteceu quando fomos campeões da Libertadores e pude gritar a plenos pulmões no Beira-Rio, engasgado no choro, que éramos campeões da América. Foi assim quando fomos campeões do Mundial, contra o poderoso e, até aquele momento imbatível, Barcelona. Quando solucei como criança, sem vergonha disso, abraçando desconhecidos em uma euforia inexplicável. Foi assim quando levantamos as taças da Recopa e da Sulamericana. E foi assim sábado, no cinema, relembrando esses momentos maravilhosos de alegria, mas sem esquecer os momentos de dor, pois é a dor que nos torna forte e não o contrário.&lt;br /&gt;Como lembrou um torcedor no filme: “eu não sei se é doença, mas se for, nunca quero descobrir a cura”. Faço dessas as minhas palavras finais. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/Sq7z2nPlQiI/AAAAAAAAAII/6Wlx3wj4I-c/s1600-h/torcida.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381506724327146018" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/Sq7z2nPlQiI/AAAAAAAAAII/6Wlx3wj4I-c/s400/torcida.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;CURIOSIDADES&lt;br /&gt;- Realizado pela mesma equipe de Gigante - Como o Inter Conquistou o Mundo.&lt;br /&gt;FICHA TÉCNICA&lt;br /&gt;Diretor: Saturnino Rocha&lt;br /&gt;Elenco: - documentário com depoimentos de Fernandão, Figueiroa, Paulo Roberto Falcão, Alex, Escurinho, Fernando Carvalho, Guiñazu, Claudionei, Nena, Valdomiro, Nilmar.&lt;br /&gt;Produção: Gustavo Ioschpe&lt;br /&gt;Roteiro: Luís Augusto Fischer&lt;br /&gt;Fotografia: Eduardo Izquierdo&lt;br /&gt;Trilha Sonora: Fornazzo&lt;br /&gt;Duração: 116 min.&lt;br /&gt;Ano: 2009&lt;br /&gt;País: Brasil&lt;br /&gt;Gênero: Documentário&lt;br /&gt;Cor: Colorido&lt;br /&gt;Distribuidora: G7 Cinema&lt;br /&gt;Classificação: Livre&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5453805224059570219-3251466715432831509?l=sarnavirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/feeds/3251466715432831509/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2009/09/um-filme-uma-vida.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/3251466715432831509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/3251466715432831509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2009/09/um-filme-uma-vida.html' title='Um filme, uma vida'/><author><name>Diegonzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08101398213141553904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S3_tVckzbcI/AAAAAAAAAK8/QTy1Pn1RBYM/S220/Imagem113.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/Sq7zK1l6nXI/AAAAAAAAAHw/NO9aoOy1uP0/s72-c/Inter+-+nada+vai+nos+separar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219.post-7443742959784474384</id><published>2009-09-07T17:59:00.000-07:00</published><updated>2009-09-07T18:03:00.451-07:00</updated><title type='text'>Espero</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Espero vendo as guerras no olho eletrônico&lt;br /&gt;Espero o tempo passar&lt;br /&gt;Espero e, impotente, desespero&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero cheio de amor&lt;br /&gt;Espero encontrar a paz&lt;br /&gt;Sabendo que disso serei capaz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, eu espero alguém, sim&lt;br /&gt;Alguém para me salvar&lt;br /&gt;Desisto da carranca, me livro das armas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Demonstro a criança&lt;br /&gt;Na luta contra os mesmos monstros&lt;br /&gt;No armário, embaixo da cama, na escuridão dos sonhos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero, desisto e pego as armas mais belas&lt;br /&gt;O novo denovo&lt;br /&gt;Mas sujo papel, não queimo velas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos santos loucos&lt;br /&gt;Só tempo – tenho – tempo&lt;br /&gt;De encontrar a essência da minha existência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero o tempo&lt;br /&gt;Sei que ele é todo meu&lt;br /&gt;Mas, do alto, espero ele aos meus pés&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;( Como deve ser&lt;br /&gt;Para todos os anjos tortos como nós)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu espero o tempo&lt;br /&gt;Eu espero o desespero&lt;br /&gt;Eu espero, para sempre, você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Diego Rosinha&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5453805224059570219-7443742959784474384?l=sarnavirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/feeds/7443742959784474384/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2009/09/espero.html#comment-form' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/7443742959784474384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/7443742959784474384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2009/09/espero.html' title='Espero'/><author><name>Diegonzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08101398213141553904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S3_tVckzbcI/AAAAAAAAAK8/QTy1Pn1RBYM/S220/Imagem113.jpg'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219.post-1249344045679054644</id><published>2009-08-30T18:28:00.000-07:00</published><updated>2009-08-30T18:30:32.912-07:00</updated><title type='text'>A solução</title><content type='html'>Sim, isso é muito clichê. É um desses clichês que deveriam figurar em séries norteamericanas medianas... tipo, o álcool não é problema, é solução. Logo, estou tendo “soluções” com álcool. É o que tudo indica. Os médicos, os colegas de trabalho, minha família, meus amigos, eu, o carro batido...&lt;br /&gt;Minha amiga até me disse, essa querida que escreve “quase tão bem como um homem escreveria”, que escrevo, que me expresso melhor em poemas do que em contos ou crônicas. Tudo bem, eu nem sabia que conseguia me expressar... é como um simples murro na boca do estômago. Somente sentindo e fazendo com que o baque das teclas sejam parte do pulso que ainda pulsa. Dançando a dança do teclado e do vazio das garrafas sob a fumaça.&lt;br /&gt;Eu andei pensando em algo muito genial e, como não estou bêbado, eu posso ser genial, né, Nando Reis? Vou ser ainda mais pretensioso... Ah, acho que posso até arriscar algumas letras e depois dar para minha professora da quarta-série que nunca me deixava ir ao banheiro, avaliar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imortalidade é o primeiro passo rumo ao suicídio. Entende isso? É que, quando todos os anjos estão do seu lado, a coisa fica tão chata e tediosa... buscamos a vida toda por isso e eis que está aqui, me salvando da minha morte, da minha falência múltipla de órgãos e eu achando tudo isso um espetáculo tragicômico, como a ópera que deu errado e terminou em longas e cínicas gargalhadas.&lt;br /&gt;Seguimos assim, sentindo que existe um santo dos intensos, inconformados, bêbados e drogados... seguimos achando os bukowskis, fantes, kerouacs, thompsons e todos os anjos mortos e assassinados pela vida. Deixarei a próxima linha para quando estiver genialmente sóbrio. Deixarei o veredicto para depois, depois da morte, talvez...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5453805224059570219-1249344045679054644?l=sarnavirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/feeds/1249344045679054644/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2009/08/solucao.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/1249344045679054644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/1249344045679054644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2009/08/solucao.html' title='A solução'/><author><name>Diegonzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08101398213141553904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S3_tVckzbcI/AAAAAAAAAK8/QTy1Pn1RBYM/S220/Imagem113.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219.post-1085150038517940659</id><published>2009-08-20T15:10:00.000-07:00</published><updated>2009-08-20T15:15:38.286-07:00</updated><title type='text'>Andando pela contramão</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/So3K2dzaQ5I/AAAAAAAAAHo/0HAYnQ82Fv4/s1600-h/PALHAO~1.JPG"&gt;&lt;img style="WIDTH: 303px; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5372172967584875410" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/So3K2dzaQ5I/AAAAAAAAAHo/0HAYnQ82Fv4/s320/PALHAO~1.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;As forças se esvaem&lt;br /&gt;pelo ralo da morte&lt;br /&gt;Eu penso em ser forte&lt;br /&gt;mas existe algo mais forte que eu&lt;br /&gt;Joga-me para baixo&lt;br /&gt;sempre essa ânsia de andar na contramão&lt;br /&gt;batendo de cara num trânsito frenético&lt;br /&gt;de zumbis arrotando lapsos de sabedoria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As forças se esvaem&lt;br /&gt;junto do vômito amargo&lt;br /&gt;Gosto da bílis, minha eterna companheira&lt;br /&gt;No altar dos bêbados se reza para um deus qualquer&lt;br /&gt;Um deus qualquer, existencialista, que nos tire do abstrato&lt;br /&gt;e nos coloque de vez no eixo social&lt;br /&gt;na prisão moral dos bons costumes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me sinto humano dói&lt;br /&gt;Vontade do colo&lt;br /&gt;Vontade de sorrir novamente&lt;br /&gt;sem arrebentar os seios da face&lt;br /&gt;Úmido de sangue, estou – humano - aqui&lt;br /&gt;lavando a alma com o profano&lt;br /&gt;Santificando cristos tortos&lt;br /&gt;e anjos cansados de voar tão alto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora me espatifo no chão&lt;br /&gt;com a força da queda, acordo&lt;br /&gt;Comendo o lixo que me pertence&lt;br /&gt;Nasceu comigo, é meu! como dizem&lt;br /&gt;Como uma ratoeira, armadilha de capital e egoísmo&lt;br /&gt;Sim, o cinismo me fez um bom profissional&lt;br /&gt;mas à noite, o travesseiro continua sem me deixar dormir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Litros de aguardente, quente urgente&lt;br /&gt;aliviando um tédio tão presente&lt;br /&gt;E, num corpo fraco de resistir&lt;br /&gt;mas fortificado a cada porrada, sigo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mate-me antes que seja tarde&lt;br /&gt;O crepúsculo cai e traz a sombra&lt;br /&gt;E é nela que vou aliviar a minha dor&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Diego Rosinha&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5453805224059570219-1085150038517940659?l=sarnavirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/feeds/1085150038517940659/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2009/08/andando-pela-contramao.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/1085150038517940659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/1085150038517940659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2009/08/andando-pela-contramao.html' title='Andando pela contramão'/><author><name>Diegonzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08101398213141553904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S3_tVckzbcI/AAAAAAAAAK8/QTy1Pn1RBYM/S220/Imagem113.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/So3K2dzaQ5I/AAAAAAAAAHo/0HAYnQ82Fv4/s72-c/PALHAO~1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219.post-257888039204546943</id><published>2009-08-17T09:32:00.000-07:00</published><updated>2009-08-17T09:35:09.824-07:00</updated><title type='text'>REPLICANTE</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/SomGoIsK98I/AAAAAAAAAHg/wXa61-aaPCs/s1600-h/cdrepliavoltaxx8.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5370972054701668290" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 145px; CURSOR: hand; HEIGHT: 136px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/SomGoIsK98I/AAAAAAAAAHg/wXa61-aaPCs/s200/cdrepliavoltaxx8.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Dos Replicantes que, apesar da falta do Gerbase, continua muito foda!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Se o homem é uma corda estendida entre o animal e o super-homem eu me equilibro por toda a vida e meus parasitas não sabem o que comem. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Se o meu estilo é decadente, se já passou o meu tempo criador, se não tem esperança de felicidade eu canto a existência da minha dor. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas nunca morreu minha vontade de poder ser o que nunca fui. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Triste essa humanidade que não sabe mais que tudo flui. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Então eu caio no precipício sabendo que nada acabou. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Esse era o meu destino desde o início, eu canto o começo que retornou..."&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5453805224059570219-257888039204546943?l=sarnavirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/feeds/257888039204546943/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2009/08/replicante.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/257888039204546943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/257888039204546943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2009/08/replicante.html' title='REPLICANTE'/><author><name>Diegonzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08101398213141553904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S3_tVckzbcI/AAAAAAAAAK8/QTy1Pn1RBYM/S220/Imagem113.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/SomGoIsK98I/AAAAAAAAAHg/wXa61-aaPCs/s72-c/cdrepliavoltaxx8.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219.post-5382870926942690592</id><published>2009-08-11T17:34:00.000-07:00</published><updated>2009-08-13T05:18:27.280-07:00</updated><title type='text'>Salvaação</title><content type='html'>Existe, de fato, muito pouco a ser salvo.&lt;br /&gt;A tempestade se aproxima, me convence de que é a melhor saída&lt;br /&gt;Sim Mickey, o amor pode matar o demônio, só o amor...&lt;br /&gt;Quem me dera existissem remédios para não pensar&lt;br /&gt;Quem me dera existissem sonhos pelos quais lutar&lt;br /&gt;Quando se engana, se mata uma esperança, nem as doses mais generosas&lt;br /&gt;da morte gradual podem resgatar a essência da alma que apodrece.&lt;br /&gt;Isso! Estão mortos!&lt;br /&gt;Com suas televisões, ereções, seus cães, seus gatos e tortas, todos condenados&lt;br /&gt;à existir sem propósito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sejam felizes, acabem com o livre arbítrio&lt;br /&gt;Não são só as forças malignas que comercializam almas&lt;br /&gt;no chão sujo de qualquer rua, antes do rapa.&lt;br /&gt;As benevolentes, nas butiques, compram e vendem caro&lt;br /&gt;Vendem a sua vida, com você acreditando nela,&lt;br /&gt;Eles vendem a sua vida por migalhas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando nos damos conta&lt;br /&gt;Não temos mais lugares para nos mover. Eis o castigo!&lt;br /&gt;As drogas não serão suficientemente boas e autônomas&lt;br /&gt;E estaremos mortos enfim...&lt;br /&gt;Mais uma vez, mortos...&lt;br /&gt;O que dizer, se podemos morrer consumindo oxigênio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha sepultura é meu quatro&lt;br /&gt;Meu escritório&lt;br /&gt;O bar e a cachaça de cada dia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles estão lá, no playground com seus filhos&lt;br /&gt;Nos seus empregos, suas celas, suas mortalhas&lt;br /&gt;Querendo sempre mais alguma coisa&lt;br /&gt;que não sabem qual é.&lt;br /&gt;Vocês crescerão na vida sim, terão uma morte digna, afinal&lt;br /&gt;Pagaram para isso, venderam a alma para isso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o preço é justo, eu não sei...&lt;br /&gt;O que sei é que, no final, ninguém será inocente&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5453805224059570219-5382870926942690592?l=sarnavirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/feeds/5382870926942690592/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2009/08/salvaacao.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/5382870926942690592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/5382870926942690592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2009/08/salvaacao.html' title='Salvaação'/><author><name>Diegonzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08101398213141553904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S3_tVckzbcI/AAAAAAAAAK8/QTy1Pn1RBYM/S220/Imagem113.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219.post-2928554353039611167</id><published>2009-08-03T08:48:00.000-07:00</published><updated>2009-08-03T08:53:23.405-07:00</updated><title type='text'>DROPS ÁCIDOS VI</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/SncHL5doDdI/AAAAAAAAAHY/vQ5NU8_AB4I/s1600-h/publica.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5365765382020271570" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/SncHL5doDdI/AAAAAAAAAHY/vQ5NU8_AB4I/s200/publica.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; “O Brasil não tem povo, tem público” Lima Barreto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ETÍLICAMENTE CULTURAL&lt;br /&gt;Final de semana cultural e etílicamente atribulado. Sexta-feira, showzinho da banda Roda Viva, em São Leopoldo. Com releituras de Chico Buarque, não somente em cantorias, mas em composições (pra mim o grande forte dele). Banda boa, povinho interessante – o que é raro numa cidade como essa, periferia social e cultural de Porto Alegre. O foda foi tomar Natu em copinho de plástico e sem gelo, praticamente um sertanejo ao invés do velho caubói... mas fora isso, tudo bem. Os caras mandavam muito bem!&lt;br /&gt;No sábado era vez da Pública, no Teatro de Câmara Túlio Piva, em Porto Alegre. “Digrátis”, o show foi muito bom, como não poderia deixar de ser. As senhas seriam distribuídas a partir das 18 horas, mas às 14 horas o maluco aqui já estava migrando para a capital gaúcha com o chimarrão e uma boa companhia. Grata surpresa foi encontrar Antonio Sanguinetti na esquina Democrática, um violeiro de rua uruguaio que há muito não via. Dessa vez, com caixinha de som e uma viola melhorada. Fico feliz que um cidadão talentoso consiga colher os frutos do seu trabalho, embora não tanto quanto mereça, principalmente quando se olha as mulheres frutas cantando e seus funks bombando nas telinhas e arrombando meus pobres ouvidos. Ah, desligue a TV e não seja tão rabugento, Diego! Ok! Mas fica também a dica, quando encontrares Sanguinetti nas ruas de POA não deixe de lhe comprar o CD, principalmente o de milongas. Mucho bueno!&lt;br /&gt;Esperando iniciar a distribuição das senhas, com chimas já no fim, o negócio foi partir para a cerveja. E aí vale uma nota, faltam butecos com fritas e cerveja bock em Porto Alegre. Conclamo um protesto violento na esquina Democrática! Ah, se o PSTU e seus genéricos podem, porque os bebuns de plantão não podem? Finalmente o show (foto)! Estranho é assistir Pública, uma das melhores bandas do rock gaúcho, sentado. Mas valeu! Depois foi só casa, cama, cozinha, sofá e filmes... um organismo debilitado precisava descansar (isso não incluí o cérebro). &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;CIRCO I&lt;br /&gt;Só para corroborar com minha visão verdadeiramente pessimista acerca da sociedade tupiniquim (Ah, chega dos pseudo-otimismos, né Van? Uma pesquisa da companhia alemã GFK, deu nota sete para a TV aberta brasileira. A pesquisa ouviu mil pessoas com mais de 18 anos em 12 capitais brasileiras. A aprovação maior ocorre no Nordeste, com 78% das notas acima de sete enquanto (não sei porque, mas isso não me surpreende). As regiões Sudeste (60%) e Sul (57%) registram a menor aprovação. A maioria dos entrevistados afirmou que costuma ver a Globo (91%), seguida de Record (59%), SBT (48%) e Band (17%). As informações são do jornalista Daniel Castro, da Folha de São Paulo. Bolsa esmola neles, Lulla! &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;CIRCO II&lt;br /&gt;E como não falar de bolsas esmolas sem lembrar do atual Vale-Cultura? Depois de dar o pão, com a Bolsa-Família, vem o circo. Conforme a nova lei, o empresário que conceder o benefício para o seu empregado assistir bailes funks, axé, enriquecer Augustos Curys da vida ou até mesmo assistir peças de teatro (há há há) e filmes enlatados que tanto contribuem para a cultura tupiniquim, terá abatimento nos impostos - e não precisará gastar energia para sonegá-los. No apagar das luzes de um dos governos mais populistas que esse País já teve, é perfeitamente compreensível que o Lulla queira agradar trabalhadores, artistas e empresários, todos no mesmo balde de merda. Serão bilhões em isenções que, no final das contas, serão pagas por nós, contribuintes. Vale-cultura para um País de burros, bestializados – vide o post acima – que não consegue assistir nada que não tenha um “arebaba”, não parece ser uma solução sensata. Mas Lulla é pop! Os 84% de aprovação mostram isso. O caminho da permanência no Poder passa, inevitavelmente, pela alienação do povo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;CIRCO III&lt;br /&gt;Agora um serviço de utilidade pública. Existe um site em São Paulo, chamado de &lt;a href="http://catracalivre.folha.uol.com.br/"&gt;Catraca Livre &lt;/a&gt;(clique na palavra) que lista um banco de dados sobre tudo o que existe de graça ou com preço popular na capital paulista. Vale a pena visitar! &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;LULA NÃO VOTOU EM SARNEY&lt;br /&gt;Em meio a crise do Senado o nosso novo herói dos pobres soltou mais uma: “Não votei em Sarney, não o coloquei na presidência do Senado. O problema do Senado é do Senado”. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Será que o Lulla votou nele? Porque, caso o nosso excelentíssimo presidente não tenha votado em si, não poderá fazer nada... E agora, quem poderá nos defender? &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;SARNEY NOVAMENTE ACUSADO&lt;br /&gt;Agora o alvo é a sua benevolente Fundação, sediada no Maranhão. Conforme documentos do Ministério Público Estadual, existe um suposto desvio de dinheiro do governo daquele estado em 2004 quando a entidade recebeu R$ 960 mil do poder público. O Estado Sarney era governado por José Reinaldo que, apesar das críticas proferidas a família do dono do campinho, mantinha relações promíscuas com o clã mais corrupto do País. A suspeita recai sobre uma empresa de instalação elétrica chamada Quintec que, segundo o Ministério Público, recebeu R$ 48,5 mil da Fundação, ou seja, parte do dinheiro repassado pelo governo. As informações são da Folha de São Paulo, jornal que ficou de fora das acusações da velha raposa, que atribuiu a sua constante “difamação” a uma campanha articulada pelo Estadão. Ah tá! &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O LUTADOR&lt;br /&gt;Isso já está ficando carrancudo demais. Vamos quebrar o clima. Ontem vi “O Lutador”, um filme de Darren Aronofsky, que promoveu o retorno do esquecido – e ótimo ator – Mickey Rourke às telinhas. Admito que poderia ter sido melhor. A película, que confunde muito com a vida pessoal do ator que interpreta Randy, o lutador, tem momentos emocionantes. A obra só não foi um clichê sem graça por causa de Rourke. Ainda bem que Darren não conseguiu um Silvester Stalone para estragar seu filme. O veterano ator deu deu alma ao que poderia muito bem ser mais um filmezinho medíocre de Hollywood. Trata-se da vida de um lutador profissional que, apesar de ter tido um ataque cardíaco depois de uma de suas muitas lutas com direito à ingestão de drogas variadas, resolve voltar a lutar, apesar das ressalvas dos médicos. No meio do filme, seguindo conselhos de um stripper a qual era apaixonado, resolveu reencontrar sua filha que havia abandonado. Um homem que achou o seu caminho, mesmo que pouco tarde demais. Vale a pena conferir! &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;BANCOS&lt;br /&gt;Nada mudou. Abro o computador nessa segunda-feira gelada, com um mau-humor do cão e está estampado nos principais periódicos virtuais. O lucro do Bradesco cresceu 14,7% no 2º trimestre e ficou em R$ 2,29 bilhões. E a “crise”? É para quem? &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;MAIS DA “PANDEMIA”&lt;br /&gt;Não, não é teoria da conspiração. Mas, esses caras estão muito articulados, é impressionante. A indústria farmacêutica e o quarto poder (ainda acho que é o primeiro, porque o chamado poder público não está conseguindo conter a histeria coletiva instalada pela tal gripe suína). No final de semana fizeram um alarde porque uma menina de 15 anos morreu em um avião da Companhia Copa Airlines. Ela vinha da Disney e, segundo familiares, já havia consultado lá nos EUA, e estava em tratamento PREVENTIVO com Tamiflu. O IML aponta pneumonia como causa mortis. Depois do primeiro impacto, das notícias desencontradas de uma imprensa desesperada, como abutres em busca de um pedacinho da jovem, conseguiram ter o discernimento de entrevistar a tia da garota. Segundo Magda da Paz Santos, Jacqueline Ruas estava sendo PREVENTIVAMENTE medicada nos EUA com o tamiflu, mas não tinha sido diagnosticada a gripe porcina. Na bagagem da garota ainda acharam várias caixas de medicamentos, entre elas a do Tamiflu. Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo no boletim de ocorrência foram registrados também Syrup (xarope), Motrin (anti-inflamatório), Tylenol, azitromicina, antiácidos, analgésicos e antibióticos. E agora, era gripe suína? Só para lembrar, somente em junho deste ano morreram 4,5 mil pessoas no Brasil de gripe COMUM, enquanto a gripe suína matou 70 pessoas desde o seu aparecimento no País. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;DICAS ÁCIDAS&lt;br /&gt;Cinema: “Assim caminha a humanidade”, o original de George Stevens, com Rock Hudson e James Dean nos papéis principais. Trata de três gerações de uma família texana tradicional e as mudanças de comportamentos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Música: Os Marlenes. Recém fui apresentado, mas é muito boa. Do ex-vocalista da Faichecleres. Saindo do forno! &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Site: &lt;a href="http://www.webartigos.com/"&gt;http://www.webartigos.com/&lt;/a&gt; – para quem quiser publicar alguma coisa ou ler textos de desconhecidos (ah, tem muita porcaria também, né?) &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Show: Dia 21/08 na Embaixada do Rock, em São Leopoldo. Cartolas! A 10 pilas! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5453805224059570219-2928554353039611167?l=sarnavirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/feeds/2928554353039611167/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2009/08/drops-acidos-vi.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/2928554353039611167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/2928554353039611167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2009/08/drops-acidos-vi.html' title='DROPS ÁCIDOS VI'/><author><name>Diegonzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08101398213141553904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S3_tVckzbcI/AAAAAAAAAK8/QTy1Pn1RBYM/S220/Imagem113.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/SncHL5doDdI/AAAAAAAAAHY/vQ5NU8_AB4I/s72-c/publica.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219.post-3714083655548891972</id><published>2009-07-27T09:52:00.000-07:00</published><updated>2009-07-27T10:11:12.573-07:00</updated><title type='text'>“Decadente, mas com estilo”</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/Sm3fIN9X7iI/AAAAAAAAAHI/aI2a5dLdwy4/s1600-h/leaving_las_vegas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363188063547158050" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 218px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/Sm3fIN9X7iI/AAAAAAAAAHI/aI2a5dLdwy4/s320/leaving_las_vegas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Meu pai acha que estou com gripe suína. Mas nunca fui um porco, não escatologicamente falando. Mamãe acha que estou magro demais: “olhe para os pulsos dele”. Posso ter testoterona demais, o que e a parte boa do negócio....&lt;br /&gt;Passei o final de semana inteiro sem beber, foi algo inédito. Só não mais inédito porque no sétimo dia eu descansei e bebi boas doses de cachaça. Junto com minha melhor companhia eu vi &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Leaving_Las_Vegas"&gt;“Despedida em Las Vegas”&lt;/a&gt;, um filme forte, apesar de produzido na corja hollyoodiana. A história de um alcoólatra que vai para a cidade norte-americana capital da promiscuidade moral, do jogo, do trago e de tudomais que faz a vida ter algum sentido, me tocou. A ideia era morrer em quatro semanas. Mas um imprevisto acaba adiando o inevitável. Não tinha como não identificar-me ou identificar personagens importantes da minha vida. A mão apertava e tremia a cada cena forte.&lt;br /&gt;Uma prostituta, sem muito a perder, mudou a vida de um homem, deu vida a um homem morto, um homem que já havia desistido de tudo. Hipocrisia é não sentir-se assim num mundo cada vez mais mecânico e desumano, acima de tudo, para os humanos. Droga! Eu vi esse filme sem um pingo de álcool e angustiado por incertezas, que enfim, são as que corroem essa carcaça cercada por uma alma incompreendida. Não a sua, beibe, nunca se culpe, embora eu saiba, que o mundo é dos cristos imorais embebidos em aguardentes e apagados pela fumaça dos cigarros. Filme bom, forte, não mais real porque eu ainda tenho certo receio da palavra amor, embora saiba que só estou vivo por causa dela. Uma prostituta física, num mundo de prostitutas baratas em grandes corporações que, de terno de linho e gravata, vendem suas consciências por migalhas, porque sim, milhões, bilhões, são migalhas quando a troca é pela humanidade. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Campeonato no dia seguinte, um atleta a base de arrebites e chimarrão. Foi um dia bom, um dia curto, porém bom. Nunca se pode disputar contra o inevitável, não deixe isso morrer, mas quase sempre é tarde demais....&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/Sm3fSBhYOhI/AAAAAAAAAHQ/SiwlEncRX5U/s1600-h/jamesdean6.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363188232007203346" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 141px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/Sm3fSBhYOhI/AAAAAAAAAHQ/SiwlEncRX5U/s200/jamesdean6.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Em casa, alguns filmes do &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/James_Dean"&gt;James Dean &lt;/a&gt;deixam-me animado. Já havia visto “Juventude Transviada” e agora era a vez do “Vidas Amargas”. Fenomenal! Claro, o cinzeiro humano, que ia de bar em bar oferecer o peito nu para apagarem cigarros, não faria algo diferente. Existencialista, extremista. A vida é feita de escolhas e não existe nada pior do que amar sem ser amado, do que ser amado sem poder retribuir. O mundo dos cristos tortos! Desculpem! As coisas poderiam ser mais fáceis sim...&lt;br /&gt;Disseram-me, teus textos são apenas clichês de um rebelde sem causa. Talvez seja isso mesmo, talvez o amor e a honestidade já estejam démodé. Um velho rabugento que uma amiga disse gostar. “Apesar do teu mau humor e de tu me chamares de resignada por ser feliz, eu gosto de ti”. Não, eu não esqueço das doces palavras, esqueço de tudo, menos das doces palavras, das lembranças mais tenras... Há muito isso era para ser um drops ácidos, mas como disse meu “amigo” de relógio afoito, “o amor tira a inspiração”. Não acredito, eu sou movido a isso... assim como a qualquer coisa que tire o tédio, um existencialismo exacerbado, o “garoto dos olhos” dos terapeutas e que nem precisou de grandes problemas para isso, bastou enxergar o mundo com os olhos nus, sem colírios, ou as lentes coloridas que dão sentido para a vida medíocre de muita gente. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Precisa-se escrever,&lt;br /&gt;precisa-se votar consciente,&lt;br /&gt;precisa-se ser um bom amante,&lt;br /&gt;precisa-se tragar,&lt;br /&gt;precisa-se bloquear da gripe suína,&lt;br /&gt;precisa-se ser bem humorado,&lt;br /&gt;precisa-se não beber tanto,&lt;br /&gt;precisa-se fazer revisões anuais do organismo debilitado,&lt;br /&gt;precisa-se aceitar,&lt;br /&gt;precisa-se... &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;É, isso tem tudo para ser o limiar de uma Síndrome de Pânico. Quanto é a consulta para voltar a “ser humano” com minhas pílulas de felicidade?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5453805224059570219-3714083655548891972?l=sarnavirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/feeds/3714083655548891972/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2009/07/decadente-mas-com-estilo.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/3714083655548891972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/3714083655548891972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2009/07/decadente-mas-com-estilo.html' title='“Decadente, mas com estilo”'/><author><name>Diegonzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08101398213141553904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S3_tVckzbcI/AAAAAAAAAK8/QTy1Pn1RBYM/S220/Imagem113.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/Sm3fIN9X7iI/AAAAAAAAAHI/aI2a5dLdwy4/s72-c/leaving_las_vegas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219.post-6046467092796950314</id><published>2009-07-23T09:43:00.000-07:00</published><updated>2009-07-23T09:46:50.764-07:00</updated><title type='text'>PANDEMIA DE LUCRO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/SmiTg6nYH9I/AAAAAAAAAHA/lY0f7SLeNpE/s1600-h/gripesuina.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361697550084087762" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/SmiTg6nYH9I/AAAAAAAAAHA/lY0f7SLeNpE/s320/gripesuina.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que interesses económicos se movem por detrás da gripe porcina???&lt;br /&gt;No mundo, a cada ano morrem milhões de pessoas vitimas da Malária que se&lt;br /&gt;podia prevenir com um simples mosquiteiro. Os noticiários, disto nada&lt;br /&gt;falam!&lt;br /&gt;No mundo, por ano morrem 2 milhões de crianças com diarréia que se poderia&lt;br /&gt;evitar com um simples soro que custa 25 centimos. Os noticiários disto&lt;br /&gt;nada falam!&lt;br /&gt;Sarampo, pneumonia e enfermidades curáveis com vacinas baratas, provocam a&lt;br /&gt;morte de 10 milhões de pessoas a cada ano. Os noticiários disto nada&lt;br /&gt;falam!&lt;br /&gt;Mas há cerca de 10 anos, quando apareceu a famosa gripe das aves.&lt;br /&gt;Os noticiários mundiais inundaram-se de noticias. Uma epidemia, a mais&lt;br /&gt;perigosa de todas.Uma Pandemia! Só se falava da terrífica enfermidade das&lt;br /&gt;aves.&lt;br /&gt;Não obstante, a gripe das aves apenas causou a morte de 250 pessoas, em 10&lt;br /&gt;anos.25 mortos por ano.&lt;br /&gt;A gripe comum, mata por ano meio milhão de pessoas no mundo. Meio milhão&lt;br /&gt;contra 25.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um momento, um momento. ..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, porque se armou tanto escândalo com a gripe das aves?&lt;br /&gt;Porque atrás desses frangos havia um "galo", um galo de crista grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A farmacêutica transnacional Roche com o seu famoso Tamiflú vendeu&lt;br /&gt;milhões de doses aos países asiáticos. Ainda que o Tamiflú seja de&lt;br /&gt;duvidosa eficácia, o governo britânico comprou 14 milhões de doses para&lt;br /&gt;prevenir a sua população. Com a gripe das aves, a Roche e a Relenza, as&lt;br /&gt;duas maiores empresas farmacêuticas que vendem os antivirais, obtiveram&lt;br /&gt;milhões de dólares de lucro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes com os frangos e agora com os porcos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, agora começou a psicose da gripe porcina. E todos os noticiários do&lt;br /&gt;mundo só falam disso. Já não se fala da crise económica nem dos torturados&lt;br /&gt;em Guantánamo.&lt;br /&gt;Só a gripe porcina, a gripe dos porcos.&lt;br /&gt;E eu pergunto-me: se atrás dos frangos havia um "galo". ¿ atrás dos&lt;br /&gt;porcos. não haverá um "grande porco"?&lt;br /&gt;A empresa norte-americana Gilead Sciences tem a patente do Tamiflú. O&lt;br /&gt;principal accionista desta empresa é nada menos que um personagem&lt;br /&gt;sinistro, Donald Rumsfeld, secretario da defesa de George Bush, artífice&lt;br /&gt;da guerra contra Iraque.&lt;br /&gt;Os accionistas das farmacêuticas Roche e Relenza estão esfregando as mãos,&lt;br /&gt;estão felizes pelas suas vendas novamente milionárias com o duvidoso&lt;br /&gt;Tamiflú. A verdadeira pandemia é de lucro, os enormes lucros destes&lt;br /&gt;mercenários da saúde.&lt;br /&gt;Não nego as necessárias medidas de precaução que estão a ser tomadas pelos&lt;br /&gt;países.&lt;br /&gt;Mas se a gripe porcina é uma pandemia tão terrível como anunciam os meios&lt;br /&gt;de comunicação, e se a Organização Mundial de Saúde se preocupa tanto com&lt;br /&gt;esta enfermidade, porque não a declara como um problema de saúde pública&lt;br /&gt;mundial e autoriza o fabrico de medicamentos genéricos para combatê-la?&lt;br /&gt;Prescindir das patentes da Roche e Relenza e distribuir medicamentos&lt;br /&gt;genéricos gratuitos a todos os países, especialmente os pobres. Essa seria&lt;br /&gt;a melhor solução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Dr. Carlos Alberto Morales Paita&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Children’s Hospital pediatra – Lima, Peru&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5453805224059570219-6046467092796950314?l=sarnavirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/feeds/6046467092796950314/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2009/07/pandemia-de-lucro.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/6046467092796950314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/6046467092796950314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2009/07/pandemia-de-lucro.html' title='PANDEMIA DE LUCRO'/><author><name>Diegonzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08101398213141553904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S3_tVckzbcI/AAAAAAAAAK8/QTy1Pn1RBYM/S220/Imagem113.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/SmiTg6nYH9I/AAAAAAAAAHA/lY0f7SLeNpE/s72-c/gripesuina.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219.post-8021166942190284533</id><published>2009-07-20T07:40:00.000-07:00</published><updated>2009-07-20T08:03:57.906-07:00</updated><title type='text'>A Carta do Índio de Seattle</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/SmSHIJYFa7I/AAAAAAAAAG4/DFF9J9dJZs4/s1600-h/zapata0.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 243px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/SmSHIJYFa7I/AAAAAAAAAG4/DFF9J9dJZs4/s320/zapata0.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5360558030503373746" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/SmSG8Fg8R_I/AAAAAAAAAGw/d3PH0csxh60/s1600-h/t_indigena_102.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 171px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/SmSG8Fg8R_I/AAAAAAAAAGw/d3PH0csxh60/s200/t_indigena_102.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5360557823308351474" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Em 1855, o cacique Seattle, da tribo Suquamish, do Estado de Washington, enviou esta carta ao presidente dos Estados Unidos (Francis Pierce), depois de o Governo haver dado a entender que pretendia comprar o território ocupado por aqueles índios. Faz já mais de cento e cinquenta anos. Mas o desabafo do cacique tem uma incrível atualidade. A carta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Como podeis comprar ou vender o céu, a tepidez do chão”?&lt;br /&gt;A ideia não tem sentido para nós.&lt;br /&gt;Se não possuímos o frescor do ar ou o brilho da água, como podeis querer comprá-los? Qualquer parte desta terra é sagrada para meu povo. Qualquer folha de pinheiro, qualquer praia, a neblina dos bosques sombrios, o brilhante e zumbidor inseto, tudo é sagrado na memória e na experiência de meu povo. A seiva que percorre o interior das árvores leva em si as memórias do homem vermelho. &lt;br /&gt;Os mortos do homem branco esquecem a terra de seu nascimento, quando vão pervagar entre as estrelas. Nossos mortos jamais esquecem esta terra maravilhosa, pois ela é a mãe do homem vermelho. Somos parte da terra e ela é parte de nós.&lt;br /&gt;As flores perfumadas são nossas irmãs, os gamos, os cavalos a majestosa águia, todos nossos irmãos. Os picos rochosos, a fragrância dos bosques, a energia vital do pônei e do homem, tudo pertence a uma só família. Assim, quando o grande chefe em Washington manda dizer que deseja comprar nossas terras, ele está pedindo muito de nós. O grande Chefe manda dizer que nos reservará um sítio onde possamos viver confortavelmente por nós mesmos. Ele será nosso pai e nós seremos seus filhos. Se é assim, vamos considerar a sua proposta sobre a compra de nossa terra. Mas tal compra não será fácil, já que esta terra é sagrada para nós.&lt;br /&gt;A límpida água que percorre os regatos e rios não é apenas água, mas o sangue de nossos ancestrais. Se vos vendermos a terra, tereis de lembrar a nossos filhos que ela é sagrada, e que qualquer reflexo espectral sobre a superfície dos lagos evoca eventos e fases da vida do meu povo. O marulhar das águas é a voz dos nossos ancestrais.&lt;br /&gt;Os rios são nossos irmãos, eles nos saciam a sede. Levam as nossas canoas e alimentam nossas crianças. Se vendermos nossa terra a vós, deveis vos lembrar e ensinar a nossas crianças que os rios são nossos irmãos, vossos irmãos também, e deveis a partir de então dispensar aos rios a mesma espécie de afeição que dispensais a um irmão.&lt;br /&gt;Nós mesmos sabemos que o homem branco não entende nosso modo de ser. Para ele um pedaço de terra não se distingue de outro qualquer, pois é um estranho que vem de noite e rouba da terra tudo de que precisa. A terra não é sua irmã, mas sua inimiga, depois que a submete a si, que a conquista, ele vai embora, à procura de outro lugar. Deixa atrás de si a sepultura de seus pais e não se importa. A cova de seus pais é a herança de seus filhos, ele os esquece. Trata a sua mãe, a terra, e seus irmãos, o céu como coisas a serem comprados ou roubados, como se fossem peles de carneiro ou brilhantes contas sem valor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Seu apetite vai exaurir a terra, deixando atrás de si só desertos. Isso eu não compreendo. Nosso modo de ser é completamente diferente do vosso. A visão de vossas cidades faz doer aos olhos do homem vermelho. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Talvez seja porque o homem vermelho é um selvagem e como tal, nada possa compreender.&lt;br /&gt;Nas cidades do homem branco não há um só lugar onde haja silêncio, paz. Um só lugar onde ouvir o farfalhar das folhas na primavera, o zunir das asas de um inseto. Talvez seja porque sou um selvagem e não possa compreender.&lt;br /&gt;O barulho serve apenas para insultar os ouvidos. E que vida é essa onde o homem não pode ouvir o pio solitário da coruja ou o coaxar das rãs à margem dos charcos à noite? O índio prefere o suave sussurrar do vento esfrolando a superfície das águas do lago, ou a fragrância da brisa, purificada pela chuva do meio-dia ou aromatizada pelo perfume dos pinhos.&lt;br /&gt;O ar é precioso para o homem vermelho, pois dele todos se alimentam. Os animais, as árvores, o homem, todos respiram o mesmo ar. O homem branco parece não se importar com o ar que respira. Como um cadáver em decomposição, ele é insensível ao mau cheiro. Mas se vos vendermos nossa terra, deveis vos lembrar que o ar é precioso para nós, que o ar insufla seu espírito em todas as coisas que dele vivem. O ar que vossos avós inspiraram ao primeiro vagido foi o mesmo que lhes recebeu o último suspiro.&lt;br /&gt;Se vendermos nossa terra a vós, deveis conservá-la à parte, como sagrada, como um lugar onde mesmo um homem branco possa ir sorver a brisa aromatizada pelas flores dos bosques.&lt;br /&gt;Assim consideraremos vossa proposta de comprar nossa terra. Se nos decidirmos a aceitá-la, farei uma condição: O homem branco terá que tratar os animais desta terra como se fossem seus irmãos. Sou um selvagem e não compreendo de outro modo. Tenho visto milhares de búfalos a apodrecerem nas pradarias, deixados pelo homem branco que neles atira de um trem em movimento. Sou um selvagem e não compreendo como o fumegante cavalo de ferro possa ser mais importante que o búfalo, que nós caçamos apenas para nos mantermos vivos.&lt;br /&gt;Que será dos homens sem os animais? Se todos os animais desaparecem, o homem morreria de solidão espiritual. Porque tudo isso pode cada vez mais afetar os homens. Tudo está encaminhado.&lt;br /&gt;Deveis ensinar a vossos filhos que o chão onde pisam simboliza a as cinzas de nossos ancestrais. Para que eles respeitem a terra, ensinai a eles que ela é rica pela vida dos seres de todas as espécies. Ensinai a eles o que ensinamos aos nossos: que a terra é a nossa mãe. Quando o homem cospe sobre a terra, está cuspindo sobre si mesmo. De uma coisa nós temos certeza: a terra não pertence ao homem branco; O homem branco é que pertence à terra. Disso nós temos certeza. Todas as coisas estão relacionadas como o sangue que une uma família. Tudo está associado. O que fere a terra fere também aos filhos da terra. O homem não tece a teia da vida: É antes um dos seus fios. O que quer que faça a essa teia, faz a si próprio.&lt;br /&gt;Mesmo o homem branco, a quem Deus acompanha e com quem conversa como um amigo, não pode fugir a esse destino comum. Talvez, apesar de tudo, sejamos todos irmãos. Nós o veremos. De uma coisa sabemos, é que talvez o homem branco venha a descobrir um dia: Nosso Deus é o mesmo deus. Podeis pensar hoje que somente vós o possuis, como desejais possuir a terra, mas não podeis. Ele é o Deus do homem e sua compaixão é igual tanto para o homem branco, quanto para o homem vermelho.&lt;br /&gt;Esta terra é querida dele, e ofender a terra é insultar o seu criador. Os brancos também passarão talvez mais cedo do que todas as outras tribos. Contaminai a vossa cama, e vos sufocareis numa noite no meio de vossos próprios excrementos. Mas no nosso parecer, brilhareis alto, iluminado pela força do Deus que vos trouxe a esta terra e por algum favor especial vos outorgou domínio sobre ela e sobre o homem vermelho. Este destino é um mistério para nós, pois não compreendemos como será no dia em que o último búfalo for dizimado, os cavalos selvagens domesticados, os secretos recantos das florestas invadidos pelo odor do suor de muitos homens e a visão das brilhantes colinas bloqueada por fios falantes.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Onde está o matagal? Desapareceu. Onde está a águia? Desapareceu.&lt;br /&gt;O fim do viver e o início do sobreviver.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Tudo isso, para lembrar o massacre dos índios Pernambucanos. Segundo informações extra-oficiais que a grande mídia esconde, mais de cem índios Xukurus estão sendo processados por "formação de quadrilha" sem nenhuma acusão consistente. O motivo? Querem desmarcar as suas terras...&lt;br /&gt;E a grande mídia? Prefere falar a Susan Boyle e das bizarrices intelectuais do presidente Lulla...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso sem contar os milhares de casos que ocorrem no dia-a-dia, como sentidos nos olhos do menino Guarani ontem no centro, pedindo algo para comer, o que foi gentilmente atendido por uma pessoa com alma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamos de um Zapata tupiniquim e que nunca morra o espírito de Justiça, sim, a justiça dos homens para os homens de bem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5453805224059570219-8021166942190284533?l=sarnavirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/feeds/8021166942190284533/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2009/07/carta-do-indio-de-seattle.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/8021166942190284533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/8021166942190284533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2009/07/carta-do-indio-de-seattle.html' title='A Carta do Índio de Seattle'/><author><name>Diegonzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08101398213141553904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S3_tVckzbcI/AAAAAAAAAK8/QTy1Pn1RBYM/S220/Imagem113.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/SmSHIJYFa7I/AAAAAAAAAG4/DFF9J9dJZs4/s72-c/zapata0.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219.post-6605916300699112186</id><published>2009-07-17T08:58:00.000-07:00</published><updated>2009-07-17T09:03:03.580-07:00</updated><title type='text'>A poesia</title><content type='html'>A poesia está em tudo&lt;br /&gt;Certo dia insistiu em estar no amor perdido&lt;br /&gt;a última e derredeira chance...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No outro, foi passear na mesa do bar&lt;br /&gt;e dissipou-se na fumaça dos cigarros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A poesia está na criança pedindo paz,&lt;br /&gt;está no grito dos inseguros&lt;br /&gt;e na atitude dos covardes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A poesia está no seu olhar,&lt;br /&gt;Na cama,&lt;br /&gt;No sofá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A poesia, bem, a poesia está em nós!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5453805224059570219-6605916300699112186?l=sarnavirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/feeds/6605916300699112186/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2009/07/poesia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/6605916300699112186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/6605916300699112186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2009/07/poesia.html' title='A poesia'/><author><name>Diegonzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08101398213141553904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S3_tVckzbcI/AAAAAAAAAK8/QTy1Pn1RBYM/S220/Imagem113.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219.post-311881400059073445</id><published>2009-07-09T05:13:00.000-07:00</published><updated>2009-07-09T05:23:07.419-07:00</updated><title type='text'>Odeio muito tudo isso!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/SlXhB7xzRhI/AAAAAAAAAGo/DxW-J1-itXQ/s1600-h/post5.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5356434755169764882" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 162px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/SlXhB7xzRhI/AAAAAAAAAGo/DxW-J1-itXQ/s200/post5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, a mediocridade humana!&lt;br /&gt;Está em todos os níveis sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Hoje estava indo para o médico, eu e meu inseparável mp3 no volume máximo, eis que, de repente, um som absurdamente alto me faz tentar enfiar os fones cada vez mais fundo nos tímpanos: “pa pa pa, hoje é festa na comunidadi, muita mulher, bebida, hoji eu vô chapa”(sic). Uma hemorragia não seria nada mal nesse momento, penso. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem, dou tapinha nas costas de empresários exploradores, de políticos corruptos, mas como um bom cínico profissional. Fora do trabalho, quero distância de toda a mediocridade, independente da classe social em que ela se encontre. Mil vezes perdão para alguma entidade superior que esteja vendo isso tudo! Sinto-me envergonhado de pertencer a isso, mas fazer o que, eu estava ali. Ah, e devo admitir, as vezes o zoológico humano pode ser divertido. As vendas absurdas dos discos de Michael Jackson, seus clipes e músicas tocando sem parar, que o digam... ah, mas essa nem foi a parte mais engraçada, a parte ilária é notar a mesma mídia que matou aquele menino prodígio com toda espécie de acusações mentirosas (“queria ser branco, comia criancinhas”, etc...) agora o coloca num pedestal acima do bem e do mal. Desculpe achar isso engraçado, é que a fronteira entre o asco total e o sorriso de conta de boca (ainda não costurada, como num autêntico &lt;em&gt;joker&lt;/em&gt;) é tênue. Vejam, vejam a podridão em que vocês estão enfiados! Malditos serezinhos pretensiosos! Ah, droga, eles nunca vêem, apenas dançam &lt;em&gt;thriller&lt;/em&gt; e cantam os nostálgicos acordes dos desgraçados Jackson Five. “&lt;em&gt;So BAD, So BAD&lt;/em&gt;!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que eu não seja um libertário nesse sentido, mas é que machuca ouvir um som tão alto, forçando a Janis baixar sua voz forte no meu ouvido. Certa vez, acusaram-me de anti-democrático, com tendências fascistas... penso que até pode ser. Prefiro esse rótulo que o da imbecilidade. Mas &lt;em&gt;mein kampf&lt;/em&gt; (só para lembrar do velho Adolf) não se trata de uma limpeza étnica, nem nenhum desses absurdos, trata-se de devolver o poder da racionalidade das pessoas que esqueceram que ainda temos um polegar opositor ( o Lulla não tem), mas nos diferenciamos dos demais animais principalmente pela capacidade de gerar pensamentos e ideias próprias. Como dizer, que um cidadão que só escuta as mesmas músicas, das mesmas rádios, pertencentes às grandes corporações formadoras de cérebros bestializados, tem alguma espécie de livre arbítrio? Ah, essa palavrinha, que quer dizer muito mais do que a maioria da massa imagina... Escute o que quiser, mas escute o que você &lt;strong&gt;realmente &lt;/strong&gt;quiser e não o que lhe foi enfiado guela abaixo por meia dúzia de executivos, marqueteiros ou qualquer profissional a serviço do capitalismo (como eu, por exemplo).&lt;br /&gt;Fui andando até a clínica, recebi uma boa notícia que nada tinha a ver com medicina ou as trivialidades inerentes à saúde física. Sorri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um mendigo remexia no lixo, catando sua próxima refeição. Fechei novamente o cenho. “Ah, Diego, pare de carregar essa cruz!” De novo essa fala, não! É de minha mãe, dos meus amigos, do meu psicólogo, psiquiatra, de todo mundo que quer me ver uma pedra, novamente, a Pedra. Mas pedras não rolam sozinhas num mesmo lugar... Aquela filosofia toda do direito à felicidade me enoja. Não digam que sou um egoísta da forma vil como classificam essa palavra, sou um egoísta porque preciso ajudar para me sentir menos mal em relação à raça humana. Um “altrumaníaco” (ficou feio isso, hein?). Quis o destino que eu me transformasse numa espécie de carpinteiro do universo (sim, mais um clichê).&lt;br /&gt;“Margarete, seu filho vai ser como um Che Guevara”. Essas palavras, que minha amada mãe conta até hoje quando sente o meu sofrimento pelo mundo, era, na realidade, uma previsão, um “feitiço” que tomaria conta da minha alma lá nos meus dois aninhos de idade. Ela conta que era uma argentina que disse isso e que ela poderia prever alguma coisa mais positiva para todos ao redor que ainda vêem no egoísmo individualista a única saída para a felicidade – foi quase uma sentença de vida. Felicidade em que não acredito, acredito em momentos felizes como vivi e ainda pretendo viver. A felicidade plena é um prazer que só pode ser gozado pelos idiotas, categoria a qual não me incluo. Não ter algo pelo que lutar pode ser o fim para nós, seres pensantes. Como Raulzito, muitas vezes eu pedi para ser burro, mas como não existia ninguém atrás da porta do banheiro, não fui atendido. Como não havia fundo no poço em que mergulhei, não pude encontrar respostas, somente questionamentos. Mas não existem problemas, eu vou continuar vivendo por isso, tentando não me enganar, sabendo que, como humano que sou vou errar, mas sempre esperando que os acertos superem os obstáculos pelos quais tenho que passar para chegar até o fim, para chegar até você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega de escrever porque este texto já está parecendo auto-ajuda. Por fim, nunca peçam desculpas por existir e mandem os “comandantes” da liberdade para a morte física ou moral (se é que ainda existe isso).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“Revolto-me, logo existo”&lt;br /&gt;Albert Camus&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5453805224059570219-311881400059073445?l=sarnavirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/feeds/311881400059073445/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2009/07/odeio-muito-tudo-isso.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/311881400059073445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/311881400059073445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2009/07/odeio-muito-tudo-isso.html' title='Odeio muito tudo isso!'/><author><name>Diegonzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08101398213141553904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S3_tVckzbcI/AAAAAAAAAK8/QTy1Pn1RBYM/S220/Imagem113.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/SlXhB7xzRhI/AAAAAAAAAGo/DxW-J1-itXQ/s72-c/post5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219.post-3414608533894263295</id><published>2009-07-07T05:02:00.000-07:00</published><updated>2009-07-07T05:03:33.370-07:00</updated><title type='text'>Crime e castigo (Dostoiévski)</title><content type='html'>&lt;em&gt;fala do personagem Rodka&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“... A diferença é que eu nem de longe afirmava que os homens extraordinários sejam obrigados ou tenham infalivelmente de cometer todos os gêneros de atos desonestos, segundo o senhor diz. Parece-me até que a censura não o teria deixado passar. Eu me limitava simplesmente a insinuar que os indivíduos extraordinários tinham direito – claro que não um direito oficial – a autorizar sua consciência a saltar por cima de certos obstáculos, e unicamente nos casos em que a execução do seu desígnio (às vezes salvador, talvez, para a humanidade) assim o exigisse. {...} A meu ver, se as descobertas de Kepler e de Newton, em consequência de certos acontecimentos, não tivessem chegado ao conhecimento dos homens de outra maneira senão mediante o sacrifício da vida de um, dez, cem ou mais homens que se opusessem a essa descoberta ou se atravessassem no seu caminho como obstáculos, Newton, então teria tido o direito, e até o dever... de eliminar esses dez ou esses cem homens, a fim de que as suas descobertas chegassem ao conhecimento de toda a humanidade. Disso não se conclui, no entanto, de maneira alguma, que Newton tivesse qualquer direito de assassinar quem muito bem lhe parecesse, à toa, nem de ir todos os dias roubar em praça pública. Lembro-me também de que, no meu artigo, eu desenvolvia a teoria de que todos... digamos, por exemplo, os legisladores e fundadores da humanidade, começando pelos mais antigos e continuando por Licurgo, Sólon, Maomé, Napoleão, etc... todos, desde o primeiro até o último, tinham sido criminosos, se mais não fosse porque, ao promulgarem leis novas, aboliam as antigas, tidas como sagradas pela sociedade e pelos antepassados, e certamente que não se teriam detido perante o sangue, sempre que isto (derramado às vezes com toda a inocência e virtude, em defesa das velhas leis) pudesse lhes ser útil. Também é significativo que a maior parte desses benfeitores e fundadores da humanidade fossem uns sanguinários, especialmente ferozes. Em resumo: eu concluía daqui que todos os indivíduos, não só os grandes, mas aqueles que se afastam um pouco da vulgaridade, isto é, aqueles que são capazes de dizer qualquer coisa de novo, teriam a obrigação, pela sua própria natureza, de serem infalivelmente criminosos... em maior ou menor grau, naturalmente. De outro modo seria difícil saírem da vulgaridade, e eles não podem se conformar em ficar nela, até por sua natureza e, ao meu ver, têm a obrigação de não se conformarem. {...} No que diz respeito à distinção entre homens vulgares e extraordinários, concordo em que é um tanto arbitrária, mas eu não citava números exatos. Eu só tenho fé na minha teoria essencial, que é aquela que diz concretamente que os indivíduos se dividem, segundo a lei da natureza, em duas categorias: a inferior (a dos vulgares), isto é, se me permite a expressão, material, que unicamente é proveitosa para a procriação da espécie, e a dos indivíduos que possuem o dom ou a inteligência para dizerem no seu meio uma palavra nova. É claro que as subdivisões são infinitas, mas os traços diferenciais de ambas as categoria são bem nítidos: a primeira categoria, ou seja, a matéria, falando em termos gerais, é formada por indivíduos conservadores por natureza, disciplinados, que vivem na obediência e gostam de viver nela. A meu ver eles têm a obrigação de ser obedientes, por ser esse o seu destino e por não ter, de maneira nenhuma para eles, nada de humilhante. A segunda categoria é composta por aqueles que infringem as leis, os destruidores e os propensos a isso, a julgar pelas suas qualidades. Os crimes destes são, naturalmente, relativos e muito diferentes; na sua maior parte exigem, segundo os mais diversos métodos, a destruição do presente em nome de qualquer coisa melhor. Mas se necessitarem para o bem de sua teoria, saltar ainda que seja por cima de um cadáver, por cima do sangue, então, no seu íntimo, na sua consciência, eles podem, em minha opinião, conceder a si próprios a autorização para saltarem por cima do sangue, atendendo unicamente à teoria e ao seu conteúdo, repare bem. {...} Embora no fim das contas, não haja razão nenhuma para se assustar; quase nunca a massa reconhece esse direito deles e até os castiga e os manda enforcar (mais ou menos); e assim, com absoluta justiça, cumpre o seu destino conservador, o que não é obstáculo para que, nas gerações seguintes, essa mesma massa erga os castigados sobre pedestais e se curve diante deles (mais ou menos). A primeira categoria é sempre a verdadeira dominadora: a segunda é... a futura dominadora. Os primeiros conservam o mundo e multiplicam-no matematicamente; os segundos o movem e o conduzem para a sua finalidade. Tanto uns como outros têm perfeito direito de existir. Em resumo: para mim, todos têm o mesmo direito, e... vive la guerre éternelle!&lt;br /&gt;Interlocutor: Porque há de concordar, no caso de um engano e de algum indivíduo se julgar pertencente a qualquer dessas categorias, pertencendo a outra, e começar a eliminar toda a espécie de obstáculos, como o senhor disse, numa expressão muito feliz, que sucederia então?&lt;br /&gt;Isso acontece com muita frequência!&lt;br /&gt;{...}&lt;br /&gt;Esse engano só é possível em indivíduos da primeira categoria, isto é, em indivíduos vulgares (segundo, talvez muito impropriamente, eu os designo). Apesar de sua propensão inata para a obediência, por alguma travessura da natureza, do que nem uma vaca está livre, muitos deles se imaginam seres avançados, destruidores, e correm atrás da palavra nova, e isso com absoluta sinceridade. Na realidade, e com muita frequência, não sabem distinguir os novos e até os olhos com desdém, como a pessoas atrasadas e que pensam baixamente. Mas, a meu ver, isso não é motivo sério para inquietação, e o senhor, verdadeiramente, não deve sentir a menor inquietação, pois esses indivíduos nunca vão longe. Sem dúvida que poderiam ser castigados uma vez, pela sua presunção, a fim de lhes recordar qual é o seu lugar; mas, para isso, nem sequer é preciso incomodar o algoz: são eles mesmos que se flagelam, porque possuem uma elevada moralidade, alguns se prestam mutuamente esse serviço e outros se açoitam com suas próprias mãos... além disso, se impõem diversas penitências públicas... o que é bela e edificante, e em suma, o senhor não deve sentir a menor inquietação... essa é a regra.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5453805224059570219-3414608533894263295?l=sarnavirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/feeds/3414608533894263295/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2009/07/crime-e-castigo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/3414608533894263295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/3414608533894263295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2009/07/crime-e-castigo.html' title='Crime e castigo (Dostoiévski)'/><author><name>Diegonzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08101398213141553904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S3_tVckzbcI/AAAAAAAAAK8/QTy1Pn1RBYM/S220/Imagem113.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219.post-8902940737999097029</id><published>2009-07-03T07:22:00.000-07:00</published><updated>2009-07-03T07:26:04.968-07:00</updated><title type='text'>A confissão</title><content type='html'>&lt;div&gt;Mais um poema (sei que já devo ter colocado aqui)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A arte da vida! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;FANTÁSTICO!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A confissão&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Por Charles Bukowski&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;esperando pela morte&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;como um gato que vai pular na cama&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;sinto muita pena de minha mulher &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;ela vai ver este corpo rijo e branco &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;vai sacudi-lo e talvez sacudi-lo de novo: &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"Henry!"&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;e Henry não vai responder.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;não é minha morte que me preocupa, &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;é minha mulher deixada sozinha &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;com este monte de coisa nenhuma no entanto, &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;eu quero que ela saiba que dormir &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;todas as noites ao seu lado e &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;mesmo as discusões mais banais &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;eram coisas realmente esplêndidas &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;e as palavras difíceis que sempre tive medo de dizer &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;podem agora serem ditas:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;eu te amo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/Sk4UzQ6JlhI/AAAAAAAAAGg/Gp0NRPgrQz4/s1600-h/bukowski018.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5354239877934847506" style="WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 152px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/Sk4UzQ6JlhI/AAAAAAAAAGg/Gp0NRPgrQz4/s200/bukowski018.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5453805224059570219-8902940737999097029?l=sarnavirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/feeds/8902940737999097029/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2009/07/confissao.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/8902940737999097029'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5453805224059570219/posts/default/8902940737999097029'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sarnavirtual.blogspot.com/2009/07/confissao.html' title='A confissão'/><author><name>Diegonzo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08101398213141553904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/S3_tVckzbcI/AAAAAAAAAK8/QTy1Pn1RBYM/S220/Imagem113.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/Sk4UzQ6JlhI/AAAAAAAAAGg/Gp0NRPgrQz4/s72-c/bukowski018.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5453805224059570219.post-3914368630535409834</id><published>2009-06-24T10:40:00.000-07:00</published><updated>2009-06-24T11:11:40.856-07:00</updated><title type='text'>DROPS ÁCIDOS V</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/SkJmolxCCCI/AAAAAAAAAF4/d40WX3tMhDE/s1600-h/bobo_lulla.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5350952154788136994" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 125px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_N-0yDehfZKo/SkJmolxCCCI/AAAAAAAAAF4/d40WX3tMhDE/s200/bobo_lulla.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;“Não caminhe na minha frente, eu não posso seguir. Não caminhe atrás de mim, eu não posso conduzir, apenas caminhe ao meu lado e seja meu amigo” Albert Camus&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;MAIS DO PIOR:&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sim, chegamos ao drops cinco e vamos entrar nessa onda toda de aniversário para os milhões de leitores que passam neste humilde blog diariamente. Como não poderia ser diferente, hoje devo começar com uma declaração bombástica – que não espanta quem tem mais de dois neurônios e realmente não acredita que a democracia vá resolver todos os problemas da humanidade. Mortos não votam (vendem o sufrágio por carniça), mortos não escrevem direito, mortos assistem telenovelas e vibram e choram com elas. Mortos!&lt;br /&gt;O escritor &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_saramago"&gt;José Saramago &lt;/a&gt;declarou o óbvio na semana passada, mas causou indignação, principalmente naquelas pessoas para quem a carapuça serviu. O português escreveu em seu blog que acredita que o crescimento do número de blogs na Internet não deve ser tão comemorado, pois “está se escrevendo mais, embora pior”. É impossível discordar. Lógico, que não me coloco nessa panela, como também acredito que existam outros que utilizam-se desta bela ferramenta de democratização das mídias muito bem. Temos vários exemplos, não citarei porque posso esquecer alguém. Certa vez, conversando com um amigo estudante de filosofia do qual gostava muito de papear, pela sua perspicácia e a inteligência aguçada, tão raro nos pretensos filósofos (onde tu andas, Vinícius Braga, o Lord?), ele me disse: “no mundo contemporâneo todos querem ser ouvidos, mas ninguém quer ouvir”. Pois foi impossível lembrar dessa frase emblemática quando deparei-me com a crítica de Saramago. É paradoxal, mas vivemos num mundo cheio de informação, mas somos desinformados, vivemos cercados de pessoas, mas sempre solitários...&lt;br /&gt;Voltando para o escritor lusitano: "Pessoalmente cuido tanto do texto de um blog como de uma página de romance". É isso aí, meu velho!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SE EU TIVESSE UM CANUDINHO:&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Agora o diploma. Olha, não quero cair naquela balela do corporativismo cego, mas tenho que admitir que a anulação da exigência do diploma de jornalista para a prática do jornalismo foi um golpe duro nos profissionais da área, ao qual me incluo. Não posso ser a favor da segregação, da discriminação dos pobres que não tiveram oportunidades de frequentar uma faculdade. Até pouco tempo, meu objetivo era entrar na formatura com a música Kill the poor, dos &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dead_kennedys"&gt;Dead Kennedys&lt;/a&gt;, e fazer do diploma uma arma contra os familiares emocionados pelos filhotes. Achei que seria antipático demais, até para um ser rabugento como eu. Para mim, todos deveriam ter diploma, mas sabemos que a realidade não é essa. Agora querer nivelar por baixo é uma ode à ignorância. Também não se pode esperar nada de um País adorador de telenovelas (o que mais assiste, segundo estudo realizado recentemente por um instituto norte-americano) e que tem um presidente analfabeto funcional que se orgulha disso.&lt;br /&gt;Eu acreditava que era impossível piorar ainda mais a qualidade do jornalismo tupiniquim, tão submisso às linhas editoriais das grandes empresas de comunicação e tão atrelado à publicidade. Mas eles conseguiram. Agora qualquer um pode escrever. Se antes já era difícil entender algumas notícias, agora será praticamente impossível, pois os profissionais que já eram ruins serão ainda piores e não terão a mínima noção de técnica jornalística para escrever suas “reportagens”. Parabéns aos grandes conglomerados de comunicação, os únicos reais beneficiados com a derrubada da exigência do diploma de jornalista! Sabemos que o grande motivo disso tudo foi enfraquecer politicamente uma categoria que já está praticamente morta pela desunião. Se antes o salário mal dava para viver, agora será pior ainda...&lt;br /&gt;Ah, impossível também deixar de registrar a avalanche de gente que nunca se importou com a prática e que agora está “engajada” na causa. São os mesmos medíocres que são utilizados com muita competência na retórica dos oito ministros que votaram pela morte do jornalismo brasileiro. Afinal de contas, mediocridade não exige diploma. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;SOBRE AS CASAS DE TOLERÂNCIA:&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E a crise nas Casas de Tolerância do Congresso Nacional? Não posso dizer que estou triste. Como um amante do caos, um ferrenho defensor da derrubada da estrutura social, não consigo conter o sorriso e manter o discurso indignado frente aos interlocutores que ainda acreditam na democracia. “Hey, acordem, vocês não devem mais acreditar nisso”. Ah sim, o risco de ditadura? Na ditadura tínhamos muito claro nosso inimigo, e agora? Na ditadura, ainda tínhamos uma juventude, pensante? Depois do escândalo das centenas de diretores nomeados de forma “sigilosa” no Senado, a notícia mais recente que vem com cheiro de sífilis e gonorreia, são os 663 atos secretos realizados no Senado desde 1995. O número pode, e deve, ser ainda maior. Agaciel Maia, o homem da mansão não declarada, foi destituído do seu cargo de diretor-geral do Cabaret, mas continua rondando por lá, já que é funcionário da Casa. E o José Sarney, imita Lulla, ou Lulla imita Sarney: “eu não sou o Senado, não sei de nada”. Ah, tá! E os tremiliques na coletiva? Será que a consciência está abatendo a velha raposa? Não, não, seres como este, que já tem sua terceira geração de lacaios empregados, não as possui. É o Parkinson. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;UTÓPICOS:&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Encontrei um velho conhecido de lutas e sonhos na noite hamburguense final de semana passado. Conversando com ele, descobri que agora estava filiado no PSOL. “Cara, se quiseres falar de mudança política comigo, vamos falar de armas”. Abraço, Mauro. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;I LOVE LULLA:&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E o Lulla que declarou na semana passada, de acordo com seu português, que “ninguém pode chamar ninguém de bandido porque desmatou a Amazônia para pecuária”. O que dizer? O ex-operário discursava para um bando de grileiros que desmataram o pulmão do mundo para criar gado ao longo dos anos em “comemoração” a medida provisória que foi aprovada pelo Senado no início do mês, com o objetivo de regularizar 67,4 milhões de hectares de terras públicas ocupadas ilegalmente na Amazônia, área equivalente às áreas somadas da Alemanha e da Itália.&lt;br /&gt;Ele disse, ainda, que os pobres pecuaristas “lutaram” pelo seu chão. “Eu acho muito bom, que alguém que antes vivia numa situação complicada, com 50 hectares, hoje tenha 2 mil hectares e um carrinho na garagem”. Está bem Lulla, um carrinho na garagem... &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;BANQUETE DE MISÉRIA:&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um relatório divulgado pela FAO/ONU, relata que a fome vai atingir recorde de 1 bilhão de pessoas em 2009. Ou seja, uma em cada seis pessoas no mundo são subnutridas. Enquanto isso, a ínfima elite mundial, continua roubando, desperdiçando, acabando com os recursos naturais, tudo isso sob o olhar atento de governos complacentes e, acima de tudo, cúmplices desses crimes. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;GIGANTE VAI RUGIR:&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Amanhã tem final da Recopa no Beira-Rio: Inter X LDU (Equador). Vamos para dentro deles!&lt;br /&gt;Na outra quarta-feira, dia 1º, a mobilização é contra o Corinthians, do fenômeno (sim, ele ainda é, basta ver o estado que deixou a coluna do Índio no jogo em São Paulo). Vai ser difícil, mas quem é colorado sabe, que com o coração na ponta da chuteira, nada é impossível! O Barça que o diga! Para dentro deles, COLORADO! Agora é guerra!&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;FALARAM:&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Diego, como tu e
